Olá leitores escondidos e/ou inexistentes.
Eu queria me aproveitar desta postagem para dar uma notícia ja que não temos liberdade no site oficial.
Eu xinguei os GMs no Tíbia.Com, e em menos de 5 minutos minha conta foi banida. Eu xinguei eles porque a única coisa que estão proibindo em Tenebra é as pessoas de falar português nos Chats... Notem, postei o xingamento, 5 minutos depois apareceu "Under Investigation" e eu não pude postar mais nada, ai depois de um tempo BANIDO... Agora notem QUANTO TEMPO DEMORA PRA ELES BANIREM UM BOTER... Muito mais do que isso.
Enfim, é um aviso para não xingarem NINGUÉM no Tíbia.Com, porque eles estão de olho.
OK. Agora, sobre a história. Apesar de não agradar, continuarei postando porque, quem sabe, um dia, esse tipo de histórias volte a agradar o público aqui presente. (Eu acho que vai demorar, mas tenho fé, e vontade de escrever).
A Batalha de Kruzak.
(A Batalha de Kruzak)
Capítulo 4: O Brilho da Morte.
O sol nasce em mais um dia lindo nas planícies do Leste de Carlin, sua luz alaranjada da manhã aos poucos vai iluminando a ponte e a torre de defesa do Leste da cidade.
Os postes das ruas começam a apagar, os comerciantes abrem suas tendas, os fazendeiros já saem pra sua rotina diária, cedo para poder aproveitar o dia. Carlin é bela, arrumada e simples, em todo canto tem uma flor pra alegrar a cidade.
- Senhor Reyal'Scro, eu estou te falando, Kazordoon está com sérios problemas com Orcs na suas redondezas. - Diz um homem com uma armadura arranhada e amassada de coloração preta. Eles estão em algum lugar no subterrâneo da cidade, lugar que fornece bebida e "proteção" aos homens de Carlin.
- Orcs não significam problemas para anões. A guerra entre esses dois povos vem se prolongando há muito tempo, e até agora nunca vi um Orc pisando nos corredores de Kazordoon, sem estar sendo abordado pro guardas e levado para Dwacatra. - Diz Reyal'Scro, um homem alto, com uma armadura verde, seu capacete, também verde, possui uma malha (verde) que tampa seu rosto mostrando apenas seus olhos brilhantes de coloração esverdeada.
- Mas eu estou falando nas redondezas da cidade, eu estava lá fazendo minhas explorações como sempre e encontrei um grupo de Orcs. Anormal. - Diz o outro homem, agora uma porta se abre iluminando mais o local deixando visível a face do homem. É o mesmo que foi resgatado nas minas externas de Kazz.
- Bem, se você afirma com tanta certeza que as minas foram abandonadas por causa de Orcs, irei investigar, mas se for mentira, a sua cabeça ficará a mercê do meu machado, independente de nossa amizade. - Reyal levanta um machado com cabo de madeira mal cortada e uma lâmina longa e vertical na ponta.
Longe de Carlin, entre as rochas de Fêmur Hills, uma batalha está sendo travada entre um grupo expedicionário de anões em uma base clandestina no território de Kazordoon contra minotauros.
Jarmen está chocado, em suas mãos segura duas partes de sua besta que foi cortada por uma guilhotina ao se descuidar no momento em que entrou na sala dos minotauros.
- MATEM-NUS! - Grita o minotauro mais velho apontando com seu cajado para os anões. Ele tem uma longa barba que sai da ponta de seu queixo, seus pelos já são desbotados e seu corpo parece mais fraco que o de seus companheiros, usa um manto verde sobre seus ombros.
Hugor, o líder dos anões, entra rapidamente dentro da sala sendo seguido por mais dois anões. Ao pisar no mármore do chão ele sente um baque em sua armadura, e uma enorme onda de eletricidade começa a percorrer pelo seu corpo... Ele acaba de ser atingido por um golpe mágico do líder dos minotauros, que se encontra com a mão esquerda, livre do cajado, erguida apontada para seu alvo.
Jarmen apenas escuta os gritos de seus parceiros na batalha contra os minotauros, também escuta machadas e Bolts cortando o ar em direção a seus inimigos. Ele não sabe o que fazer, desarmado, serviria apenas como alvo para os inimigos e peso morto para seu grupo...
Guilotar gira seu machado em torno de si mesmo tentando acertar dois minotauros que estão a sua volta, mas a maioria dos ataques desferidos erra, e os outros são facilmente defendidos pelos minotauros que estão empunhando espadas muito reluzentes e afiadas.
Hugor acaba de pular pro lado, esquivando de mais um ataque elétrico do mago. Um outro anão está próximo à porta atirando com sua besta nos alvos que consegue ver, os outros anões estão enfrentando os minotauros.
Jarmen, descontroladamente, pula na sala em que está ocorrendo o combate, corre sem pensar em direção à estante de armas. Guilotar para de desferir golpes inúteis e começa a correr para uma multidão de Minotauros que estão indo em direção a Hugor.
O líder dos anões perde o mago minotauro de vista quando este é cercado por um grupo de minotauros que partem pra cima de Hugor. Ele ergue seu machado e, com um simples golpe horizontal, corta a cabeça de dois minotauros fazendo seu sangue jorrar em cima dos outros.
- KAPLAAAAR! - Um grito no meio dos minotauros, provavelmente vindo do mago, faz com que eles entrem em uma fúria descontrolada, Hugor consegue matar mais três com um golpe diagonal, mas logo é derrubado devido ao avanço dos inimigos.
Guilotar pula no meio da briga pra salvar seu comandante, Jarmen consegue, dificilmente, matar um minotauro com uma espadada no coração, em seguida, corre pra cima da multidão de minotauros e enfia a espada na coluna de um deles. O monstro se vira furioso, mas é chutado para dentro da piscina de lava.
Jarmen sente uma terrível dor vindo de sua perna, uma dor aguda, ele acaba de levar uma flechada no joelho... Quando se abaixa de dor, recebe uma patada na cabeça que o faz desmaiar.
Hugor é separado de seu machado, os anões agora entram no fogo do combate. Ele rasteja no chão para pegar sua arma até encontrar um alçapão trancado e até levar uma pisada nas costelas.
Dois anões acham uma brecha na batalha, uma brecha que leva ao mago...
Os dois correm com seus machados firmes entre os dedos, mas, pouco antes de dez metros do inimigo, ele se vira e, um pouco assustado, ergue seu cajado. A pedra verde começa a brilhar intensamente, virando um verde-esmeralda, e dela, um feixe de luz também verde ilumina a sala... A luz, apesar de bonita, é mortal, em uma fração de segundos, os dois anões se encontram no chão, com uma expressão de horror no rosto, como se suas almas tivessem sido sugadas de seus corpos, suas peles estão acinzentadas e os olhos brancos.
Hugor encontra seu machado, segura-o firmemente entre as mãos e, rapidamente, se ergue indo ferozmente contra o mago.
- Anão buuurro! - Diz baixinho o minotauro, que, com um simples movimento de mão, consegue criar uma corrente de ar muito forte que diminui bruscamente a velocidade de Hugor.
Guilotar acaba de levar algumas espadadas na armadura, e algumas delas atravessaram sua defesa e cortaram sua pele, Jarmen é mais uma vez atingido, mas desta vez foi na nuca quebrando seu pequeno pescoço.
Hugor, lutando contra o vento, desfere um golpe muito forte com o cabo do machado na face do inimigo cessando assim a corrente de ar... O minotauro cai no chão atordoado, logo, dois minotauros pulam na sua frente para protegê-lo, mas são rapidamente assassinados quando Guilotar joga seu machado contra seus peitos.
- SAIA DAQUI GUILOTAR! AGORA! - Grita Hugor para seu parceiro...
O mago dos minotauros se ergue e, com sua mão esquerda, aponta para o machado de Hugor e este se estilhaça. Hugor desfere dois golpes no queixo do minotauro com o que sobrou de seu machado... Um pouco de sangue escorre da boca do inimigo, mas logo ele ergue seu cajado e, mais uma vez, a pérola verde se torna verde-esmeralda e começa a brilhar...
- Senhor Isimov, senhor Isimov! - Passos no corredor do Templo cortam o silêncio do local, dois anões com uniforme azul correm em direção ao templo de Isimov carregando Guilotar muito ferido.
- O que está acontecendo? - Pergunta Isimov, um anão velho com um capuz cinza que cobre seu corpo todo. - Quem é esse?
- Esse é um dos soldados que foram enviados para as minas senhor. Guilotar foi o único que voltou... - Diz esganiçado um dos anões.
Isimov segura Guilotar e encosta ele no chão:
- Rápido, você! - E aponta pro mais alto. - Chame Tulf! E você me ajude aqui! - O anão mais alto sai correndo enquanto o outro tira a armadura destruída de Guilotar, o piso de mármore branco e polido do templo agora está com uma mancha de sangue.
O Templo de Kazordoon não possui janelas, é sustentado por pilares brancos e fortes, é um local simples, mas agradável.
Isimov observa atentamente os ferimentos, Guilotar começa a parar de gemer, o outro anão limpa o sangue do peito e do rosto com um pano velho e surrado.
- Cortes superficiais, fáceis de curar... Mas, as manchas na pele... - Isimov começa a esfregar uma mancha cinza, que até agora pensava ser sujeira, ele movimenta a mão estranhamente sobre o corpo de Guilotar usando uma espécie de magia de cura, os cortes na pele se fecham, os ossos quebrados se calcificam, mas as manchas continuam intactas:
- Parece que respingou algo, muito estranho.
Subitamente Tulf aparece impaciente como sempre:
- O que foi Isimov? Porque este soldado ainda não está de pé? - Pergunta Tulf rispidamente.
- Magia negra! - Diz Isimov encarando Tulf. - Os ferimentos foram fechados, seu corpo está saudável, mas algo está drenando sua vida aos poucos.
Tulf se ajoelha para observar Guilotar, que agora tem uma expressão de horror em seu rosto, como se algo o assustasse.
- Diga-me! O que aconteceu? O que aconteceu soldado? - Tulf da uma leve sacolejada em Guilotar, e este responde:
- M... Mi... Minotauros, muitos de... deles. Verde, verde... VERDE! - Grita Guilotar se levantando em um salto.
- Acalme-se! - Grita Isimov assustado segurando a calça de Guilotar.
- Eu vou perguntar mais uma vez Guilotar! O que aconteceu na câmara? - Tulf se levanta de modo que seus olhos fiquem na altura dos de Guilotar.
O anão cai no chão sem forças, mas seu olhar indica que recuperou a noção das coisas... Guilotar então começa a falar:
- Senhor Tulf, foi horrível. Todos morreram. - Ele começa a tossir, mas logo torna a falar. - O líder deles é muito poderoso, veja, veja... - Ele aponta para suas manchas no braço e no peito. - Isso foi respingo de sua magia ao rebater na armadura de Hugor!
Isimov faz uma expressão que indica interesse na história, Tulf parece estar irritado, mas Guilotar continua falando:
- Uma porta parece levar a superfície... Mas não conseguimos chegar lá, a luz verde sugava a vida de todos, inclusive dos minotauros em que acertava sem querer.
- Saída? Para que direção? Responda! - Diz Tulf agressivamente, mas Isimov põe a mão em seu ombro para que se acalme.
- Para o leste, uns dez ou quinze minutos caminhando e... E... Argh... - Guilotar começa a se debater no chão, sua pele perde a cor e seu olho perde o brilho... Com uma voz rouca e diferente, ele fala gastando seus últimos segundos de vida:
- O alçapão é a chave, fuja da luz... Argh... Fuja da luz!
Continua...







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