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Tópico: A Batalha de Kruzak.

  1. #21

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    Padrão excelente historia

    cara não sou um usuario que comenta muito, mas todo dia venho no forum ler e olhar todas seções, li todos os capitulos e achei uma excelente história nao desanime agora, estou ansioso pelo próximo.

    Publicidade:


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  2. #22
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    Post Anões.

    Olá leitores. Estou vendo que este tipo de leitura não agrada a maioria dos atuais leitores por estar "batida" já, mas eu escrevo para mim, e vocês (sem querer ofender) estão aqui apenas para apreciar e me ajudar, ou seja, sem querer desmerecer sua posição como leitor, a história não mudará de rumo.

    O que quero dizer é que não quero obrigar ninguém a ler, portanto ela continuará seguindo o mesmo rumo (Digo, é que continuará sendo uma história tibiana), talvez eu crie outra história fora do mundo tibiano, mas esta em especial continuará como está. Lembrando que não quero ofender ninguém e que agradeço MUITO os comentários e eu adoraria que estes continuassem, mesmo porque fazem minha história crescer.

    Muito bem, aqui postarei um capítulo especial, que não se relaciona na história, e gostaria que vocês o lessem, apesar de ser tibiano.

    ANÕES.
    Uma volta na comunidade anã.
    (Anões: Uma volta na comunidade anã.)

    Como muitos aqui sabem, anões são seres humanóides, ou seja, tem o formato do corpo igual a de um humano, que medem em média, na idade adulta, 1 metro a 1,30 metros. Anões existem na vida real, são humanos normais, só que com um corpo de criança, pode-se dizer, e uma cabeça desproporcional ao tórax, já no mundo de fantasia, anões são seres diferentes dos que vimos no dia-a-dia.

    Nas fantasias, anões são robustos, seu corpo e sua cabeça são proporcionalmente pequenos, são peludos e primitivos, as mulheres tem pelos também, apesar de poderem optar por não ter, tem uma força superior aos humanos e sentidos apurados.

    No Tíbia, planeta fictício, os anões são seres civilizados que gostam de viver no subterrâneo procurando riquezas para seu povo e bebendo sua famosa cerveja. Existem, através do mundo, diversas minas e escavações anãs, onde se podem encontrar os anões mais rabugentos e mal criados do mundo, que na maioria das vezes atacam os invasores sem piedade podendo até matar. Mas a capital deles é, sem dúvidas, Kazordoon, uma cidade que fica completamente escondida dentro de uma montanha em Fêmur Hills, local protegido não somente pela localização estratégica, mas pela arquitetura e engenharia brilhante dos anões.

    Os anões de Kazordoon são trabalhadores, ranzinzas e muitas vezes grosseiros e raramente (alguns afirmam ser nunca) recebem ordens de uma outra raça, seu orgulho os faz receber ordens apenas de seu imponente Imperador e superiores nomeados pelo mesmo. Os anões são robustos, tem braços fortes, olhos frios, barbas longas, pernas curtas e musculosas, barriga grande (devido a cerveja em excesso) e voz grossa.

    Anões são viciados em cerveja, para eles, é o remédio que os deuses colocaram no mundo, tomam como se quantidade fosse qualidade, o sabor forte da cerveja lhes traz prazer. Cervejas de humanos, para eles, não tem sabor, por isso o maior investimento de Kazz (como chamam popularmente Kazordoon) é na produção da cerveja, e é claro que os lucros são maiores ainda. Nobres do mundo inteiro se submetem a grosseria dos anões, a escuridão dos corredores da cidade, ao cheiro de terra e aos preços gigantescos só para saborear esta maravilha.

    Os anões de Kazordoon não são tão agressivos com "turistas" como seus parentes de fora da cidade, apesar de não parecer, os anões da cidade se esforçam para não meter a mão na boca de um humano e cortar suas pernas. Como os turistas trazem grandes riquezas e tesouros do mundo inteiro para Kazordoon os anões até aceitam sua entrada na cidade. Mas Elfos... Elfos NUNCA são bem vindos em Kazordoon.

    Minotauros, Orcs, Goblins e Trolls são as raças mais odiadas pelos anões, são criaturas que sobrevivem do mesmo modo que eles, por isso, muitas escavações já entraram em guerra para ver quem consegue ficar com os tesouros ou para ficar com o território. Mas se tem uma raça que os anões simplesmente não respeitam, são os Elfos, seres altos, educados e "brilhantes", com voz suave e orelhas pontudas... Anões sentem nojo de elfos, usam o nome da raça como ofensa e não aceitam que elfos consigam fazer algo e eles não.

    Os anões têm como sonho e motivação um dia trabalhar nas escavações, emprego de valor, ou então servir ao seu Imperador Kruzak, no exército da metrópole. Alguns anões simplesmente optam por trabalhar em lojas e bares, mas isto é menos comum. Além desses anões "sociáveis", temos os anões desagradáveis, que não existem apenas fora da cidade, mas dentro também, como por exemplo, os anões da Adega do Cogumelo. Esses anões perdem o controle da bebida (sim, eles têm um limite, por mais difícil que pareça chegar nele) e vivem para brigar, qualquer passo ou piscadela inocente que alguém fizer perto de um desses anões já trará uma briga para si.

    Mestres na arte de lutar com machados, os anões treinam para manusear esta arma até chegarem à perfeição, alguns optam pelas clavas, arma também respeitada na sociedade, mas nunca se vê um anão usando uma espada. A magia alquimista também queima no coração dos magos anões, que dominam a arte do fogo e da terra.

    Em Kazordoon temos alguns anões que impõem respeito aos outros, anões de confiança do Imperador.

    Etzel é um dos renomados magos da sociedade, domina as artes tanto do fogo quanto da terra, e usa este conhecimento para treinar novos feiticeiros. Os anãos guerreiros normalmente não têm muito contato com ele, mas nem por isso desacatam suas ordens.

    Duria é uma das comandantes do poderoso e esmagador exército anão, ela treina os diversos guerreiros, e todos que passam por sua mão são especialistas na arte do combate. Hierarquicamente ela é superior a Etzel, mas nunca desrespeita o mago, pelo contrário, sempre escuta seus sábios conselhos.

    Tulf é um dos três anões de maior influência na cidade depois do Imperador Kruzak. Ele é o responsável pela segurança pessoal do Imperador também comandante das tropas. Sempre tem ao seu dispor um pequeno grupo de anões da tropa imperial, mas é responsável pelos soldados de baixo escalão.

    Isimov é o monge de Kazordoon, ele é responsável por tornar anões de fora em cidadãos de Kazz, até mesmo humanos podem ser convertidos em cidadãos. Ele também ajuda a proteger o templo da cidade, é um dos três anões mais respeitados depois de Kruzak. Ele cura os bravos guerreiros que se feriram gravemente em batalhas. Os jovens anões têm suas primeiras lições com ele.

    Kawill é um mago poderoso, seu templo nas profundezas de Kazz é protegido pela sua mágica, ele dá as bênçãos aos guerreiros antes de suas batalhas. É um dos três anões mais respeitados depois de Kruzak. Seu trabalho, além de proteger os anões que se refugiam em seu templo, é fortalecer o espírito dos guerreiros, tanto anões quanto humanos.

    Enfim, o governante mor desta sociedade é o imponente e poderoso Imperador Kruzak. Anão especialista no combate com machados e nas artes mágicas do fogo e da terra. Kruzak prefere ficar solitário em sua sala, diferente das nobrezas humanas que ficam cercados de guardas, apesar de ter a segurança pessoal próximo a sua sala, nunca foge a uma luta, qualquer desacato a sua imagem pode resultar na morte do agressor com apenas um leve golpe de Kruzak.

    No militarismo anão temos certa hierarquia também.

    Os operários, apesar de não serem militares propriamente ditos, possuem um treinamento na arte do combate já que suas minas são constantemente atacadas por Rotworms. Além disso, nem todas as escavações possuem um sistema de defesa, por esse motivo eles têm que estar preparados para se defender, e muitas vezes ajudam o exército nos combates.

    Os soldados de baixo calão vêm em seguida, são os próximos nesta lista, seu treinamento está no início e não são tão experientes no combate corpo a corpo, são usados para enfrentar pequenas ameaças ou conter pequenos grupos inimigos. Em questão de força e técnica são muito parecidos com os operários, mas superiores, pois seu treinamento é mais intensivo.

    Depois temos soldados e/ou atiradores, são os soldados que lideraram seus pequenos grupos, melhoraram sua técnica no combate corpo a corpo e desenvolveram naturalmente sua técnica de luta a distância. Após alcançar este nível recebem um treinamento intensivo para que dominem ainda com mais maestria suas bestas de combate. Suas missões já se baseiam em guardar um local ou alguém, e muitas vezes são designados para missões de reconhecimento.

    Após o treinamento intensivo os atiradores viram sargentos, agora sua especialidade deixa de ser o machado e passa a ser a besta. Pode-se dizer que são o posto mais alto possível de se chegar quando se é alistado por Tulf, o responsável pela segurança do Imperador. Estes são os líderes de pequenos grupos de soldados e responsáveis pela segurança geral da cidade, seu treinamento acaba aqui, pois agora eles trabalham constantemente nas áreas de vigia, como o Colosso e o Forte de Kazordoon, fazem rondas pela cidade e pelos túneis. Raramente um sargento se sobressai e entra para o grupo do Exército Imperial.

    Para entrar no exército imperial os soldados precisam se sobressair no treinamento durante sua faze de baixo calão e de soldado normal. Caso seu conceito não seja excelente, eles vão para a brigada de Tulf, se forem os melhores, entram no intensivo treinamento de Duria, aonde aprendem a arte do combate como ninguém. Estes não são designados para missões, a não ser que seja algo simples e rápido, pois estão em treinamento ainda.

    Após passar no treinamento, os recrutas viram Soldados do Exército Imperial, ou seja, A elite. Continuam seu treinamento como antes, mas agora já são designados para liderar grupos de ataque e de guerra, raramente um grupo de mais de três deles é designado para uma missão, a não ser que esta seja de extrema importância. São a última resposta em combate corporal do exército dos anões.

    Também existe a carreira mística na sociedade anã. Quando um anão jovem começa a desenvolver seus poderes mágicos durante as "aulas" com Isimov, ele já é, imediatamente designado a um treinamento com Etzel.

    Após entrarem no treinamento de Etzel, eles recebem o equipamento necessário com o irmão dele, Sigurd, mas, para aprenderem a sobreviver, eles precisam PAGAR pelo equipamento. Para isso precisam de dinheiro, é por isso que de início recebem um leve treinamento com Kawill, que se baseia em cumprir pequenas missões básicas em troca de moedas.

    Após aprovados na primeira faze de sua doutrina, eles treinam sua magia ofensiva, onde poucos conseguem passar, e alguns até morrem com os efeitos colaterais. Aqui começa o treinamento intensivo desses anões para virarem verdadeiros feiticeiros que nem Etzel.

    Anões viram verdadeiros magos do fogo e da terra após serem aprovados por Etzel, dificilmente se vê um desses andando pela cidade, já que preferem ficar isolados estudando sua mágica.

    Com este pequeno relato ja é possível entender mais da cultura anã e dos próprios anões*, esta raça maravilhosa, agressiva e ranzinza que é mal vista por muitos que não compreendem sua complexidade... Aqui termina a nossa voltinha pela sociedade desses rabugentos humanos de um metro.

    * Esse texto é usado apenas como Roleplay, nada oficial.
    ALISTE-SE!

    Exército Brasileiro.

    Marinha do Brasil.

    Força Aérea Brasileira.

    O Brasil precisa de VOCÊ para tornar nossa pátria mais forte.

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  3. #23
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    Post O Brilho da Morte.

    Olá leitores escondidos e/ou inexistentes.

    Eu queria me aproveitar desta postagem para dar uma notícia ja que não temos liberdade no site oficial.

    Eu xinguei os GMs no Tíbia.Com, e em menos de 5 minutos minha conta foi banida. Eu xinguei eles porque a única coisa que estão proibindo em Tenebra é as pessoas de falar português nos Chats... Notem, postei o xingamento, 5 minutos depois apareceu "Under Investigation" e eu não pude postar mais nada, ai depois de um tempo BANIDO... Agora notem QUANTO TEMPO DEMORA PRA ELES BANIREM UM BOTER... Muito mais do que isso.

    Enfim, é um aviso para não xingarem NINGUÉM no Tíbia.Com, porque eles estão de olho.

    OK. Agora, sobre a história. Apesar de não agradar, continuarei postando porque, quem sabe, um dia, esse tipo de histórias volte a agradar o público aqui presente. (Eu acho que vai demorar, mas tenho fé, e vontade de escrever).

    A Batalha de Kruzak.
    (A Batalha de Kruzak)

    Capítulo 4: O Brilho da Morte.

    O sol nasce em mais um dia lindo nas planícies do Leste de Carlin, sua luz alaranjada da manhã aos poucos vai iluminando a ponte e a torre de defesa do Leste da cidade.

    Os postes das ruas começam a apagar, os comerciantes abrem suas tendas, os fazendeiros já saem pra sua rotina diária, cedo para poder aproveitar o dia. Carlin é bela, arrumada e simples, em todo canto tem uma flor pra alegrar a cidade.

    - Senhor Reyal'Scro, eu estou te falando, Kazordoon está com sérios problemas com Orcs na suas redondezas. - Diz um homem com uma armadura arranhada e amassada de coloração preta. Eles estão em algum lugar no subterrâneo da cidade, lugar que fornece bebida e "proteção" aos homens de Carlin.

    - Orcs não significam problemas para anões. A guerra entre esses dois povos vem se prolongando há muito tempo, e até agora nunca vi um Orc pisando nos corredores de Kazordoon, sem estar sendo abordado pro guardas e levado para Dwacatra. - Diz Reyal'Scro, um homem alto, com uma armadura verde, seu capacete, também verde, possui uma malha (verde) que tampa seu rosto mostrando apenas seus olhos brilhantes de coloração esverdeada.

    - Mas eu estou falando nas redondezas da cidade, eu estava lá fazendo minhas explorações como sempre e encontrei um grupo de Orcs. Anormal. - Diz o outro homem, agora uma porta se abre iluminando mais o local deixando visível a face do homem. É o mesmo que foi resgatado nas minas externas de Kazz.
    - Bem, se você afirma com tanta certeza que as minas foram abandonadas por causa de Orcs, irei investigar, mas se for mentira, a sua cabeça ficará a mercê do meu machado, independente de nossa amizade. - Reyal levanta um machado com cabo de madeira mal cortada e uma lâmina longa e vertical na ponta.

    Longe de Carlin, entre as rochas de Fêmur Hills, uma batalha está sendo travada entre um grupo expedicionário de anões em uma base clandestina no território de Kazordoon contra minotauros.
    Jarmen está chocado, em suas mãos segura duas partes de sua besta que foi cortada por uma guilhotina ao se descuidar no momento em que entrou na sala dos minotauros.
    - MATEM-NUS! - Grita o minotauro mais velho apontando com seu cajado para os anões. Ele tem uma longa barba que sai da ponta de seu queixo, seus pelos já são desbotados e seu corpo parece mais fraco que o de seus companheiros, usa um manto verde sobre seus ombros.

    Hugor, o líder dos anões, entra rapidamente dentro da sala sendo seguido por mais dois anões. Ao pisar no mármore do chão ele sente um baque em sua armadura, e uma enorme onda de eletricidade começa a percorrer pelo seu corpo... Ele acaba de ser atingido por um golpe mágico do líder dos minotauros, que se encontra com a mão esquerda, livre do cajado, erguida apontada para seu alvo.
    Jarmen apenas escuta os gritos de seus parceiros na batalha contra os minotauros, também escuta machadas e Bolts cortando o ar em direção a seus inimigos. Ele não sabe o que fazer, desarmado, serviria apenas como alvo para os inimigos e peso morto para seu grupo...

    Guilotar gira seu machado em torno de si mesmo tentando acertar dois minotauros que estão a sua volta, mas a maioria dos ataques desferidos erra, e os outros são facilmente defendidos pelos minotauros que estão empunhando espadas muito reluzentes e afiadas.
    Hugor acaba de pular pro lado, esquivando de mais um ataque elétrico do mago. Um outro anão está próximo à porta atirando com sua besta nos alvos que consegue ver, os outros anões estão enfrentando os minotauros.

    Jarmen, descontroladamente, pula na sala em que está ocorrendo o combate, corre sem pensar em direção à estante de armas. Guilotar para de desferir golpes inúteis e começa a correr para uma multidão de Minotauros que estão indo em direção a Hugor.

    O líder dos anões perde o mago minotauro de vista quando este é cercado por um grupo de minotauros que partem pra cima de Hugor. Ele ergue seu machado e, com um simples golpe horizontal, corta a cabeça de dois minotauros fazendo seu sangue jorrar em cima dos outros.
    - KAPLAAAAR! - Um grito no meio dos minotauros, provavelmente vindo do mago, faz com que eles entrem em uma fúria descontrolada, Hugor consegue matar mais três com um golpe diagonal, mas logo é derrubado devido ao avanço dos inimigos.

    Guilotar pula no meio da briga pra salvar seu comandante, Jarmen consegue, dificilmente, matar um minotauro com uma espadada no coração, em seguida, corre pra cima da multidão de minotauros e enfia a espada na coluna de um deles. O monstro se vira furioso, mas é chutado para dentro da piscina de lava.
    Jarmen sente uma terrível dor vindo de sua perna, uma dor aguda, ele acaba de levar uma flechada no joelho... Quando se abaixa de dor, recebe uma patada na cabeça que o faz desmaiar.

    Hugor é separado de seu machado, os anões agora entram no fogo do combate. Ele rasteja no chão para pegar sua arma até encontrar um alçapão trancado e até levar uma pisada nas costelas.
    Dois anões acham uma brecha na batalha, uma brecha que leva ao mago...
    Os dois correm com seus machados firmes entre os dedos, mas, pouco antes de dez metros do inimigo, ele se vira e, um pouco assustado, ergue seu cajado. A pedra verde começa a brilhar intensamente, virando um verde-esmeralda, e dela, um feixe de luz também verde ilumina a sala... A luz, apesar de bonita, é mortal, em uma fração de segundos, os dois anões se encontram no chão, com uma expressão de horror no rosto, como se suas almas tivessem sido sugadas de seus corpos, suas peles estão acinzentadas e os olhos brancos.

    Hugor encontra seu machado, segura-o firmemente entre as mãos e, rapidamente, se ergue indo ferozmente contra o mago.
    - Anão buuurro! - Diz baixinho o minotauro, que, com um simples movimento de mão, consegue criar uma corrente de ar muito forte que diminui bruscamente a velocidade de Hugor.

    Guilotar acaba de levar algumas espadadas na armadura, e algumas delas atravessaram sua defesa e cortaram sua pele, Jarmen é mais uma vez atingido, mas desta vez foi na nuca quebrando seu pequeno pescoço.

    Hugor, lutando contra o vento, desfere um golpe muito forte com o cabo do machado na face do inimigo cessando assim a corrente de ar... O minotauro cai no chão atordoado, logo, dois minotauros pulam na sua frente para protegê-lo, mas são rapidamente assassinados quando Guilotar joga seu machado contra seus peitos.

    - SAIA DAQUI GUILOTAR! AGORA! - Grita Hugor para seu parceiro...
    O mago dos minotauros se ergue e, com sua mão esquerda, aponta para o machado de Hugor e este se estilhaça. Hugor desfere dois golpes no queixo do minotauro com o que sobrou de seu machado... Um pouco de sangue escorre da boca do inimigo, mas logo ele ergue seu cajado e, mais uma vez, a pérola verde se torna verde-esmeralda e começa a brilhar...

    - Senhor Isimov, senhor Isimov! - Passos no corredor do Templo cortam o silêncio do local, dois anões com uniforme azul correm em direção ao templo de Isimov carregando Guilotar muito ferido.
    - O que está acontecendo? - Pergunta Isimov, um anão velho com um capuz cinza que cobre seu corpo todo. - Quem é esse?
    - Esse é um dos soldados que foram enviados para as minas senhor. Guilotar foi o único que voltou... - Diz esganiçado um dos anões.

    Isimov segura Guilotar e encosta ele no chão:
    - Rápido, você! - E aponta pro mais alto. - Chame Tulf! E você me ajude aqui! - O anão mais alto sai correndo enquanto o outro tira a armadura destruída de Guilotar, o piso de mármore branco e polido do templo agora está com uma mancha de sangue.
    O Templo de Kazordoon não possui janelas, é sustentado por pilares brancos e fortes, é um local simples, mas agradável.

    Isimov observa atentamente os ferimentos, Guilotar começa a parar de gemer, o outro anão limpa o sangue do peito e do rosto com um pano velho e surrado.
    - Cortes superficiais, fáceis de curar... Mas, as manchas na pele... - Isimov começa a esfregar uma mancha cinza, que até agora pensava ser sujeira, ele movimenta a mão estranhamente sobre o corpo de Guilotar usando uma espécie de magia de cura, os cortes na pele se fecham, os ossos quebrados se calcificam, mas as manchas continuam intactas:
    - Parece que respingou algo, muito estranho.

    Subitamente Tulf aparece impaciente como sempre:
    - O que foi Isimov? Porque este soldado ainda não está de pé? - Pergunta Tulf rispidamente.
    - Magia negra! - Diz Isimov encarando Tulf. - Os ferimentos foram fechados, seu corpo está saudável, mas algo está drenando sua vida aos poucos.
    Tulf se ajoelha para observar Guilotar, que agora tem uma expressão de horror em seu rosto, como se algo o assustasse.
    - Diga-me! O que aconteceu? O que aconteceu soldado? - Tulf da uma leve sacolejada em Guilotar, e este responde:
    - M... Mi... Minotauros, muitos de... deles. Verde, verde... VERDE! - Grita Guilotar se levantando em um salto.

    - Acalme-se! - Grita Isimov assustado segurando a calça de Guilotar.
    - Eu vou perguntar mais uma vez Guilotar! O que aconteceu na câmara? - Tulf se levanta de modo que seus olhos fiquem na altura dos de Guilotar.
    O anão cai no chão sem forças, mas seu olhar indica que recuperou a noção das coisas... Guilotar então começa a falar:
    - Senhor Tulf, foi horrível. Todos morreram. - Ele começa a tossir, mas logo torna a falar. - O líder deles é muito poderoso, veja, veja... - Ele aponta para suas manchas no braço e no peito. - Isso foi respingo de sua magia ao rebater na armadura de Hugor!

    Isimov faz uma expressão que indica interesse na história, Tulf parece estar irritado, mas Guilotar continua falando:
    - Uma porta parece levar a superfície... Mas não conseguimos chegar lá, a luz verde sugava a vida de todos, inclusive dos minotauros em que acertava sem querer.
    - Saída? Para que direção? Responda! - Diz Tulf agressivamente, mas Isimov põe a mão em seu ombro para que se acalme.
    - Para o leste, uns dez ou quinze minutos caminhando e... E... Argh... - Guilotar começa a se debater no chão, sua pele perde a cor e seu olho perde o brilho... Com uma voz rouca e diferente, ele fala gastando seus últimos segundos de vida:

    - O alçapão é a chave, fuja da luz... Argh... Fuja da luz!

    Continua...
    Última edição por Krirror; 08-06-2008 às 21:15.
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  4. #24
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    Padrão

    EU Li
    xD
    esta realmente muito bom to esperando novos capitulos ^^
    e a fico te devendo akele treino que agente ia faze em tenebra mais vc nao loga nunca (so loga quando eu to caçando -_-)
    E pra quem leu e gostou de legend of chronos pesso desculpas mais estou fazendo a historia tudo denovo conto com a ajuda de uma ekipe tbm ira ficar bem melhor xD

    WAR EM TENEBRA
    SÃO PAULO E BAHIA VS CURITA E PARANAGUA :eek:
    Última edição por Junior Stifler; 08-06-2008 às 02:30.

  5. #25
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    Padrão O Exército Goblin.

    Bem... Aproveitando o finalzinho do fim de semana vou postar mais um capítulo para mim mesmo e para meus poucos leitores.

    Espero que aqueles que não se interessam pela história passem a se interessar, eu ficaria muito feliz, mas tudo bem se não lerem.

    A Batalha de Kruzak.
    (A Batalha de Kruzak)

    Capítulo 5: O Exército Goblin.

    Dois dias se passaram após a batalha na câmara dos minotauros, as minas externas e internas de Kazordoon continuam interditadas e sob vigilância, com exceção de alguns humanos que se aproveitam do momento para explorar as riquezas.
    O sol está brilhando intensamente na capital feminina Carlin, as pessoas já estão trabalhando há horas, o cheiro da comida infesta as ruas da cidade, é quase hora do almoço e os restaurantes começam a abrir as portas.

    Um homem em especial não está nem aí para o horário, para o sol, para a beleza da cidade e sequer para as belas mulheres que por ali passam, Reyal'Scro caminha calmamente em direção à saída Leste da cidade, sua armadura brilha intensamente chegando a atrapalhar a visão de algumas pessoas, muitos se enfurecem e se aproximam para comprar briga, mas após observarem o homem imponente, que reflete esta luz toda, param e voltam a seguir seu rumo.
    Reyal'Scro é um guerreiro muito habilidoso e respeitado, é conhecido como o "Pesadelo dos Orcs", ganhou este apelido após uma emboscada de Orcs ao Norte de Carlin, onde três guardas da família Bonecrusher foram mortas, mas Reyal, sozinho, deteve os Orcs, alguns dizem que foram dez Orcs, outros dizem que foram vinte, Scro nunca revelou o verdadeiro número.

    A quilômetros de distância, ao Sudeste de Carlin e Leste de Kazordoon, um grupo de cinco anões soldados de classe alta estão procurando uma entrada. Ao ficar sabendo das informações que Guilotar passou para Tulf, Imperador Kruzak ordenou que um grupo fosse verificar a entrada da câmara de minotauros. Mas ao caminharem durante trinta minutos na direção correta, ficou mais do que claro que a porta não levava a superfície.
    - Senhor! Seguimos as coordenadas, esta passagem deveria estar bem aqui. - Diz um anão para seu superior, e este responde:
    - Vamos dar mais uma checada para o sul. Talvez seja um alçapão, ou um buraco, vamos procurar.
    - Senhor, não gosto nada disso, estamos a céu aberto, um elfo poderia facilmente nos acertar. - Diz outro anão, e a afirmativa pareceu abalar todos, mas o líder não mudou as ordens.

    Reyal'Scro agora está passando perto do mar; seus olhos verdes brilham e sua respiração mostra que ele sente tamanha alegria ao ver a beleza da água sob efeito do vento, logo ele chega perto da primeira colina de Fêmur Hills, onde saca seu machado e o segura firmemente...
    Ele passa por uma ponte muito estreita feita de tábuas, sua atenção parece ter dobrado, ao chegar do outro lado do pequeno riacho ele mostra certa indagação em seu olhar e começa a pensar consigo:
    "Muito estranho, esta ponte vive infestada por uma tribo primitiva de Goblins... Ninguém nunca conseguiu exterminar todos, se reproduzem muito rápido, impossível terem morrido...".

    Ele começa a observar para dentro de uma gruta, local de onde vem a água do riacho, a procura dos pequenos monstrinhos verdes, mas nada acontece. Ainda impressionado com a paz de sua viagem ele continua a caminhar.

    Reyal'Scro chega a um pequeno bosque, onde encontra alguns caçadores carregando carcaças de ursos e lobos e sacolas cheias de carne... Ele passa pelas diversas árvores até chegar perto da grande montanha que abriga a metrópole de Kazordoon.
    - Por Tíbia, o que é que é isso? - Reyal fica petrificado ao observar a montanha. Goblins, Goblins escalando a montanha por todas as direções, como se fossem lagartos grudados nas pedras, Alguns quase chegando ao topo, outros ainda se segurando nas pedras rasas, e centenas na metade, rindo e gritando de alegria enquanto machucam seus pés e mãos nas pedras pontudas.

    Scro segura seu machado na frente de seu peito e corre em direção à entrada da montanha para ter acesso a Kazordoon, mas quanto mais se próxima, mais Goblins consegue ver.
    - MORRAM SEUS MONSTRINHOS IMBECIS! - Uma voz no meio da multidão de Goblins chama a atenção de Reyal. Um garoto novo, que aparentemente acabou de atingir a maior idade, segurando uma espada e desferindo golpes em diversos goblins que pulam sobre sua cabeça e jogam pedras em seu corpo. Junto a ele tem uma bela garota, também jovem, com um cajado azul soltando ondas elétricas em alguns goblins que consegue acertar.

    Ele corre em direção aos garotos desferindo golpes com seu machado, cortando gargantas e membros dos Goblins que agora voltam sua atenção para Scro.
    - CORRAM CRIANÇAS BURRAS! - Reyal agora levanta seu escudo de metal verde para se defender de pedras e lanças que os inimigos jogam, com a mão esquerda ele mata alguns Goblins com facilidade.
    - Desgraçados, não posso enfrentá-los daqui! Qualquer deslize e uma lança pode atravessar minha garganta. - Reyal diz entre grunhidos e machadadas, os garotos já saíram correndo e ele consegue ver por onde, na montanha de Kazordoon, para entrar na gruta que leva até o Forte do Colosso, protetor de Kazz, o caminho está livre, os Goblins não se deram o trabalho de atravessar a montanha.

    - Hei Hadrika! Vá moer o trigo, deixe que eu termino de cortar. - Diz um anão para a sua esposa. O anão é muito velho e cansado, fazendeiro das enormes fazendas de Kazordoon, por incrível que pareça, no topo da montanha mais alta de Kazz existe um solo fértil, onde os anões plantam e colhem os ingredientes para fazer pão e cerveja.
    - Estou indo Murik, estou indo... - Responde a esposa do anão, Hadrika também é muito velha e cansada, ela larga sua foice ao lado da plantação, pega um pouco de trigo, amarra com uma corda surrada e levanta até conseguir apoiar em sua corcunda, em seguida caminha até uma casinha de alvenaria muito velha.

    - Esse sol ta acabando comigo mulher! Depois eu vou descer pra tomar umas e dar uma palavrinha com Jimbin. - Murik começa a se espreguiçar e deixa cair umas gotas de suor... - É você que está rindo Hadrika?
    - Rindo de que homem? Quando você descer, leva nosso barril de cerveja e enche. Já ta vazio... Hei, agora estou escutando as risadas.
    Murik segura sua foice para se apoiar e caminha lentamente até a borda da montanha para ver de onde vêm os barulhos que estão lhe irritando tanto.
    - Que ta acontecendo Murik? - Hadrika tira o pó do trigo e põe em um balde e se prepara para moer a segunda remeça, mas o grito alto e atordoante de seu marido a faz se desconcentrar...

    - MURIK, QUE FOI ISSO? - Pergunta ela aos berros enquanto corre para a fazenda de trigo, mas sua pergunta logo é respondida. Murik está no chão com uma lança atravessada no seu peito, cinco Goblins começam a mexer no cadáver enquanto dezenas de outros goblins começam a chegar à superfície. Hadrika corre para o canto da casa e pega uma foice velha e enferrujada enquanto grita por socorro...
    - Mas o que é isso? Uman do céu! Que monstro é esse? - Um anão quase tão velho quanto o falecido Murik aparece segurando uma enxada na mão. De uma outra casinha mais no canto das plantações sai um casal de anões seminus segurando uma picareta e uma pá cada um, do lado da casinha sai um anão com uma besta em mãos, provavelmente o guarda responsável pela segurança da pequena vila de fazendeiros.

    Hadrika corre em direção aos goblins e enterra sua foice no peito de um deles, atrás dela mais duas famílias de anões saem com suas ferramentas em mãos para verificar o que está acontecendo. O guarda do local começa a atirar com sua besta para tudo quanto é lado, mas os tiros que acerta são a minoria, provavelmente porque, como é um local de pouco acesso e confusão, colocaram um soldado de classe baixa. Os anões rapidamente se juntam a batalha gritando de emoção misturada com pavor. O guarda logo vê que dezenas de goblins agora estão chegando a superfície e mais dezenas se encontram no térreo esperando espaço pra escalar, em seguida, começa a correr em direção a saída do local...

    Se esquivando de pedras e objetos que lhe eram lançados ele chega na porta, vira pra trás e da um último disparo antes de correr para avisar a guarda imperial de um ataque em massa. Quando seu projétil sai de sua besta ele sente uma aguda dor em seu braço direito fazendo com que sua besta caia de sua mão.
    Ele observa a lança enterrada no seu ombro e o sangue pingando na grama que cresceu por entre as pedras da montanha, o anão então pula pra trás e fecha a porta no momento em que observa umas três pedras vindo em sua direção.
    - Desculpe amigos, mas tenho que avisar o resto. - Ele tranca a porta e começa a descer aos tropeços a enorme escada de pedras que leva até o centro comercial de Kazordoon.

    A muitos andares abaixo do ataque, nas escavações internas da cidade, os guardas postos lá começam a se entediar.
    - Hei, não agüento mais ficar aqui sem sentir aquele saboroso gosto da cerveja de cogumelo, que tal eu e o Murik irmos à Teverna buscar uns garrafões de cerveja? - Pergunta um soldado enquanto aponta para o outro anão, Murik (nome comum na sociedade anã). Em seguida uma onda de risadas e frases de aprovação enche o local, então Murik e Kalirk pegam seus equipamentos e começam a caminhar para a saída da caverna deixando os outros oito guardas para trás.
    Entre conversas silenciosas, passos e goteiras Murik e Kalirk se aproximam da escada que leva a saída, mas algo corta o ar amigável e tranqüilo da caverna:

    - Destruuuuam toduuus! KAPLAR!

    Continua...




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  6. #26
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    Excelente estória, parabéns, nota 10!

  7. #27
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    Obrigado...

    Eu quero saber da opinião dos que estão lendo:

    Como puderam notar, não me apeguei a nenhum personagem ainda, e todos os "pré-protagonistas" morreram (Jarmen, Hugor, Guilotar, Guilberg e Junfred). Acham que estou pegando muito pesado em matar todos???

    Já falaram que não dei muita importância aos mortos... Quero saber se ainda continua assim? Eu to tentando dar ênfase a morte de quase todos.

    E... Algumas histórias sobre Tíbia começam a surgir agora, espero que leitores de histórias de tíbio voltem a aparecer.
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  8. #28
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    Acho que não. Só acho um pouco difícil para os anões sobreviverem aos ataques de minotauros, goblins e orcs ao mesmo tempo.
    Fora isso, o conto está nota 10. Mas cuidado pra não deixar a cidade sem heróis, pois do jeito que você adora matar suas personagens...

  9. #29
    Avatar de Itajá Dantas de Souza Jún
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    Não vai mais continuar, é? Tô ficando impaciente.

  10. #30
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    Post Imperador Kruzak.

    Bem... Respondendo aos comentários da única pessoa que respondeu minha última pergunta:

    Pois é, vai ser uma batalha e tanto, mas não se esqueça, ainda temos os anões magos, o exército imperial, Duria, Tulf, Etzel e, principalmente, o Imperador Kruzak. Então os anões AINDA não estão tão ferrados assim...

    E... Eu não acho que um dia ou dois seja muuuuuita coisa para se esperar... Na verdade é bem rápido até, a história "Ferumbras" demorava meses até sair capítulos novos... Mas enfim, não sei porque a criatividade bateu na minha porta, então estou escrevendo muito rápido. Espero que não esteja escrevendo rápido a ponto de prejudicar a "qualidade" (se é que tem) da história.

    A Batalha de Kruzak.
    (A Batalha de Kruzak)

    Capítulo 6: Imperador Kruzak.

    Reyal'Scro corre entre as rochas da montanha de Kazordoon, procurando a fenda certa para entrar e chegar à porta da cidade. Seus passos vão ficando mais lentos, os Goblins já estão em menor número e mais distantes, por alguma razão ele não foi perseguido pelos monstrinhos verdes. Scro, depois de alguns segundos, encontra a passagem e começa a passar por um caminho ainda mais estreito e tortuoso.

    O guerreiro passa por algumas pedras bem pontudas e fechadas que arranham sua brilhante armadura verde, sua bota de couro de crocodilo está muito suja e o pano que cobre seu rosto balança com força conforme Scro suspira. O caminho começa a ficar mais largo e mais calmo, mas ao sair da estreita fenda rochosa, ele dá de cara com os corpos sem vida de três orcs e dos dois garotos que ele havia salvado a alguns minutos. Reyal já está acostumado a ver mortes, mas ainda assim sentiu um aperto no coração ao saber que aqueles jovens ainda teriam tantas aventuras pelo mundo...

    Ele começa a subir um barranco até que algo corta o silêncio de sua caminhada. No início pensava ser apenas seus passos no barro e nas pedrinhas, mas conforme se aproxima ao topo da subida, o barulho fica mais alto:
    - Krak... Rokaaar! - Ele escuta uma voz rouca e grossa, logo reconhece que é a voz de um orc. Scro segura seu machado com a mão esquerda e protege seu peito com o escudo na mão direita e observa os orcs, é um grupo consideravelmente grande, eles estão acampados muito próximos ao Colosso dos anões, mas uma gigantesca parede de rochas os protege dos guardas que não conseguem vê-los. Ele olha para a direita e vê uns sete ou oito humanos mortos entre mais corpos de orcs.

    O guerreiro decide que é hora de atacar, se levanta e começa a correr contra o acampamento dos orcs, os primeiros orcs que vêem ele sacam seus pedaços de madeira, alguns pegam machados e outros simplesmente vão com as mãos vazias. Logo o grupo inteiro já está alarmado com o acontecido.
    - Morram seus monstros malditos! - Grita Reyal enquanto corta a garganta dos primeiros orcs que chegam perto.
    Ele sente alguns golpes baterem em seu escudo, outro acertando seu capacete e alguns sendo desviados por seu machado, então, como se entrasse em fúria, ele gira seu corpo deixando o braço esquerdo esticado e, com isso, seu machado começa a cortar os orcs a sua volta, alguns morrem, outros apenas se cortam e alguns conseguem esquivar.

    Reyal começa a gargalhar enquanto grita:
    - Venham! Agora serei respeitado não só em Carlin, mas em Kazordoon também! - Sua voz bonita e alegre parece irritar os orcs, mas Scro nem liga, continua na sua batalha, até que ele, por instinto, vira para o barranco de onde veio; a visão lhe deixa chocado, antes que possa fazer qualquer coisa, uma flechada atravessa a multidão de orcs e perfura seu braço direito.
    Reyal ignora a dor e se esconde atrás do escudo, o que lhe deixou tão chocado e distraído foi que, do barranco, mais uns vinte ou trinta orcs começam a se aproximar...
    Um golpe de machado no seu capacete o derruba no chão, ele começa a procurar algo em uma pequena sacola de pano que está amarrada em seu cinturão até que pega uma pedrinha vermelha.

    - QUEIMEM MALDITOS! - A pedrinha vermelha se dissolve no ar e, no momento em que ela desaparece o ambiente fica muito quente, até que uma gigantesca labareda sai queimando os orcs. Scro se levanta, mas logo é atingido no peito por algo que, no momento, não soube identificar, até sentir seu corpo aquecer de uma forma assustadora.
    Ele começa a se debater até que da de cara com seu agressor, um orc segurando um cajado com uma pedra cristalina vermelha na ponta, um orc normal como todos os outros, mas que ao invés de usar espadas ou machados, usa um cajado.
    Mais um golpe flamejante acerta seu corpo, ele cai no chão desesperado, gira seu machado no ar mais duas vezes matando alguns orcs, mas logo em seguida leva uma machada mortal em seu pescoço...

    ...

    Imperador Kruzak está sentado em seu trono quase caindo no sono, sua sala é enorme, segurada por pilastras de rocha esculpida a mão, o chão de mármore extraído diretamente das minas internas da cidade, as paredes feitas com o maior cuidado de rochas retiradas do exterior da montanha de Kazordoon. Cortinas vermelhas com coroas douradas costuradas perfeitamente, Kruzak está sentado em um trono de pedra com almofadas vermelhas e um manto muito parecido com suas cortinas, ao lado do trono duas belas pedras ovais enfeitam o local. Kruzak já é velho, possui um rosto firme e olhar fixo, cicatrizes fundas em seu rosto mostram que já passou por muitas batalhas, seus olhos são cinzas, mais intensos que os de Duria; veste uma longa capa vermelha que é amarrada em seu pescoço por uma linha grossa e dourada, abaixo do manto, tem uma armadura também dourada com um desenho de um martelo de guerra cruzado com um machado de duas lâminas, o símbolo do Deus dos Anões, Durin.

    Ao lado do imperador, no braço de seu trono, uma taça enorme de madeira, vazia agora, mas antes era cheia de cerveja. Quando seus olhos começam a piscar mais devagar, suas pálpebras demoram a abrir, a porta de sua sala fica escancarada.
    - O que é isso? - Pergunta Kruzak num pulo, sua voz grossa e imponente ecoa pelo salão e pelos corredores afora, mas os visitantes são Tulf, Duria, Etzel e Kawill.
    - Desculpe interromper senhor! Mas como responsável pela defesa pessoal do Imperador e da cidade... - Se precipita Tulf com uma voz gaga, mas logo Kruzak o interrompe:
    - Vá direto ao assunto Tulf! O que diabos está acontecendo aqui?

    Duria então resolve esclarecer as coisas pro imperador e começa a explicar sobre os acontecidos nos últimos dias, Kruzak já sabia de muitas coisas, mas Duria então chegou ao ponto em que queria:
    - Nos últimos cinco minutos recebemos três chamados de ajuda, um vindo de um guarda do Forte Colosso, outro vindo de um guarda das fazendas e outro dos guardas das minerações.
    - E o que queriam eles? - Perguntou Kruzak, que agora começa a se mostrar preocupado, e Duria logo tornou a explicar:
    - Orcs, estão sendo barrados nos andares de segurança da cidade, ainda não chegaram às Torres de Defesa, um grupo de soldados foram enviados para atrasá-los... - Ela começa a caminhar, e logo Tulf toma a conversa:
    - Eu, senhor, enviei um grupo dos meus soldados para proteger as fazendas. Como os goblins já haviam tomado tudo quando chegamos, o máximo que pude fazer foi obstruir a passagem até lá e colocar soldados de guarda.

    - E o mais importante senhor... - Recomeça Duria - Enviei um número considerável de meus soldados para proteger a entrada das minas internas de um ataque de minotauros!
    Kruzak volta ao seu trono e começa a esfregar sua testa...
    - Minotauros... Orcs... Goblins... - Ele começa a remoer as informações - Muito bem!
    O Imperador se levanta novamente e se dirige ao anão velho, com uma capa vermelha e barba cinza, Etzel, o responsável pelo treinamento e formações dos magos de Kazordoon, especialistas nas artes mágicas do fogo e da terra.

    - Etzel! Quero que pegue todos os seus alunos e proteja-os na sua biblioteca, fique com mais dois magos para lhe ajudar, o resto eu quero que fique no templo com Isimov... - Etzel concorda rapidamente com um aceno, em seguida Kruzak se volta para Kawill:
    - Kawill! Vá até o templo, ajude Isimov, depois, leve alguns feridos ao seu templo subterrâneo - Kawill, com a mesma calma de Etzel, confirma com a cabeça - Duria! Disponibilize alguns de seus melhores soldados para proteger Kawill, depois mande mais um grupo evacuar o resto do povo.
    Tulf então da a sua sugestão:
    - Senhor! Eu acho que devo mandar alguns de meus soldados evacuarem os humanos, não podemos ficar com eles nos atrapalhando. Depois meus soldados e os de Duria poderiam ir reforçar as defesas.
    - EXCELENTE TULF! - Responde alegremente Kruzak - Também quero que você, Tulf, e mais três soldados de Duria fiquem aqui para proteger meus aposentos, e mande uma tropa proteger a Adega do Cogumelo...

    Os anões começam a sair da sala com pressa para cumprir com as ordens do imperador, mas algo os interrompe... Dos corredores é possível ouvir passos, passos largos e velozes, anões não emitem tal som quando caminham.
    Logo, na curva do corredor, uma sombra de um homem alto aparece, seguido por mais duas sombras... Conforme o fogo da tocha do corredor dança, as sombras diminuem e aumentam, até que fica visível os três homens indo em direção ao quarto imperial.

    Todos os três usam uma armadura vermelha de metal de liga forte, feito pelos mais habilidosos ciclopes do Monte Sternum, montanha ao sul de Kazz e nordeste de Thais, no peitoral deles tem um símbolo em alto relevo de cor amarela, uma espada em chamas com duas flechas cruzadas entre as labaredas. Um deles carrega uma espada longa afiada dos dois lados, sua lâmina é afiada e a espada parece novinha de tão brilhante e lisinha; seu rosto é claro, olhos redondos castanhos e cabelo escuro e desarrumado, nariz fino e lábios quase desaparecendo. O do lado esquerdo possui uma longa barba encaracolada e grossa, mas que se comparada a dos anões, parece mais um fio de ceda, seu cabelo, assim como sua barba, é castanho e grosso, porém muito bem penteado, seus olhos azuis e bondosos mostram que é um homem, aparentemente, amigável. O terceiro e último carrega uma besta e uma bolsa de Bolts nas suas costas, tem o rosto sem pelo algum, assim como o topo de sua cabeça que é careca e reluzente como um espelho.

    Os anões logo sacam seus machados, clavas e cajados e ficam em posição de defesa, Kawill, porém, dá um passo a frente e olha, humildemente, para o homem do meio, este retribui o olhar amigável do anão, em seguida se abaixa, põe sua espada no chão cordialmente e estende a mão para cumprimentar o mago...

    Continua...

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