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Tópico: Em Nome de Luin

Visão do Encadeamento

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  1. #7
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    Bom, aí está o segundo capítulo.
    Por favor, vejam erros de português e me digam em que posso melhorar, ok?

    Algumas informações vocês podem considerar idiotas, mas tudo faz parte da história.

    Livro 1

    Capítulo II - A Base Secreta da Ordem

    O pequeno Artorios correu pelo chão quente das ruas de Tir’Rafer. Sua sorte era que estava com os pés molhados e frios ou eles estariam fritando. Ele cheirava a peixe e queijo e as pessoas reclamavam disso quando ele esbarrava nelas.

    E agora? – pensou Artorios – Estou perdido.

    Não ia voltar a Vânia de jeito algum. Seu pai o mataria por ter fugido. Lembrou-se da sua cama quente, o chocolate, a música...

    NÃO! Não posso voltar!

    Então, cansado de tanto correr, bateu com as costas em uma parede de tijolos e se deixou escorregar até sentar. Era fresco ali e a marquise produzia uma sombra sobre ele. Examinou ao redor e constatou que era tudo igual.

    Várias casas de tijolos vermelhos com teto ou de palha, ou de argila. Pôde ver, solta na paisagem, uma casa de mármore branca bem cuidada. Um portal aberto em forma de arco exibia uma placa pendurada escrito:

    Bem Protegido

    E o símbolo gravado abaixo:


    Dentro da loja Artorios viu várias armaduras reluzentes, então percebeu que era uma loja de armaduras.

    Viu uma fonte a pouca distância exibindo um homem que cuspia e segurava uma bolsa. Uma placa de metal tinha gravado:

    Fonte dos Mercadores
    Homenagem dos Luin aos
    mercadores de Tir’Rafer.
    Salve, salve Luin!!!

    Droga! – pensou – Até aqui veneram a minha família...

    Luin era seu sobrenome. E também todo um legado.

    Antes de Luin havia tido uma época de trevas. Os servos de Lúcifer estavam espalhados por cada canto do mundo de Nionda. Pessoas eram obrigadas a trabalhar sem motivo, simplesmente para a diversão de Lúcifer.

    Então chegou o grande cavaleiro: Brandor Luin com sua espada sagrada de cristal. Ele exilou Lúcifer em um local que os religiosos de Nionda chamam de “Inferno”, e assim, restaurou a paz em Nionda em nome de “Deus”.
    E assim a família Luin é venerada a cada geração com o título de “Salvadores”. E Artorios... Artorios era um “Salvador”, defensor de Nionda em nome de Deus. Ele era o próximo rei de Nionda.

    ***

    Araell chegou até a Fonte dos Mercadores. Olhou a sua volta e só viu as construções costumeiras de Tir’Rafer e o garoto do barco dividindo um pedaço de queijo com um mendigo raquítico. O instinto de Guarda da Ordem, dizia para ir lá e cortar sua mão, mas viu que ele era bom, por isso o deixou em paz.
    Logo em frente ao garoto, tinha uma casa diferente das outras. Viu uma placa:

    Bem Protegido

    De inicio achou que era uma simples loja de armaduras, mas depois se concentrou no símbolo.

    A Ordem é terrível... – pensou rindo

    Os quatro diamantes era o símbolo secreto da Ordem, usado na época em que Brandor Luin fundou secretamente uma sociedade de rebeldes para lutar contra as trevas. Descobertos por um traidor, a sociedade foi quase dizimada, mas não deixou de existir. Brandor arrumou um jeito da sociedade ainda existir criando esse símbolo secreto. Todos os membros gravavam esse símbolo em algum lugar: detalhes de lareiras, enfeites, maçanetas, portas... nada chamativo, somente para dizer “Sou da oposição”.

    Quando Brandor ficou conhecido e aclamado com Salvador, esse símbolo acabou deixando de ser visto, pois não era necessário mais ser tudo às escondidas. E a sociedade dos rebeldes virou a Ordem: o exército de Nionda a serviço dos Luins e de Deus.

    Entrou na loja de armaduras observando o ambiente. Era uma das poucas lojas de comerciantes ricos de Tir’Rafer.
    Tudo era bem limpo e lustrado assim como as armaduras bem feitas que brilhavam. Chegou perto do balcão e tocou um sino. Enquanto esperava, olhou pelo portal que tinha do outro lado. Uma porta continha novamente o símbolo da Ordem, e rapidamente ela se abriu.

    - Em que posso ajudá-lo? – perguntou um homem baixinho e barbado. Se Araell nunca tivesse visto um anão na vida, juraria que ele era um.

    Araell apontou para o símbolo na porta e simplesmente disse:

    - A Ordem.

    O homem pareceu espantado.

    - Qual seria seu nome?

    - Araell.

    - Ah, o capitão Phausus?

    - Sim. Capitão Araell Phausus.

    - Com licença – disse o homem e entrou rapidamente pela porta. Araell ouviu uma escada ranger e depois ficou silencioso dentro da loja. A escada rangeu novamente e o homenzinho pôs a cabeça pela porta e disse:

    - Estão te esperando.

    Araell pulou o balcão e caminhou até a porta.

    - Me acompanhe por favor – disse o homem e desceu uma escada de madeira em espiral. Estava escuro e úmido quando chegaram ao fundo. Araell esticou a mão para abrir a porta de pedra estava a frente deles.

    - Não! – exclamou o homenzinho – Isso é uma armadilha... é por aqui.

    Ele se agachou e retirou uma pedra solta do chão e Araell viu uma maçaneta. Ele girou e o chão se abriu em um alçapão imperceptível. Incrível.

    Desceram mais uma pequena escada e Araell viu uma sala mal iluminada. Uma mesa bem detalhada se encontrava no centro do cômodo e um homem com a face marcada por cicatrizes comia uma coxa de peru vorazmente. Ele era feio.

    - Sente-se Araell – disse a voz rouca e grave do homem, que apontava para uma cadeira a sua frente.

    Araell se sentou, tímido como era, na cadeira almofadada.

    - Bom Araell. – disse se levantando e jogando o osso no lixo – Meu nome é Tenente Brontos. Sou encarregado desse posto em Tir’Rafer.

    - Prazer senhor – disse Araell estendendo a mão e Brontos a apertou

    - Eu que tenho o prazer de conhecer quem o grande General Kamino, que expulsou os Trolls de nossas terras, apadrinhou?

    - Tenho orgulho senhor, mas depois que ele morreu...

    - Eu tenho ciência que você foi feito de prisioneiro dos anões pôr três meses.

    - Claro – disse Araell dando um riso – Meu padrinho ao expulsar os Trolls, fez com que metade deles fossem para Dwacatra.

    O general pareceu se divertir e deu um gargalhou como um trovão.

    - Como eles foram? Hospitaleiros?

    - Me botaram numa cela com um anão com fome.

    - E?

    - Ficou mordendo minha perna. Tenho marcas, quer ver?

    Novamente o general riu.

    - Deus, não...! – rugiu limpando as lágrimas dos olhos – Como você saiu de lá?

    - O rei de lá me botou para lutar com um dos trolls. Eu venci, eles me veneraram e para eles eu sou “Araell, o matador de Trolls”...

    Ficaram jogando conversa fora por um tempo. O general mandou o homenzinho servir um copo de cerveja para cada um e então Araell disse:

    - General, por que me chamou?

    - Eu ia falar disso agora... – disse tornando seu tom de voz mais sério – Está a par da situação do príncipe Artorios?

    - Além de ser um privilegiado? Não.

    - Ele fugiu de Vânia à uma semana.

    - Mas eu acabei de vir de lá... há... duas semanas...

    - Exatamente. Os guardas dizem ter visto uma corda vinda da janela do quarto da cozinha descendo até o chão.

    - Se fosse do quarto dele, imagine o tamanho da corda... – disse lembrando o tamanho da torre do castelo na capital Vânia.

    - É... – disse Brontos sorrindo - ... mas de qualquer forma: o nosso rei; longa vida ao Salvador; ordenou que o achássemos.

    - Tem noção dele onde ele possa estar?

    - Sim. Aqui em Tir’Rafer. O professor do príncipe disse que o garoto era fascinado por essa cidade, onde se deu origem ao nascimento de Brandor Luin, e que ele queria um dia morar na cidade.

    - Nossa... trocar aquela vida por essa é difícil de acreditar...

    - Não é. O garoto está na fase de escolher a mulher.

    - Mas ele tem apenas 15 anos! – espantou-se Araell

    - Ele tem que se casar o mais cedo possível... e diga-se de passagem: as garotas que são escolhidas são... você sabe...

    - Incrivelmente lindas? - podiam existir mulheres horrendas no reino, mas as que não eram salvavam a paisagem. E Araell sabia bem disso... - Então o senhor quer que eu o procure e leve de volta a Vânia?

    - Exato. Já viu o garoto?

    - Nunca senhor... só a sombra dele no alto da torre no Dia da Veneração.

    - Aqui tem uma pintura enviada pelo palácio.

    Disse isso e tirou um pano de cima de um quadro e segurou para Araell ver.

    A pintura mostrava um garoto jovem, com ombros finos e cabelo negro. Seus olhos fitavam o pintor com superioridade que chegava a intimidar. Sua pele era pálida. O garoto se apoiava em um escudo com o brasão da família Luin: Um grifo segurando dois chifres curvos.
    Eu não acredito! – pensou – O garoto do barco!

    - Vou buscá-lo, senhor.

    - Vá com Deus, Araell. Ao encontrá-lo, leve-o direto para Vânia.

    - Sim, senhor.

    Então Araell foi acompanhado pelo homenzinho até a entrada da loja. Ele saiu e procurou onde vira o garoto quando entrou. Já tinha ido embora.

    Maldita cidade! – pensou e começou a busca
    ..:: Lorofous ::..
    Última edição por Lorofous; 11-05-2010 às 14:03.


    “I'm a traveler of both: time and space."

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