Capítulo Único
Ontem, estava eu em meu personagem roleplayer ex-perito que agora se tornara criminoso Macgyver Mente Criminosa caçando suspeitas galinhas no território prêmio da pacífica ilha de Rookgaard, quando subitamente me dá curiosidade de descer as escadas da loja de Lee'Delle, a fim de investigar tal espelunca sob administração da novata em contrabando. Eis que me deparo com tal cena:
Ô gente, vai arrumar um quarto
Uma pessoa normal iria rir (pelo menos eu ri) e continuar com sua vida. Para minha surpresa, os 2 enamorados, ao me ver, se desconectaram ao mesmo tempo (!). Fixado nisto, resolvi continuar com minha vida.
Hoje, voltando de meu ritual diário de acariciar galinhas pelo lado de dentro, resolvi novamente fazer a fiscalização da boca de fumo, desta vez examinando o segundo andar. Ao abrir a porta do quarto, encontro um rosto já tal um tanto quanto familiar:
Pelo menos dessa vez ele arrumou um quarto...
Ah, sim, eu troco muito de disfarces.
*caham* Uma enorme coincidência, qualquer um diria. Mas daqui podemos destacar 2 fatos:
- O pseudônimo da mulher é uma referência muito show de bola
- O homem da vez parece ser o mesmo de outrora
Além disso, os dois pombinhos não se desconectaram ao me ver. Com tempo para reagir, então, tentei removê-los do modo de empilhamento, empurrando (de maneira gentil) a moça para o lado.
Fotos cedidas por cinegrafista amador mostram nosso jovem ex-policial em tentativa de negociação
Minhas suspeitas se confirmavam! O homem era realmente o mesmo. As vestimentas entregavam a identidade do indivíduo! Estranhamente, seu único movimento foi fechar a porta que fora aberta e voltou a empilhar-se.
Fitamo-nos por alguns segundos. Eu aguardava a próxima ação de meu oponente enquanto o mesmo continuava imóvel, como se incomodado por minha presença. Com ambos trancados eu seu leito romântico, eu parecia estar no controle da situação. Era iniciada então uma tentativa de interrogatório.
Gravação de áudio em AWB 23 KB/S recuperada através de escutas escondidas em meus bolsos
A conversação foi efêmera e fez forte uso de jargões e vocabulário técnico. Fui persuasivo e conseguir extrair informações importantes. Em contrapartida, induzido pela agitação do momento, acabei por não questionar exclusivamente o rapaz a respeito dos eventos ocorridos no dia anterior.
Curiosamente, o diálogo ocorreu em voz alta. Alguns momentos depois eu me distanciei e gritei até o casal, do horizonte. Obtive como resposta uma gíria em igual amplitude.
Finalmente, relatando os resultados:
- A moça não demonstra resistência à operação. De fato, afirma estar cansada;
- A moça está conversando com um colega que não vê há demasiado tempo, embora quem a acompanha é, de fato, seu noivo;
- A mulher confessa que seu noivo gosta de estar próximo a ela (n.a.: bem próximo) e que é nova na região, desconhecendo o ocorrido do dia anterior;
- O homem está de acordo com os dizeres de sua futura esposa, reforçando que já permaneciam no lugar há cerca de 25 minutos;
- Terminei o diálogo me desculpando: "Pensei que eram os mesmos [cidadãos] de ontem, me desculpem a intromissão. Vejo vocês depois!". O homem era, de fato, o mesmo de ontem, mas não esboçou nenhuma resposta e nem demonstrou ter me reconhecido;
- Para manter a política da boa vizinhança, ao longe eu elogio o belo nome da dama, a qual me corresponde com um agradecimento através da variação linguística de sua terra natal.
Mistério solucionado? Algumas perguntas parecem ter sido respondidas, mas isto apenas serve como origem para outras. A dama foi bem simpática e respondera tudo com confiança, enquanto seu esposo mantevesse calado e introvertido durante todos os minutos.
Nosso jovem investigador renegado ainda não se sente convencido.
Epílogo
Após tal incidente, não havia muito o que pudesse ser feito sem que eu fosse considerado um incômodo. Fingi ter encerrado o caso e continuei adiante, porém meus amigos da guilda de mercenários notavam que algo me intrigava...
Alguns momentos depois, retornei de maneira rápida e sorrateira ao mesmo local visitado na última vez. Flagrei o casal, na mesma posição de antes por uma fração de segundo. Porém, a erosão marinha causou estragos à madeira que recobre o local e os ruídos de meus movimentos entregaram minha presença.
Tive de fugir, mas desta vez os vastos conhecimentos das planícies locais transformaram o terreno ao meu favor.
Após isso, resolvi roubar informações cadastrais dos 3 indivíduos, uma vez que agora possuía conhecimento de seus nomes, após certa espionagem. Para minha surpresa, muitos de seus documentos haviam sido queimados!
Não consegui encontrar informações como data de ingressão em serviços sociais ou outros nomes que possam ter sido suas identidades passadas. Após um pouco de chantagem, tudo o que consegui saber foi o último horário que os mesmos visitaram o cartório e quais eram suas profissões (irrelevante, mas todos são desempregados).
Buscando informações, novas teorias desabrotam.
Cindi foi a primeira a entrar, bem antes de todos. A jovem Ina chegou um pouco mais que 1 hora após, sendo que seu par se atrasou consideravelmente.
Isto não respondia tudo. Muito pelo contrário, só demonstrava que o anteriormente tão carente marido havia deixado sua esposa sozinha por cerca de 90 minutos! Eu precisava de mais informações, mas sabia que alguém do meio externo não conseguiria progresso fácil e efetivo.
Eu precisava falar com ele. Sim, ele mesmo: o Bill da contabilidade.
Bill é um rapaz jovem, inteligente e prestativo. Apesar de recente na empresa, rapidamente ascende de cargos e ganhou a confiança da maioria, inclusive da Suzana do RH. Mas todo homem tem seu preço.
Infelizmente Bill é também ganancioso. Em troca de seus serviços, tive de lhe dar 2 dos meus livros de culinária e 1 saco de amoras frescas.
Em uma folha tosca de papel (para passar despercebida), recebi uma ficha com a quantidade de tempo que cada um dos três envolvidos permaneceram na nossa ilha durante os últimos 7 dias. Eu amo esse cara!
O Bill também conversou com os costureiros para que implantassem um rastreador nos coletes de Zepoma, assim serei avisado quando ele nos visitará novamente.
Agora, analisando a ficha:
Cindi fez uma visita de média duração há algum tempo. Aparentemente desgostou, pois ficou sem retornar. Mudou de ideia ontem, passando bastante tempo como visitante. Retornou rapidamente hoje.
Ina não mentiu. Realmente é nova no local, mas demonstra ter criado afinco e permaneceu por um longo tempo
Tudo parecia resolvido quando os rastros de Zepoma puseram tudo a perder! O mesmo já fez algumas visitas anteriormente. Ontem ele passou em nossa ilha exatamente a mesma quantidade de tempo que Cindi, formando o primeiro par aqui exibido. No último dia, ficou 15 minutos a menos que nossa jovem Ina. Havia Zepoma superado sua carência novamente?
Dúvidas, dúvidas...
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