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Tópico: Ruas da Cidade Velha!

  1. #1
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    Post Ruas da Cidade Velha!

    As Gangues Dominam as Ruas!

    Olá pessoal, neste tópico irei postar uma história que criei sobre gangues de rua, eu não sei se está ficando bom o meu jeito de escrever e é por isso que estarei postando aqui, para conseguir críticas construtivas como a maioria das pessoas recebe quando postam aqui. Esse não é meu primeiro texto, então não tenham pena...

    A história é sobre gangues de rua, eu me baseei na obra/filme e no jogo The Warriors e no filme Blue Hill – Nasce uma Gangue, mas principalmente no título The Warriors, então qualquer um que conheça a história desse clássico e veja alguma semelhança, pode ter certeza que foi tirado de lá, não como cópia, mas como homenagem.

    Quero avisar que algumas partes o palavreado pode se exceder. Também quero a ajuda de vocês quanto aos diálogos que, na minha opinião, precisam de um olhar de fora para me dizer se está bom ou não. Enfim, estou dando um tiro no escuro, não sei se vai dar certo. De início postarei a Introdução Completa e a 1ª Parte pois o formato do texto dos dois muda bruscamente e é importante verem isso. (P.S.: O "Itálico" do TibaBR Fórum é muito fraco)


    Ruas da Cidade Velha!



    Introdução Parte 1: ... Introdução.

    Ah, a Cidade Velha, um lugar muito agradável com praias, morros, florestas, parques e tudo que uma família pode exigir de uma cidade para criar seus filhos e ter uma vida boa e feliz... Mas é claro que nenhum lugar é perfeito, e a Cidade Velha está muito longe de ser um lugar perfeito, ou um lugar bom para se criar filhos, mas ainda assim não deixa de ser um lugar feliz, dependendo do que você vê por felicidade! Os morros, antigamente cheios de vida, agora são cobertos por algumas favelas nada aconchegantes, as florestas no sudoeste da cidade traziam um ar natural e agradável, mas hoje em dia não são nem um pouco seguras, assim como os parques e bosques que viraram pontos de assalto há alguns anos. Ainda temos a praia, que nada mais trouxe do que um porto, aumentando ainda mais a criminalidade da Cidade Velha, mas ainda assim, é um lugar feliz, dependendo do que você vê por felicidade!

    Meu nome é Fernando de Oliveira Kindrick, mas os meus amigos me chamam de Folk, obviamente por causa das minhas iniciais, e a minha história começa como a de qualquer criança, eu tinha um irmão mais velho, pai e mãe. Meu pai era militar, Sargento Oliveira, e foi transferido para o batalhão da cidade vizinha, ganhamos um apartamento na Cidade Velha, no bairro da Zona Sul, apesar de ser na cidade vizinha, o quartel ficava a poucos minutos do nosso apartamento, outros militares que foram transferidos ganharam um apartamento no mesmo prédio. Mas isso que estou contando a vocês não tem a menor importância se vocês não souberem um pouco da história da Cidade Velha e o que isso tem a ver com toda a história que virá a seguir.

    A Cidade Velha foi, antes de virmos para cá, dominada por uma Máfia bancada pelo governador para lhe trazer lucros do submundo, assim como certas vantagens nas eleições, todos que se aliavam a esse governador eventualmente ganhavam algum cargo político misteriosamente, em troca, esta máfia em particular recebia armamento e proteção contra a polícia que fazia vista grossa para os crimes realizados, com esse apoio eles foram capazes de derrotar sua gangue rival, os chineses Tríades, e tomaram assim controle da cidade. O problema começou quando a família que comandava essa máfia começou a passar dos limites e a desobedecer as ordens do governador, encerrando seu tratado. Os mafiosos não eram burros e sabiam que sem o apoio do governador eles não teriam mais a proteção da polícia e teriam muitos problemas em frente. Começaram a recrutar grupos que antes eram vítimas de seus crimes, como negros, espanhóis e até mesmo chineses para continuar soberana sobre a cidade que agora começava a ter diversos pontos de crime distintos.

    A polícia não conseguiu mais dar conta da situação e foi ai que meu pai entrou na história. Foi convocado para treinar no batalhão das proximidades e depois de alguns meses foi chamado para atuar em uma missão onde lideraria um grupo para conter certos pontos onde o nível de criminalidade excedia o habitual, o estranho é que muitos locais da cidade tinham crimes muito mais violentos que simplesmente foram ignorados, e todos os pontos onde o grupo que os militares investigariam eram ligados a máfia local. Enquanto pequenos pontos de droga eram tomados com facilidade, algumas “bases” necessitavam de um pouco mais de força, e foi em uma dessas “bases” que meu pai foi morto. A missão foi um sucesso, a mídia divulgou-a como “Mais uma ação da polícia contra as gangues de rua” e o caso logo foi esquecido, a cidade perde uma facção criminosa poderosa, o polícia ganha fama, o governo fica com o nome limpo e quase todos saem felizes, dependendo do que você vê por felicidade!



    Introdução Parte 2: “Cabeça vazia, oficina do diabo”.

    A cidade agora perde um grande nome do submundo, mas em compensação surgem muitas outras facções menores, aqui mesmo no bairro Zona Sul surgiu o Corredor da ZN, os Tríades voltaram a atuar no bairro Novo Oriente, um grupo de Neo-Nazistas, Commando Bösen, começa a atacar negros no Guilhotina, e esses criam um grupo para combater o Commando chamado Força da Noite, a própria máfia volta menor como Família Uccidere cobrando proteção de alguns trabalhadores do bairro das Magnólias. Isso é só o início, existem gangues em praticamente todos os bairros da cidade, e é agora que essas gangues começam a influenciar minha vida...

    Quando meu pai morreu, a família deveria ganhar uma espécie de indenização, o que na verdade aconteceu nos primeiros 12 meses, minha mãe recebia um salário pelos serviços que meu pai havia prestado ao país, depois disso o salário dela, e de todas as famílias que perderam parentes na operação contra a máfia, parou de vir, e nada poderia ser feito, pois o caso foi abafado pela mídia e pelo governo como se nunca tivesse acontecido intervenção militar, minha mãe lutou muito, mas foi em vão, a criminalidade na Zona Sul só vinha aumentando, surge então uma taxa para que possamos andar nas ruas sem sermos considerados de uma gangue rival, os donos de lojas agora têm que pagar proteção para o Corredor da ZN, e aqueles que se recusassem a pagar encontrariam o fim de suas vidas mais cedo.

    Poucos meses depois meu irmão tinha arranjado um emprego em uma oficina próxima a nossa casa, ele tinha dezoito anos e eu doze, eu tinha ido para minha aula de judô e fiquei sabendo do que ocorreu só quando voltei... O “Corredor” tinha um carro na oficina que havia sido consertado, mas não queriam pagar, meu irmão era novo no emprego e não sabia que quando o Corredor da ZN não queria pagar algo, eles simplesmente não pagavam, enfim, uma briga aconteceu e meu irmão perdeu o movimento das pernas devido a pancadas de escapamentos de carro, ferramentas e canos quebrados. Minha mãe já estava querendo sair da Cidade Velha quando a taxa de moradia do “Corredor” começou a ser cobrada, mas dinheiro sempre foi o problema, agora com o problema do meu irmão ficou mais difícil ainda, ela teve que pagar um tratamento e as dívidas começaram a crescer, quando fiz dezesseis anos tive que sair das aulas de judô e kick-boxing pois ela não dava mais conta de pagar, meu irmão continuou na oficina, afinal sempre foi o sonho dele, mas o dinheiro que ele ganhava ia quase todo para pagar as contas e o seu tratamento, enquanto minha mãe pagava o aluguel do nosso apartamento e colocava comida na mesa.

    “Cabeça vazia, oficina do diabo” como dizia minha mãe, eu comecei a andar nas ruas agora que não tinha mais o esporte ocupando parte do meu tempo livre, conheci muitas drogas, me meti em muitas brigas, meus amigos começaram a me chamar de Folk, comecei a vender drogas e a roubar mendigos, minha mãe ficava sabendo só das brigas, pois estas deixavam marcas no meu corpo e uma expressão de orgulho no meu rosto, mas ela considerava isso normal vindo da vizinhança em que morávamos, uma bronca ou duas depois e eu estava de volta nas ruas fazendo merda. Eu nunca me dei bem com o pessoal do “Corredor”, eu evitava contato com eles, para falar a verdade o único contato que eu tinha era com o cara que me fornecia o produto para vender, ainda assim não tenho certeza de sua ligação com eles. Quando completei dezoito anos muita coisa mudou, eu nunca fui um rapaz malvado, mas também nunca fui um exemplo a ser seguido, agora eu tinha poucos amigos, a maioria tinha saído da Cidade Velha, e poucos meses depois do meu aniversário minha vida virou de cabeça para baixo, e minha verdadeira história começou!


    Continua...

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  2. #2
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    ... Imediatamente.

    Como falei, a Primeira Parte já está aqui. Eu já tenho mais material no PC mas preciso da opinião de vocês para ver o que tenho que melhorar.

    Capítulo 1: O Corredor da ZN


    1ª Parte: A caminho da prisão.

    “Para alguns dezoito anos significa a liberdade, para mim significa que eu posso ser preso!”

    - Estou indo mãe, vou voltar tarde! – grita uma voz levemente grossa, seguido do ranger de uma fechadura enferrujada abrindo uma porta de madeirite lascada de número 158. Um jovem de cabelos e olhos castanhos, pele clara, expressão dura e surrada sai de casa vestindo uma jaqueta de couro com zíper entreaberto e uma calça jeans bem passada, seu nome é Fernando, mas seus amigos o chamam de Folk. O rapaz desce as escadas e sai do prédio para enfrentar a fria noite da Cidade Velha, ele vira a primeira esquina a direita e anda uma ou duas quadras até parar em um cruzamento levemente movimentado onde espera apoiado no semáforo, na outra ponta da rua e no outro lado ele observa um rapaz de estatura semelhante a sua, vestindo uma jaqueta jeans e começa a sentir que algo errado está para acontecer, obviamente mais pessoas passam por Folk, mas aquele rapaz em particular lhe chama atenção...

    Folk resolve ignorar o outro homem, não conseguiu identificar a jaqueta, portanto não poderia ser nada demais, talvez só um homem qualquer esperando um amigo ou a namorada, mas isso não importa, Folk tem um cliente agora:
    - Quanto custa mano? – pergunta um homem que acaba de estacionar próximo a Folk.
    - Hoje o negócio ta difícil então eu faço por 5 cada, beleza? – Folk responde tirando de sua mochila um pacotinho com alguns papéis amassados, o homem reluta por uns cinco segundos, mas logo tira da carteira uma nota de 20 e pega quatro saquinhos:
    - Leva mais um, esse é pra confiança. – Folk não sabe exatamente porquê fez aquilo, talvez tivesse receio que o homem fosse trocar de fornecedor, mas não tinha certeza. Ele olhou pro outro lado da rua e percebeu que o rapaz ainda estava lá, desta vez observando Folk com a cabeça levemente virada.

    Alguns minutos se passaram e mais um carro parou, e outro carro em seguida, e um quarto carro, Folk já tinha vendido 12 pacotes, em duas horas já tinha lucrado 80, mais um atendimento e ele iria mudar de ponto para não chamar atenção, se passaram vinte minutos, quase 8 horas da noite quando o quinto carro parou, mas desta vez o homem do outro lado da rua se manifestou. O rapaz correu em direção ao carro, Folk interrompeu a transação e o rapaz parou do lado do carro:
    - Qual é meu irmão? Vai ficar ai avacalhando com a minha área? É bom ralar peito!
    - Tua área? Dês de quando isso aqui é teu? – o homem no carro provavelmente ficou com medo de uma possível briga pois acelerou e saiu em direção a rua principal – Ta vendo que tu fez mano? Atrasou minha cota...
    - Isso aqui é área do “Corredor”, mandei vazar já! Se precisar mandar de novo, a coisa vai engrossar pro teu lado seu merda! – Interrompeu o rapaz.

    “Eu estourei caras por muito menos, dessa vez é que não ia ser diferente, eu sabia que ia dar merda, mas eu não ia levar desaforo pra casa!”

    - É mesmo? Vai fazer o quê? – respondeu Folk parecendo satisfeito com sua própria reação – Eu to cagando se tu és do “Corredor” ou se eu to na tua área, eu to vendendo o meu e já tava de saída, mas agora eu acho que mudei de idéia! Então, como é que vai ser? – por uma fração de segundos Folk pensou que ia levar um soco, mas esse pegou de raspão no seu queixo mostrando a falta de habilidade do agressor, um prato cheio para Folk que segura a nuca do rapaz e lhe dá uma joelhada na boca do estômago. Aquilo teria sido o suficiente para encerrar a briga, mas ele preferiu derrubar o oponente com um gancho no queixo, deixando-o gemendo no chão, o homem vira de barriga para baixo para diminuir a dor no estômago, consequentemente deixando a mostra o símbolo de sua gangue estampado em sua jaqueta...
    - Eu... Vou acabar... C... Co... Contigo... – diz o homem ao chão entre gemidos, algumas pessoas do outro lado da rua observam atentamente o ocorrido, Folk observa cada uma delas, mas não identifica vestígios de que sejam do “Corredor”, mesmo assim, ele sai do local e caminha por mais alguns minutos.

    Ele anda pela fria noite da Cidade Velha e sente uma brisa gelada batendo em seu rosto, ele fecha então sua jaqueta, coloca as mãos no bolso e encolhe o ombro, logo à frente ele entra em um estabelecimento, um bar, senta em uma mesa redonda e pede uma cerveja. O local não tem aparência limpa, mas é aconchegante, Folk abre sua jaqueta e começa a tomar sua cerveja até que encontra um rosto amigo.
    - FOLK! Ah, que bom te encontrar mano – um rapaz de cabelos bem escuros e olhos azuis entra, tem o mesmo tamanho de Folk e a voz dele soa grossa e controlada, ele senta na mesma mesa de Folk e pede uma cerveja.
    - Doug, é muito bom te ver, e aí, como é que vai o trabalho? – Douglas é um dos poucos amigos de Folk que não saíram da cidade, fizeram Kick-Boxing juntos, mas Doug parou antes para trabalhar em uma loja de discos.
    - Fui demitido! Pois é, eu sei, uma merda, mas eu já nem agüentava mais aqueles veados da loja, me pedindo pra ser educado e me fazendo de escravo... Mas é a vida, e tu, o que me contas?
    - O de sempre, vendendo uns aqui, outros lá, hoje veio um cara do “Corredor” engrossar comigo, já dei um jeito nele – Folk termina de falar e vira o copo de cerveja – Agora eu vou terminar de vender meu produto e vou lá pro Parque vê se tem cliente lá.
    - Mano, eu não tenho nada pra fazer, vou contigo então, pode ser? Hei, essa pode deixar que eu pago, depois tu libera um ai pra gente curtir e ficamos quites.

    Doug paga as bebidas e, quase que ao mesmo tempo, os dois fecham os casacos e saem do bar, mais uma vez o frio da noite parece congelar seus rostos, mas o caminho que pegam vai a favor do vento, diminuindo um pouco a sensação gelada e desconfortável.
    Já está perto das nove horas da noite, o movimento diminuiu bruscamente e agora ao invés de pessoas nas ruas, se observa as luzes nas casas e prédios se acendendo, porém não isso que chama atenção de Folk, e sim a sensação de que estão sendo seguidos, e ele tem certeza que Doug também sentiu... Eles atravessam uma rua, entram em uma esquina, atravessam outra rua e entram em mais uma esquina onde se deparam com três homens vestindo jaquetas jeans azuis, eles estão um do lado do outro trancando a calçada, de trás deles sai o homem que Folk, há pouco mais de uma hora, havia nocauteado, mais dois aparecem cercando Doug e Folk...
    - E agora, como vai ser? – perguntou o rapaz que apanhou – Tu entra na nossa área pra vender o teu, e acha que pode sair assim?
    - E o que tu vai fazer? Vai levar outra surra seu veadinho? – perguntou Doug num tom ameaçador, isso foi o suficiente, os dois homens que estavam atrás agora prendem Folk e Doug pelo pescoço enquanto outros dois avançam com socos e chutes na região do peito.

    Folk inclina um pouco o corpo para o lado e dá uma cotovelada no homem que o prendia, livre do estrangulamento ele consegue chutar a perna do mesmo pouco antes de levar um soco no rosto, ele tonteia e cambaleia até levar outro soco no rosto, observa com o olho entreaberto Doug empurrando um cara contra a parede e levando um chute no meio das pernas, Folk gira seu corpo e lança seu braço rezando para que acerte alguém, e de fato acertou, seja lá quem tenha acertado caiu no chão, em seguida vê um cara agredindo Doug no chão e aplica um chute frontal no agressor que o lança para longe, mas logo é preso pelo pescoço mais uma vez, Doug se levanta com um chute rápido que liberta Folk do estrangulamento, mas outro soco acerta seu rosto, desta vez com força suficiente para lhe levar ao chão. Folk abre os olhos e vê um dos homens correndo com sua bolsa, entre gemidos e chutes nas costas ele tenta se levantar, Doug empurra a pessoa que estava chutando Folk e este se levanta. Um dos homens começa a se levantar, mas Folk lhe aplica uma joelhada no rosto forte o suficiente para lhe deixar desacordado, ele vira para o lado e por uma fração de segundos vê um pedaço de madeira vindo em sua direção...

    “O bicho tava pegando, quando a gente finalmente tava começando a virar o jogo os policiais aparecem, eu só me lembro de mandar Doug correr, quando abri os olhos de novo, eu tava na delegacia!”

    Continua...
    Última edição por Krirror; 04-10-2009 às 18:50.
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  3. #3
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    Pois é galera, eu dei uma lida e reparei alguns errinhos que consegui corrigir. Mas eu gostaria de opiniões do pessoal que leu, ou do pessoal que vai ler. Eu não tenho como melhorar muito isso aqui se vocês não colaborarem.

    Orbigado, eu acho.
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  4. #4
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    Citação Postado originalmente por Krirror Ver Post
    Pois é galera, eu dei uma lida e reparei alguns errinhos que consegui corrigir. Mas eu gostaria de opiniões do pessoal que leu, ou do pessoal que vai ler. Eu não tenho como melhorar muito isso aqui se vocês não colaborarem.

    Orbigado, eu acho.
    Não desista, a seção é devagar e muitos visitam os tópicos apenas esporadicamente.

    Eu mesmo estou afastado da board, entrei hoje só para ver a quantas andava o concurso.

    Acabei postando porque achei que seria injusto deixar o tópico sem resposta alguma.

    Imagino que ninguém criticou porque o seu texto já surgiu grande e o assunto é muito diferente da temática da seção, mais voltada para a literatura fantástica e de aventura.

    Mas gostei da sua história até aqui, está escrita de uma maneira eficiente para o tema a que se propôs.

    Sobre o estilo, você optou por colocar o pensamento do personagem em itálico, entre aspas, num recurso que nunca vi.

    Deu pra entender, mas normalmente as aspas são usadas para os diálogos no estilo inglês, enquanto o travessão se usa para os diálogos no estilo francês.

    O escritor escolhe um estilo e não muda até o final, para não criar confusão no leitor.

    Neste caso, não acho que prejudicaria o entendimento se simplesmente colocasse os pensamentos num parágrafo normal, afinal o protagonista é também o narrador.

    Algumas coisas me chamaram a atenção:

    1) A quantidade de gangues citadas e os locais na cidade foram apresentados como uma lista, sem grandes informações adicionais.

    O ideal é ir dando essas informações secundárias dentro de um contexto, pra não ficar parecendo um rol de características sem maior importância.

    Por exemplo, o bairro das Magnólias é só um nome solto no parágrafo, não se justifica a não ser que tenha relevância no decorrer da história.

    O texto fica mais rico se conseguir dar informações ao mesmo tempo em que alguma coisa acontece, não deixando tão explícito para o leitor as intenções do narrador.

    2) Achei legal a parte que informa que o protagonista domina o Judô e o Kick-Boxing, afinal ele é um briguento que se dá bem nas lutas, então isso dá verossimilhança ao personagem.

    Só que a história da mãe que não tem dinheiro pra nada bancando duas lutas pro filho fazer não colou muito.

    Ele poderia trabalhar na academia e, em troca, treinar de graça, ou ganhar uma bolsa dos seus mestres.

    3) E um detalhe: na cena da luta de rua, pra dar uma joelhada, no Muay Thai, se pega a nuca e não o ombro. Acho que no Kick-Boxing deve ser parecido.

    Como falei no início, seu texto está bem escrito e pode render uma boa história. Apenas não fique restrito à forma, que é dos contos de ultra-violência juvenil, como Laranja Mecânica. É importante aliar forma a conteúdo.

    Tem um quadrinista americano, Scott McLoud, que escreveu um livro chamado Desvendando os Quadrinhos. É sobre quadrinhos mas serve para qualquer tipo de manifestação artística.

    Ele tem a teoria de que um artista pode se situar em 5 níveis em relação à sua arte, usando a metáfora da maçã:

    1. Se tiver HABILIDADE, pode ficar na superfície, imitando seus autores prediletos (a casca da maçã).
    2. Se conhecer a ESTRUTURA, desenvolverá trabalhos originais em um modelo já conhecido.
    3. Se dominar o IDIOMA, criará uma linguagem própria, servindo de modelo para outros.
    4. Se estudar a FORMA, utilizará várias linguagens como um poliglota, de acordo com o que quiser dizer.
    5. Se chegar à IDEIA, sua arte será mera ferramenta para falar sobre a vida ou sobre a própria arte (a semente da maçã).



  5. #5
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    Curtir Finalmente uma resposta!!!

    EDITADO

    Agora que eu vi que tu é o Wu Cheng, que escreveu Cahorro Louco... Aquilo foi uma baita história, curtinha, mas muito boa. Eu tinha comentado ela...


    Primeiramente muito obrigado pela resposta, eu olho esse tópico todos os dias para ver novas dicas, eu continuei escrevendo nos primeiros dias, mas agora parei, depois da sua resposta eu vou continuar...

    Agora deixe eu responder algumas coisas:

    Imagino que ninguém criticou porque o seu texto já surgiu grande e o assunto é muito diferente da temática da seção, mais voltada para a literatura fantástica e de aventura.
    Você acha que alguém lerá ele daqui pra frente ou continuará assim, até eu desistir de postar aqui?

    Neste caso, não acho que prejudicaria o entendimento se simplesmente colocasse os pensamentos num parágrafo normal, afinal o protagonista é também o narrador.
    Na verdade é esse o motivo de ter postado duas partes seguidas, a primeira é a introdução, onde é só o Narraddor (Protagonista), contando como tudo começou, no segundo Texto, não é ele narrando, como você pode mesmo ver que estou me referindo a Folk na terceira pessoa e não na primeira, os trechos em que coloquei o pensamento dele foi para concluir algum acontecimento, ou dizer o que se passava na cabeça dele naquele momento como acontecem nos filmes em que a história ocorre sem narração, de vez em quando o Narrador aparece e diz algo.

    1) A quantidade de gangues citadas e os locais na cidade foram apresentados como uma lista, sem grandes informações adicionais.
    Bem, essa é a melhor parte da história sabe? As Gangues... Como aquilo se tratava de uma introdução, eu citei eles apenas, mas no desenrolar da história (que já está acontecendo até onde escrevi) eles vão tendo contato com as gangues e com os outros bairros, é uma cidade relativamente grande, então existem diversos locais diferentes, que aparecerão no decorrer da história, não tinha pq colocar toda a informação de cara na Introdução.

    3) E um detalhe: na cena da luta de rua, pra dar uma joelhada, no Muay Thai, se pega a nuca e não o ombro. Acho que no Kick-Boxing deve ser parecido.
    Bem lembrado, em outras cenas de luta que acontecem eu coloquei a pegada na nuca, devo ter me enganado na primeira cena, já corrigirei.

    Valeu bro... Vou continuar a escrever. Espero que mais alguém leia.




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  6. #6
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    Citação Postado originalmente por Krirror Ver Post
    Você acha que alguém lerá ele daqui pra frente ou continuará assim, até eu desistir de postar aqui?
    Não sei, mas escreva porque tem vontade e não para tentar conquistar reconhecimento, não vale a pena.

    A pior coisa de um escritor é querer agradar todo mundo, acaba não agradando ninguém.

    Essa é a lógica dos blockbusters do cinema e dos best sellers. Para agradar ao máximo de espectadores, se tornam pasteurizados, insossos, incapazes de gerar qualquer reflexão.

    Não são arte genuína, apenas entretenimento, porque o compromisso da arte é fazer pensar.

  7. #7
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    Desculpe-me, rapaz. Passei algumas vezes por aqui e sou muito preguiçoso, vi diversas letras juntas e não consegui ler. Mas prometo que lerei depois. E concordo com o Wu Cheng, não escreva pensando em algo do tipo "pô ninguém tá lendo, deve estar chata". Alguns tem um pouquinho de preguiça.

    Sério, leia o post do Wu Cheng e espere que os leitores virão, prometo editar aqui depois com o meu comentário sobre a história.


    Até depois.

  8. #8
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    Então está aqui a segunda parte da minha história, eu pensei seriamente em deixar esse tópico sumir pra começar outro e postar textos menores, mas resolvi dar mais uma chance para este aqui. Então ta ai, pros meus dois leitores (1 leitor e meio já que o outro não leu, só comentou) a segunda parte do primeiro capítulo. (editado: então tá, tchau tópico, ainda mais com a nova regra de não poder fazer post duplo)

    2ª Parte: Bem Vindo ao Corredor!


    - Senhora, entendemos a sua situação, mas o custo elevado disso tudo é simplesmente pelo fato de termos encontrado drogas envolvidas nessa briga – Explica um policial para a mãe de Folk, que veio buscar seu filho na delegacia – Normalmente damos apenas uma advertência para brigas como essa, mas encontramos três mochilas cheias de produtos ilícitos, sendo que três testemunhos afirmam que uma delas é de seu filho.
    - Meu filho jamais faria algo desse tipo, a parte da briga eu até acredito, mas meu filho não vende drogas – tenta argumentar a senhora com uma voz trêmula e ao mesmo tempo decidida – Eu pago o que for preciso, mas quero que saibam que meu filho não faz esse tipo de coisa...

    “Passei três dias vendo o sol nascer quadrado e minha mãe veio me tirar, fiquei sabendo naquele mesmo dia que ela usou o dinheiro da cirurgia do meu irmão para salvar minha pele, isso não podia ficar assim!”

    Naquela noite Folk teve uma séria conversa com sua mãe, enquanto ele se sentia envergonhado, ela se sentia traída, mas mãe é mãe, e sempre perdoa os erros de um filho, ela cogitou a idéia de ele arranjar um trabalho, Folk concordou com quase tudo que sua mãe tinha a lhe dizer, mas é claro que ele não iria obedecer!
    O dia amanheceu, o irmão de Folk foi trabalhar na oficina, a mãe foi para a empresa logo em seguida e Folk ficou em casa esperando, havia dito a sua mãe que iria procurar emprego no dia seguinte, mas ele não foi, perto das onze horas da manhã ele sai de casa, o dia está fresco, uma brisa fria do inverno lhe obriga a levar a jaqueta de couro, ele caminha com passos rápidos e largos, passa por cruzamentos, entra em esquinas, atravessa ruas, depois de caminhar por aproximadamente 5 minutos ele chega ao seu objetivo, uma casa aparentemente abandonada, a pintura havia sido retocada há poucos meses, da para notar, mas a umidade já deixa manchas em algumas partes, uma das janelas está com o vidro quebrado, a grama na frente da casa não foi aparada a pelo menos um semestre e o portão de madeira está capenga, pendurado por uma dobradiça apenas. Folk bate palmas, grita, fica esperando um ou dois minutos até que a porta se abre e dela sai Doug com cara de quem acordou a menos de meia de hora, vestindo uma calça jeans e uma camisa amassada ele vai até o portão...

    Os dois se cumprimentam e Folk pergunta o que aconteceu na noite em que foi preso.
    - Quando aquele cara correu com sua bolsa, eu percebi que ele havia sido abordado por um policial na corrida, um dos “Corredores” estava me segurando e eu consegui te ver levando uma pancada na cabeça – Doug explica para Folk que parece concentrado, ele continua a falar – Um terceiro policial acerta o cara que estava me segurando e tu me manda correr, eu obedeci, mas consegui ver de longe os três policiais te levando desacordado e mais três “Corredores” algemados.
    Doug faz sinal para que entrem em casa, mas Folk recusa.
    - Não precisa Doug, eu to preocupado com algumas coisas, eu não vou deixar isso ficar assim!
    - E o que tu pretendes fazer?
    - Por causa daquela briguinha, minha mãe precisou tirar dinheiro da cirurgia do meu irmão para me tirar da cadeia! Agora eu tenho que pagar o prejuízo do fornecedor e resolver essa história!
    - Calma, eu vou contigo, só espera eu pegar um casaco!

    Doug entra correndo em casa, enquanto isso, Folk fica apoiado na cerca pensando no que vai fazer, só se da conta de que a cerca não agüenta seu peso quando essa já está arcada, a rua da casa de Doug é quase deserta, poucas casas, ninguém na rua, só um carro vindo de longe...
    - To pronto, aonde vamos? – pergunta Doug cheio de animação.
    - A gente vai atrás daque... Mas que porra é essa? – Folk é interrompido pelo único carro que passava na rua, o motorista freia bem do lado dos dois.
    - Vocês dois, entrem no carro! – diz uma voz engraçada, porém, ameaçadora de dentro do carro – AGORA!
    - Vá tomar no seu cú! – responde Folk firmemente, e nesse exato momento saem três “Corredores” do carro com pedaços de madeira em mãos.

    “Eu entrei no carro, mas não por que eu tava com medo, eu ia atrás dos caras uma hora ou outra, só não esperava que eles viessem me buscar!”

    - Folk certo? Eu vou te levar para ter uma conversinha com o nosso pessoal, tu ta devendo bastante pro Chefão!
    Folk estava sentado no meio do banco de trás, de um lado, um “Corredor” grande e forte de pele escura, do outro lado, Doug, e do lado de Doug, outro “Corredor” bastante forte e de pele clara, no banco da frente, o motorista um pouco menor que Folk e no outro banco um “Corredor” magricela de aparência doentia. O carro anda pelas ruas da Zona Sul durante dez minutos, passa por debaixo de uma ponte e entra no que parece ser uma fábrica de papel abandonada, mas de abandonado aquilo não tem é nada, eles acabam de entrar no território do Corredor da ZN. O carro estaciona, Folk e Doug são violentamente empurrados para fora dele, agora eles estão cercados por 10 ou 15 “Corredores” e são acompanhados para dentro da fábrica, pichações da gangue podem ser vistas em quase todos os muros e paredes da fábrica, “ZN”s grandes e azuis, alguns bem detalhados e tridimensionais enquanto outros são simples e tortos, um minuto e meio depois eles se encontram em frente a uma sala fechada, a sala do Chefão.

    Eles entram na sala, e dentro dela, aqueles 10 ou 15 corredores somam cerca de 20, em uma escrivaninha, sentado em uma confortável cadeira está o Chefão, homem negro, físico razoável, talvez um pouco menor que Folk ou Doug, com mais ou menos 25 anos, veste a mesma roupa que os outros membros da gangue, exceto por um boné azul escrito “CHEFÃO” em sua cabeça. Ele observa Folk, e desvia seu olhar para Doug, em seguida volta o olhar para Folk novamente:
    - Tu me custou muito dinheiro rapaz! Perdi duas mochilas cheias de erva, e três “Corredores”, eles vão ficar na prisão por algum tempo, com esse prejuízo não posso tirar eles de lá. Fomos culpados pela briga e por portar toda aquela erva, e com testemunhas na rua, eles pegaram a maior parte da pena! – ele se levanta, ajeita o boné – Eu poderia te matar, mas não ia ganhar nada com isso! Tu tens uma dívida, eu tenho um trabalho, ou vocês aceitam, ou todos os meus “Corredores” caem em cima de vocês dois e depois vão atrás da família de vocês!
    Folk pensou por alguns segundos, ele realmente considerou a idéia de recusar a proposta e brigar com todos os “Corredores”, mas seria suicídio na certa, fora que ele não queria mais envolver sua mãe nesse tipo de coisa, a vingança ia ter que esperar!

    - Muito bem, tu e teu amigo vão fazer uma entrega para mim, eu to devendo umas sementes pros Tigres, eles me ajudaram a começar a plantar a erva, mas parece que a gangue rival deles queimou a plantação, vocês vão até o bairro Dirges...
    - Bairro Dirges? – interrompe Folk – Isso fica do outro lado da cidade!
    - Não me interrompa! – diz o Chefão – Vocês vão até o bairro Dirges, entregar essa bolsa com as sementes e algumas mudas, pegar a grana e voltar. Pros Tigres não acabarem com a raça de vocês antes de vocês terminarem a entrega, vocês vão vestindo isso...
    Um dos “Corredores” entrega uma jaqueta para Folk e uma para Doug, cada uma com o símbolo do Corredor da ZN nas costas.
    - Eu quero elas de volta quando vocês voltarem, depois disso, considerem a dívida de vocês quase liquidada...
    - Quase? Mas que porra? – Folk interrompe de novo – A gente vai até o outro lado da cidade, entregar uma bolsa cheia de erva, entra na área desses Tigres e continuar devendo?
    - É isso ou ter a tua casa queimada. – isso pareceu argumento suficiente para Folk e Doug – INÍCIA!
    - Sim Chefão? – aparentemente “Inícia” é o apelido de um “Corredor”, rapaz pouco menor que Folk e Doug, loiro e de voz rouca.
    - Tu vai com eles!
    - M... Mas Chefão! – tenta argumentar o rapaz.
    - Nada de mais, eles precisam de um guia!

    “Agora a merda já tava toda armada mesmo. Além de eu querer matar cada um daqueles veados, eu tinha que trabalhar para eles!”

    Continua...
    Última edição por Krirror; 12-10-2009 às 14:42.
    ALISTE-SE!

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    Força Aérea Brasileira.

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    Citação Postado originalmente por Wu Cheng Ver Post

    Não desista, a seção é devagar e muitos visitam os tópicos apenas esporadicamente.

    Eu mesmo estou afastado da board, entrei hoje só para ver a quantas andava o concurso.

    Acabei postando porque achei que seria injusto deixar o tópico sem resposta alguma.

    Imagino que ninguém criticou porque o seu texto já surgiu grande e o assunto é muito diferente da temática da seção, mais voltada para a literatura fantástica e de aventura.

    Mas gostei da sua história até aqui, está escrita de uma maneira eficiente para o tema a que se propôs.

    Sobre o estilo, você optou por colocar o pensamento do personagem em itálico, entre aspas, num recurso que nunca vi.

    Deu pra entender, mas normalmente as aspas são usadas para os diálogos no estilo inglês, enquanto o travessão se usa para os diálogos no estilo francês.

    O escritor escolhe um estilo e não muda até o final, para não criar confusão no leitor.

    Neste caso, não acho que prejudicaria o entendimento se simplesmente colocasse os pensamentos num parágrafo normal, afinal o protagonista é também o narrador.

    Algumas coisas me chamaram a atenção:

    1) A quantidade de gangues citadas e os locais na cidade foram apresentados como uma lista, sem grandes informações adicionais.

    O ideal é ir dando essas informações secundárias dentro de um contexto, pra não ficar parecendo um rol de características sem maior importância.

    Por exemplo, o bairro das Magnólias é só um nome solto no parágrafo, não se justifica a não ser que tenha relevância no decorrer da história.

    O texto fica mais rico se conseguir dar informações ao mesmo tempo em que alguma coisa acontece, não deixando tão explícito para o leitor as intenções do narrador.

    2) Achei legal a parte que informa que o protagonista domina o Judô e o Kick-Boxing, afinal ele é um briguento que se dá bem nas lutas, então isso dá verossimilhança ao personagem.

    Só que a história da mãe que não tem dinheiro pra nada bancando duas lutas pro filho fazer não colou muito.

    Ele poderia trabalhar na academia e, em troca, treinar de graça, ou ganhar uma bolsa dos seus mestres.

    3) E um detalhe: na cena da luta de rua, pra dar uma joelhada, no Muay Thai, se pega a nuca e não o ombro. Acho que no Kick-Boxing deve ser parecido.

    Como falei no início, seu texto está bem escrito e pode render uma boa história. Apenas não fique restrito à forma, que é dos contos de ultra-violência juvenil, como Laranja Mecânica. É importante aliar forma a conteúdo.

    Tem um quadrinista americano, Scott McLoud, que escreveu um livro chamado Desvendando os Quadrinhos. É sobre quadrinhos mas serve para qualquer tipo de manifestação artística.

    Ele tem a teoria de que um artista pode se situar em 5 níveis em relação à sua arte, usando a metáfora da maçã:

    1. Se tiver HABILIDADE, pode ficar na superfície, imitando seus autores prediletos (a casca da maçã).
    2. Se conhecer a ESTRUTURA, desenvolverá trabalhos originais em um modelo já conhecido.
    3. Se dominar o IDIOMA, criará uma linguagem própria, servindo de modelo para outros.
    4. Se estudar a FORMA, utilizará várias linguagens como um poliglota, de acordo com o que quiser dizer.
    5. Se chegar à IDEIA, sua arte será mera ferramenta para falar sobre a vida ou sobre a própria arte (a semente da maçã).


    Ótima crítica Cheng

    Topic: Boa garoto, história maneira



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