Bem... Eu já tentei corrigir os erros para melhorar os outros capítulos... Mas como não recebi nenhuma confirmação se ficou bom ou ruim, não posso obrigar ninguém.
Eu, pessoalmente, acho que ainda tem muita coisa a ser melhorada, só que, como criador, não consigo ver quais são esses pontos a serem modificados, por isso fico pedindo tanto a ajuda dos leitores...
Eu vi o Teaser do próximo Update em Kazordoon e devo dizer que superou minhas expectativas... Porém, a história continuará na versão "8.11"... Deeeepois do Update, se vocês quiserem dar uma "checada" nas histórias, é provável que eu tenha incrementado algumas áreas explicando melhor... Enfim. Ta ai o capítulo 3.
A Batalha de Kruzak.
(A Batalha de Kruzak)
Capítulo 3: A Câmara dos Minotauros.
- O QUÊ? Uma escavação de minotauros DENTRO DO NOSSO TERRITÓRIO? - Diz uma voz rouca e grossa, porém, feminina.
- É muito estranho Duria, eu sei, mas aconteceu. Perdemos muitos trabalhadores e dois soldados. - Diz Tulf para Duria...
Duria é uma das responsáveis pelos soldados de alto nível de Kazordoon. É uma anã um pouco velha, porém forte, com características duras, olhos cinza como as pedras nas paredes, nariz torto, aparentemente quebraram-no umas três ou quatro vezes, usa uma armadura dourada e qualquer machado em sua mão, por menos afiado que seja, vira uma arma mortal. Ela treina os soldados de baixo escalão, guardas das fronteiras do monte Femur Hills, soldados de combate à distância e os soldados do exército imperial.
- E Kulog, onde está? Ele ajudou na batalha? - Pergunta Duria, ela é responsável pelas tropas imperiais, Tulf cuida dos outros soldados, mas ela, em especial, comanda a "elite", como Kulog.
- Kulog, pelo que fiquei sabendo, salvou as minas, conseguimos resgatar um trabalhador desmaiado com uma pancada na cabeça e um soldado graças a ele. - Responde Tulf, ele é superior a Duria na hierarquia anã e na arte do combate, mas a respeita, pois sabe os seus feitos em batalha.
- Tulf, um acontecimento desses não pode se repetir, os operários são parte essencial da nossa cidade, isso é uma tragédia...
Neste momento escutam-se passos vindo em direção ao local onde Duria e Tulf conversam... Eles estão na Sala dos Guerreiros, local de treinamento, de batalhas e bebedeiras entre os soldados, os passos ficam cada vez mais altos, até que se revelam quatro seres.
- Comandante Tulf! Purmin falava a verdade! - Diz um anão com uniforme azul do exército de Kazordoon. - Encontramos este humano nas minas do oeste tentando diminuir o número de Orcs restantes. - Duria olha impressionada para os quatro anões parados com um humano ensangüentado sendo carregado:
- Isto está fugindo do controle Tulf... Se perdermos mais operários teremos uma rebelião em mãos, os soldados jamais iriam enfrentar seus irmãos e parentes.
Na Taverna:
- Maiz uhma Mairyzia... Hicks!... Caprija hein... Hicks! - Diz um anão operário com um enorme galo na cabeça.
- Joreff, já a sua centésima nona cerveja... Daqui a pouco Jimbin vai ter que ir à adega pegar mais pra encher o barril! - Diz Maryza, a dona da Taverna Jolly Axeman. - E outra, se quer ficar bêbado e sair por ai quebrando tudo que nem seus amigos, é melhor ir direto pra Adega do Cogumelo, lá você encontrará briga o suficiente!
Joreff, o anão que levou um golpe de pá na cabeça durante o ataque da Carrion Worm, passa a mão no rosto, da um sorriso pro mesa e torna a falar:
- Amiguz... Que amiguz?... Hicks!... Meuj uico amiguz agora são... Hicks! O Kulagui e o Jarmi... Hicks! O resto... O resto... MORREU zua mão de vaca! - Diz Joreff enquanto aponta com a mão para Kulog e Jarmen, o soldado das minas, que estão conversando na taverna... Ele solta uma pequena lágrima que logo se perde no seu grande bigode... - ELEZ MORRERAM! Hicks!
Maryza olha chocada para o chão, desejando nunca ter tocado no assunto... Todos em Kazordoon já estão sabendo da notícia; ela apenas enche mais um copo de cerveja e passa para Joreff...
- Diga humano... O que foi que você viu? DIGA! - Grita Tulf na cara do humano estirado no chão.
- E... Eu entrei lá pra ver... Ver se conseguia alguns tesouros e... Tinham alguns... - Ele se engasga e começa a tossir muito... Mas logo sua voz calma e fina torna a ecoar pela sala - Tinham alguns Orcs... Eu tentei enfrentá-los, mas... Mas eram muitos, matei alguns, mas levei muitas pancadas na cabeça e corte pelo corpo...
- O encontramos na subida da caverna senhor... Estava estirado no chão... - Diz um dos soldados. - Quando chegamos, a maioria dos Orcs já havia saído, mas os que ainda permaneciam, nós matamos.
- Bom trabalho soldado! E você humano, volte para seus amigos antes que eu te jogue para os Rotworms do Humgolf.
O homem se levanta deixando a mostra sua armadura preta suja de sangue e barro e sai correndo pelos corredores.
- Tulf, vou mandar alguns soldados da tropa para resgatar alguns anões sobreviventes... Depois disso, iremos fechar as minas externas, reforçar a guarda da cidade e investigar aquele buraco! - Diz Duria num tom de mau humor...
- Duria, quem deveria dar as ordens aqui... - Começa a falar Tulf, mas logo é interrompido por Duria:
- Quem DEVERIA dar as ordens é você... Mas parece que as flechadas nessa sua cabeça oca te impedem de pensar rapidamente - Diz Duria grosseiramente ao mesmo tempo que da risadas junto a Tulf.
- JARMEN! Sua presença está sendo solicitada na sala de Tulf - Diz um anão acinzentado e fraquinho...
- Eu preciso ir também? - Pergunta Kulog, mas o anão sai sem dar atenção.
- Ah, faça-me o favor! Bem, o dever me chama né? - Jarmen caminha apressado pelos corredores escuros e úmidos de Kazordoon, observando alguns anões passando tristemente... Também notou dois humanos caminhando em passadas largas pisando nos ratos que brincam pelos corredores.
- Malditos humanos... Sujam nossa cidade e ficam usando essas gírias ridículas. - Diz ele em um tom de resmungo provocante enquanto os dois humanos conversam:
- É um noob, ta lá na porta do DP e toma um hit de... - Ele se distancia dos humanos e começa a subir uma escada muito bem reforçada com pedras bem posicionadas...
Finalmente, Jarmen chega à sala de Tulf, onde encontra mais seis soldados, logo Tulf começa a dar ordens:
- Convoquei vocês aqui, pois estamos em uma situação de emergência, perdemos muitos operários em diversos ataques... - Ele começa a mexer em alguns papéis na estante de livros da sua salinha. - Temos uma câmara desconhecida na nossa escavação interna, os guardas já fecharam o local, mas temos que saber o que há lá dentro... E esse é o trabalho de você!
- Senhor, isso não faz sentido, já sabemos que tem minotauros naquele lugar... Porque simplesmente não mandamos um batalhão inteiro para limpar aquilo? - Pergunta um anão no canto da sala.
- Calado soldado... Essas são ordens do Imperador Kruzak! - E milagrosamente, todos param de se questionar o porquê da missão.
- Kulog! Bom te ver garoto! - Diz Duria com uma voz alteradamente alegre e sentando-se na mesa dele e de Joreff, que agora se encontra desmaiado.
- Oi comandante! Esse aqui é Joreff, meu novo amigo, nem se preocupa com ele, só ta meio abalado... - Diz Kulog, mas Duria interrompe:
- Eu sei, muitos estão abalados com o acontecido... Bem, vim aqui tomar uma cerveja pra animar os nervos! JIMBIN, CERVEJA! - O anão, marido de Maryza, aparece alguns segundos depois com dois copões de madeira transbordando de cerveja.
Jarmen, envolto por mais seis anões, acaba de entrar na mina interna, no início está tudo certo, na entrada, dois soldados montam guarda, dentro da caverna tudo normal, apenas o barulho das goteiras que saem do meio da terra e entre as pedras das paredes... Alguns pilares de madeira seguram tudo para impedir o desabamento, os soldados tomam um rumo mais profundo, nos outros lados é possível ver as escavações inacabadas... Eles chegam até a entrada da câmara, onde dez soldados fazem a segurança do local... Os corpos já foram removidos e a terra já absorveu o sangue dos anões, mas o cheiro de morte ainda está no ar.
O líder da equipe de Jarmen, um soldado da Tropa Imperial, começa a andar na frente para guiar o grupo.
- Me sigam e mantenham suas armas em prontidão! Acenderei uma tocha, e estou com algumas reservas. Não sabemos o quão profundo isto é, talvez não tenha iluminação alguma lá! - Diz o líder confiante.
A tocha ilumina o local bastante, mas, como previsto pelo líder do grupo, o túnel é muito maior... Após quase um minuto de caminhada pela caverna eles encontram uma porta.
- Guilotar, abra a porta, o resto, da cobertura! - O anão aponta para um soldado que começa a caminhar em direção a porta... Guilotar tenta forças a maçaneta, mas não adianta, furioso ele saca seu machado e arranca uma gigantesca lasca de madeira possibilitando agora a abertura da porta.
Jarmen segura com muita força sua besta com os olhos fixos no que poderia ter atrás da passagem, finalmente, Hugor, o líder, faz o sinal para avançarem atrás dele... Apenas os passos dos soldados podem ser ouvidos agora, conseguem sentir que estão caminhando sobre terra, já que o chão se tornou macio logo após passar pela porta... Uma corrente de ar apaga a tocha!
- O QUE É ISSO? - Diz Jarmen alarmado, mas Guilotar responde confiante:
- Jarmen seu medroso, é só o vento! - Hugor concorda com Jarmen em seguida:
- Não, não pode ser, estamos a centenas de metros abaixo da terra, nenhum vento natural poderia ter chego até aqui e apagar a... - Ele para de falar... - Formem um círculo! - Ele da a ordem fixando seu olhar em um brilho a sua frente.
Jarmen fica entre Hugor e mais um soldado que ele nunca viu na vida...
- Hum... Mmmm... Aaarrr... - Uma espécie de rosnado começa a ganhar volume de todos os cantos do local, até que Jarmen sente um soco bem na sua face que o derruba...
- TROLLS! TROLLS! - Grita um anão, logo o silêncio é substituído por machadadas e flechadas... Jarmen tenta se erguer, mas o Troll que lhe atacou esta sobre seu corpo agora... Hugor acende uma tocha rapidamente, mas um golpe em sua mão a faz cair no chão clareando o aposento...
Eles estão cercados por mais de cem Trolls... A sala é circular, com pedra nas paredes e no teto, os Trolls surgiram da terra, são criaturas humanóides, mas parecem que foram derretidos e torrados, é difícil diferenciar um do outro. Guilotar da uma machadada no Troll que está em cima de Jarmen e em seguida se joga no meio dos outros Trolls desferindo machadadas para tudo quanto é lado como se sentisse prazer em ver os Trolls sendo mutilados...
Jarmen carrega sua besta e começa a tirar nos Trolls mais distantes enquanto Hugor fica a sua frente matando diversos inimigos com pouquíssimos golpes.
Jarmen solta uma confiante gargalhada enquanto grita:
- HÁ TEMPOS QUE NÃO ME DIVIRTO ASSIM! Temos sorte de estar nesse serviço!
E ainda gargalhando ele começa a desferir golpes com sua besta.
Em meio a grunhidos dos Trolls, risadas dos anões e farfalhar das armas a batalha segue... Nenhum dos anões se sente ameaçado pelos Trolls, que apesar de estarem em grupo, são burros e, os do fundo, ao invés de jogar pedras ficam apenas observando... Guilotar reaparece da multidão de Trolls ainda desferindo golpes a esmo com um sorriso no rosto... Todos banhados pelo sangue dos Trolls, aos poucos, o número de inimigos diminui, até que um anão finaliza a batalha decapitando um Troll sem piedade...
- Minotauros burros... Tentam nos impedir com Trolls... TROLLS! – Hugor termina sua frase gargalhando, em seguida os soldados começam a rir também...
O grupo segue até a porta seguinte, que está trancada também, mais uma vez Guilotar arrebenta a fechadura... Eles chegam a um longo corredor de pedras... A caverna dos minotauros até agora se mostra muito simplória, apenas um longo corredor reto... Sem labirintos, sem armadilhas, apenas guardas... Guardas Trolls...
- Isso é estranho, isto não é normal dos minotauros, normalmente suas cidades são protegidas por labirintos... Esse túnel não me parece um... - Ele para de falar de repente. - Isto não é uma passagem para chegar até a base do inimigo... Isto é... Para chegar a Kazordoon...
- É claro, tem guardas para proteger, mas é rápido de chegar... Eles planejaram nos atacar. - Diz Jarmen conclusivamente.
Eles se aproximam de outra porta... Realmente, a teoria dos soldados faz sentido, o túnel é rapido caso não tenham interrupções no caminho, a parede no final era apenas para impedir que qualquer um chegasse... E os guardas para proteger a base... Mas isto é apenas uma teoria... Os soldados logo para de pensar nisso e abrem a porta, desta vez nem conferem se está trancada, Jarmen simplesmente acerta um Bolt na fechadura e arromba a porta... Grande erro... Com a facilidade da missão até agora, eles esqueceram dos cuidados necessários... E após a porta ser aberta, uma armadilha é ativada e uma guilhotina de metal enferrujado atravessa a besta de Jarmen... Ele fica pasmo e em estado de choque até ser empurrado por Hugor...
Uma sala iluminada e circular pode ser vista da porta... Toda revestida com pedras e mármore, em um canto da sala, espadas refinadas e machados ficam apoiados em uma estante de madeira... No outro, bestas e flechas em cima de umas mesinhas extremamente frágeis, no centro, um buraco de lava que torna o ambiente um lugar desagradavelmente quente para as criaturas da superfície... Forjando algumas armas estão três minotauros musculosos, dois guardas, segurando uma besta cada um, estão protegendo uma escada que, provavelmente, leva a superfície. Algumas dezenas de minotauros caminhas pela câmara e no centro deles, provavelmente o líder do grupo, um minotauro velho carregando em sua mão direita um cajado com uma brilhante pedra verde na ponta.
Todos viram para observar os invasores... E em questão de segundos, pegam suas armas e partem pra cima dos anões...
Continua...