O Time Travel Research Institute, fundado em 1995 pelo físico David Anderson, dedica-se exclusivamente à pesquisa e avanço da tecnologia da viagem no tempo. Seu laboratório em Long Island, Nova Iorque, está sempre testando novas teorias e já apresenta resultados na área. A tecnologia desenvolvida pelo instituto já permite um retardamento ou aceleração temporal em uma pequena área de 10 a 12 centímetros quadrados chamada “campo de distorção temporal” e está sendo usada na área de transplantes de órgãos. Com a tecnologia desenvolvida pelo Time-Travel Research Institute, os médicos agora guardam os órgãos retirados em containeres que possuem esses mecanismos de retardamento temporal, fazendo com que o órgão dentro dele envelheça mais devagar, sendo conservado por muito mais tempo. “Há muitas outras áreas onde se pode utilizar o campo de distorção temporal além da médica”, comenta Anderson. “As empresas de pesquisas químicas podem concluir suas pesquisas mais rápido acelerando o tempo de suas experiências para conferir o resultado sem prejudicar a qualidade do resultado. Existem tremendas vantagens para o meio industrial”
Para aqueles que duvidam da “cápsula do tempo” de David,o pesquisador demonstrou para uma coletiva de repórteres americanos a funcionalidade da tecnologia colocando relógios mecânicos e digitais dentro campo temporal e alterou o tempo, adiantando e retardado-o enquanto todos viam o tempo dos relógios serem “ajustados”. Não satisfeitos com a demonstração, David mostrou o sucesso do campo de distorção temporal em um organismo vivo acelerando o processo de germinação e crescimento de uma semente em uma pequena planta. O campo ainda não foi testado em humanos e animais.
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As viagens no tempo e para outras dimensões já são possíveis, segundo pesquisadores.
Não precisa procurar muito longe: basta assistir um desenho animado, um filme ou abrir uma revista em quadrinhos que o tema está lá, a viagem no tempo. Desde que H.G. Wells escreveu o romance “A máquina do tempo”, a humanidade desistiu de esconder seu fascínio pelo assunto e imagina como deve ser estudar grandes acontecimentos históricos bem em frente aos seus olhos ou encontrar-se consigo mesmo mais jovem ou até mesmo sua mãe antes de conhecer seu pai. Os sonhos (e as conseqüências dessas realizações) sobre viagem no tempo são inúmeros, pena que são impossíveis de se realizar... será? Alguns pesquisadores não acreditam nisso e defendem a tese de que a viagem no tempo é matematicamente e fisicamente viável, apesar de difícil.
Viagem temporal: difícil, mas não impossível!
A milhares de anos a humanidade tem interpretado o tempo como se fosse um grande e infinito rio que flui em uma única direção, imutável, eterno. Mas o que aconteceria se pudéssemos nadar contra essa corrente ou até a margem desse rio e voltar a pé? Desde a teoria da relatividade de Einstein, os cientistas não consideram mais o espaço tri-dimensional e o tempo como duas coisas distintas, mas sim aspectos da quarta dimensão ou “espaço-tempo”, uma dimensão onde é possível nadar contra a corrente desse rio chamado tempo. Desde então, físicos quânticos têm afirmado estar cada vez mais fácil explicar eventos onde o tempo volta ou avança, enquanto cosmologistas descobrem que o espaço e o tempo podem ser deformados pela gravidade e velocidade. Em 1940, o matemático Kurt Goedel provou matematicamente que e possível distorcer o espaço-tempo, criando assim o que ele chamava de “curvas temporais”. Era mais ou menos como fazer um furo no próprio tempo e passar por ele, indo parar no passado ou futuro.
O problema é que ainda não existiam exemplos concretos dessa idéia – até descobrirem os buracos negros no espaço. A existência desses fenômenos já havia sido provada por Einstein através de cálculos que fazem parte da sua famosa teoria da relatividade. Os buracos negros são verdadeiros “espirais” formados pela junção de pequenas distorções espaço-temporais. O resultado disso é a criação do que parece ser uma grande rosquinha com um buraco no meio que suga tudo ao seu redor, dependendo de sua força de tração. Em teoria, ele é capaz de levar o objeto sugado por ele para outro ponto do espaço, para outra dimensão ou para outro ponto através do tempo. Em 1997, um grupo italiano de astrônomos descobriu um gigantesco buraco negro perto do planeta Mercúrio capaz de tragar até mesmo estrelas de nêutrons (corpos celestes de grande densidade). Em 1998 dois satélites americanos e europeus detectaram outro buraco negro próximo à Terra, mas de menor forca de tração.
Parecidos com os buracos negros, os “wormholes” são essencialmente túneis que levam aqueles que o atravessam de um ponto a outro do universo (talvez pelo tempo?), possivelmente apresentando um buraco negro em cada extremidade. O grande problema de viajar através deles é que, fatalmente, o ser humano não sobreviveria à velocidade da luz que se atinge no túnel. Usando os wormholes como base para o processo de viagem de uma máquina do tempo, o físico americano Kip Thorne sugere que este hipotético aparelho seja construído com exóticos materais capazes de agüentar as forças envolvidas no processo da criação de um wormhole. Como diz a teoria da relatividade de Einstein, o humano dentro dele estaria a salvo, em repouso em relação à nave enquanto esta atingiria a velocidade da luz pela passagem. Em tese, tudo isso é possível, mas na prática, nada além de rumores foram apresentados ao mundo.