Estou meio sem tempo, mas sempre tive vontade de escrever um pequeno artigo com a relação entre bandas, produtores, mídia e público no cenário musical brasileiro atual. Se a vontade / inspiração emergir eu faço e posto aqui mesmo.
Só de ler o título do tópico eu já sabia que uma linda war iria ser declarada. Hoje em dia para eu discutir sobre música só realmente em situações cotidianas com amigos sobre lançamentos de discos de bandas que as duas partes tem certa afinidade ou quando alguém me pede opinião sobre a parte instrumental da música que está compondo.
Mas isso não vem ao caso. Voltando ao tópico, exponho para vocês uma conclusão que já tirei há um tempo, a única forma de transformar o gosto musical de uma pessoa que sempre viveu em certo lugar ouvindo certos ritmos musicais enraizados no seu dia a dia é ensinando ela a tocar algum instrumento musical. Tiro essa conclusão de exemplos reais que já tive, na verdade eu nem me coloco como exemplo pois nunca tive um estilo musical que fosse obrigado a ouvir 24h/dia no ambiente que vivo, mas posso citar pessoas que por simples influência de amigos da escola ou até por entrarem na aula de música da igreja e começaram a tocar um instrumento adquiriram um gosto musical diferente de pessoas próximas. Um gosto mais refinado pro lado do eruditismo.
Entrando mais ainda no tópico e falando sobre as bandas brasileiras favoritas, eu valorizo aquelas que tem uma parte instrumental rica e na presença de vocais que tenham uma letra que me faça pensar ou entrar num ambiente criado em conjunto com os instrumentos.
De modo geral eu já tirei ideias ouço sempre que possível, sei tocar algumas músicas e posso me dizer de certa parte influenciado por:
Alceu Valença, Vinícius de Moraes, Raul Seixas, Zé Ramalho, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Cássia Eller, Caymmi, Gilberto Gil, Renato Russo, Toquinho, Caetano Veloso, Titãs e Tom Jobim. Na verdade esses são os que estão frescos aqui na mente e mais conhecidos entre o povo do fórum.
Mas se for para dar um destaque especial cito:
João Gilberto (Baiano Supremo Master), Hermeto Pascoal, Korzus, Hangar, Angra, Dr.Sin e Andre Matos (fã boy mode on, ele tirou o acento do nome)
Em especial os artista em negrito pois de uma forma de fácil entendimento conseguem na maior parte das composições dar saltos inesperados, variar entre escalas de um modo que fazem meu queixo cair por achar previamente impossível de serem executadas sem alterar de forma brusca o curso da música. Na verdade te envolvem em um ambiente em que cada nota da guitarra ou batida na bateria fazem uma transformação no cenário que você tem que forçar sua imaginação a um ponto extremo o que acaba aguçando sua percepção.
Minhas conexões sinápticas agradecem.