Aqui estou novamente, postando um capítulo novo em folha =D
Tudo bem que não é novo, pois já existia, mas vamos lá...
O Culto
Capítulo 1 – As chamas se acendem
"O cérebro da criatura exilada naquela pirâmide já voltava a funcionar, tinha vontade de se mexer, mas não conseguia. Talvez soubesse que o primeiro passo estava dado, o menino agora sabia que ela existia, agora, o culto deveria ser recomeçado..."
Kamus estava um pouco atordoado, seu sonho havia sido realmente estranho. Havia confundido-o, o que tudo aquilo queria dizer? Não deveria ser um simples sonho... Talvez fosse coisa de sua cabeça, um fruto da sua imaginação, mas poderia ser algo importante, não poderia apenas esquecê-lo, mas por enquanto deveria deixá-lo de lado, pois daqui a pouco já iria encontrar-se com seus amigos para destruir alguns Orcs, e para isso, precisava de concentração.
Vestiu seus equipamentos, pegou sua espada, seu escudo e desceu as escadas para a cozinha. As coisas estavam acontecendo como em seu sonho, será que quando abrisse a porta iria se deparar com uma Carlin em chamas?
Logo que entrou pela cozinha, percebeu um bilhete em cima da mesa de madeira. Era de sua mãe: "Querido Kamus, como lhe avisei antes, sai hoje cedo para comprar comida para nós e algumas coisas para me ajudar aqui na cozinha. Se quiser comer alguma coisa, há alguns biscoitos no forno. Beijos, Mãe."
Ele foi até o fogão, pegou alguns dos biscoitos em forma de um homenzinho. Era uma receita de biscoitos de natal que sua mãe fazia, pois sabia que ele adorava. Cada pedaço ele comia com gosto, se deliciava com aquilo, afinal, para ir enfrentar aqueles Orcs, deveria estar bem alimentado. Agora estava na hora de sair. Será que seu destino seria selado agora?
Kamus parou em frente a porta. Um calafrio subiu por sua espinha. Suas mãos estavam suando. Teria que enfrentar isso, não poderia ficar trancado em casa. Colocou a mão na maçaneta e girou-a lentamente até perceber a boa e velha Carlin em perfeito estado. Pegou um caminho curto até o portão norte onde se encontrou com seus amigos.
- Olá, Churn! Olá, Samantha. – dizia Kamus enquanto apertava a mão de Samantha e cumprimentava seu amigo de uma forma alegre.
- Olá, Kamus! Pronto para acabar com aqueles monstrengos verdes e desengonçados? - disse Churn movimento sua maça no ar como se estivesse golpeando um dos monstros.
- Claro. E vocês?
- Desde hoje cedo. Na verdade, está atrasado. – disse Samantha com um olhar de repreensão para Kamus.
- Não vamos perder tempo e vamos logo!
Churn era um habilidoso paladino, tinha cabelos castanhos curtos e olhos lindamente esverdeados. Era um jovem forte e com músculos bastante desenvolvidos. Tinha uma grande força braçal, afinal, é preciso para manejar perfeitamente bestas. Trajava sua surrada armadura vermelha, surrada, porém ainda com sua nobreza estampada e suas calças de prata. Empunhava em suas costas uma besta com um saco de virotes prontos para perfurar alguns monstros. Também carregava consigo sua maça e seu escudo.
Samantha era um jovem esperta, perspicaz e inteligente. Uma feiticeira frágil, porém com grandes conhecimentos arcanos e com uma sabedoria digna de pessoas muito esperta. Tinha uma grande visão de mundo. Juntando todas suas qualidades era uma feiticeira poderosa, fazendo de suas magias sua arma.
Trajava um lindo robe azul, uma capa leve e encantada. Ela dizia que para ela, era sua melhor defesa, mas também trazia consigo um escudo verde, com um olho feito de pérola, uma insinuação aos Beholders. Também estava com suas calças de prata e sua varinha. Estava preparada com várias runas, entre elas bolas de fogo, mísseis mágicos, explosões e também algumas de cura.
O grupo estava reunido.
- Sim, já perdemos muito tempo! Vamos lá! – disse Samantha empolgada e já começando a andar.
- Ei, esperem... Preciso contar sobre um sonho que eu tive... Eu... – Kamus foi interrompido por Samantha.
- Ah, Kamus! Sonhos agora não, já se atrasou demais dormindo, sonhou demais. – disse ela rindo junto com Churn. – Estou louca para matar aquelas criaturas verdes, depois você nos conta. Estou ansiosa para usar minhas habilidades. – disse sorrindo.
- Mas pessoal, eu acho que esse sonho, talvez, possa ser... – Foi novamente interrompido, mas desta vez por Churn.
- Kamus, Samantha está correta. Também estou morrendo de vontade para dar uns tiros em alguma coisa. Vamos correr sem conversas para caçarmos logo! – disse seriamente.
- Bem, se vocês desejam... Vamos. Afinal, um sonho talvez não seja tão importante. – disse ele com um sorriso e já começando a correr.
Os três saíram da cidade correndo, seguiram uma estrada de terra, mas logo dobraram a direita, correndo agora por um grande campo florido. À frente deles estava a floresta. A floresta onde seria o lar dos Orcs.
Estavam a menos de dois metros, quando um farfalhar de folhas começou. Três orcs munidos de machados corriam em direção a eles. Usavam blusas vermelhas e calças pretas, todas sujas e rasgadas. Os olhos vermelhos faiscavam de gana enquanto seus rugidos espalhavam-se pelo ar.
Eram orcs sedentos por sangue. Sedentos por batalha. Todos pareciam ter algo nos pés, pois conseguiam atingir uma ótima velocidade. Um dos orcs possuía uma grande cicatriz em seu rosto, e este orc foi o que recebeu o golpe de investida de Kamus. Ele levantou sua espada contra o monstro que conseguiu defender com seu machado. Faíscas foram lançadas depois do choque das armas.
Os outros orcs o cercaram. Estava encurralado. Teria que prestar atenção se não seria golpeado. As criaturas correram em sua direção urrando, porém uma bola de fogo atingiu os quatro em cheio.
Kamus, sentiu o calor do fogo queimar suas carnes. Jogou-se de joelhos ao chão, o que custou segundos valiosos, pois neste meio tempo um orc chamuscado, com as roupas queimadas surgiu no meio das labaredas restantes e o desferiu um golpe no braço. O sangue começou a escorrer pelo grave ferimento.
A fumaça saía do campo de batalha. Churn mirava sua besta para quando eles surgissem. Samantha também estava preparada. Como ambos pensaram, dois deles surgiram pela fumaça e correram em direção da feiticeira. Os virotes de Churn zuniram pelo ar, acertando o braço de um dos orcs, que pareceu não ligar.
Kamus deu um grito de dor. Churn percebeu que estava correndo perigo e mirou sua besta em direção ao orc que travava combate com Kamus. Enquanto isso, Samantha corria dos orcs, quando conseguiu alcançar uma distância suficiente, lançou um projétil que acertou o chão perante das criaturas. Uma explosão fez com que os orcs agora mais feridos fossem arremessados.
Kamus desviou de mais um golpe da criatura, que acertou o chão. Rapidamente, rasgou o braço da criatura que urrou de dor. Fora um ótimo golpe. O orc que se esvaia em sangue pulou em cima de Kamus. Ambos estavam no chão. Ele conseguiu arrancar a espada da mão dele. Ergueu seu machado na direção da cabeça de Kamus e quando foi rachá-la com um golpe certeiro, recebeu um virote certeiro. O monstro pendeu para o lado caindo morto.
Samantha corria do monstro furioso. Estava em seu encalço. A criatura conseguiu alcançá-la e desferiu um golpe de seu machado ao mesmo tempo em que uma quantidade misericordiosa de raios saia da varinha da feiticeira. O orc caiu no chão morto, com sangue escorrendo pelos olhos e nariz. Samantha recebera um golpe que cortara o lado direito de seu peito. Estava ferida.
O outro orc cambaleou quando recebeu um virote no seu peito. Com um rugido o último dos orcs tombava. Churn correu até Kamus, usou algumas de suas runas de curas para poder curá-lo de seus ferimentos.
- Está bem? – perguntou ele ajudando Kamus a levantar-se.
- Agora sim. Aquele orc tem um golpe poderoso. Foi bom para aquecer.
Ambos foram até onde Samantha estava. O sangue esvaia-se do ferimento de uma forma bastante tenebrosa. Com a ajuda de seus amigos, e de mais algumas runas de cura, conseguiu recompor-se, apesar de saber que aquela cicatriz talvez nunca mais saísse de seu peito.
Os três foram adentrando pelo bosque e narrando o combate animadamente um para os outros de forma com que cada um deles fosse melhor do que os outros.
- Você viu quando em cheio o peito daquele... – Churn foi interrompido de sua alegre e modéstia fala.
- Ei, vocês não estão sentindo algo? Tipo, uma sensação estranha? – perguntou Samantha esfregando os braços e olhando para as árvores.
- Sim. Parece que estas árvores guardam algo de grande poder. O que pode ser? – disse sentindo calafrios na espinha.
- E não são orcs realmente fortes. Parece ser algo mais forte ainda. Talvez estejamos correndo perigo. – completou Churn olhando assustado para seus amigos. O medo começava a tomar conta de cada um dos músculos do seu corpo. – Kamus... Do que se tratava aquele seu sonho?
- Eu estava sozinho em casa, quando sai para encontrar vocês, para podermos vir caçar os Orcs, a cidade estava sendo atacada por criaturas das trevas. Criaturas parecidas com sombras. Logo, Carlin foi congelada e invadida pelas trevas, pelo caos. Uma mulher de repente apareceu em meio a neblina negra e me matou. Durante o sonho, sentia uma espécie de agonia, de medo, tristeza. Sem querer assustá-los, mas parece o que sinto agora. Será que tem alguma coisa a ver? - disse com medo em sua voz.
- Bem... Não sou boa intérprete de sonhos, mas acho que não tem nada a ver. Se você está em uma situação perigosa como nós, e sabe que há inimigos por perto, é provável que sinta esse tipo de medo. Então isso provavelmente é apenas mais um... – fora interrompida.
Um tentáculo negro vindo do meio das árvores perfurou a barriga de Samantha. O sangue escorria de suas entranhas para fora de seu corpo. A criatura que a atacou deveria ter braços muito longos e elásticos.
Novos tentáculos surgiram em questões de segundo. Um deles atravessou sua perna e um outro sua cabeça, saindo por sua boca. O sangue escorria por todos os lados em seu corpo.
- Samantha! – berraram Churn e Kamus juntos.
"Em um lugar perdido em meio ao nada, uma plataforma repousava na escuridão. Uma fumaça negra se formava sobre ela, revelando-se como uma mulher. Seus passos ecoavam em meio às trevas enquanto andava até o meio daquele estranho lugar. Havia apenas quatro suportes de tochas. Todos apagados. A misteriosa mulher fez um gesto com sua mão, fazendo todas elas se acenderem."
-=|Anubiss|=-
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