No Capitulo anterior...
Karter se encontra agora em uma encruzilhada, onde esta em jogo a vida e Lirian e Erklin, que estão sob o domínio de Alphelha e suas amazonas. A proposta de Markwin, ex-rei dos minotauros, foi lançada à Karter. Mas, será que Karter conseguirá executar o mando à tempo?
KARTER - O Cavaleiro do Norte
Capitulo X - Um romance.
Karter estava diante de Markwin, observando em sua mente o porquê daquela proposta um tanto inusitada.
- Por que quer tanto assim a "Espada da Fúria"? - Finalmente pergunta Karter.
- Você é apenas um humano. Não entende de assuntos minotaurianos.
- Mas quero saber o que ela tem de tão especial.
Markwin o encara, senta-se em uma rocha logo atrás dele, descansa as patas. Volta o olhar ao olhar de duvida de Karter.
- A "Espada da Fúria" é na verdade a chave.
- Chave? Chave de que? - Intriga-se Karter.
- Chave de um antigo templo minotauriano. Um templo longe daqui e de tudo. A inscrição nela nos leva para lá.
- Ah! A palavra Kap... - Karter lembrou que Markwin não sabia da morte de Palkar. Isso faria Markwin desconfiar.
- Kaplar? Não precisa esconder Karter. Já sabia a anos da morte de meu ex-general. Foi um favor que me fez. Mas, ao contrário do que pensa, Palkar não morreu.
Karter ficou espantado. "Como pode ele estar vivo se eu mesmo o matei?".
- Como seu o matei à sete anos? - Pergunta Karter.
- Você se certificou disso? Quer dizer, você o enterrou?
- Não. Meus homens na época se encarregaram disso.
- Bom, então não eram seus homens!
No Campo das Amazonas, Lirian adormecera. Erklin não estava nada cansado. Lá fora, se escutava belas canções amazônicas. As amazonas odeiam homens, não por eles, mas pela idéia de a mulher ser dona de casa. Elas só fazem exceção quando o assunto é procriação. Elas se disfarçam de camponesas, vão as vilas e reinos. Constituem um laço matrimônial com um homem e se mudam para a cidade. Ficam lá apenas até terem uma filha menina. Se tiver homem, ainda ficam até ter menina. Quando a esperada vem, a amazona sequestra a sua filha e volta para as florestas e campos, onde situam as suas aldeias. Assim elas continuam o legado. Erklin sabia disso. Já ouvira histórias sobre elas, sempre atraentes para chamar a atenção de um homem. De repente, contra a luz da fogueira lá fora, se vê uma sombra se aproximando na forma de uma mulher. Uma bela amazona, jovem como uma quase adulta, carrega uma bandeja de barro, com carne sobre ela. Esta trajando pele de tigre, uma parte sobre o peitoral cobrindo seus seios, e uma tanga para cobrir seu sexo e atrás. Vem em direção à Erklin. Ele fica admirado pela morena, de pele clara e olhos verdes. Ela vai à frente dele, agacha-se e tira uma adaga de dente de tigre dente-de-sabre. Coloca a bandeja entre os dois, e com a adaga, corta um pedaço e serve à boca de Erklin. Não recusou, morto de fome como estava. Erklin sempre fora um rapaz atraente, de pele branca com um toque de bronzeado, olhos castanhos e dono de um sorriso admirável. Nunca teve problemas no amor. Mas nunca foi de compromissos. Além disso, em Carlin, não havia o que ele chamava de "meu tipo". Mas aquela amazona era tão bela quanto uma sereia das lendas. Ela o encarava enquanto ele mastigava o pedaço de carne. Quando engoliu, falou:
- Por que nos capturaram? Por que nos mantém aqui?
Ela cortou outro pedaço e colocou na boca de Erklin. Ele mastigara depressa e engoliu para falar.
- Por que ainda nos mantém vivos?
Ela cortou outro pedaço, mas quando levou o pedaço de carne à boca dele outra vez, ele não abrira a mesma. Ela então colocou o pedaço sobre a bandeja, olhou para fora e voltou o olhar para ele.
- Não posso dizer. Mas, não iria entender nossos motivos. - Diz a amazona com uma voz angelical.
- Tente.
Ela ajoelhou e colocou as duas mãos em seu rosto. Trocaram olhares.
- Sempre quis saber o que é amar. Mas aqui isso é proibido. Não nos deixam ter isso. - Ela passa a mão pelos cabelos escuros de Erklin. - Saber o que é ter um amor correspondido. Ter uma família. - Ela encosta sua testa com a dele, encosta seu nariz no dele, e em seguida, encosta sua boca ao dele. Um longo beijo correspondido. Ela cessa o beijo. - Ter um amor para viver e morrer com ele.
Ela afasta o rosto. Troca mais olhares. Pega a bandeja, porta em sua cintura a adaga, levanta-se e vai em direção a entrada. Olha de novo à ele e sai da cabana, deixando Erklin perdido nos pensamentos.
Karter ainda tinha dúvidas, mas não tinha mais tempo. Não poderia demorar. Markwin não lhe dera muitas informações de que Karter queria. Karter sabia onde e como pegar aquela espada. Mas não seria fácil. Além de precisar de condução thaisiana, precisaria de um tempo que agora era pouco.
- Esta bem Markwin. Farei o que quer.
- Tem dois dias Karter. Se não, seus amigos não vão mais te ver.
Karter soltara sua mochila ao chão, pegou sua espada e seu escudo e começou a correr. Estava sendo sustentado pela sua fúria, seu ódio, o desejo de salvar Lirian e Erklin. Corria contra o tempo. Em sua frente, nada importava. Não sabia se seria possível, mas, se não tentasse, nunca saberia.
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Em breve, o capitulo 11. ;D
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