2 – No quartel...
Realmente, do jeito que estava, Broke não tinha mesmo escolha. O forte homem pôs e garoto nas costas. Adentrou Carlin e foi para o norte. Totalmente fardado e exemplarmente bem posicionado em sua roupa, tinha uma postura de se invejar e um grande respeito na cidade. A roupa toda azul cheia de broches, dava a impressão de que ele era superior. Impressão confirmada, ao chegar aonde queria.
- Bom dia senhor!
- Bom dia, guerreiro.
Estavam ali, entrando no lugar, o fardo e Broke. Broke ficou na enfermaria, que, devo dizer, era coisa bem simples:
Um lugar branco e com uma expressão limpa, e curandeiros que renovavam os feridos que, por sua vez retornavam para os seus dormitórios. Prático e eficiente.
O quartel era uma organização secreta convocada pela Rainha de Carlin. Uma construção defensiva. Os melhores guerreiros da região já se reuniam em uma tropa de 60 homens de elite. Testes estavam sendo feitos para formar mais guerreiros, e aumentar cada vez mais a tropa. Seria preciso.
A rainha fora obrigada a faze-lo, a tropa frágil e feminina de Carlin não seguraria os agressivos homens de outras tropas. Mas, por que toda essa proteção?
Estaria por vir uma guerra. Uma guerra por motivos totalmente políticos. Um ar sangrento ronda todo o continente. Muitos inocentes teriam que morrer. Tibianus havia bobeado. O que ele não sabia, era que Tíbia tinha mais que um dono. Só o mais inteligente e o mais forte poderia prevalecer.
Elouise tinha táticas fortemente políticas para chegar aonde queria. Com uma tropa em suas mãos, e um líder de respeito teria tudo sob controle. A tropa estava sendo formada. E um líder mais raivoso que aquele que tinha, o fardado general, impossível. Este, fora trocado por Tibianus. Seu irmão mais novo veio ao comando. Essa guerra era também emocional e tinha seus rivais.
*****
-Que lugar é esse? Onde estou?
Broke teve um sentimento primário de criança que acorda sem a mãe em casa. Logo depois, lembrou-se da família, ou, relembrou o que contaram a ele sobre ela. Totalmente renovado, observou bem o lugar. Era um quarto daqueles bem simples, uma cama, um armário, uma escrivaninha ao lado da cama. Dava uns 4x3 metros. Em cima, uma janela pequena, tampada por uma cortina azul. O quarto era iluminado por velas ao canto. A porta, grande e de madeira, parecia fechada.
Lembrou-se do ocorrido. Era a última coisa que sua mente guardava.
Olhou para si mesmo. Uma roupa muito simples, uma calça de algodão azul e uma camiseta marrom de algodão. Abriu o armário, procurou por alguma coisa. Nada. Onde estavam seus equipamentos, suas coisas?
Aliás, onde ele estava?
Vasculha a escrivaninha. Vazia. Da um rápido salto até a cama quando ouve a porta ranger. Ela não estava trancada, mais de lá, saiu o fardo.
- Saudações. Já acalmou os ânimos?
Broke ficou parado, olhando para baixo. Sua vontade era de mandar o idiota calar a boca. É claro que não fez isso. Perder aquele duelo pesou muito para ele.
- Suas roupas estão comigo. E elas não são mais suas agora. A partir de agora, são do quartel. Quartel no qual você faz parte. Por isso, quero e peço que só aceite as nossas ordens. Qualquer reação fora do comum aqui é igual á punição. Você é um militar e está prestando serviços para Carlin e também a defendendo.
- Eu não sei se é bem isso que eu quero.
- Conhecemos sua história. Sem pai, mãe, parentes. Morava numa cabana qualquer. Se fosse morar com os ratos seria melhor do que aquele lugar. E alem disso, eu te quero aqui. Você tem futuro garoto. Depois daquela armadilha que te armei com os duendes, não aceitarei outra resposta. Nem eu nem a minha espada.
Estava sob ameaça.
E ele, especialmente ele, que odiava aquele tipo de coisa. De qualquer forma, tomar outro Exori era coisa em que não pensava. Pelo contrário. Pensava em aprender como soltar um exori. Para isso, teria de colaborar. Resolve dar as caras.
Levanta a cabeça e enxerga a espada mais cobiçada por um guerreiro. Se tinha algo que realmente queria além de uma família, era aquela espada. Era conhecida por sua lâmina e seu peso leve. Tinha um poder oculto que só poderiam usufruir os experientes. Seus olhos brilharam.
- Essa é...
- Sim, é a mágica. E você começa amanha. Terão missões a cumprir. E você, terá de provar que pode ser membro desta academia. Irá aprender e se fortificar muito aqui dentro. Siga as minhas ordens. Este relógio vai te ajudar a estar nesse local – (fala entregando um mapa da academia a Broke) - As 5:30 da manhã. Você e um grupo de iniciantes irão começar os testes.
- Droga, disse Broke.
Não estava acostumado a acordar tão cedo. E alem do mais, não gostava de receber nota dos outros. Resolveu reclamar.
- 5:30 da manhã?
- Calado. Só cumpra as ordens! – Fala com raiva o General.
Broke percebe que não está falando com uma pessoa qualquer. Resolve se redimir.
- Desculpe.
- Desculpe Senhor! – Diz o fardo enfurecido, e com voz clara e alta.
- Desculpe Senhor!
- Assim está melhor.
Broke pensa um pouco. Que homem grosso, conclui. Observa com cuidado o fardado. Sua farda azul cheia de broches, seu chapéu escondendo o rosto. Quem ele era? Medita mais um pouco, e aí arrisca uma pergunta.
- Posso saber seu nome?
- Meu nome? É general pra você, soldado.
- Desculpe, Senhor!
Já percebeu que com amizade não conquistaria o homem. Mas, broke tinha dentro de si agora uma chama ardente muito forte. Tinha um objetivo. Tinha onde morar decentemente. Tinha onde comer. Se dedicaria totalmente a treinar, e virar um grande guerreiro. Infelizmente, não era assim que as coisas ocorreriam. Não tão fácil, desta maneira.
- Correto. Alguma pergunta?
- Aonde eu posso comer aqui...?
- Olhe no mapa que te dei. Comida 24 horas. Na sala servil, amanhã, as 5:30 espero você. E agora, adeus.
O general sai do quarto. Broke tinha em mente esperança e objetivos, pela primeira vez em sua vida traçados. Só teria que ser obediente. Era o que ele pensava. Mais, novamente, não era bem assim.
Olhou o relógio. 8:30 da noite. Broke foi até o refeitório. Jantou, junto de outros soldados um pouco mais velhos. O lugar era bem comum, um refeitório qualquer, paredes azuis, com mesas e lugares de colocar a comida. As pessoas passavam e pegavam o que queriam.
Broke pegou simplesmente tudo. Comeu feito um boi, tomou á beça e depois foi dormir. Perto das 9:30, já se encontrava deitado na cama. Sabia que 5:30 teria que acordar. Programou esse horário em sua mente. Ajustou o relógio para as 5:00.
Caiu num sono pesado.
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Isso aí, galera.
Acredito que ficou um pouco grandinho. Mudei esse capítulo muito por conta de um erro. Mais, acho que passeo tudo o que eu queria com ele.
Quero agradecer imensamente ao Favaru, por toda a ajuda.
Critiquem sem medo.
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