Isso não é só assim no Brasil, é no mundo todo. A mídia escolhe um caso de novela, investe nisso e todo mundo fica bitolado nisso. É a vida imitando a arte. O estímulo para a pessoa acompanhar o caso Eloá e Isabella não é uma criança morta ou a vida de uma jovem em risco, mas sim como isso acontece e como eles aumentam para dar tons melodramáticos. Eu assino um jornal famoso sobre crimes, mas que graça tem para o povo uma menina que foi atropelada? No máximo rende uma reclamação estupefata do Datena sobre a segurança do trânsito e no dia seguinte estamos vendo um tiroreio na favela. Se uma criança morrer aí por uma bala perdida, sai apenas como dados estatisticos.
Não culpem apenas a população. O povo assiste a qualquer lixo que colocarem nos canais abertos. Se meu pai, um cara culto, com 2 cursos superiores, chegava do trabalho e assistia 5 novelas seguidas (das 6, das 7, das 9, pantanal e a que vem depois), como julgar um infeliz que só tem isso de diversão? Falar de Eloá e Isabella não é apenas falar de jovens que morrem, mas sim de uma grande novela. Da mesma forma que o cara comenta o resultado do futebol no café da esquina, o capítulo da novela do dia anterior, o último eliminado do BBB, discute o "caso" Isabela e Eloá.
A mídia tem esse poder e aposto que a maioria aqui é alienada, pelos comentários que costumo ver. A maioria aqui sõ conhece o que a mídia mostra, e entenda-se por veículos as revistas de grandes tiragens, entre outros. Tenho um primo que se julga saber de várias coisas, problema que o "conhecimento" dele vem da revista Veja e da rede Globo. Que merda de conhecimento é esse?
Abraços.