
Postado originalmente por
GOD Kakaroto
Você narra bem, mas bem poucas vezes é meio dificil de entender por causa da narração com certas palavras difieis para mim.
Desculpe, GOD, é que eu tento encaixar as melhores palavras na oração - não que eu fique procurando sinônimos difíceis -, então se você não entender alguma coisa me mande uma MP e ficarei feliz em esclarecer para você.

Postado originalmente por
Manteiga
Se você conseguir levar esse projeto em frente, será estupendo. Trata de história tibianas e que incluem um grande personagem, o bom e velho Aneus. Vou estar no aguardo de um primeiro capítulo, que por sua vez sairá quando?
Eu escrevi até o capítulo 03 antes de colocá-lo aqui e eu já tenho tudo bem programado, só falta inserir as personagens numa trilha já feita. É mais fácil escrever essas histórias do que Algoz dos Mortos, então os capítulos sairão com mais freqüência.

Postado originalmente por
Hovelst
Quem diabos é Aneus?
Bem, a história me pareceu muito detalhista, parecido com outros textos seus.
Os contos que Aneus contará, eles terão alguma relação, ou seja, estarão entrelaçados, ou são apenas aleatórios?
Aneus é um NPC que conta histórias da Red Legion e de Carlin. Sobre os detalhes, eu não consigo escrever de outra maneira então meus trabalhos sempre vão sair desse jeito, só que eu não entendi uma coisa: Essa colocação foi só um comentário ou uma crítica?
Eu vou utilizar fatos do Tibia que não tem uma história completa, as histórias serão independentes, mas poderá haver a mesma personagem em histórias diferentes e até mesmo citações de uma história em outra. As histórias são diferentes, mas o universo é o mesmo.
I
Adeus ilha abominável
Lá estavam Ratha e Gilasoth no saguão do Oráculo. Os azulejos de um branco gelado eram iluminados pela luz de Fafnar e refletia turva a imagem dos amigos admirando a Estátua. O Oráculo, em sua forma feminina, moldava-se em um longo vestido branco de mármore, seus braços petrificados brandiam uma fina espada sobre a cabeça com lisas madeixas longas e seu par apontava para os céus; imponentes asas surgiam lisas de trás de suas costas, estendendo-se através de toda a parede atrás Dele e dobravam-se para frente por mais um metro ao encontrar as paredes laterais; imóvel e límpido Ele parecia refletir em ondas o brilho matinal.
Os companheiros estavam ao pé do carpete vermelho que se adornava em tons de dourado nas laterais, a luz parecia não penetrar no caminho e criava-se uma pequena alameda fosca até O Oráculo. Ambos vestiam um manto marrom amarrado com uma corda na cintura, Gilasoth era jovem, mas devido ao albinismo seus cabelos eram de um claríssimo amarelo sem brilho; sua pele rósea salpicada de penugens pálidas fazia par com seus olhos cinzentos que miravam os olhos sem detalhes d’O Oráculo. Ao seu lado estava Ratha com a mesma pose ambiciosa, mais baixo que seu amigo-irmão seus cabelos eram castanhos como seus olhos, curtos, desordenados e grossos como palha; seu rosto moreno e avermelhado devido às horas sob Suon e Fafnar sustentava uma posição empinada e determinada.
- É agora, irmão. – Disse para Ratha ao estalar os dedos. – Chegou a nossa vez de deixar esta ilha de covardes. Te espero em Carlin.
Gilasoth respirou profundamente e então começou a caminhar lentamente, ele ouviu seu próprio coração pulsar e a medida em que se aproximava do seu destino ficava cada vez mais ensopado de suor. O Oráculo parecia crescer a cada passo que dava e ao chegar aos seus pés ele parecia ocupar todo o ambiente e suas asas pareciam englobá-lo.
- Oráculo! – A voz soou austera e o nervosismo era praticamente imperceptível. – Vim de encontro ao meu destino e você é quem deve me conceder o caminho!
- Gilasoth, filho de Hagro, você está pronto para encarar seu destino!? – A voz d’O Oráculo parecia vir de todos os lugares, e embora soasse alta não produzia ecos.
- Estou, Senhor!
- Gilasoth, filho de Hagro, das terras de Carlin, vejo um futuro certo para você. Os caminhos mágicos não estão aos pés de sua coragem e por isso, caso queira trilhar um caminho de sucesso, não deverá se tornar um mago, seja feiticeiro, seja druida. Você poderia ter um grande futuro e grandes poderes como paladino, mas sua ânsia por ação lhe levaria para o túmulo, deve se tornar um cavaleiro, Gilasoth! Você está pronto para encarar seu destino?
-Serei um cavaleiro! – Falou sem hesitar, como se já esperasse aquela resposta.
Nesse momento uma chama em vários tons de azul surgiu tragando Gilasoth e tão rápida quanto veio se dissipou, levando para Carlin aquele futuro cavaleiro. Logo em seguida Ratha pousou os dois pés no caminho vermelho e se preparava para ir a direção ao Oráculo quando foi impedido por uma voz.
- Ratha! Espera um pouco... Ratha!
- Saco... – Suspirou desanimado e por um momento pensou em correr até o Oráculo e se livrar de tudo, mas não o fez... Não era esta a sua saída triunfal.
- Ratha! Eu quase te perdi! – Disse a garota abraçando o pescoço do rapaz – Você tem que ir mesmo?
- Estou indo, Gilasoth deve estar me esperando... – Sua voz tinha um tom rigoroso.
- Mas Ratha, e eu? Eu amo você!
Ratha poderia ser um grande amigo como provara para Gilasoth e se seguisse o destino que o Oráculo guardara para ele seria um grande homem, mas acima de toda e qualquer qualidade Ratha era apaixonado por mulheres e as mulheres apaixonadas por Ratha, embora este tivesse aversão aos relacionamentos sérios e visse as mulheres como um objeto sexual, com Kayla não era diferente.
Aqueles olhos castanhos iludiam apenas lindas mulheres e aquela menina de olhos verdes e pele bronzeada não era exceção. Seus cabelos longos e negros chegavam próximos à cintura, era menor que seu amado e abraçava-o nas pontas dos pés, seu nariz arrebitado tocava os de Ratha e seus olhos aguados seguravam as lágrimas quando trocaram beijos de despedida. Estavam encostados na parede e começavam a se despir quando lembrou de seu amigo em Carlin.
- Desculpe, Kayla. – Ele se arrependia de perder aquele momento – Gilasoth já deve estar preocupado com a minha demora, tenho que ir... – E então deu um último beijo.
- Até breve, Ratha... – As lágrimas corriam lentamente – Você estará em qual metrópole?
- Thais, Kayla, Thais. – Ela ficou ali olhando-o.
Então Ratha desviou sua atenção ao Oráculo e logo corou de vergonha sua face, estava satisfazendo seus prazeres carnais no hall de quem decidiria seu destino. Se recompôs e seguiu confiante até a estátua, ela parecia aumentar de tamanho e encobri-lo ao parar ao seus pés, já estava decidido... Iria para Tibia.
- Oráculo! Estou pronto!
- Ratha, pequeno Ratha... - A voz era emitida de todos os lugares, mas dessa vez possuía um tom de sarcasmo – Está pronto para encarar seu destino, pequeno Ratha?
- Não, Oráculo! Eu já conheço meu destino, permita-me seguí-lo!
- Muito confiante, pequeno Ratha... Mas a ilha parece-me um bom lugar para você.
- Pois para mim ela parece pequena demais para as minhas ambições, Oráculo! – Um sorriso apareceu em seu rosto.
- Não pense que conhece a ti mesmo mais do que o Oráculo. Mas o teu desejo vai além... Então jamais deverá seguir o caminho dos paladinos se quiser obter sucesso e, embora tenha a força de um cavaleiro, deverá seguir o caminho da magia. Defina por você mesmo, pequeno Ratha, de Carlin, mas o Oráculo vê mais sucesso na formação de um druida para você. Está pronto para encarar seu destino, Ratha?
- Serei druida, Oráculo – A mente de Ratha borbulhava de satisfação, como se soubesse desde o princípio.
E uma última vez olhou para Kayla no fundo da sala. Ela jamais esqueceria aquele olhar que misturava satisfação, todavia seu motivo ficaria obscuro para sempre: não sabia se era por causa de seus sonhos realizados ou por deixá-la para trás, ou talvez fosse os dois. A chama azulada consumiu Ratha que fora visto pela última vez naquela ilha.
Nota: Eu respeito que gosta de Rookgaard e a escolhe para viver, o fato de eu ter usado o ter "abominável" e "ilha para os covardes" foi mera respresentação da personalidade das personagens.