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Tópico: As Crônicas do Mundo Antigo – A lenda do Cavaleiro Negro.

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  1. #1
    Avatar de Pernalonga
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    As Crônicas do Mundo Antigo – A lenda do Cavaleiro Negro.

    Raiva, desejo, amor... Poder
    Sentimentos e condições fortes. Doenças difíceis. Defeitos humanos.
    Cura para isso?
    ...
    Não há.


    Prólogo

    O crepúsculo já ocupa todos os pequenos e profundos cantos do céu que era azul, fazendo a escuridão dominar o campo e guerrear contra as fracas e vibrantes labaredas das tochas da cidade distante. Essas mesmas sombras, lutam contra a simplória fogueira situada ao centro de um pequeno e cercado pasto de ovelhas; Aquela, com seu fogo trêmulo, é remexida por um fino graveto que revira e reaviva as chamas, iluminando a enrugada face do idoso que se encontra sentado em uma pedra.

    Seus olhos fundos quase cobertos por suas sobrancelhas grossas e brancas, analisam as sombras à espera de seus pequenos e assíduos ouvintes... Era mais uma noite de fantasia e imaginação.

    As risadas inocentes e os murmúrios alegres chegam aos seus falhos ouvidos, aproximando-se cada vez mais, até serem iluminadas pelo fogo, revelando bonitas faces que aparecem uma a uma. Algumas assustadas, outras curiosas, as crianças vão sentando em volta da fogueira sem dizer uma palavra, voltando todos os olhares para ele.

    - Que bom! Temos mais pequeninos do que o normal hoje... – Começa o velho quando todos se sentam. – Deixe-me admirar os rostinhos de vocês... – o rosto flácido aproxima-se da luz, revelando sua assustadora face: além das sobrancelhas extremamente grossas, o cabelo e a barba rala também são brancos como a neve, porém, apesar das cicatrizes de muitas batalhas e das rugas ocasionadas pelo tempo, o sorriso amarelo transmite um conforto inigualável para as crianças.

    - Hoje teremos mais histórias de demônios, Sir. Ludain? – indaga com receio uma das muitas bocas de rostos hipnotizados.

    - Não e sim. – responde o velho mirando o garoto que perguntou, deixando todos confusos. – Terá demônios mas, eles não serão os principais e... – O silêncio da pausa prende todos em sua boca, libertando-os quando ele continua de forma seca. – A conversa termina por aqui. Prestem atenção em cada palavra que direi, pois, a história que contarei é real e será a melhor de todas as outras já ditas... - A voz rouca e lenta é uma antítese ao vigor com que suas palavras são normalmente ditas e seus lábios fracos mostram firmeza a cada entonação. A história iria começar e a excitação já brilhava em cada pupila presente.

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  2. #2
    Eu não floodo. Você sim Avatar de Dard Drak
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    Bom vocábulo, bom prólogo. E a continuação esperarei...

    Dard*

  3. #3
    Avatar de wicht'druid
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    humm... sabe que em min se mira um leitor de suas histórias e farei juz ao meu cargo de leitor, boa história como você já tinha me dito que iria fazer, creio que você se sairá bem no ramo de Tibia também né


    SEGUINDO A LUZ.
    Um dia um homem me falou que a vida é um simples prazer em estar vivo! A partir deste dia aprendi a viver
    leiam the best
    O BRUXO E O FEITICEIRO
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    Ataquem me pedras, com toda a força do teu coração eu lhes peço, pois com elas construirei meu novo caminho

  4. #4
    Avatar de Euronimous
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    É impressão minha ou essa história parou?
    aushuahsuash
    brincadeirinha xD
    Tá vendo... esses usuários mortos só aparecem pra tirar onda. xD

    Ai... eu tava com saudades desse nome.
    Mas eu desisti de usar ele pq outro já havia pego a forma correta de escrever...
    Que seria Euronymous. =/

    Vc sabe, a história aparentemente tá ficando boa.
    Eu só queria que você não demorasse tanto pra pstar xD

    Por isso que eu tô escrevendo minhas histórias primeiro e postanmdo depois xD
    pra não me preoculpar com isso.

    Um abraço caloroso e cheio de saudades desse persona que está ausente há tanto tempo,
    Euronymous.

    obs: eu adoro interpretar meus personágens xD

    .:Edit:.
    Ahhh!!!
    Primeiro post da segunda página xD

  5. #5
    Avatar de Pernalonga
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    Tá difícil! Tá difícil escrever duas histórias ao mesmo tempo... Principalmente quando uma delas ta se definindo (CowBe ;p)...
    Eis o capítulo. Espero que cubra as expectativas.





    Cap. I

    O vento gelado da madrugada assobiava por entre as cotas de malha e vibrava as cordas dos arcos, formando uma melodia tensa e silenciosa; a luz magnífica de Fafnar, que nascia vagarosamente a leste, era refletida pelos elmos e armaduras foscas dos milhares de guerreiros; e o orvalho, que brilhava na grama alta e verde da planície, molhava as pontas das capas dos poucos comandantes. Um destes, montado em seu alazão branco e vestindo um resistente conjunto negro adornado por uma capa azul, passava na frente de todo o exército, fazendo uma última vistoria. Do outro lado, outro comandante fazia o mesmo.

    Os dois exércitos permaneceram quietos e parados enquanto os dois cavaleiros se cumprimentavam à distância. De repente, o silêncio acabou.

    O som surdo dos tambores, o barulho estridente das cornetas e o levantar das espadas dos comandantes movimentou as pernas e os urros de ódio e raiva de milhares de pessoas. A grande massa de brutamontes armados de machados, espadas ou lanças correram incessantemente à batalha e, antes de a encontrarem, o céu da manhã foi encoberto de flechas. As setas voaram das últimas fileiras de cada grupamento, caindo diagonalmente e penetrando armadura, roupa e carne; molhando o chão verde com as primeiras gotas de sangue... Chão que, no primeiro golpe de machado, se encharcou.

    Logo o segundo golpe veio à tona, arrancando a cabeça de um individuo; o terceiro, foi obstruído por um escudo de madeira; o quarto e o quinto, vieram juntos, matando atacante e atacado de uma só vez; e no vigésimo, uma lança raspou meu elmo, quase me derrubando... A guerra finalmente havia chegado a mim. Após desembainhar a espada, apertei o corpo do cavalo com os joelhos e avancei rapidamente em direção ao meu agressor. Com uma força descomunal, acertei a lâmina no peito do homem, que resvalou em sua armadura até o espaço entre o pescoço e o elmo, retirando-o e cortando de forma vertical e profunda seu rosto.

    Sem parar, avancei por entre as fileiras desferindo golpes e me defendendo das flechas que caiam, porém, infelizmente, meu cavalo não tinha braços fortes para segurar um escudo. O projétil acertou em cheio sua cabeça, fazendo-o tropeçar em suas próprias patas e desmoronar rapidamente no chão, só me dando tempo para pular fora, sem saber onde iria cair.

    As passadas firmes na grama alta, os corpos caindo esquartejados e o barulho ensurdecedor dos armamentos se chocando atordoou ainda mais minha cabeça após a queda. Com a visão turva e as pernas doendo, tateei o chão a procura de minha espada, só encontrando poças de sangue.

    - SEM PRISIONEIROS! - gritara um homem acerca de mim após desferir um forte chute em meu rosto, que removeu meu elmo e me arremessou longe, deixando-me estirado no chão com a barriga para cima. Aos poucos, fui abrindo os olhos e percebi que a nebulosidade deles não havia passado, possibilitando-me apenas de enxergar o grande homem que visualizava minha figura com um pequeno sorriso e os olhos afiados. Ao retirar uma maça de sua cintura – um porrete de ferro com uma esfera coberta de espinho situada em uma das extremidades da arma –, a levou diretamente a meu rosto... Seria a morte, se não fosse ele.

    Um segundo antes da primeira ponta afiada de metal da arma penetrar meu rosto e esmagar meu cérebro, um gigantesco machado de lâmina branca acertou a parte lateral da cabeça de meu agressor, esfolando seu elmo de plumas vermelhas e destruindo sua face, derrubando-o seco e imóvel no chão ao meu lado. Segundos depois, o grande machado continuava passando a frente de minha visão, cada vez mais vermelho e brilhante, derrubando outros corpos à minha volta; e, quando finalmente parou, uma mão protegida por uma luva negra me retirou do delírio e me acordou das fraquezas.

    - O que foi, cavaleiro? Não consegue mais lutar?! – perguntou pejorativamente o homem que me salvara, colocando a minha espada em meu peito.

    Não respondi, apenas segurei com firmeza a espada e parti para cima de um dos inimigos.

    Lutamos lado a lado durante horas naquele campo de batalha: Eu, empunhando minha espada e meu escudo retangular de ferro, ajudava nos ataques e defendia-nos das flechas oportunistas que caiam; e ele, com o gigantesco machado de duas mãos, matava duas ou três pessoas a cada golpe.

    - POR TIBIANUS! – gritávamos em uníssono a cada alma que ceifávamos, contagiando a todos e, aos poucos, espalhando os gritos de guerra ao rei por todos os cantos de nosso exército.

    Os corpos dos inimigos caiam com mais freqüência, fazendo o outro exército ceder e, quando a primeira lâmina penetrou no peito do primeiro arqueiro, a vitória já estava consumada. O grito de vitória ressoou por toda a planície bicolor quando nenhuma alma adversária residia em terra, ecoando por toda sua extensão e atordoando os dois irmãos, Fafnar e Suon, que brilhavam imortais no céu.

    - Bom trabalho. – falou o companheiro de batalha ao retirar seu elmo que cobria toda a cabeça e ao descansar o grande machado no chão. Seu cabelo e olhos negros eram bonitos mas, seu rosto, não era um dos mais agradáveis.

    - Foi um prazer e, obrigado. – retruquei com um sorriso no rosto, embainhando minha espada.

    - Qual o seu nome, cavaleiro?

    - Sir. Ludain de Fíbula. E o seu?

    - Sir. F... – sua resposta foi interrompida pelas cornetas que tocaram. Era, finalmente, o som da volta para casa, o som para a glória e para uma esperança de paz.




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  6. #6
    Banido Avatar de Hovelst
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    Sem comentários...Não posso fazer outra coisa senão te elogiar...Não vi erros...
    E a história está muito bem escrita....Cara, sou seu fã...:riso: ...A narrativa está boa...No começo não entendi ela...Porque parecia estar na 3 pessoa...Daí passa para 1 pessoa...Daí caiu a ficha...Você faz o que eu não consigo fazer na primeira pessoa, e talvez nem na 3 pessoa....

  7. #7
    Avatar de Ayakumus
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    A descrição foi feita de jeito meio que "por cima", mas encaixou-se perfeitamente no contexto que visava a visão (o.0) de um único homem dentro da batalha.

    Não me lembro de ter visto erros de português, mas vou deixar que alguem mais entendido que eu os procure.

  8. #8

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    Tá bom mesmo eu não gostando de rps de tibia

  9. #9
    Avatar de EvilerShinobi
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    muito bom rp... espero mais caps

  10. #10
    Avatar de wicht'druid
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    Wink

    Rapaz, cadê o capitulo ae Tio?
    To esperando e sei que você está trabalhando nele, então, acho que só me resta cobrar, e também, matutar com a minha própria história...Esperando seu capitulo anciosamente.
    Wicht.

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    Última edição por wicht'druid; 08-08-2007 às 17:08.
    Um dia um homem me falou que a vida é um simples prazer em estar vivo! A partir deste dia aprendi a viver
    leiam the best
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    Ataquem me pedras, com toda a força do teu coração eu lhes peço, pois com elas construirei meu novo caminho



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