Isso só descobriremos quando morrermos (ou não).
Não há como ser peremptório ao ponto de dizer que a consciência é resultado da atividade cerebral, sem considerá-la como parte autônoma, capaz de dissociar-se do corpo após a morte.
Muitas experiências vem sendo conduzidas para tentar por um fim nessa dúvida, mas em termos científicos, não houve nenhum progresso até o momento.
Os famosos relatos de EQMs deram esperanças para muitas pessoas de que haveria uma vida após morte, mas os relatos que atestam uma suposta continuidade pós-vida nada mais são que o último suspiro da nossa atividade cerebral, antes de desligar-se completamente.
Agora as esperanças recaem sobre a instalação de placas onde somente alguém com uma vista panorâmica poderia ver suas inscrições. Mas de todos os pacientes que voltaram de uma parada cardíaca, até agora nenhum relatou ler as placas. No mais, pretendem difundir a prática para ver se logram êxito em suas tentativas.
O fato é que as pessoas estão tão apegadas com suas vidas, que lhes parece impossível a morte definitiva. A idéia é assustadora demais porque a natureza humana é inclinada à crença porque os genes buscam sobrevivência e habitam um corpo propenso a isso. Se um avião cair, é muito provável que até o mais ferrenho dos ateus invoque o nome de Deus.
A morte é como um sono do qual jamais despertaremos. E isso, óbvio, não faz sentido nenhum para nós.