
Postado originalmente por
Anderslash
Nunca vi tanta ladainha junta, meu Deus.
Pra começar, o char não é do cara. O valor que ele paga não é de propriedade sobre o item virtual, e sim um valor por entretenimento. É a mesma coisa que vc pagar pra jogar num fliperama ou pra entrar num parque de diversões. Nada é seu. A CipSoft, se der a louca, pode apagar a porra toda, interromper a distribuição do jogo e ninguém pode falar nada. O valor pago tá morto.
Segundo lugar, o cara já sabia sim das regras. Não venha me dizer que não... essa de errar na inocência não cola. A partir (e "a partir" escreve separado, senhor Universidade) do momento que ele cria a conta e tem os termos esfregados na cara, ele não pode alegar ignorância. Durante a vida de um char, ele ouve milhares de vezes o que é certo e o que é errado no Tibia. Quem usa cheaters, compra accounts e tudo mais, sabe muito bem das manhas pra "desviar" das investigações. Se for pego, ele sabe que vai ser banido e posteriormente deletado. Tá lá nos termos que vc aceita qdo começa a jogar.
Mesmo que o jogo fosse brasileiro, a nossa Constituição não cobre direito sobre propriedade virtual (e como eu disse, não há propriedade aqui). Se ele gastou tempo e dinheiro em entretenimento, foi pq quis. Ninguém forçou ele a fazer isso.
Agora senhor advogado, por gentileza engula seus argumentos. Se discorda, eu o desafio publicamente a levar adiante qualquer caso contra a CipSoft. Veremos quem tem a razão.
Caro sub, a Constituição Brasileira defende expressamente a existência da propriedade intelectual. A questão é que um RPG Online é completamente diferente de um fliperama. Em um jogo com Tibia, nosso personagem, como já disse, recebe um especial tratamento e dedicação. No momento em que criamos um personagem e o damos vida virtual, podemos muito bem falar que estamos falando de uma propriedade intelectual. Da mesma forma que um autor cria um personagem para uma peça de teatro, um jogador cria seu personagem e o põe online, via serviços prestados pela Cipsoft. A empresa pode ter o jogo, o ambiente em que o personagem vive, mas a criação intelectual do mestre do RPG pertence ao autor. Caso o jogador banido tivesse interesse, eu teria o maior prazer em defendê-lo em um tribunal.