E aqui está o capítulo II (sim, o prólogo acabou virando capítulo I =P)
Ele já estava basicamente pronto à dias, mas reescrevi algumas cenas e procurei seguir os conselhos, principalmente o de narrar os fatos de forma mais precisa, como falou Dard
Acabei de acabar e revisar ele, e...

Espero que gostem

Não sei que fim levará a minha outra história, a cho que começei ela de uma maneira muito clichê para conseguir fazer algo realmente bom nela, então não esperem continuação.
Ann...E se acharem que postei rápido demais avisem


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Capítulo II

Eu não posso negar que a brisa da madrugada me agradava bastante, e o fato de que teria que perseguir alguém me agradava mais ainda.A única coisa ruim disso tudo é que eu também estaria sendo perseguido, caso um certo alguém descobrisse o que fiz na taverna; e , nesse caso, provavelmente eu morreria.Eu estava na torre norte de Thais, tentando ver avistar alguém que pudesse se parecer com meu suspeito.Não achei ninguém, mas pude ouvir um barulho que parecia ser a tampa de um bueiro sendo jogada para o lado.

Você não vai fugir assim tão fácil de mim...

Desci correndo, e o bueiro realmente estava aberto, então segui por ele sem sequer pensar, passando direto por aqueles ratos nojentos em direção de onde ouvia passos, até que encontrei um jovem mago, que parecia estar caçando naquele local.

- Com licença, será que você viu algum guerreiro loiro passando por aqui? – ele não conseguiu me responder, tremia de medo.Será que eu era tão horrendo assim?Até que percebi que minha roupa estava toda cheia de sangue, e meu rosto também.

- Ah, desculpe, eu estava caçando ciclopes e realmente me sujei bastante de sangue, você vai ter que se acostumar com isso, já que me parece que acabou de chegar aqui em Thais.Mas, voltando ao assunto, você viu algum guerreiro loiro passando por aqui?

- Na...Não... – ele respondeu, mas o fato é que eu realmente precisava de roupas, então eu o golpeei de forma que apenas o deixei inconsciente e roubei suas roupas.Pelo menos ele não foi tão inútil quanto pensei que seria.

Subi novamente à superfície, e a brisa da madrugada estava ficando mais intensa, e meu tempo passando.

A caçada vai ter que começar...

Comecei a correr por Thais toda, como uma fera, procurando qualquer vestígio daquele desgraçado, e ouvi barulhos vindos da Igreja.Um lugar onde eu não gostaria de sujar minhas mãos, mas se fosse preciso, eu certamente o faria.

Foi mais fácil do que eu imaginava...

Estava o guerreiro loiro ali ajoelhado, rezando, de costas para mim, e não parecia estar querendo fugir.Talvez ele não tivesse me notado e simplesmente saiu da taverna porque sairia de qualquer jeito.Além de nós, o lugar estava vazio, perfeito para uma batalha.

- Com licença, jovem – disse eu, desembainhado minha espada aos poucos – Será que você me reconhece?

Ele riu.Riu e virou-se para trás, e, para o meu espanto, não era ele, e sim outro loiro que havia trocado de roupa com ele.Mas era um loiro conhecido – Continua tão tolo quanto antes, Hector – ele disse, com um sorriso irônico que eu odiava.

- Filho da mãe.Eu achava que você tinha morrido naquela batalha em Femur Hills, mas pelo visto você tem mais de uma vida, Locke – eu respondi, ficando em posição de ataque com a minha espada.A brisa continuava a soprar, e meus cabelos negros estavam rebeldes, e meus olhos verdes sedentos por ver aquele desgraçado morto.Ambos os desgraçados.

- E você já era para ter morrido há muito tempo também...Ou não se lembra daquela batalha no porto de Carlin? – ele também ficou em posição de ataque com sua espada, e essa conversa estava me parecendo mais para buscar a hora certa de atacar.

- Então eu acho que pelo menos um de nós deve morrer hoje, para fazer jus ao passado – eu respondi, abrindo um sorriso.

- Igualmente. – ele disse.

A luta então havia começado, o único barulho que se ouvia na Igreja era o tilintar de espadas, e hora ou outra um gemido de alguma das partes.

- Você deveria ter fugido enquanto podia – Locke disse, com seu jeito intimidante.

- E você deveria ter calado a boca – eu disse, quando finalmente consegui o desferir com minha espada, um golpe reto e no peito dele, que caiu lentamente ao chão, com uma expressão definitivamente decepcionada – Isso era tudo que você tinha?

- Não – ele respondeu, se levantando, com sangue escorrendo pelo seu peito – Agora você vai ver o que eu tenho, desgraçado. – ele avançou para cima de mim completamente tomado pela fúria, e desferiu um golpe vertical com sua espada, com toda a sua força.Eu simplesmente travei o golpe dele com a minha.E então a espada dele não agüentou o choque e saiu da mão de seu dono, deslizando até a entrada da Igreja.Não se ouvia barulho nenhum no recinto, apenas o bufar de Locke, que continuou furioso, e avançou para cima de mim socando tudo que via pela frente.

- Você não vai conseguir nada assim, é melhor desistir. – eu disse, fazendo um corte superficial em seu braço direito – Ou então o melhor é se preparar para a morte.

- Se a morte tiver que vim, que venha! – ele retrucou, e essas palavras foram o que bastaram para eu realizar finalmente um último golpe.Eu me abaixei, esquivando-me de seu soco, e finquei a espada em seu abdômen – Acabou, amigo.

Um fim digno para um honrado homem, mesmo com todas as nossas desavenças, eu ainda o admirava, e ele lutou bravamente até a morte...

Ele caiu aos poucos ao chão, tempo suficiente para eu conseguir pegá-lo no colo, e ouvir suas últimas palavras.

- Hector...Seu traidor... – ele começou, com os olhos cheios de lágrimas.

- Diga-me, Locke, onde está seu irmão afinal? – eu perguntei, olhando fixamente em seus olhos, mesmo sabendo da improbabilidade dele responder a isso.

- Você acha mesmo que vai conseguir capturá-lo? – e então ele soltou sua última risada – A esta hora ele provavelmente já... – sua voz foi vacilando, ficando mais fraca – provavelmente já está em Venore, por isso é melhor se apressar...Não quero que a minha vingança demore... – e então ele fechou seus olhos, como se já soubesse que a morte estava próxima.

Vingança?...O que fazia ele pensar que eu não mataria Marcos assim como o matei?Nunca o vi em uma batalha, mas certamente não deve ter um nível superior ao meu...

- Não tenho tempo para enterros, mas o que não posso fazer é deixar esse cadáver em plena Igreja... – Então caminhei para a saída norte de Thais, levando comigo o cadáver ainda fresco de Locke, que, afinal, fora um bom homem, e o enterrei rapidamente às margens do pequeno riacho que cerca o norte de Thais.Colocando sua espada enfiada na terra em frente ao lugar em que foi enterrado, como um túmulo.

Pelo visto a madrugada será longa...Bastante longa...

Embainhei minha espada e olhei para o mar...Estava calmo...A brisa agora trazia consigo muitos sentimentos que eu não conseguia esquecer, afinal, o homem que eu acabara de matar já tinha sido meu amigo um dia.Tudo que eu queria era que eu pudesse matar logo seu irmão, com quem nunca tive o prazer de conversar e muito menos me tornar amigo, e assim acabar com essa paranóia de que um certo alguém possa descobrir a grande chance que desperdicei na taverna.Era hora de partir para Venore, e eu tinha que correr contra o tempo para não deixar minha presa fugir completamente de minhas garras.