No Capitulo anterior...
Karter agora está enfrentando não só a jornada rumo a "Espada da Fúria", mas também algo que até ele não sabe descrever. Uma fúria que Karter até esquecera do que houve no momento em que aconteceu. Mas de uma coisa ele sabia, os acontecimentos que vinha desde a flecha envenenada até a volta de Palkar não era coincidência...
KARTER - O Cavaleiro do Norte
CAPITULO XII - A fuga do cativeiro.
Já anoitecia no acampamento amazônico. Lirian e Erklin estavam acordados ainda, mas Lirian estava com uma sensação estranha quanto aquela noite. Algo estava muito estranho.
- Esta muito quieto, não acha Erklin? - Pergunta Lirian intrigada.
- É, percebi também.
Rapidamente uma sombra se formou na tenda, quando entrou Erklin admirou aquela amazona. Era aquela que o beijou em uma outra noite. Ela estava preocupada com algo. Logo se apossava da adaga de dente de tigre-dente-de-sabre e, em um único movimento rápido, cortou a grossa corda.
- Levantem, precisamos ir. - Disse a bela amazona.
- Para onde? Por que? - Pergunta Erklin.
- Apenas venham comigo.
Ela olhou para fora da tenda, "Nenhuma amazona por perto". Pegou na mão de Erklin que pegou na mão de Lirian.
- Vamos. - Disse a amazona ao começar a correr.
Deram a volta por de traz da tenda. Por causa do muro, eles teriam que sair pelo portão principal, onde era fortemente vigiado. Ela voltou para a tenda, apossou de seu arco e algumas flechas. Voltou para traz da tenda para pegar Erklin e Lirian.
Alphelha já estava em uma passagem secreta que passava por baixo do rio, assim era o caminho rápido para a travessia. O barco era apenas para a captura de suas duas vítimas. A passagem apenas ela conhecia. Ela estava já no final do túnel. Seu objetivo agora: matar seus dois reféns.
A amazona observava a guarda acima de uma das duas torres da entrada. Eram torres de madeira, feita a partir das árvores do bosque ao redor. Manuseando a flecha para o ponto de agarro da linha do arco. Ela mirou, esticou o braço para traz e, com uma técnica sobre humana, soltou a flecha, fazendo ela dançar no ar ate acertar no pescoço da vigia. "Agora não tem mais volta, de qualquer jeito me matariam por matar uma irmã." Com a outra guarda da outra torre foi a mesma coisa. Erklin se impressionou com a mira dela. As duas vezes no mesmo lugar. Essa era a hora, sem as vigias das torres, o portão estava vigiado por apenas duas amazonas. A amazona pegou duas flechas, uma em cada mão.
- Vocês aguardem aqui. Avisarei quando poderem ir.
A amazona começou a correr, porém, com passos silenciosos como felino. Ela visava as duas que estavam de costas para ela. Com um salto, ela crava a flecha na nuca da guarda, e arremessou a outra flecha acertando o peito esquerdo da outra guarda. Ela chamou os outros dois acenando para eles que se escondiam atrás de uma das torres. Os dois foram na direção dela e a partir dai entraram floresta a dentro.
Ao chegar na aldeia, Alphelha viu duas amazonas mortas na entrada. Com um grito de despertar, acordou todas da aldeia. Era hora de recuperar seus reféns, a unica garantia que impedia que Markwin fizesse algo terrível contra as amazonas.
- Qual é o seu nome? - Pergunta Erklin, correndo atrás da amazonas com Lirian logo atrás dele.
- É Elena. - Reponde a amazona.
- Para onde estamos indo Elena? - Pergunta Lirian.
- Estamos indo para um passagem secreta que apenas a mãe sabe. Ela atravessa de um lado do rio para o outro, pelo subterrâneo.
Eles já estavam perto quando ouviram várias amazonas virem atrás deles. Mas Elena já tinha um plano em mente.
Karter estava rumo a Thais. Não sabia como pediria ajuda, mas não tinha tempo para pensar, era fazer ou não. Karter estava com um pensamento na cabeça, estava tentando ligar os fatos, desde a flecha envenenada até a "Espada da Fúria". "Não faz sentido. Se Markwin quisesse minha ajuda para recuperar a espada, por que matou o pai de Lirian? E por que com flecha venoriana?". Karter já via os portões de Thais. Nada modesto. Também pudera, era a cidade principal do continente. O Rei Tibianus era um verdadeiro tirano. Karter, em seu tempo de comandante carliano, brincava com a tropa que, pior que subalterno de Markwin, só sendo subalterno de Tibianus. Era uma daquelas brincadeiras em que se inventava e morria ali. Por mais brincadeira que fosse, era considerado traição.
Karter passava pelo cemitério, quando algo chamou sua atenção. Uma voz linda e baixa, o chamava para o cemitério. Parecia com a voz de sua mulher. Ele andou em direção ao cemitério ate parar na grade. Enquanto admirava a voz, uma outra voz chamou sua atenção, só que dessa vez mais grossa e menos gentil.
- Quem é você forasteiro? - Pergunta o guarda, com cara de quem não está ganhando bem por estar ali.
- Sou Karter, filho de Murgler de Carlin.
- Sim. Você é o ex-comandante das tropas de Carlin? - Pergunta o guarda.
- Sim. Lutamos juntos em alguma batalha?
- Sim, na Batalha de Campo da Glória, contra Morgaroth.
- De fato. Carlianos e thaisianos juntos. Foi uma grande batalha.
- Sempre o admirei senhor Karter. Mas o que faz aqui, tão longe de casa?
- Negócios...
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Em breve o Capitulo 13.







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