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Tópico: A Biblia estaria certa dos acontecimentos atuais?

  1. #401
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    Citação Postado originalmente por Locke Cole Ver Post
    Faço uma pergunta aos univitelinos:

    De acordo com a crença adventista, para o pecador ter garantido seu lugar no céu precisa necessariamente se arrepender antes da morte? Ou dá de choramingar copiosamente perante o juízo de deus implorando clemência?
    não necessáriamente se arrepender de seus pecados antes da morte...

    seria fácil viver uma vida promiscua e no final dela nos 5 minutos finais pedir perdão a Deus, e por incrivel que pareça se uma pessoa fizesse isso de coração Deus a perdoaria, como foi o caso de dimas na Cruz, o Ladrão.

    a questão é que ninguém consegue garantir uma vaga no céu antes da hora, isso foi balela da igreja católica em época de inquizição e indulgências...

    a Biblia fala que aqueles que seguirem os dois mandamentos de Cristo, que resumem os 10 da época de Moisés, esse herdarão o reino dos Céus, se você parar pra pensar é um estilo de vida independente da religião...

    Mandamentos dados por Cristo.

    1- amarás a Deus sobre todas ao coisas
    2- Amaivos uns aos outros Como a ti mesmo


    esses dois resumem os 10

    1 - Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
    Não terás outros deuses diante de mim.

    quem ama a Deus não tem outros deuses

    2 - Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.

    reforça o 1° mandamento de não ter deuses, quem ama a Deus não os tem.

    3 - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.

    quem ama a Deus não toma seu nome em Vão.

    4 - Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.

    quem ama a Deus guarda o seu dia santificado, e esse é o mandamento original, modificado pela igreja Católica para o Domingo. muitas bíblias católicas ainda possuem o Sábado escrito.

    5 - Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

    quem ama seu próximo ama a seus pais.

    6 - Não matarás.

    que ama seu próximo não mata.

    7 - Não adulterarás.

    quem ama seu próximo não o trai, nem o magoa.

    8- Não furtarás.

    quem ama o Próximo não rouba dele.

    9 - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

    quem ama seu próximo não mente pra ele.

    10 - Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

    quem ama seu próximo não cobiça oque não é seu.


    não existe uma receita de como estar com Cristo no paraíso, ninguém pode aop certo afirmar eu estarei lá, pode ser que você Locke esteja lá e eu fique aqui na terra se assim Cristo Julgar, ele olhará nossos corações e como vivemos aqui na terra.

    Mateus 13:47 Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a qualidade de peixes.

    ilustrando que o céus não é só dos Adventistas, ou Cristãos, mais de toda a variedade de pessoas, até mesmo Ateus se Deus assim o quiser.

    nenhum desses mandamentos fará sentido se você não os cumprir com prazer e de coração, simplismente cumpri-los por cumprir não muda o principal que é o coração.

    Mateus 7:21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

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    Última edição por Grafite; 04-03-2010 às 20:27.
    " Ninguém é tão pequeno que não possa ensinar, e nem tão grande que não possa aprender."

  2. #402
    Avatar de Rubenito
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    @Grafite não seja prolixo.

    Citação Postado originalmente por Locke Cole Ver Post
    Faço uma pergunta aos univitelinos:

    De acordo com a crença adventista, para o pecador ter garantido seu lugar no céu precisa necessariamente se arrepender antes da morte? Ou dá de choramingar copiosamente perante o juízo de deus implorando clemência?
    Existe um termo que se chama chuva serôdia e chuva temporã, vou explicar as duas, após essa "chuva serôdia" não haverá mais chance de se arrepender. Ela ocorrerá um pouco antes do Juizo final.

    Basicamente é assim


    Chuva Temporã | Chuva Serôdia | Juizo Final


    Chuva Temporã - Pode acontecer a qualquer momento, basta a pessoa querer.[+Aceitar Deus em sua vida]

    Chuva Serôdia - Ainda não ocorreu, derramamento do Espírito Santo[+Metafora]

    Juizo Final - Ainda não Aconteceu.


    Basicamente, você só recebe a chuva serôdia se tiver recebido a chuva Temporã anteriormente, sem não tiver recebido a Chuva Serôdia, esqueça passaporte para o paraíso!

    E clemenência no Tribunal Celestial, não adiantará. :triste:

    Portanto não da pra ser na última hora. Não é tão simples.

    A Excessões de Enoque, Elias, Ladrão da Cruz e Moisés que já estão no reino de Deus.

    ------------------------------------//-------------------------------------

    Lá vem as metáforas para variar. Pra explicar.

    Por que a chuva temporã é tão importante?

    “Se a chuva temporã não fizer o seu trabalho, a serôdia não desenvolverá a semente até à perfeição...”

    Quando aceitamos a Cristo como nosso Salvador e Senhor, Ele entra em nosso coração pelo Espírito Santo, e começa nossa experiência com a chuva temporã. No sentido espiritual, a divina semente da verdade brota com a experiência do novo nascimento e é nutrida diariamente pela presença contínua do Espírito Santo.

    “As bênçãos recebidas sob a chuva temporã, são-nos necessárias até ao fim... Ao irmos ao Senhor em busca do Espírito Santo, este operará em nós mansidão e humildade, bem como consciente confiança de que Deus nos concederá a aperfeiçoadora chuva serôdia.”

    “Muitos tem em grande medida deixado de receber a chuva temporã... Esperam que as falhas sejam supridas pela chuva serôdia... Estão cometendo um erro terrível...”
    Última edição por Rubenito; 04-03-2010 às 23:32.
    YHWH

  3. #403
    Avatar de Mig Master
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    Não era Deus infinitamente misericordioso e bondoso?

  4. #404

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    Citação Postado originalmente por Mig Master Ver Post
    Não era Deus infinitamente misericordioso e bondoso?

    Pois é. Acho isso estranho também.

    Com o meu razoável conhecimento da Bíblia, imagino que um deus de tantas qualidades fosse capaz de perdoar perante o Tribunal Celestial, ou em algum outro momento após a morte do pecador.

    Ao limitar a bondade divina, parece que os teístas querem dar uma justificativa perfeita para a sua devoção em vida, quando o que me parece mais coerente (levando em consideração as qualidades atribuídas a deus na Bíblia) é que os ateus podem ficar de BRINKS a vida inteira e se arrepender sinceramente no pós-morte (e certamente se eu descobrir que o deus alegado pelos cristãos existe após morrer, o CAGAÇO será tão grande que vou me arrepender dos pecados até o último fio de cabelo hehehe).

    De qualquer forma, obrigado pela resposta longa e cuidadosa, Rubens e Grafite.

  5. #405
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    Citação Postado originalmente por Mig Master Ver Post
    Não era Deus infinitamente misericordioso e bondoso?
    Sim Deus o é.

    Me responde uma coisa você gostaria de ir a um lugar que não quer? Forçado? Ou Amar alguém a força?

    Ex:
    Você tem 5 anos e sua mãe te leva a força pra tomar injeção, você odeia nem quer saber de Injeção.


    é a mesma coisa, porém Deus não vai te forçar a ama-lo, você tem que tomar essa decisão sózinho, Deus não pode apagar todos os seus pecados sem sua permissão.


    Deus deixou avisado o que acontecerá se não se arrepender dos pecados.


    @ Locke

    Deus não deseja que as pessoas se arrependam por medo de Deus, deseja que se arrependam pelo desejo de viver eternamente ao seu lado.


    @ Detalhe da chuva Serôdia

    Ela só se aplicará a quem estiver vivo no tempo do fim. Quem morreu antes e recebeu a Chuva temporã (Aceitou Deus em sua vida) será ressucitado e transladado no céu.




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    Última edição por Rubenito; 05-03-2010 às 00:06.
    YHWH

  6. #406

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    Citação Postado originalmente por Rubenito Ver Post
    @ Locke

    Deus não deseja que as pessoas se arrependam por medo de Deus, deseja que se arrependam pelo desejo de viver eternamente ao seu lado.

    O medo é uma das razões pela qual eu me arrependeria. Não a única.

    Se eu morrer, descobrir que deus existe e que minhas alternativas são a) ir para o inferno, purgatório ou similar; b) passar a eternidade ao lado de deus; obviamente desejarei com sinceridade a segunda opção.

    Ou seja, um misto de medo, conveniência e desejo. Todos sinceríssimos.

  7. #407
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    Citação Postado originalmente por Rubenito Ver Post
    Sim Deus o é.

    Me responde uma coisa você gostaria de ir a um lugar que não quer? Forçado? Ou Amar alguém a força?

    Ex:
    Você tem 5 anos e sua mãe te leva a força pra tomar injeção, você odeia nem quer saber de Injeção.


    é a mesma coisa, porém Deus não vai te forçar a ama-lo, você tem que tomar essa decisão sózinho, Deus não pode apagar todos os seus pecados sem sua permissão.


    Deus deixou avisado o que acontecerá se não se arrepender dos pecados
    "Oi, eu sou Deus. Se você não acredita em mim, sofrerá eternamente nas mãos do tinhoso."

    Isso não me parece "não obrigar". Isso não é uma opção que um pai dá a um filho, é uma opção dada por um bandido a uma vítima.

    E também me parece um tanto quanto egoísta criar a humanidade para louvar a si mesmo e punir aqueles que não o fazem.

  8. #408
    Avatar de Rubenito
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    Citação Postado originalmente por Locke Cole Ver Post

    O medo é uma das razões pela qual eu me arrependeria. Não a única.

    Se eu morrer, descobrir que deus existe e que minhas alternativas são a) ir para o inferno, purgatório ou similar; b) passar a eternidade ao lado de deus; obviamente desejarei com sinceridade a segunda opção.

    Ou seja, um misto de medo, conveniência e desejo. Todos sinceríssimos.
    Entendi seu ponto de vista.

    Não vou negar tenho medo da morte, mais na balança o desejo de estar em lugar diferente daqui repleto de paz e tranquilidade é maior do que o medo, então eu me baseio nisso pra aceitar a Deus.

    É a mesma coisa se Jesus viesse hoje, curasse todo mundo, e fizesse muitos milagres, fosse a inúmeros programas de TV, ele seria com certeza um popstar, porém seus seguidores o seguiriam por interesse em se dar bem não por fé, Deus deseja que todos que todos saiam bem na história, mas assim como Deus não pecou por nós não poderá se arrepender por nós nem nos perdoar sem nós termos permitido.


    O Inferno[+Texto Longo]

    Citação Postado originalmente por ... Ver Post
    O inferno é uma doutrina bíblica. Mas que espécie de inferno? Um lugar onde pecadores impenitentes queimam para sempre e conscientemente sofrem dor num fogo eterno que nunca termina? Ou um julgamento penal pelo qual Deus aniquila pecadores e pecado para sempre?

    Tradicionalmente através dos séculos, as igrejas têm ensinado e pregadores têm proclamado o inferno como tormento eterno. Mas em tempos recentes, raramente ouvimos sermões de "fogo e enxofre", mesmo dos pregadores fundamentalistas, que podem ainda estar comprometidos com tal crença. Sua hesitação em pregar sobre tormento eterno provavelmente não é devida a uma falta de integridade em proclamar uma verdade impopular, mas a sua aversão de pregar uma doutrina na qual dificilmente crêem. Afinal, como é possível que o Deus, que tanto amou o mundo que enviou Seu Filho unigênito para salvar os pecadores, pode também ser um Deus que tortura as pessoas (mesmo o pior dos pecadores) para sempre, indefinidamente?

    Como pode Deus ser um Deus de amor e justiça e ao mesmo tempo atormentar os pecadores para sempre no fogo do inferno? Este paradoxo inaceitável tem levado estudiosos de todas as persuasões a re-examinar o ensino bíblico quanto ao inferno e o castigo final.

    A questão fundamental é: O fogo do inferno tormenta os perdidos eternamente ou os consome permanentemente?

    O conceito do inferno como aniquilamento.
    A crença no aniquilamento dos perdidos é baseada em quatro considerações:

    A morte como castigo do pecado;
    O vocabulário bíblico sobre a destruição dos ímpios;
    As implicações morais do tormento eterno, e
    As implicações cosmológicas do tormento eterno.

    1. A morte como punição do pecado.

    O aniquilamento final dos pecadores impenitentes é indicado, em primeiro lugar, pelo princípio bíblico fundamental que o castigo final do pecado é a morte:

    "A alma que pecar morrerá" (Ezequiel 18:4 e 20).
    "O salário do pecado é a morte" (Romanos 6:23).
    A punição do pecado compreende não somente a primeira morte, a qual todos experimentam como resultado do pecado de Adão, mas também o que a Bíblia chama a segunda morte (Apocalipse 20:14; 21:8), que é a morte final e irreversível a ser sofrida pelos pecadores impenitentes. Isso significa que o salário final do pecado não é o tormento eterno, mas morte permanente. A Bíblia ensina que a morte é a cessação da vida. Não fosse pela segurança da ressurreição (I Coríntios 15:16 a 18), a morte que experimentamos seria a terminação de nossa existência. É a ressurreição que converte a morte de ser o fim da vida em ser um sono temporário. Mas não há ressurreição para a segunda morte, porque aqueles que a sofrem são consumidos no "lago de fogo" (Apocalipse 20:14). Este será o aniquilamento final.

    2. O vocabulário bíblico sobre a destruição dos ímpios.

    A segunda razão compulsiva para crer no aniquilamento dos perdidos no julgamento final é o rico vocabulário de destruição usado na Bíblia para descrever o fim dos ímpios. Segundo Basil Atkinson, o Velho Testamento usa mais de 25 substantivos e verbos para descrever a destruição final dos ímpios. Diversos salmos descrevem a destruição final dos ímpios como imagens dramáticas:

    Salmo 1:4 a 6 Salmo 2:9 a 12 Salmo 11:1 a 8 Salmo 34:19 a 22
    Salmo 58:6 a 11 Salmo 69:22 a 29 Salmo 112:7 a 10 Salmo 145:17 a 20
    No Salmo 37, por exemplo, lemos que os ímpios logo "murcharão como as plantas" (v.2); eles "serão desarraigados... e... não existirão" (vv. 9 e 10); eles "perecerão... e em fumaça se desfarão" (v. 20); os transgressores serão destruídos" (v. 38).

    O Salmo 1 contrasta o caminho do justo com o dos ímpios. Dos últimos ele diz que "não subsistirão no juízo" (v. 5); mas serão "como a moinha que o vento espalha" (v. 4); "o caminho dos ímpios perecerá" (v. 6). No Salmo 145, Davi afirma: "O Senhor guarda a todos que O amam; mas todos os ímpios serão destruídos" (v. 20).

    Esta amostra de referências sobre a destruição dos ímpios está em perfeita harmonia com o ensinamento do resto das Escrituras.

    Os profetas freqüentemente anunciam a destruição final dos ímpios em conjunção com o dia escatológico do Senhor. Isaías proclama que os "transgressores e os pecadores serão juntamente destruídos, e os que deixarem o Senhor serão consumidos" (Isaías 1:28). Descrições semelhantes se encontram em Sofonias 1:15 a 18 e Oséias 13:3.

    A última página do Velho Testamento provê um contraste impressionante entre o destino dos crentes e o dos incrédulos. Sobre aqueles que temem ao Senhor, "nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo das asas" (Malaquias 4:2). Mas para os incrédulos o dia do Senhor "os abrasará... de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo" (Malaquias 4:1).

    O Novo Testamento segue de perto o Velho ao descrever o fim dos ímpios com palavras e imagens que denotam aniquilamento total:

    Jesus comparou a destruição total dos ímpios a coisas como o joio atado em molhos para serem queimados (Mateus 13:30; Mateus 13:40 a 43).
    O peixe ruim que é lançado fora (Mateus 13:47 a 50).
    As plantas daninhas que serão arrancadas (Mateus 15:13).
    A árvore sem fruto que será cortada (Lucas 13:6 a 9).
    Os ramos ressequidos que são lançados no fogo (João 15:6).
    Os lavradores infiéis que serão destruídos (Lucas 20:16 e 17).
    Os antediluvianos que foram destruídos pelo dilúvio (Lucas 17:27).
    O povo de Sodoma e Gomorra que foi consumido pelo fogo (Lucas 17:29 e 30).
    E os servos rebeldes que foram mortos na volta de seu Senhor (Lucas 19:27).
    Todas estas ilustrações descrevem de modo gráfico a destruição final dos ímpios. O contraste entre o destino dos salvos e o dos perdidos é de vida versus destruição.

    Aqueles que apelam às referências de Cristo ao inferno ou fogo do inferno (gehenna):

    Mateus 5:22 Mateus 5:29 e 30 Mateus 18:8 e 9
    Mateus 23:15 Marcos 9:44 a 49 Mateus 23:33
    para apoiar sua crença num tormento eterno, deixam de reconhecer um ponto importante. Como John Stott assinala: "O fogo mesmo é chamado eterno e inextinguível , mas seria muito estranho se aquilo que nele é jogado se demonstrasse indestrutível. Esperaríamos o oposto: seria consumido para sempre, não atormentado para sempre. Seque-se que é a fumaça (evidência que o fogo efetuou o seu trabalho) que sobe para todo o sempre (Apocalipse 14:11)". 3

    A referência de Cristo a gehenna não indica que o inferno seja um lugar de tormento infindo. O que é eterno ou inextinguível não é o castigo mas o fogo que, como no caso de Sodoma e Gomorra, causa a destruição completa e permanente dos ímpios, uma condição que dura para sempre.

    A declaração de Cristo de que os ímpios " irão para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna " (Mateus 25:46) é geralmente considerada como prova do sofrimento eterno e consciente dos ímpios. Esta interpretação ignora a diferença entre punição eterna e o ato de punir eternamente. O termo grego aionios ("eterno") literalmente significa "aquilo que dura um período", e freqüentemente refere à permanência do resultado e não à continuação de um processo. Por exemplo, Judas 7 diz que Sodoma e Gomorra sofreram "a pena do fogo eterno". É evidente que o fogo que destruiu as duas cidades é eterno, não por causa de sua duração mas por causa de seus resultados permanentes.

    Outro exemplo se encontra em II Tessalonicenses 1:9, onde Paulo, falando daqueles que rejeitam o evangelho, diz: "Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do Seu poder." É evidente que a destruição dos ímpios não pode ser eterna em sua duração, porque é difícil imaginar um processo de destruição eterno e inconclusivo. Destruição pressupõe aniquilamento. A destruição dos ímpios é eterna, não porque o processo de destruição continua para sempre, mas porque os resultados são permanentes.

    A linguagem de destruição é inescapável no livro do Apocalipse. Lá ele representa a maneira de Deus vencer a oposição do mal a Si mesmo e a Seu povo. João descreve com ilustrações vívidas o lançamento do diabo, da besta, do falso profeta, da morte, de hades e de todos os ímpios no lago de fogo que é a "segunda morte" (Apocalipse 2:11; Apocalipse 20:4 a 15; Apocalipse 21:8).

    Os judeus freqüentemente usavam a frase "segunda morte" para descrever a morte final e irreversível. Exemplos numerosos podem ser achados no Targum, a tradução e interpretação em aramaico do Velho Testamento. Por exemplo, o Targum sobre Isaías 65:6 diz: "Seu castigo será em Gehenna onde o fogo arde todo o dia. Eis, está escrito diante de Mim: Não lhes darei descanso durante [sua] vida mas darei o castigo de sua transgressão e entregarei seus corpos à segunda morte ".4

    Para os salvos, a ressurreição marca o galardão de outra vida mais elevada, mas para os perdidos marca a retribuição de uma segunda morte que é o final. Como não há mais morte para os remidos (Apocalipse 20:4), assim não há mais vida para os perdidos (Apocalipse 21:8). A "segunda morte", então, é a morte final e irreversível. Interpretar a frase de um outro modo, como um tormento eterno e consciente ou separação de Deus, nega o significado bíblico da morte como uma cessação de vida.

    3. As implicações morais do tormento eterno.

    Uma terceira razão para crer no aniquilamento final dos perdidos e a implicação moral inaceitável da doutrina do tormento eterno. A noção de que Deus deliberadamente tortura pecadores através de séculos sem fim da eternidade é totalmente incompatível com a revelação bíblica de Deus como amor infinito. Um Deus que inflige tortura infinita a Suas criaturas, não importa quão pecadoras foram, não podem ser o Pai de amor que Jesus Cristo nos revelou.

    Tem Deus duas faces? É Ele infinitamente misericordioso de um lado e insaciavelmente cruel de outro? Pode Ele amar os pecadores de tal modo que enviou Seu Filho para salvá-los, e ao mesmo tempo odiar os pecadores impenitentes tanto que os submete a um tormento cruel sem fim? Podemos legitimamente louvar a Deus por Sua bondade, se Ele atormenta os pecadores através dos séculos da eternidade?

    A intuição moral que Deus plantou em nossa consciência não pode aceitar a crueldade de uma divindade que sujeita pecadores a tormento infindo. A justiça divina não poderia jamais exigir a penalidade infinita de dor eterna por causa de pecados finitos. Além disso, tormento eterno e consciente é contrário ao conceito bíblico de justiça porque tal castigo criaria uma desproporção séria entre os pecados cometidos durante uma vida e o castigo resultante durando por toda eternidade.

    Como John Stott pergunta: "Não haveria, então, uma desproporção séria entre pecados conscientemente cometidos no tempo e tormento conscientemente sofrido através da eternidade? Não minimizo a gravidade do pecado como rebelião contra Deus nosso Criador, mas questiono se tormento eterno consciente é compatível com a revelação bíblica da justiça divina".5

    4. As implicações cosmológicas do tormento eterno.

    Uma razão final para crer no aniquilamento dos perdidos é que tormento eterno pressupõe um dualismo cósmico eterno. Céu e inferno, felicidade e dor, bem e mal continuariam a existir para sempre lado a lado. É impossível reconciliar essa opinião com a visão da Nova Terra na qual não mais "haverá morte, nem pranto, nem clamor, porque já as primeiras coisas são passadas" (Apocalipse 21:4). Como poderia pranto e dor serem esquecidos se a agonia e angústia dos perdidos fossem aspectos da nova ordem? A presença de incontáveis milhões sofrendo para sempre tormento excruciante, mesmo se fosse bem longe do arraial dos santos, serviria apenas para destruir a paz e felicidade do novo mundo. A nova criação resultaria defeituosa desde o primeiro dia, visto que os pecadores permaneceriam como uma realidade eterna no universo de Deus.

    O propósito da salvação é desarraigar definitivamente a presença de pecado e pecadores deste mundo. Somente se os pecadores, Satanás e os diabos são afinal consumidos no lago de fogo e extintos na segunda morte, é que verdadeiramente poderemos dizer que a missão redentora de Cristo foi concluída. Tormento eterno lançaria uma sombra permanente sobre a nova criação.

    Nossa geração precisa desesperadamente aprender o temor de Deus, e esta é uma razão para pregar o juízo final e castigo. Precisamos advertir as pessoas que aqueles que rejeitam os princípios da vida de Cristo e a provisão de salvação experimentaram afinal um julgamento terrível e "padecerão eterna perdição" (II Tessaloninceses1:9). Precisamos proclamar as grandes alternativas entre vida eterna e destruição permanente. A recuperação do ponto de vista bíblico do juízo final pode soltar a língua dos pregadores, porque podem pregar esta doutrina vital sem receio de retratar a Deus como cruel.

    --------------------------------------------------------/////-----------------------------------------

    Citação Postado originalmente por Mig Master Ver Post
    "Oi, eu sou Deus. Se você não acredita em mim, sofrerá eternamente nas mãos do tinhoso."

    Isso não me parece "não obrigar". Isso não é uma opção que um pai dá a um filho, é uma opção dada por um bandido a uma vítima.

    E também me parece um tanto quanto egoísta criar a humanidade para louvar a si mesmo e punir aqueles que não o fazem.
    "Oi, eu sou Deus. Se você não acredita em mim, sofrerá eternamente nas mãos do tinhoso. Se você acreditar terá a vida eterna!"

    Deus nos dá uma escolha irrecusável e mesmo assim pessoas não querem, muitos não acreditam no Livre Arbítrio por essa incruziliada, porém ele esta aí, você é livre pra escolher os 2 caminhos, porém suas consequências são diferentes e desiguais.

    Deus nos coloca nesse cheque justamente pra escolhermos a opção mais óbvia e melhor, a vida eterna, pena que muitos escolhem a mais cruel.

    O pecado é bom e prazeroso isso é que complica. Satanás tem 6.000 anos de experiência ele sabe exatamente onde nos derrubar e sem o auxilio de Deus mais e mais nós caímos nesse abismo.:triste:
    Última edição por Rubenito; 05-03-2010 às 00:48.
    YHWH

  9. #409
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    Rubenito, as pessoas que creem em outros deuses diferentes (orientais por exemplo) vão pro inferno também?
    DESCENTE = QUE DESCE
    DECENTE = QUALIDADE - CONVENIENTE, DIGNO, HONESTO
    PELO AMOR DA LINGUA PORTUGUESA NÃO >(DIGITEM)< QUE TUDO DESCE!

  10. #410
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    Citação Postado originalmente por Marcelin Ver Post
    Rubenito, as pessoas que creem em outros deuses diferentes (orientais por exemplo) vão pro inferno também?
    Bela saia justa você me botou.

    Cara isso é muito relativo, mais a tendência e muito forte para que sim pelo que esta escrito, muitos povos confiaram em outros deuses, esculturas em geral e outras divindades, todos que estiveram no caminho de Deus foram riscados do mapa.

    Jesus não voltará antes que todos tenham a chance de conhecer e aceitar a Deus.

    Exemplo do Oriental

    -Ele é uma pessoa boa? Sim
    -Ele tem pecado? Sim
    -Ele adora outros deuses? Sim
    -Ele ama ao próximo? Sim

    O cara é um humano pecador porém com o coração bondoso, tal sujeito merece ir para o Inferno? A principio nÃO

    Porém esse julgamento que vai fazer é Deus. Ele se rendeu a idolatria de outros deuses, Deus irá concerteza requerer uma explicação.

    Verá se ele teve a oportunidade de crer no Deus verdadeiro, verá N fatores que desconheço. Mas concerteza será justo no julgamento.

    Jesus veio pra renovar a dureza do Antigo Testamento, veio pregar sobre o amor. Qualquer um em qualquer estado que se encontre pode encontrar a Deus.

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    Última edição por Rubenito; 05-03-2010 às 01:38.
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