A questão não é ciume da humanidade e sua adoração. Deus foi o criador, respeita-lo não é uma exigencia, mas uma obrigação.
A questão não se resume facilmente em ciúmes. Veja que Deus havia plantado um jardim, mas segundo a bíblia, o jardim foi invadido por uma espécie, descrita na bíblia como uma serpente que "Andava em pé", já que como castigo por ter influenciado negativamente o homem, ela passou a rastejar. Toda a odisséia humana se resume nos primeiros versículos de Gênesis, quando menciona o ato da serpente em desvirtuar o ser humano. Note que espiritualmente, a desobediencia de Adão gerou dois filhos, Abel e Caim. Esta história é uma revelação de que não existe na terra uma raça humana, dotada de mesma natureza, mas uma raça humana com duas naturezas: uma, a de Abel, e outra a de Caim. A história de Abel e Caim e seus descendentes pode ser entendida como uma alegoria ou como verdadeiramente acontecido, dependendo do contexto. A mensagem que a bíblia passa com a história destas personagens é que um ser, metaforicamente descrito como uma "Serpente" ou "Arvore do Conhecimento" desvirtuou a raça humana, fazendo nascer de uma mesma mâe duas qualidades humanas, raças ou naturezas. Basta observar os descendentes de Sete, que tomou lugar de Abel: pastores pacificos das montanhas. Já os descendentes de Caim: inventores, guerreiros, artitas, intelectuais. Portanto, quando falamos de Deus e a humanidade, devemos lembrar que existe os Filhos de Deus e "os Filhos do maligno", tal como descrito em passagens bíblicas, mesmo que descontextualizadas do tema que descrevo.
Portanto, Deus tem uma obrigação com um povo desta terra, a qual ele conheçe. "Ah, mas Cristo morreu por todos". É verdade, ele faz nascer o sol sobre os maus e os bons, como diz a parabola do semeador, mas aquele povo descrito em Gênesis, como pacíficos pastores, continua até hoje, pois Deus não permitiria que a descendencia de Sete ficasse sem representantes. E a Serpente "Que andava em pe" de Gênesis, "Enki", o deus do conhecimento, da ciencia, também tem seus representantes. Se na epoca do Genesis bíblico, os descendentes de Caim - uma alegoria para descrever os descendentes da própria "Serpente" (Enki) - eram assassinos, doutos, guerreiros, a existencia desta espécie de gente hoje demonstra que tanto Deus quanto a "Serpente" - em apocalipse chamado de Dragão, a antiga serpente - mantem representantes. Por isto que Deus não é ciumento, já que os seus já são seus, mesmo que minoria, os da Serpente são da Serpente. Deus não tem ciumes dos filhos da Serpente não adorá-lo, mesmo ele tendo se sacrificado por todos.

