Olá leitores. Estou vendo que este tipo de leitura não agrada a maioria dos atuais leitores por estar "batida" já, mas eu escrevo para mim, e vocês (sem querer ofender) estão aqui apenas para apreciar e me ajudar, ou seja, sem querer desmerecer sua posição como leitor, a história não mudará de rumo.
O que quero dizer é que não quero obrigar ninguém a ler, portanto ela continuará seguindo o mesmo rumo (Digo, é que continuará sendo uma história tibiana), talvez eu crie outra história fora do mundo tibiano, mas esta em especial continuará como está. Lembrando que não quero ofender ninguém e que agradeço MUITO os comentários e eu adoraria que estes continuassem, mesmo porque fazem minha história crescer.
Muito bem, aqui postarei um capítulo especial, que não se relaciona na história, e gostaria que vocês o lessem, apesar de ser tibiano.
ANÕES.
Uma volta na comunidade anã.
(Anões: Uma volta na comunidade anã.)
Como muitos aqui sabem, anões são seres humanóides, ou seja, tem o formato do corpo igual a de um humano, que medem em média, na idade adulta, 1 metro a 1,30 metros. Anões existem na vida real, são humanos normais, só que com um corpo de criança, pode-se dizer, e uma cabeça desproporcional ao tórax, já no mundo de fantasia, anões são seres diferentes dos que vimos no dia-a-dia.
Nas fantasias, anões são robustos, seu corpo e sua cabeça são proporcionalmente pequenos, são peludos e primitivos, as mulheres tem pelos também, apesar de poderem optar por não ter, tem uma força superior aos humanos e sentidos apurados.
No Tíbia, planeta fictício, os anões são seres civilizados que gostam de viver no subterrâneo procurando riquezas para seu povo e bebendo sua famosa cerveja. Existem, através do mundo, diversas minas e escavações anãs, onde se podem encontrar os anões mais rabugentos e mal criados do mundo, que na maioria das vezes atacam os invasores sem piedade podendo até matar. Mas a capital deles é, sem dúvidas, Kazordoon, uma cidade que fica completamente escondida dentro de uma montanha em Fêmur Hills, local protegido não somente pela localização estratégica, mas pela arquitetura e engenharia brilhante dos anões.
Os anões de Kazordoon são trabalhadores, ranzinzas e muitas vezes grosseiros e raramente (alguns afirmam ser nunca) recebem ordens de uma outra raça, seu orgulho os faz receber ordens apenas de seu imponente Imperador e superiores nomeados pelo mesmo. Os anões são robustos, tem braços fortes, olhos frios, barbas longas, pernas curtas e musculosas, barriga grande (devido a cerveja em excesso) e voz grossa.
Anões são viciados em cerveja, para eles, é o remédio que os deuses colocaram no mundo, tomam como se quantidade fosse qualidade, o sabor forte da cerveja lhes traz prazer. Cervejas de humanos, para eles, não tem sabor, por isso o maior investimento de Kazz (como chamam popularmente Kazordoon) é na produção da cerveja, e é claro que os lucros são maiores ainda. Nobres do mundo inteiro se submetem a grosseria dos anões, a escuridão dos corredores da cidade, ao cheiro de terra e aos preços gigantescos só para saborear esta maravilha.
Os anões de Kazordoon não são tão agressivos com "turistas" como seus parentes de fora da cidade, apesar de não parecer, os anões da cidade se esforçam para não meter a mão na boca de um humano e cortar suas pernas. Como os turistas trazem grandes riquezas e tesouros do mundo inteiro para Kazordoon os anões até aceitam sua entrada na cidade. Mas Elfos... Elfos NUNCA são bem vindos em Kazordoon.
Minotauros, Orcs, Goblins e Trolls são as raças mais odiadas pelos anões, são criaturas que sobrevivem do mesmo modo que eles, por isso, muitas escavações já entraram em guerra para ver quem consegue ficar com os tesouros ou para ficar com o território. Mas se tem uma raça que os anões simplesmente não respeitam, são os Elfos, seres altos, educados e "brilhantes", com voz suave e orelhas pontudas... Anões sentem nojo de elfos, usam o nome da raça como ofensa e não aceitam que elfos consigam fazer algo e eles não.
Os anões têm como sonho e motivação um dia trabalhar nas escavações, emprego de valor, ou então servir ao seu Imperador Kruzak, no exército da metrópole. Alguns anões simplesmente optam por trabalhar em lojas e bares, mas isto é menos comum. Além desses anões "sociáveis", temos os anões desagradáveis, que não existem apenas fora da cidade, mas dentro também, como por exemplo, os anões da Adega do Cogumelo. Esses anões perdem o controle da bebida (sim, eles têm um limite, por mais difícil que pareça chegar nele) e vivem para brigar, qualquer passo ou piscadela inocente que alguém fizer perto de um desses anões já trará uma briga para si.
Mestres na arte de lutar com machados, os anões treinam para manusear esta arma até chegarem à perfeição, alguns optam pelas clavas, arma também respeitada na sociedade, mas nunca se vê um anão usando uma espada. A magia alquimista também queima no coração dos magos anões, que dominam a arte do fogo e da terra.
Em Kazordoon temos alguns anões que impõem respeito aos outros, anões de confiança do Imperador.
Etzel é um dos renomados magos da sociedade, domina as artes tanto do fogo quanto da terra, e usa este conhecimento para treinar novos feiticeiros. Os anãos guerreiros normalmente não têm muito contato com ele, mas nem por isso desacatam suas ordens.
Duria é uma das comandantes do poderoso e esmagador exército anão, ela treina os diversos guerreiros, e todos que passam por sua mão são especialistas na arte do combate. Hierarquicamente ela é superior a Etzel, mas nunca desrespeita o mago, pelo contrário, sempre escuta seus sábios conselhos.
Tulf é um dos três anões de maior influência na cidade depois do Imperador Kruzak. Ele é o responsável pela segurança pessoal do Imperador também comandante das tropas. Sempre tem ao seu dispor um pequeno grupo de anões da tropa imperial, mas é responsável pelos soldados de baixo escalão.
Isimov é o monge de Kazordoon, ele é responsável por tornar anões de fora em cidadãos de Kazz, até mesmo humanos podem ser convertidos em cidadãos. Ele também ajuda a proteger o templo da cidade, é um dos três anões mais respeitados depois de Kruzak. Ele cura os bravos guerreiros que se feriram gravemente em batalhas. Os jovens anões têm suas primeiras lições com ele.
Kawill é um mago poderoso, seu templo nas profundezas de Kazz é protegido pela sua mágica, ele dá as bênçãos aos guerreiros antes de suas batalhas. É um dos três anões mais respeitados depois de Kruzak. Seu trabalho, além de proteger os anões que se refugiam em seu templo, é fortalecer o espírito dos guerreiros, tanto anões quanto humanos.
Enfim, o governante mor desta sociedade é o imponente e poderoso Imperador Kruzak. Anão especialista no combate com machados e nas artes mágicas do fogo e da terra. Kruzak prefere ficar solitário em sua sala, diferente das nobrezas humanas que ficam cercados de guardas, apesar de ter a segurança pessoal próximo a sua sala, nunca foge a uma luta, qualquer desacato a sua imagem pode resultar na morte do agressor com apenas um leve golpe de Kruzak.
No militarismo anão temos certa hierarquia também.
Os operários, apesar de não serem militares propriamente ditos, possuem um treinamento na arte do combate já que suas minas são constantemente atacadas por Rotworms. Além disso, nem todas as escavações possuem um sistema de defesa, por esse motivo eles têm que estar preparados para se defender, e muitas vezes ajudam o exército nos combates.
Os soldados de baixo calão vêm em seguida, são os próximos nesta lista, seu treinamento está no início e não são tão experientes no combate corpo a corpo, são usados para enfrentar pequenas ameaças ou conter pequenos grupos inimigos. Em questão de força e técnica são muito parecidos com os operários, mas superiores, pois seu treinamento é mais intensivo.
Depois temos soldados e/ou atiradores, são os soldados que lideraram seus pequenos grupos, melhoraram sua técnica no combate corpo a corpo e desenvolveram naturalmente sua técnica de luta a distância. Após alcançar este nível recebem um treinamento intensivo para que dominem ainda com mais maestria suas bestas de combate. Suas missões já se baseiam em guardar um local ou alguém, e muitas vezes são designados para missões de reconhecimento.
Após o treinamento intensivo os atiradores viram sargentos, agora sua especialidade deixa de ser o machado e passa a ser a besta. Pode-se dizer que são o posto mais alto possível de se chegar quando se é alistado por Tulf, o responsável pela segurança do Imperador. Estes são os líderes de pequenos grupos de soldados e responsáveis pela segurança geral da cidade, seu treinamento acaba aqui, pois agora eles trabalham constantemente nas áreas de vigia, como o Colosso e o Forte de Kazordoon, fazem rondas pela cidade e pelos túneis. Raramente um sargento se sobressai e entra para o grupo do Exército Imperial.
Para entrar no exército imperial os soldados precisam se sobressair no treinamento durante sua faze de baixo calão e de soldado normal. Caso seu conceito não seja excelente, eles vão para a brigada de Tulf, se forem os melhores, entram no intensivo treinamento de Duria, aonde aprendem a arte do combate como ninguém. Estes não são designados para missões, a não ser que seja algo simples e rápido, pois estão em treinamento ainda.
Após passar no treinamento, os recrutas viram Soldados do Exército Imperial, ou seja, A elite. Continuam seu treinamento como antes, mas agora já são designados para liderar grupos de ataque e de guerra, raramente um grupo de mais de três deles é designado para uma missão, a não ser que esta seja de extrema importância. São a última resposta em combate corporal do exército dos anões.
Também existe a carreira mística na sociedade anã. Quando um anão jovem começa a desenvolver seus poderes mágicos durante as "aulas" com Isimov, ele já é, imediatamente designado a um treinamento com Etzel.
Após entrarem no treinamento de Etzel, eles recebem o equipamento necessário com o irmão dele, Sigurd, mas, para aprenderem a sobreviver, eles precisam PAGAR pelo equipamento. Para isso precisam de dinheiro, é por isso que de início recebem um leve treinamento com Kawill, que se baseia em cumprir pequenas missões básicas em troca de moedas.
Após aprovados na primeira faze de sua doutrina, eles treinam sua magia ofensiva, onde poucos conseguem passar, e alguns até morrem com os efeitos colaterais. Aqui começa o treinamento intensivo desses anões para virarem verdadeiros feiticeiros que nem Etzel.
Anões viram verdadeiros magos do fogo e da terra após serem aprovados por Etzel, dificilmente se vê um desses andando pela cidade, já que preferem ficar isolados estudando sua mágica.
Com este pequeno relato ja é possível entender mais da cultura anã e dos próprios anões*, esta raça maravilhosa, agressiva e ranzinza que é mal vista por muitos que não compreendem sua complexidade... Aqui termina a nossa voltinha pela sociedade desses rabugentos humanos de um metro.
* Esse texto é usado apenas como Roleplay, nada oficial.