Estou começando a ler sua história, e está simplesmente perfeita, é muito bacana o jeito que você escreve, os detalhes, tá muuito bom, muito bom mesmo!
Você tem meus infinitos parabéns de coração! :y:
Versão Imprimível
Estou começando a ler sua história, e está simplesmente perfeita, é muito bacana o jeito que você escreve, os detalhes, tá muuito bom, muito bom mesmo!
Você tem meus infinitos parabéns de coração! :y:
Nussa mano, seus caps são gigantes! haha
Vou começar a ler o Capitulo 4 - Terra Nova pt. II, ainda devo estar no começo.
O que posso dizer por hora é que eu espero de verdade que você tenha trabalhado os dois mundos simultaneamente nos caps e que um dia, eles se unam novamente, se já não se uniram, sei la. Até aqui, o ritmo que as coisas andam está bem frenético, mas tem que tomar cuidado pra não deixar brechas na história, ou deixá-la longa demais. Acho que a formatação do texto também ajuda, mas enfim, ainda estou no começo, nem sei por que estou falando! Hehe.
Mas gostei do que vi, vou continuar a ler.
Opa, e ai?
Enfim, comecei a ler sua história agora, estou no capítulo dois ainda :fckthat:, e pelo jeito vou ter muita coisa para ler, porque já tem 31 capítulos :o
Mas enfim, vim deixar um post solidário e também para lhe dar os parabéns por mais de um ano de história \o
E pelo que eu li até agora, eu estou gostando bastante da história, parabéns =D
Falaews finalmente consegui ler o cap e vim comentar agora re.
Achei muito legal a parte com as rochas, bem bolado, teve uma ou duas vezes que você comeu umas palavras...
Agora que modafucka magia eh essa? O rei viro cavalero do zudyako? Orra se desse pra fazer nos obesos daqui.. :biggrin:
Daorah o caps!
E aí galera, firmeza?
Então, venho informar que no domingo devo terminar o capítulo e postar aqui, e também no mesmo dia eu respondo os comentários. É que amanhã irei começar a arrumar minha página do Facebook sobre Age of Empires. Então, ficarei um pouco ocupado e não poderei continuar o cap D:
Bom, é isso. Espero que continuem aqui comentando e acompanhando :D
~Carlos
E aí galera! Venho deixar um "comunicado" a vocês...
Esqueci de avisá-los que meu computador voltou com aquele antigo problema do cooler, do qual a peça parou de funcionar e o computador já não está funcionando de novo. Devo levá-lo a assistência técnica amanhã e verificar se posso trocar o cooler por outro, e caso não der, meu pai terá que comprar um novo pc. E isso vai me desmotivar, pois o novo cap estava quase pronto e tinha uma porrada de coisas importantes lá. :/
Mas acredito que posso trocar o cooler. Se der, torçam para que eu consiga resolver o problema! :D
Peço que alguém evite que eu faça um triple post, por favor... Pois meu próximo post vai ser ou um comunicado de novo, ou o novo capítulo! :D
~Carlos
Tenso viu :pokerface:
Resolve tudo ai e volta com os Caps :sanguine:
É galera... Comunicado again :fckthat:
Bom, recebi meu computador ontem, mas parece que o técnico é burro, sei lá, por que eu fui testar ontem e estava até pior que antes, que só travava o computador inteiro e agora simplesmente desliga depois que inicia. O pc foi levado de volta pra assistência e meu pai ligou a algum tempo atrás pra lá hoje, o resultado é que parece que o troxa não mexeu ainda lá e temos que esperar até amanhã ainda pra ver se tá resolvido e se ele vai voltar pra cá.
Quando voltar, tentarei escrever o capítulo.
O mais foda é que eu prometi que o meu milésimo comentário seria postando um novo capítulo aqui, e do nada vejo que já estava no 1000, sendo que tava no 999, aguardando o próximo o.o
Algum post meu no OFF foi liberado e a promessa foi arruinada :/
Mas enfim, feliz milésimo comentário pra mim! :yupi: :yupi: :confete: :confete: :balao: :confete: :confete: :yupi:
~Carlos
Bom...(Comentário acima foi desnecessário, eu sei, talvez... Mas dane-se o double post, pois como eu disse a um bom tempo atrás, o tópico é meu! :D :D)
Podem desfazer suas carinhas tristes, por que...
EU VOLTEI! :confete: :confete: :yupi: :yupi: :yupi: :confete: :bolo: :confete: :balao: :confete: :yupi: :confete: (pq ele não para? :() :yupi: :confete: :confete:
Chega.
Após quase 3 semanas sem computador, retornei para botar meus planos para a seção de volta. Eu sou agora o novo líder dos GMs, e possivelmente isso vai pegar uma boa parte do meu tempo. Portanto, no sábado recomeçarei o novo capítulo, onde teremos:
Batalha George, Banor X pumin, taffariel
Final do desafio da Torre Negra
Revelação do plano para fazer um novo portal para Sensaton
Aguardem!
~Carlos
Olá,
Hoje decidi fazer um remake desta história. Já o postei, está com o título antigo e um novo prólogo. Amanhã postarei os capítulos um e dois, e este tópico será fechado.
Obrigado por todos os comentários. Agora, este tópico fica para a história da minha vida neste fórum, principalmente por ser o primeiro que criei. Espero que vocês leiam e curtam a nova história ;D
Link
~Carlos
Welcome back, Carlos. :)
Em caráter excepcional estou reabrindo o tópico para que a história possa prosseguir. Boa leitura a todos!
Valeu Elfo!
Bem pessoal, primeiramente, boa tarde. Sei que acabei largando a história pra fazer um remake que nem continuei e que isso foi uma mancada, mas tive motivos. Um deles é que eu estava realmente ficando sem vontade de escrever, começando a perceber que eu não tava escrevendo bem e cometendo vários erros... A prova disso foi quando fiz o meu conto pro Torneio nas eliminatórias. Levei uma porrada de 6x1, fiquei nervoso e envergonhado de mim mesmo e me afastei da seção, do Word, da escrita, da literatura... Então, após um bom tempo, larguei isso e comecei a voltar a me aproximar da literatura.
Primeiro, comecei a ler livros. Primeiro, comecei a ler Assassin's Creed - Renascença, já que estava me aproximando mais da série, que me parecia bem interessante. Depois continuei lendo, dessa vez lendo o segundo livro, Irmandade. Depois, comecei a ler Jogos Vorazes, já que ganhei a trilogia completa de dia das crianças(Meu último presente de dia das crianças :fckthat:). Após terminar de ler, continuei lendo Assassin's Creed, dessa vez lendo o último livro que tem Ezio como protagonista, Revelações(Do qual me emocionei no final, mas não, não chorei), e já tinha percebido que a leitura melhorou um pouco meu modo de escrever.
Durante esse meio tempo de leitura, fiquei escrevendo alguns textos, mas cheguei a não finalizar outros. Terminei um do qual postei aqui na seção(Andarilho, se quiserem posto o tópico aqui) e depois de uns dias, terminei o capítulo que planejava pra volta da minha história. Esperei o Torneio acabar pra voltar com ela, e assim fiz.
Ano passado, eu ainda continuava firmemente com esta história. Eu disse que ia deixar pro dia 22 pra postar capítulo, mas... Como tinha dito, fiquei sem internet até a segunda semana de janeiro, mais ou menos. Hoje, volto com a história, sem ligar se vão ignorá-la ou não. Mas sim porque foi através dela que entrei no mundo da literatura, e é por ela que continuarei até me tornar um escritor e publicar meus trabalhos para todo mundo. Compartilhar minha imaginação, minha criatividade, meus pensamentos e opiniões, todos em livros que escreverei no futuro. E espero que vocês possam lê-los e dizer para mim o que acharam; se acharam uma merda, ruim, bom, legal, excelente... Bem, vai da opinião de vocês. xD
Essas são minhas palavras de retorno. E não ensaiei isso nem pensei nem nada, tudo que escrevi aqui é natural, vindo da mente do nada. Enfim, é isso. Não quero estender muito. Só quero agradecer a todas as pessoas que me acompanharam durante o período que escrevi esta história. Devo uma pra vocês. ;)
Agora, vamos ao capítulo de retorno!
No capítulo anterior...
Jack, Watson, Skinner e Lokan chegam ao último andar da Torre Negra, agora num desafio de atenção, onde rochas e pedras enormes saem de buracos em alta velocidade apenas para atacar a pessoa que estiver no andar. Após correrem da primeira parte, agora estão presos na segunda parte, tendo que passar por mais rochas, pedras, espíritos de pedra e armadilhas, até chegar ao Espírito Negro, que dará-lhes a Arma Branca. Em Sensalia, o Rei Searos V usa um feitiço antigo para trazer de volta a sua antiga forma de cavaleiro para comandar suas tropas até o Acampamento de Sangue.
Capítulo 31 – Presságio da Salvação pt. IV
Luzes eram vistas ao longe. O chão tremia. Tudo acontecia por perto do Acampamento de Sangue, que não descansava enquanto a energia de George e seu possível pai, Banor, se mantivessem ativas. A maldição no ar parecia só aumentar, quando na verdade estava diminuindo, pois os incansáveis demônios agora pareciam finalmente cansados. Técnicas e magias de Banor jamais vistas eram usadas com força contra os Ruthless, enquanto eles usavam e abusavam de suas habilidades, aproveitando-se de cada brecha do inimigo.
A batalha parecia não acabar. George estava muito cansado. Banor não aparentava nada. Os demônios iam perdendo força e fôlego. Os dois lados não caiam, mas sofriam com o golpe de um contra o outro. Até que, certo momento, os demônios tentam usar alguma manobra de convencer o semideus a partir.
[Pumin] — Banor, desista. — Disse enquanto levantava-se após um lançamento da primeira espada de Banor sobre seu peito — Eu odeio fazer isso, mas acho que logo Uman possa vir, e isso com certeza causará certo impacto no mundo de Tibia. Pois, pensando bem, Uman está com todo o peso dessa humanidade nas costas, pois Fardos sofre com algum tipo de feitiço extremamente poderoso, que foi capaz de extrair sua energia boa, o forçando a trancar-se. Se Uman deixar o Tibia para vir te buscar, ninguém jamais saberá do que Zathroth será capaz de fazer...
[Banor] — Tente convencer-me o quanto quiser, Pumin — Prepara a espada para novo golpe — Mas não me tirará daqui.
[Pumin] — Idiota, você não pensa nos fatos? Uman deve estar procurando você no Plano Divino, e você está aqui, defendendo este guerreiro anormal a quem você chama de filho, sendo que nem as pernas da mãe dele você abriu! Parta logo antes que sua atitude medíocre de puro orgulho faça um mundo cair!
[George] — O que você falou da minha mãe? — Vociferou George, partindo para um golpe direto com extrema força, após convocar a magia “Fúria de Sangue” para reforçar suas habilidades físicas. Pumin tenta desviar, mas George para com apenas a perna direita no chão e avança novamente sobre o demônio, saltando de lado, com a espada ainda tentando penetrar na carne do cultista possuído. Taffariel, percebendo a distração, puxa George com força extrema, enquanto duas coisas esquisitas, parecendo estacas ou alvos de treino, levantam-se do chão com lâminas próximas de sua forma prontas para dilacerar o que quer que seja. George não consegue segurar a pressão psíquica e é puxado até a demônio, e é pego por uma das estacas, que o paralisa com o que parecia ser braços na altura da metade do corpo do homem, e o ameaça com as lâminas na região do pescoço, que dividem-se como um braço. Banor ia avançar quando aquela coisa aproxima ainda mais a lâmina da garganta do homem, ameaçando cortá-la.
[Pumin] — A raiva cega os homens — Disse, em um tom irônico — Essa é a melhor armadilha que você pode fazer para o caso deste... Er... Bom, não há muitas palavras para descrever seu filho.
Taffariel não deixa de soltar um risinho irritante, bem agudo. Banor cerra os dentes, revoltado.
[Pumin] — Essas, digamos... Ferramentas, são chamadas de Fatiadoras Mortais. Não há como destruí-la, assim como não há forma de se libertar delas. Bem, essa é a minha oferta. Ou você volta para o Plano Divino, ou o seu filho anormal morre.
[Banor] — Isso é sujo demais, Pumin. Mas o que esperar de um demônio servo de outro demônio que acha que o poder é tudo?
[Pumin] — Sujo é você vir aqui ajudar este monstro. Ele está apenas tentando ganhar tempo encima de nós para o irmão e o outro demônio que os acompanha derrubar a Torre Negra para pegar a Arma Branca. Mas não vão conseguir. Não enquanto essa maldição continuar no ar.
Banor foca sua visão em George, estático, sem mostrar um movimento sequer, possivelmente paralisado por algum veneno ou algo do tipo liberado em suas veias pela arma de Pumin. O ser divino sente imensa pena, e culpa por ter partido do plano enquanto Tibia encontrava-se numa situação desesperada numa balança. Até que surge uma ideia, e volta o olhar para Pumin, decidido.
[Banor] — Você venceu. — Apesar de ter uma carta da manga, sentiu imenso pesar por dizer isso para seus inimigos. Sentiu-se humilhado. Mas isso fazia parte, para enganar os demônios. Não seria difícil. — Solte-o. Estou voltando.
Ao dizer isso, suas asas se abriram e um pequeno brilho começou a surgir nelas. Pumin abriu um sorriso de orelha a orelha, satisfeito pela escolha de seu oponente. Logo, Banor começou a sair do chão, com as asas a bater lançando um pequeno vendaval. Em uma velocidade devagar, ele ia ao céu, com as espadas voltando as suas bainhas. Ele deu um sorriso para George, que não mostrou nada além de virar os olhos. Estava realmente paralisado.
Logo, Banor alçou voo pelos céus, brilhando como uma estrela cadente. Em pouco tempo, desapareceu do céu. George sentiu o efeito do veneno sumir, e com habilidade soltou-se da arma de Pumin e correu para onde Banor tinha ido. Por que ele sairia dali sem falar nada? Um pai que desafiou os deuses anciões para vir proteger o filho partiria sem falar uma palavra? George por um momento manteve-se em pensamentos, decepcionado, mas logo ouviu os risos de Pumin.
[Pumin] — Acabou para você, guerreiro. Diga-me em que parte da torre seus amigos estão, e tudo isso acaba.
George manteve o olhar firme, virou-se e, com um olhar desafiador, disse:
[George] — Isso só acaba quando eu parar de respirar. — Após terminar de falar, novas espirais surgiram em sua mão, e sua espada, que parecia ter sumido, reapareceu em suas mãos, cercada pelas espirais espirituais com pontas esféricas. Mas, o que ele pensava ter ido embora, não foi.
Novamente um brilho poderoso surgiu do céu junto de uma pequena explosão, e rápido como um raio, algo apareceu em direção aos demônios. Logo, foi visto que aquilo avançava até Taffariel, que estava estática frente a tamanha rapidez. Logo, uma espada de lâmina longa atravessou-lhe o corpo, da região da barriga até o fim do tronco, possivelmente destroçando uma ou mais vértebras. O ar, um pouco rarefeito pela quantidade de maldição, começou a melhorar, e a noite nublada, dando destaque apenas a grande iluminação da lua, passou a mostrar uma boa melhora. Parece que o golpe fora realmente eficiente.
Taffariel tenta se livrar da espada, que estava na mão de ninguém mais que Banor. Este virou ainda mais a espada, aprofundando a ferida. Logo, a demônio perdeu seu equilíbrio e caiu, enquanto ao mesmo tempo a espada de Banor era puxada de seu corpo. Ela cai no chão, com um enorme buraco na barriga, causado pelo ataque.
Banor virou-se para George e apenas disse:
[Banor] — Boa sorte. É o que pude fazer por você, e o que não tive oportunidade de fazer durante a batalha. Tente resistir um pouco mais, é importante, para que Jack e Watson consigam alcançar o final da Torre Negra. É o que lhe peço.
George assentiu duramente, porém, determinado. Logo, Banor abriu as asas e alçou voo pelo céu nublado, porém escuro da noite. Por um instante, silêncio, às vezes interrompido pelos gemidos de dor de Taffariel, por mais que fossem baixos.
Pumin olhou pasmo para o que havia acontecido. Logo, voltou o olhar para George, que já segurava suas armas, preparado, e apenas disse:
[Pumin] — Somos só eu e você agora.
Próximo: Capítulo 32 - Últimos minutos.
Este é o capítulo do retorno! No próximo teremos a última fase da Torre Negra e a revelação do que a Academia de Edron fará para fazer o portal de acesso a Sensaton. O que será? :o
Espero que voltem a acompanhar a história, pois tá difícil de não continuar lendo-a na parte em que está. ;)
~Carlos
Caralho, faz um ano e mais uns meses que postei o capítulo e ninguém comentou ainda...
Mas ainda estou na esperança de terminar esse maldito livro e quem sabe deixar uma história memorável para essa seção, quem sabe.
Bom, olá pessoas. Neste domingo, decidi retornar com a história, após tanto tempo. Estava jogando meus amados jogos da Steam que nunca joguei desde março, mas por um vacilo, perdi o meio de jogá-los. Decidi então voltar a escrever, e então, reviver essa história. Passei o dia inteiro escrevendo esse capítulo, havia começado duas páginas do Word ontem e terminei todas hoje, finalizando com nove páginas do Word. Então amiguinho, se resolver ler esse capítulo, reserve um tempo antes, prepara pipoquinha, uma boa bebida, acomode-se na cadeira, na cama, no sofá, no chão, na sua mãe, qualquer lugar. Esse capítulo é longo, mas eu garanto que ele mostra que eu consegui evoluir mais em meu exílio, e continuarei melhorando.(No entanto, estou enferrujado)
Espero que gostem. E por favor, comentem. Vai ajudar a eu continuar essa história.
(E claro que tive de reservar esse capítulo pra minha mensagem nº 1500 deste fórum, né? Senão, não teria graça.)
No capítulo anterior...
A luta entre George e Banor contra Pumin e Taffariel chegou ao ponto de envolver trapaças e ataques surpresa tão bem planejados que dois foram tirados do combate: Banor forçado a ir embora, e Taffariel sendo gravemente ferida por Banor. Agora, George precisa segurar Pumin a todo custo, para continuar dando tempo para a Arma Branca ser pega.
Capítulo 32 – Últimos minutos.
Torre Maldita
Ao mesmo tempo do recomeço da luta entre George e Pumin
Jack estava na frente, seguido por Watson e, aos tropeços, por Lokan e Skinner. Jack sentia que seu irmão corria grande perigo e que sua vida poderia ter sido ceifada naquela altura. Não ligava nem mesmo pras várias rochas saindo pelos buracos e aberturas da sala rochosa, nem pros incríveis gigantes de pedra que saiam de dentro das altíssimas rochas que quase tocavam o teto – cujo estava a 12 metros de altura dos heróis – e nem mesmo sentia o bem estar de seus amigos. Pensou nisso de relance e tirou sua besta Ironworker das costas. Sacou um dardo de dentro de uma bolsinha em seu cinto, onde guardava sua munição, e disparou para uma rocha que estava prestes a acertar a cabeça de Skinner. Escalou um gigante pulando em seu joelho e agarrando-se em seu tórax, e em seguida acertou um tiro em sua cabeça, explodindo-a em várias pedrinhas. Saltou para uma grossa estalagmite na ponta dos pés e dali acertava apenas a cabeça de quatro gigantes em seu caminho. Então saltou para uma rocha em movimento, chegou ao chão, rolou e parou um pouco com o joelho esquerdo no chão.
Seus amigos pareciam pasmos com sua habilidade.
[Watson] — Por que eu nunca vi você com tanta habilidade?
[Jack] — Pois não achei necessário fazer isso. Até agora, claro. Bom, vamos mais rápido, por favor? — O respondeu, levantando-se e continuando com seu pique, desviando de pedras e atirando em outras, demonstrando habilidade com os dardos sendo sacados e colocados na besta.
Os três trataram de ir mais rápido, mas as pedras os preocupavam. Pelo menos, seguindo a rapidez de Jack, eles conseguiram chegar a metade da sala. Permaneceram correndo, dessa vez com cuidado com uma estranha tremedeira surgindo de alguns cantos adiante. Estalagmites pequenas, porém afiadas, foram tomando conta do cenário, além das paredes estarem com mais buracos e aberturas ainda, mantendo a potente saraivada de rochas agora redondas até o outro lado. Até que Skinner pisou em um terreno um pouco estranho, e este estourou em várias pedras, lançando-o para o alto. Com ótima rapidez, Lokan o salvou, usando uma magia de manter o alvo levitando. Dali, o trouxe de volta ao chão. O resto parou.
[Lokan] — Tudo bem com ti, Skinner?
[Skinner] — Tô ótimo — Disse limpando o monte de pó de pedras acumulado em sua cota de malha com as mãos — O que diabos foi aquilo?
[Lokan] — Campo minado. Daqui pra frente, o chão será assim, justamente para nos matar.
Skinner olhou ironicamente para Lokan.
[Skinner] — Aquilo não machucava nem uma criança! Dá pra explicar melhor, professor? — Indagou, brincando com o jeito sempre correto de falar de Lokan.
[Jack] — E o que seria campo minado?
Por um instante, Lokan se sentiu o mais inteligente daquela sala.
[Lokan] — Bom, tibiano, campo minado vem de um tabuleiro comum de nosso mundo, de mesmo nome, onde dois jogadores jogam, sendo um o mestre e o outro o desbravador. Sem o desbravador ver, o mestre coloca pequenas pedras explosivas, que se chamam minas, em algum dos campos das 62 casas do tabuleiro. São 30 minas, o desbravador deve encontrar o caminho certo na sorte para o outro lado, movendo-se apenas uma vez por turno. O turno do mestre é quando ele revela se o desbravador chegou a uma casa com uma mina, e se ele o fizer, o desbravador perde. Vence aquele que conseguir 10 partidas ganhas.
[Jack] — Interessante... Mas eu ainda não entendi a relação disso com nossa situação atual! Seja mais claro, o tempo está passando!
Lokan suspirou pesadamente, triste com a situação.
Lokan] — Quero dizer que o campo a frente está minado e que se pisarmos num lugar com uma mina, ela irá estourar como do jeito que aconteceu com Skinner. Elas podem ser muito fortes e machucar a nós, ou nos lançar diretamente pra essas estalagmites no chão. — Apontou para as muitas pedras finas e curtas, porém, mortais, pelo chão da sala.
Agora tudo estava claro para o resto do grupo. Caminhar devagar e atentamente era o objetivo agora.
O chão parecia prever várias formas de matar seus desafiantes. Hora tremia levemente, hora soltava uma borrifada de fumaça por um de seus buracos, assustando os visitantes. Cada passo era calculado e tenso. Seus passos arriscados e tensos iam os distanciando da metade da sala aos poucos, mas não sentiam que isso era uma coisa boa.
Estavam a 600 metros do fim da sala, onde estava a plataforma de paralelepípedos negros, o portal composto por espirais negros, e as pedras redondas a fazer os movimentos dos espirais ao contrário. Skinner fez um passo, mas este fazia o chão tremer levemente. Recuou e seguiu para o outro lado da afiada estalagmite próxima daquele chão minado, estando ao lado de Watson. Os dois arriscaram um passo a frente, mas também estava minado, tremendo novamente. Com Jack e Lokan, foi o mesmo. O campo a frente estava todo minado.
Skinner ia fazer um comentário sarcástico, mas o que o fez se calar foi uma estranha tremedeira de mesmo tipo atrás deles, mas um pouco diferente. As pedras no chão se remexiam, as estalagmites tremiam, o chão parecia querer desabar, ou dar lugar a outra coisa. Foi então que as estalagmites do local que tremia simplesmente quebraram e as pedras afundaram para dentro do chão rochoso sem explicação.
Emboscada.
Seis elementares de terra pularam do chão, levantando altas quantidades de poeira e pedregulhos, criando até mesmo uma chuva com as menores. Aqueles eram maiores que o normal, tinham olhos completamente negros e vários ornamentos de cor igual espalhavam-se por seu corpo de terra, decorado por incontáveis vinhas e cipós. Não eram elementares comuns.
Um deles socou o distraído Skinner, o lançando para a parede a esquerda. Outro socou Lokan para bem longe, mas o local onde caiu estava livre de minas. Parecia que o assunto deles era com Jack e Watson.
[Elemental] — Vocês chegaram longe, bem longe. Mais do que qualquer ser humano dessas terras. Meus parabéns, mas sinto ter que acabar com isso. — Disse o primeiro Elemental dos três a direita, com uma voz espectral e macabra.
[Elemental] — Somos parte do exército de almas caídas formadas com a maldição poderosa que está no ar esta noite. Esta noite é muito especial, e cada decisão de vocês mudará o destino de Sensaton para sempre. — Disse o segundo a direita, com voz semelhante.
[Elemental] — Por fim, nós estamos ajudando Pumin. As almas são dele, já que seus torturadores das trevas são os responsáveis por dar aquele belo tratamento infernal a todas elas. Nós, bem, estamos acompanhando a caravana. E impedindo que usem a arma desta torre para matar nosso mestre. — Disse o terceiro e último.
— Preparem-se para morrer! — Disseram os elementares em uníssono, e em conjunto avançaram contra Jack e Watson.
Um turbilhão de pedras formaram uma tempestade em volta de Jack, o lançando para cima, e em seguida, um grande cipó se amarrou nele e o puxou para baixo, exatamente na parte das minas, fazendo uma delas explodir sob suas costas e fazer vários fragmentos penetrarem sua pele. Watson sofreu com um poderoso murro, e em seguida amarrado por um cipó, puxado de volta e tendo a barriga aberta pelo braço do segundo Elemental a esquerda, que estava na forma de uma estalagmite de pedra. Apesar da imensa dor, Watson quebrou o braço do monstro mágico, regenerou-se rapidamente e disparou um grande projétil de fogo púrpura contra o mesmo, lançando-o longe. Skinner correu em auxilio de seus amigos, e Lokan levantava-se e usava uma série de projeteis santos para ir destruindo as minas em seu caminho. O chão estava tremendo, sem explicações, apesar de levemente. Não podia ser por causa do confronto com os monstros. Enquanto Lokan e Skinner tentavam os alcançar, o confronto ia se estendendo e os outros dois perdendo domínio de luta.
Agora estavam a 500 metros. Skinner os alcança e tenta cravar sua espada num dos poderosos elementares, mas este é lançado para longe novamente por uma força inconsciente presente no inimigo. Lokan continuava tentando alcançar eles, sendo impedido por uma mina que este não percebeu e o lançou para mais longe. Jack decidiu guardar sua Ironworker e sacar sua Besta Gigante, puxando sua estranha alavanca para baixo e colocando um dardo gigante e azul de seu cinto, do qual este sempre recolocava o dardo pego em seu lugar. Carregou a besta e atirou na cabeça do terceiro Elemental a esquerda, que explodiu e fez seu corpo cair no chão e desaparecer em pó. Um a menos.
Watson tomou a frente de Jack, carregou suas chamas púrpuras demoníacas, espalmou as mãos e lançou um projétil maior sob o primeiro da esquerda. A chama do projétil continuou se espalhando através dos ornamentos negros do monstro, destruindo-o por dentro e o reduzindo a pilhas de pedras marrons. Menos um.
Watson é derrubado no chão e lançado pra cima por uma mina, enquanto o primeiro da direita acerta um golpe na Besta Gigante da mão de Jack e a lança para longe, fazendo-a se quebrar numa estalagmite, dessa forma, destruindo os dardos que usava para carregá-la. Jack fica furioso, mas não tem tempo para revidar; Levou um projétil de pedra no rosto, e em seguida um poderoso murro do segundo a esquerda, sendo lançado para longe. Watson cai próximo de Lokan.
Apenas 300 metros. Os elementares simultaneamente saltam de onde estavam e chegam aonde os heróis tentavam se levantar e se recuperar. Determinado, Watson gera uma poderosa lâmina flamejante, enorme e intimidadora, afastando alguns dos elementares. Lokan levanta-se e conjura uma enorme cruz dourada de sua mão, e a soca com a mesma, em direção dos elementares. Ela acerta o segundo da esquerda e o reduz a pó. Menos um.
[Elemental] — Ótimos golpes. Vocês são habilidosos e fortes. Mas não conhecem essa torre melhor do que nós.
Então, simplesmente várias colinas subiram do chão em vários lados e se abriram, gerando gigantes de pedra, com grandes rochas em suas mãos já prontas para serem lançadas.
[Lokan] — Muito bem, Skinner, fique ao meu lado para me ajudar a eliminar esses gigantes. Vocês devem lidar com os espectros. Isso vai acabar.
Jack assentiu e a dupla sensatana ficou de frente para o caminho para a plataforma, e a dupla tibiana de frente pros elementares espectrais. Watson avançou com a lâmina e usou ela para cortar o braço do terceiro a direita, que também ia na direção deles. Jack pegou sua Ironworker novamente, a carregou e disparou contra o primeiro da direita. O tiro refletiu, e Jack decidiu ser mais direto e agressivo.
[Jack] — Utito Tempo San! Exori Gran Con! Exori Con!
Várias vezes pronunciou essas palavras, a fim de derrubar um dos elementares. Mudou a trajetória dos tiros para o segundo da direita, enquanto o terceiro era tombado pela ágil lâmina de Watson. O feiticeiro bateu o pé no chão e uma longa fila de espinhos de fogo púrpuro avançou contra o segundo, abrindo-o quase ao meio, e em seu coração, Jack conjurou uma Grande Lança Etéril, e assim o explodiu em vários pedaços. Só mais um. Enquanto isso, três dos sete gigantes de pedra caiam, e então Skinner e Lokan avançavam, com cuidado para não estourar nenhuma mina, enquanto a dupla tibiana os seguia.
200 metros. O último Elemental era bem mais forte que os demais, e este decidiu aumentar seu tamanho e força. Um novo tornado cercou Jack e o levantou pra cima, para que então o Elemental pudesse acertar um poderoso soco com sua mão gigante, compondo quase todo o diâmetro do corpo do paladino. Watson saltou em sua direção e socou a região de sua barriga, e seu segundo soco tremeu o Elemental. Este deu um tapa no homem, como se ele fosse uma mosca insistente. Jack permanecia no chão, tentando se recuperar.
[Elemental] — Fraco. Seu irmão é bem mais forte que você. Ou talvez não, graças a este poder crescendo dentro de você.
[Jack] — Está falando do quê? — Perguntou, enquanto tentava se levantar.
[Elemental] — Do seu poder, claro. Você é uma falha de Banor. Você é um daqueles que aquele ceifador, dos portões de Devovorga, busca todos os dias para levar ao seu lar, e assim, puni-lo como uma barata tendo suas patas retiradas.
[Jack] — Não sei do que está falando. — Enquanto isso, um novo gigante caia sob o poder da estranha magia de Lokan, que conjurava uma enorme cruz. Jack sentia um estranho ódio subindo pelo seu corpo, fazendo ele se por de pé.
[Elemental] — Saberá na hora certa. Quando você ver o seu irmão morto lá fora.
Jack empalideceu. Sentia que a luta foi um atraso. Lembrou-se do sentimento do irmão caído. De repente, saiu em disparada, atrás do portal negro e da plataforma. Usava as minas para ganhar impulso pra frente. Pulava dos cantos de cada estalagmite para pisar numa mina e ir mais alto. No seu impulso, destruiu o último gigante de pedra de pé o derrubando no chão. Outra mina o levou até mais próximo da plataforma.
100 metros. Watson levantou-se, viu Jack e rapidamente se teletransportou para o mais próximo dele e levou seus companheiros consigo. O Elemental, furioso, disparou de onde estava, almejando pegar Jack como se fosse a sua própria vida. O paladino já estava muito próximo da plataforma, era inevitável, ele chegaria lá. O Elemental tentava de tudo: Abrir buracos, lançar rochas de todos os lados, fazer redemoinhos de pedras, criar rajadas de vento, mas nenhuma funcionava. Então, Jack chegou até a plataforma, mas seus amigos foram todos empurrados para trás, e enquanto isso ocorria, três pilares de rocha se levantaram, sendo o local onde os três pararam, e onde foram amarrados com cipós apertados. O monstro de pedra finalmente conseguiu fazer ele parar.
[Elemental] — Não tão rápido. Sugiro que saia imediatamente daí, antes que eu resolva dar um jeito nos seus amigos.
Jack abriu um sorriso irônico, olhou descontraído para os amigos presos, e depois para o Elemental, surpreendido com a atitude do homem.
[Jack] — Convenhamos, espectro, você é tão arcaico quanto as pedras que você usa para proteger seu corpo. E nada criativo, também.
Watson também sorriu e com uma força psíquica de seu corpo, destruiu os pilares e levou seus amigos a plataforma. Pasmo, o monstro de pedra não sabia como lidar com aquilo, e enquanto pensava em algo, o feiticeiro concentrou-se em seu peito e o destruiu, e por fim, destruiu todo o resto do corpo com uma explosão púrpura, o reduzindo a cinzas. Estava acabado.
Jack suspirou, Skinner gritou e comemorou a vitória sob os desafios, e os outros fizeram o mesmo.
[Skinner] — Eu sabia, sabia que íamos conseguir! — Disse abraçando o amigo Lokan e ainda gritando.
[Jack] — É claro, desafios fáceis! — Com essa fala, todos eles começaram a rir. No entanto, lembraram dos companheiros mortos, e pararam de rir. Jack decidiu tomar a partida sobre o pensamento dos demais. — Que os deuses os tenham. Eles lutaram muito por nós, nos protegeram, foram honestos e fieis. Guerreiros de honra.
Todos assentiram, um tanto abalados pela lembrança.
Jack se aproximou devagar do portal, enquanto todos observavam os movimentos um tanto agitados daquele portal. Com medo, Jack decidiu tomar partido deste.
[Lokan] — Jack, você é o líder de nosso grupo, o portal quer que você vá.
[Jack] — Foi o que eu pensei. — Disse, com algum receio dele.
Ao entrar no meio do espiral, ele foi ficando mais agitado e as pedras o circundando. Mas algo estava errado. Tudo tremia, e a sala do desafio estava agora lidando com um verdadeiro terremoto, bastante barulhento. De repente, rochas e estalagmites despencavam do teto, e o mesmo ameaçava cair inteiro e se despedaçar junto do solo, que também fazia o mesmo. Uma das pedras redondas que circundavam o portal voou na direção de Skinner, e essa desviou-se para fora da plataforma, e o parou próximo da mesma. Os pés do trio na plataforma se firmaram e o cavaleiro do grupo ficou parado sob o julgamento da pedra, que se transformou no Nightstalker mais forte, anteriormente derrotado.
[Nightstalker] — Criativo o bastante, aberração?
Jack sentia um grande ódio misturado de desespero. Mas nenhum superava o de Lokan, que via seu amigo sob grande perigo.
[Lokan] — O QUE VOCÊ QUER? LARGUE-O! — Berrou, tentando se livrar do firmamento da plataforma.
[Nightstalker] — Minha missão falhou. Preciso de algo para compensar ela, para que minha existência não seja destruída. Sinto muito, mas é uma questão de sobrevivência. E este aqui não tem o direito se meter no novo destino deste mundo. — Aos poucos, toda a sala ia se despedaçando e soltando pedaços colossais de rocha do teto e do solo, e tudo despencava e tornava o terremoto pior, e os barulhos fortíssimos serem insuportáveis.
Todo o solo atrás de Skinner e do espectro caia. Skinner percebeu aquilo e seu olhar era do mais profundo medo e desespero. Lágrimas corriam de seu rosto e de Lokan, e a amizade dos dois desabava e se destruía aos poucos, assim como aquele solo. O nightstalker sorriu, e o pedaço de chão onde estavam caiu, e os levou. E o terremoto ganhou um novo barulho poderoso, triste e profundo: O grito de Lokan ao ver seu amigo sendo levado.
E da tormenta e destruição do andar, um grandioso clarão surgia das profundezas do grande abismo que se abriu na sala. Podia-se ver aquela luz se aproximando e seu poder chegando. Uma energia nunca antes vista estava naquela sala, e o trio, aprofundado num enorme misto de sentimentos, parou para ver a aproximação daquilo que não sabiam que era. Mas só Jack entendeu do que se tratava.
A Arma Branca estava vindo.
Tibia
19 de Maio de 500, 14:22
Edron
A sala de reuniões de Daniel Steelsoul nunca esteve tão agitada quanto agora. De um lado, caçadores do norte de Edron, discutindo a perda de seus lideres, e cobrando compensações; Do outro, lideres e importantes membros da cúpula do governo de Edron e Thais, rebatendo as cobranças dos caçadores. Até que Daniel chegou na sala, acompanhado do regente dos caçadores e de Wyrdin. Sua chegada calou a sala. Cada um sentou em seus respectivos e reservados lugares e então, Daniel começou.
[Daniel] — Caçadores, thaianos, edronianos, entendo suas frustrações e perdas, mas pelo amor dos deuses, coloquem nas suas cacholas que essa não é a hora de cobrar coisas e reparar prejuízos, pelo menos ainda não. Então, por favor, ouçam o regente.
[Steve] — Meu nome é Steve, e agora quero que me ouçam, e de bico calado. — Disse, com bastante seriedade, exalando um semblante estressado. — Perdemos Ferumbras e Spectulus naquela missão falha que levou companheiros importantes e perdemos recursos. Felizmente, foi descoberto que o portal de Yalahar pode voltar a ser usado, mas precisamos de uma fonte de energia. Do mesmo tipo que Ferumbras usava.
[Elth] — Impossível. Os carvalhos brancos que alimentavam o portal de Spectulus foram destruídos, precisamos de outra coisa.
[Steve] — Sim, Sr. Óbvio. Feche a matraca, todos sabem disso — Atacou Steve, fazendo o homem se calar. — Agora, após uma profunda pesquisa da qual levei a madrugada inteira fazendo, finalmente descobri o que alimenta esses dois portais, e o que alimentou o primeiro portal que fora feito pelo próprio Ferumbras. É a energia arcana sombria que Ferumbras estava desenvolvendo. E só ele sabe fazer isso, e mais ninguém. Mas, felizmente, encontrei um modo de burlar isso e usar arcanismo bruto, mas não será fácil. Isso nos levará a Plains of Havoc.
Todos da sala ficaram tensos. Elth resolveu quebrar o silencio.
[Elth] — E o que seria, Sr. Pesquisa?
[Steve] — Não é o que, é quem. Precisamos ir para Plains of Havoc para libertar Fortinbrae, a filha de Ferumbras.
Próximo capítulo: Capítulo 33 - A Queda
E este foi o fucking capítulo do retorno dessa história que é do caralho mesmo!
Comentem o que acharam, falem o que quiserem, se repararam evolução ou algo assim. Ah, esse capítulo conta com algumas revelações; O que achou delas? Comente!
Até o próximo.
Carlos, Saudações!
Como prometido, eis meu comentário. Antes de mais nada, perdoe a demora; só agora que consegui um tempinho para sentar e ler seu capítulo com calma.
Primeiro de tudo, acho que a sua escrita evoluiu comparado aos capítulos anteriores. Você está voltando a escrever o seu melhor de novo, e isso é muito bom. Sua descrição das cenas está boa, dinâmica o bastante para uma luta. Não vou dizer que precisaria ter detalhado mais pois entendi a intenção de alto dinamismo das cenas. Contudo, para as próximas cenas fora de combate, gostaria que você desse uma "respirada" e descrevesse, com mais calma, os detalhes dela.
Em termos de enredo, eu precisarei reler sua história para comentar com propriedade. Está bem avançado, gostei dos personagens e quero ver o que vem a seguir. com o próximo capítulo intitulado "Queda", tenho boas expectativas quanto a ele! Nos próximos capítulos, conforme releio, comentarei com mais detalhes. Espero que continue a escrever e, se Crunor lhe permitir, termine essa história com um desfecho digno dela, seja ele feliz ou triste.
Abraço,
Iridium
Valeu pelo comentário iri-riri, salvou esse tópico deserto que nunca mais teve comentários. Isso que dá levar um livro tão pra frente...
Fico feliz de saber que a minha escrita realmente evoluiu, me inspira a escrever mais e mais. E entendi seu ponto, nas próximas vezes eu cuido para evitar isso.
Espero que goste desse capítulo, que talvez esteja bem melhor que o anterior.
E aqui está o capítulo, povo. O tamanho tá praticamente igual o anterior, mas novamente, dá pra ler rapidamente sem você perceber. Escrevi ele com minha playlist de metal, logo, deu uma boa inspirada.(Uma das maiores surras desse capítulo foi escrita ao som de Holy Wars, do Megadeth)
Espero que gostem.
No capítulo anterior:
Jack e companhia estão na última parte do último desafio da Torre Negra. Dedicados, alcançaram o outro lado passando por saraivadas de pedras voadoras e pelos Nightstalkers transformados em elementares de terra gigantes. No final, o mais poderoso deles conseguiu pegar um deles, sendo este Skinner, e o levar com ele para a morte. Com isso, a Arma Branca é libertada e está vindo para ajudar os heróis.
Capítulo 33 – A Queda.
Sensaton
Acampamento de Sangue, 02:46
Todas as casas do local se encontravam em ruínas. Até mesmo o templo de Pumin já tinha vários pedaços faltando, aberturas e rachaduras. A batalha entre George e Pumin estava mais mortal do que antes. Pareciam dois deuses lutando com ferocidade e selvageria, como se a humanidade tivesse os abandonado.
Após a possível corrente número 88 de Pumin ter sido quebrada pela força de George, a terra levantava-se e tremia com a força equivalente a da luta dos dois. Nenhum deles fizeram aquilo. Então, o guerreiro olhou para sua direita e viu o que parecia uma grande fonte de luz bastante branca saindo de dentro da Torre Negra. Abriu um sorriso que a muito tempo não fazia, enquanto o senhor do desespero via a emoção que compunha seu poder o trair e o dominar.
[George] — Valeu, caras. — Dizia para si mesmo, como se eles pudessem ouvi-lo em seu momento de felicidade e alivio.
[Pumin] — Não, não, NÃO! Impossível! Não... — Enquanto era envolvido pelo desespero, ele ajoelhava-se e colocava as mãos na cabeça, vendo-se sem saída. De alguma forma, ele sabia o que a Arma Branca sabia fazer.
Ao mesmo tempo, a maldição demoníaca desaparecia e o exército de almas que ia em direção a Sensalia desapareceu. O céu se limpava e a lua não parecia mais tão cinzenta, e as estrelas pareciam mais reluzentes. Enfim, a torre cedia para dar espaço ao que parecia uma figura gigante, do qual George não fazia ideia do que se tratava. Pelo nome, parecia uma espécie de arma bélica, mas não era isso. E ele acreditava já ter visto aquilo.
A Torre Negra explodiu e centenas de pedaços negros de sua estrutura iam longe, enquanto uma luz poderosa e forte tomava seu lugar. De repente, o seu poder parecia ter diminuído, mas apenas na visão de George, pois dali ele percebeu que era uma sombra, era Pumin se transformando.
Uma série de espirais e projéteis de ponta amarela e cauda negra o envolvia e voavam em sua volta. Pumin levantava-se e seu rosto era o primeiro a se alterar: Os olhos ganhavam mais profundidade e ficavam maiores, com um amarelo forte. A pele em volta deles tornava-se negra, e da testa, dois pontos negros em cada lado davam espaço para chifres amarelados, com partes negras, o nariz parecia afundar para dentro do rosto e a boca tomava uma tonalidade mais escura ainda. E então, as espirais o envolveram por completo, não permitindo ser visto novamente.
George decidiu correr até a luz, mas a sombra o impedia de sair de seu alcance. Ele caiu no campo das trevas do demônio, e não tinha como sair. Sua preocupação parecia dar mais poder a Pumin, que crescia junto das trevas que o envolviam. Antes que ele resolvesse drenar os poderes do guerreiro, um clarão espalhou-se nos campos em volta do campo de luz e a sombra de Pumin falhou por um tempo, permitindo com que George saísse. Dali, sua energia cresceu de novo, e ele voltou a ter uma alta aura elétrica e azulada o envolvendo, mas dessa vez, ela se espalhava nele sem ele perceber. Sua armadura vermelha tornava-se azul, sua túnica por baixo dessa tornava-se branca e ela ia cobrindo o resto de seus braços. Seu cabelo ficava branco, suas calças igualmente, e suas botas e caneleiras juntamente.
Quando George percebeu, ele já estava completamente alterado, e sentindo a energia crescer mais ainda dentro dele.
[George] — Caramba...! Acho que já dá pra parar, né, Banor?
Sua mensagem para seu interior, cujo era Banor, não respondeu. Algo diferente estava acontecendo, e não era ele que estava fazendo aquilo.
A transformação de Pumin crescia para pelo menos 8 metros de altura. E ele voltava a se revelar: Seus braços saíram de dentro do conjunto de espirais, em seguida as pernas, o busto e os chifres. Finalmente ele saiu de dentro de lá, tomando dez metros de altura, o corpo cheio de texturas negras e cinzentas, além dos vários ornamentos amarelos em seu corpo. Pumin em sua real forma.
[George] — Calma ai, filhote! Se não sabe brincar, pede pra sair!
[Pumin] — Sempre brincando com tudo, não é mesmo, George? — Sua voz era mais macabra e grossa do que antes, parecia até mais forte — Mas tanto faz, eu não me importo. É um grande oponente, mas não tem ideia do que tem ali, mortal. Então, saia da minha frente!
[George] — Passe, não estou no meio das suas pernas. Se bem que dá pra ficar, né?
Pumin resmungou frente as piadas do guerreiro e começa a correr em grande velocidade em direção a tal luz que ainda não queria tomar forma. Percebendo que seus entes queridos provavelmente estavam ali, George usou sua misteriosa energia nova para se teleportar e parar na frente da face do demônio, no ar, parando-o e fazendo ele recuar alguns passos. Furioso, direcionou-lhe um tapa como se ele fosse uma mosca insistente, mas George parou o golpe apenas com a sua mão direita. Olhou para o seu feito e riu.
[George] — Hah, seja quem me deu essa forcinha, estou muito agradecido. Agora, alguém aqui vai apanhar de verdade.
[Pumin] — O único que vai levar algum golpe será você.
[George] — Você que acha. Tem muito mais de onde surgiu isso.
George afastou a mão do arquidemônio e o fez recuar mais passos. Fechou os olhos e as mãos, se concentrou e abaixou a cabeça. Com toda a sua dedicação, fez sua energia azulada desaparecer dele e deixar apenas uma aura azulada. Esta aura tomava uma cor branca a cada pequena contorcida de George. E por fim, esta tornou-se totalmente branca e ia crescendo e crescendo, enquanto os braços do guerreiro iam se juntando ao seu peito. Até que a força de George soltou-se e ele era tomado por uma grande aura elétrica branca e brilhante, e da pálpebra de seus olhos, desenhava-se uma espada semelhante a principal de Banor. Quando este abriu-os, estavam completamente brancos. Em seguida, uma luz o envolveu e uma explosão ocorreu.
Pumin caiu no chão pelo impacto da explosão ao redor de sua área. E quando a luz desapareceu, surgia um guerreiro dos céus em seu estágio final de poder. George estava muito mais poderoso e poderia acabar com qualquer coisa em seu caminho. Como um semideus.
[George] — Um passarinho me disse que você andou falando mal da minha mãe pelas minhas costas. Vou dar um jeitinho em você, quem sabe assim, sua ousadia e moral vão pra baixo, tão baixo que vai aparecer no portão do lugar de onde você surgiu, como uma criança pedindo pra mamãe cuidar dela!
Pumin estava finalmente tomado pelo desespero, pois sentia que poderia ser derrotado rapidamente pelo ser. Este olhou para trás e viu Taffariel inconsciente e com muito sangue em volta de seu corpo. Levantou-se, espalmou as mãos e lançou um raio amarelado na direção dela. Em segundos, sua ferida curava-se e cicatrizava, sua pele deixava de ser pálida para ter sua tonalidade natural de volta, os cabelos em forma normal levantavam-se e novamente tinham o penteado de uma Fúria. Esta então desaparece e, em segundos, reaparece ao lado de Pumin como o mesmo arquidemônio de antes.
[Pumin] — Rápida e eficiente, como sempre.
[Taffariel] — Claro, gatinho. E convenhamos, sou menos dramática em minha transformação do que você.
[Pumin] — Gosto de mostrar poder.
Viraram-se para contemplar George ainda se admirando. Ele ainda estava como antes daquela transformação, mas sua espada estava maior e em suas costas. Taffariel sentiu medo, mas não o demonstrava.
[Taffariel] — Então, o guerreiro anormal se tornou o guerreiro dos céus que Urgith dizia?
[Pumin] — Graças a Arma Branca. — Apontou para a fonte de luz ainda inerte e sem forma não muito distante, e ai que Taffariel demonstrou preocupação e medo. — Desculpe, mas este desgraçado me ocupou demais. Enquanto ela se apronta, vamos dar um jeitinho no guerreiro.
George os ouviu e virou-se para eles, o olhar determinado e sedento por batalha.
[George] — Vocês nunca irão me derrotar, e nem aquela luz que não tenho ideia do que é. Mas, felizmente para mim, e infelizmente para vocês... Eu consigo controlá-la. — Disse, e em seguida se virou para a direção da luz, e fez a luz se dissipar como se ele conseguisse afastar a fumaça.
O que estava ali era um possível humano muito branco, com tonalidades um pouco azuladas, uma tonalidade branca mais escurecida. Era uma mulher, de cabelos longos e possuindo duas mechas dos longos cabelos mais brancas que o resto. Com corpo bonito e definido, e uma altura igual a dos arquidemônios, estava com os braços juntos ao peito e pernas juntadas. Foi então que ela abriu os olhos claros e os braços foram para os lados. Em seus ombros, estavam figuras humanas, não podendo ser vistas com precisão devido a claridade, porém, pareciam ser quem George imaginava. Pequenas luzes saíram do peito a partir do movimento do espírito, e dali, ela avançou em direção de Pumin e Taffariel, que tomaram posição de batalha. George desembainhou sua espada. Hora da batalha.
O ser chegou desferindo um poderoso soco em Taffariel e lançando um raio de luz em Pumin, jogando os dois para longe. George veio até o ombro direito dela e viu sentados Jack, Watson e Lokan, com expressão surpresa frente a tudo que estava acontecendo e com George. O guerreiro sorriu para o irmão e voou em direção de Pumin, feliz pelo irmão estar bem. Ele também sorriu enquanto via George se distanciando.
Pumin se levantou e recebeu três murros no rosto, e sua espada desceu na cabeça do demônio e levou-o ao chão. O trouxe de volta para sua direção, o acertou com uma espadada no meio de seu rosto e deu-lhe um chute na mesma região, cujo foi tão forte que transformou a ferida num rombo jorrando sangue aos montes e o levando ao seu próprio templo e destruindo-o, e consequentemente, matando os cultistas que oravam a Pumin e o davam força. Agora, o demônio não estava mais tão forte, mas pelo menos ele não estava sofrendo tanto quanto Taffariel.
O espírito levantou Taffariel, desferiu vários socos em sua barriga, a lançou no chão, chutou seu rosto, a levantou de novo e drenou sua energia vital para ela, fazendo a demônio gritar de dor. Lançou a no alto, e dali, direcionou outro golpe feito da energia drenada diretamente no peito da arquidemônio e criou uma explosão no céu. Trouxe-a de volta para o chão, mas antes dela o alcançar, o espírito acertou um poderoso soco em seu rosto, tirando alguns dentes de sua boca e a lançando para longe.
A humilhação dos dois arquidemônios entre os mais poderosos do inferno ia piorar. Antes de Taffariel chegar ao chão, a espírito puxou-a de volta e sua face veio diretamente para a mão aberta dela. Uma luz crescente surgiu dali e queimava o rosto da arquidemônio, fazendo ela se contorcer e tentar se libertar daquilo, sem sucesso. Ao final daquilo, o rosto de Taffariel estava deformado e cheio de feridas e sangrando. Veio então um soco em seu queixo, lançando-a ao alto.
[Lokan] — Nunca em minha vida eu teria a oportunidade de ver um demônio com este nível de poder ser humilhada de maneira tão cruel. Sinceramente, isso é um espetáculo.
[Watson] — Um espetáculo bem difícil de conseguir alcançar e ver.
Jack estava calado e sério, observando a luta. Não acreditava que George estava tão forte, e como conseguiu ficar daquele jeito. Estava preocupado com o rumo que ele estava tomando, além do péssimo pressentimento que dominava sua mente.
A mulher deu espaço para que Taffariel caísse diretamente no chão. Foi então que sua energia começou a fraquejar e ela a diminuir de tamanho. Ficou estática no chão, ainda na forma de arquidemônio, porém, menor. Então, correu em direção da retomada da luta entre George e Pumin para auxiliar o guerreiro dos céus, mas quem precisava de ajuda ali era Pumin.
Ele era igualmente humilhado. Levantado várias vezes pela força psíquica de George recém adquirida, além dos vários raios brancos vindos de suas mãos abrindo aberturas na armadura do arquidemônio, além de feridas. Golpes de luz, espadadas, golpes físicos, nunca em sua vida recebeu tanto dano. Quando a Arma Branca chegou, ela o levantou para que George, com as mãos carregadas em vários pequenos feixes de luz, preparava-se para algo que já havia feito com um demônio antes. Então ele avançou e, em velocidade desconhecida, desferia murros na barriga de Pumin; Eram tantos que sua armadura não podia aguentar. Ela simplesmente o traiu: Ela se abriu no meio e caiu dele pelos braços. Os murros continuaram, até que estes abriram a barriga da criatura, fazendo ela urrar de dor e suplicar várias vezes para que parasse.
Ele parou, mas para fazer pior. Então, George tirou sua espada de suas costas, levitou um pouco mais alto, direcionou sua espada na direção do peito de Pumin, e avançou. A estocada abriu seu peito e foi fundo, mas não conseguiu acertar seu coração.
[Pumin] — Poupe-me! Não compreende que o verdadeiro perigo está por vir? Urgith virá e você sentirá a mesma dor que estou sentido neste momento!
[George] — Como se eu me importasse com a sua dor. Há! Faz-me rir! — Com um sorriso no rosto, George concentrou-se para desferir um golpe pior, mas que ceifaria a vida de Pumin de uma vez por todas. Então, pensou na sua magia preferida para matar demônios, e a soltou: — Exori Gran Ico!
A espada cresceu para um grandioso tamanho e atravessou o coração do arquidemônio junto do seu corpo, e a lâmina apareceu no outro lado de seu corpo, abrindo sua carne facilmente e jorrando sangue negro pelos lados abertos. Quando a magia desapareceu, George tirou do corpo do demônio a espada, que de repente estava limpa. Colocou-a nas costas e permitiu que a espírito o libertasse. O corpo de Pumin desabou no chão e começou a se desfazer num liquido laranja.
Lokan começou a bater palmas. Jack e Watson estavam boquiabertos e chocados. Perguntavam-se de onde George tirou tanto poder e como era capaz de derrotar um demônio com aquele poder tão fácil.
Mas não acabou. George tinha dentro de si uma personalidade fria, que se revelava agora. Ele virou-se para a Arma Branca, que o fitava com seus olhos brancos e brilhantes.
[George] — Deixe eles no chão e acabe com Taffariel. De uma forma que ela nunca mais seja recuperada. Tire-a da existência.
O espírito assentiu e sumiu. Jack, Watson e Lokan estavam no chão, um pouco pertos da entrada do acampamento, e dali viram o ser brilhante reaparecer de frente para Taffariel, no chão. Ela levantou a demônio com força psíquica, e a mesma acordou na hora de ver sua morte. Os olhos da espírito focaram nos olhos da demônio e Taffariel começou a arder por dentro. Ela começou a berrar, tremendo o chão e forçando o trio a tapar os ouvidos. Os berros ficaram mais agudos, e a boca donde eles vinha tinha uma luz branca, e seus olhos rosados brilhavam com a luz branca. De seus ornamentos, a luz branca dominava-os, e todo o corpo da criatura estava clareado, em combustão brilhante. George observava, e não parecia mais o mesmo; Vendo o sofrimento da arquidemônio, ele abriu um sorriso maligno. Dali, ele viu a vida e a alma de Taffariel queimar dentro de seu corpo e deixar de existir.
Os berros cessaram. A poderosa luz começou a diminuir, e a boca e os olhos da demônio se fecharam. A criatura explodiu em pequenas joias rosas que caíram no chão e se desfizeram. George voltou ao chão e seu poder cessou, sua armadura voltou a ser vermelha, seu cabelo voltou a ser ruivo, sua túnica voltou a ser preta, mas sua espada não deixou de ter a nova forma. A Arma Branca virou-se para George, e pareceu abrir um sorriso. Então, o guerreiro a reconheceu: Era o mesmo espírito de Veneraten, livre de seu firmamento. Talvez a protetora de Sensaton. George começou a receber vozes em sua cabeça, vindas dela.
[Arma Branca] — Meu nome é Heralia, e sou a guardiã deste mundo, além de Lezario. Sou agradecida a seu irmão e seus amigos por ter me libertado de minha prisão, vocês nunca terão sensação parecida com a que senti todo este tempo presa. Não posso levá-los de volta para Tibia, mas tenho certeza que encontrarão seu caminho de volta para casa. Em meu coração, eu acredito nisso.
A mensagem pareceu ter ido para Jack e companhia também. George também sorriu, e em seu pensamento, disse que Heralia era livre para partir. E do espírito, veio um grande clarão, e em seguida, ela sumiu.
Jack viu George de volta ao normal, sem aura, sem nada. Correu em sua direção junto de Watson e Lokan, todos felizes. George via-os e os aguardava.
Então que algo começou a acontecer atrás dele. Um conjunto de sombras começou a se juntar diretamente de onde estaria os restos de Pumin, e o sangue laranja juntou-se ao conjunto, e deu forma ao receptáculo do senhor do desespero. Então, Jack viu o que parecia ser os últimos momentos de seu irmão. Pumin levantou a mão esquerda, que tinha um símbolo estranho com coloração roxa, e ele tocou as costas de George com esta mão, fazendo-o agoniar, levando parte do corpo pra frente e mantendo cabeça e pernas no mesmo lugar. Suas veias podiam ser vistas com uma coloração brilhante e roxa por alguns momentos.
[Jack] — GEORGE! — Berrou de onde estava, e lançou magias e mais magias de velocidade para alcançá-lo, mas ele parecia estar no horizonte de tão longe.
Então, o brilho em suas veias e sua agonia em silêncio cessaram e ele caiu no chão como uma estátua, sem qualquer movimento. Pumin sorriu e desapareceu em sombras.
Quando Jack chegou no irmão, segundos depois, ele chorava e sentia um enorme vazio, que parecida o estocar várias e várias vezes por dentro. Ele virou George, que parecia um boneco, e em seus olhos o mesmo símbolo se apresentava. Lokan e Watson ficaram um pouco mais longe dos dois, e o mago se ajoelhou com um olhar triste, enquanto o sacerdote levou a mão a boca, chocado com o que acabou de ver. O grito de Jack que veio em seguida deixou o acampamento tão sombrio e triste quanto antes fora.
Mais alguma coisa começou a acontecer ali. Jack estava começando a pegar fogo. Este fogo crescia mais e mais e subia como um tornado, rápido e mortal, explodindo em seguida e tornando-se uma chama semelhante a chama acima de um fósforo, movimentada e estranhamente mortal.
Ele não podia aguentar mais. Finalmente, Jack abraçou o seu lado de Guerreiro dos Céus Caído.
Próximo capítulo: Capítulo 34 - O Caído.
Avaliem e comentem caras, me ajuda bastante. Críticas construtivas são bem vindas.
Qual foi? George morreu?
Ainda tenho muitos capítulo pra me atualizar, mas já li esse último! O enredo está bom, mas acho que ainda dá pra melhorar a escrita!
Não sei quantas vezes você revisa os capítulos antes de mandar, mas o ideal é reler varias vezes cada parágrafo pra ter certeza de que ele além de estar claro e correto, foi escrito da melhor maneira possível. Se quiser, no próximo capítulo me manda os primeiros parágrafos por MP antes de postar que eu tento te dar alguns exemplos!
Agora go go escrever o próximo capítulo com o Jack como guerreiro dos céus caído!
Saudações, Carlos!
Oloco rapaz que treta malegna!
Carlos, gostei bastante da narrativa, parabéns! Deu uma melhorada, mas ainda tem uns pequeninos erros ou outros. Passo pra comentar aqui não só pra incentivar como ver a história continuar!
Gogogog próximo capítulo quando possível xD
Abraço,
Iridium
Depois de anos(Literalmente), Dantio retorna a esse lugar desértico.
Muito obrigado, bro. Como eu disse, to um pouco enferrujado ainda, creio que mais tempo escrevendo e a narrativa/escrita deve ficar melhor. E eu agradeço muito ao seu apoio cara, de verdade. Se eu tiver dúvidas, eu mando, pode deixar.
E o George não morreu, a explicação vai vir nos próximos capítulos! Portanto, fique com este!
Salute, Iri. Põe maligna na treta desse último capítulo, puta merda :fckthat:
Obrigado pelos elogios. Estou me esforçando pra tirar o ferrugem da narrativa, e quero sempre melhorar. Espero que isto esteja explicito nos próximos capítulos, que talvez você os lerá, já que está acompanhando a história. :)
Fique com o próximo!
Bom galera, eu planejava que este fosse o ultimo por uns tempos, onde eu tentaria reconstruir minha escrita com outros contos tibianos, se tudo tivesse corrido como a dois anos atrás. Já que parei e voltei agora, acho melhor continuar escrevendo e não deixar ninguém aflito pelo próximo capítulo.
Este também é o capítulo em comemoração aos 3 anos dessa história. Continuo ela hoje em dia simplesmente pois eu quero muito terminá-la, também por ter sido o meu ponto de partida para me tornar um escritor, e sou profundamente grato a todos que me ajudaram até esse ponto. Eu irei continuar a história até onde der, sempre.
Bom, este é o capítulo foderoso de 3 anos. Fiquem com ele.
No capítulo anterior...
A luta entre George e Pumin dá uma trégua quando a Arma Branca é finalmente libertada e revelada. A força da Arma dissipou toda a Maldição dispersa no ar, enfraqueceu os Ruthless Seven, tirou Sensalia do perigo e deu muito mais força para George, que conseguiu se transformar num guerreiro do céu no nível final. Ele e a Arma Branca massacraram e humilharam os dois arquidemônios, assim como os mataram. Mas, ao que parece, Pumin fugiu no ultimo segundo antes de ser morto, tendo tempo suficiente para conseguir um poderoso Selo Petrificante, e assim, deixou George inconsciente para sempre. Jack achou que ele estava morto, e seu poder oculto explodiu dentro de si, revelando um guerreiro dos céus caído bem poderoso.
Capítulo 34 – O Caído.
Acampamento de Sangue, 03:07
Nada parecia mais doloroso para Watson do que tudo aquilo. Ver George sem nenhum movimento no chão, de olhos bem abertos e estáticos, como se a vida tivesse partido de seu corpo para sempre, entretanto, ainda estava vivo; Juntamente, Jack estava como uma espécie de infernalista ou algo parecido, de costas para o corpo de George e mirando seu olhar para a entrada do acampamento. Ele não era mais o mesmo: Sua armadura de Mestre Paladino verde agora tem diversas tonalidades de vermelho, além de uma chama movendo-se em seu centro, e suas Calças Yalahari, antes personalizadas de verde e marrom, se encontravam com a mesma gama de cores avermelhadas. Os olhos de Jack se encontravam na cor das chamas, queimando como se sua alma inteira estivesse em combustão. E uma chama gigantesca, com o formato de uma impotente ponta de fogo sobre a ponta dum fósforo, o cercava. Ela protegia George, e erguia-se a 11 metros de altura.
Lokan estava tentando achar formas de se aproximar de Jack, mas suas tentativas eram repelidas por bombas de fogo lançadas pelo mesmo. Watson também havia tentado, mas era a mesma atitude.
[Lokan] — Isso não é possível. Ele está inconsciente, mas ainda assim ataca tudo que se move perto dele, até os próprios amigos. Paladinos tibianos são mais incríveis do que eu imaginava.
[Watson] — Não percebe? Paladinos não mudam de cor e jogam bolas de fogo nem criam uma única chama gigante para os proteger, nada faz isso! Este não é o Jack.
[Lokan] — Seja o que for, precisamos fazer ele se livrar desse estado...
Enquanto Watson não parava de andar em círculos numa distância segura de Jack, Lokan pensava em algum tipo de feitiço que pudesse acalmar Jack. Ele realmente está em transe, está dentro de sua própria mente. Dentro de seu próprio julgamento interior. E só ele poderia se livrar daquilo.
~~**~~
Jack estava imerso em sua própria mente. No mundo real, estava numa prisão de uma única chama de grande altura. E no mundo mental, também estava preso, mas de forma pior.
Cá estava o paladino, com nove correntes muito apertadas e flamejantes o mantendo preso em pilares tão distantes que pareciam inexistentes. Duas correntes prendiam seus braços, duas prendiam os pés, duas presas na pele ao redor dos ombros, uma em seu pescoço, e as restantes em volta de seu peitoral e barriga. Tudo a sua volta era uma mistura de cores e tons de âmbar formando uma realidade esquisita. Tudo que Jack podia fazer era mexer sua cabeça e falar. E estava desesperado.
Na sua frente, aparece o que ele mais temia e achava que não era real: Os gigantescos portões de Devovorga. Parados a sua frente, e mais bem detalhados. Ele conseguia distinguir figuras rústicas de uma abominação, um monstro semelhante a um Draken, imagens de guerreiros destroçados, e o que parecia a própria Devovorga e vários outros símbolos relacionados a ela. Mas a abominação não era nada parecida com Devovorga nem com suas partes espalhadas pelo Tibia.
Em seguida, o Grim Reaper que perseguia Jack aparece na sua frente, igual as suas ultimas aparições, com a diferença que sua foice agora possuía uma lâmina púrpura. Um semblante de raiva se mistura ao desespero do paladino.
[Reaper] —Não precisava ser gênio para saber que uma hora isso aconteceria, Jack. Convenhamos, você e seus atos pelo bem das pessoas o tornam bem previsível. Bom, não posso deixar de agradecer a Pumin por isso.
Jack não conseguia mexer os braços ou as pernas, por mais que tentasse. Ele rangia os dentes, com uma profunda vontade de tirar o ceifeiro da existência.
[Reaper] — Não há como escapar, Jack. Você é nosso. Sentirá o poder do Eternamente Corrupto correndo em suas veias, e será até mais destruidor do que Zathroth. É a vontade do próprio, quando corrompeu Banor e o fez criar a criatura por trás daqueles portões, além dos guerreiros do céu caídos. Ah, e não é Devovorga que está ali.
Aquelas palavras o deixaram muito perplexo. O que seria Eternamente Corrupto? O que ele seria capaz de fazer com aquele ser dentro dele? Tudo o deixava mais desesperado, com mais medo. Por um momento, o Grim Reaper pareceu mostrar um sorriso.
[Reaper] — Animo, Jack! Será incrível ver isso, principalmente ver você em ação. Foco, está começando.
[Jack] — Não entendo... Você dizia que eu era uma aberração que deveria ser morta, por que agora você quer que eu me torne ela e destrua o mundo?
[Reaper] — Não ficou óbvio ainda, criança? Queria que você tivesse ódio de si mesmo, além de medo, tudo que era necessário para fortalecer o seu interior, para ser um ótimo receptáculo. Não se preocupe, não vai doer.
Após dito isso, milhares de Grim Reapers apareciam aos poucos e cercavam todo o local. As suas “paredes”, antes em tonalidades de âmbar, agora adotava as tonalidades púrpuras, acompanhadas de uma espécie de tema de papel bastante amassado, como se os tons púrpuras tivessem sido pintados num papel desdobrado da forma de uma bola. Algumas partes começavam a ficar muito escuras, tornando o local sombrio.
O Grim Reaper virou-se para os portões, levantou os braços em entusiasmo e berrou:
[Reaper] — A hora chegou! Contemplem ele, o mais poderoso, o mais secreto e letal monstro de toda a existência do universo! A séculos ele aguarda por um receptáculo de um guerreiro dos céus caído que não tivesse sido morto ou curado, mas enfim, temos um saudável e pronto para recebê-lo! Contemplem a abominação de Banor, o Eternamente Corrupto!
Os portões se abriram, e por trás dele, tudo era escuro. Até uma luz roxa aparecer, e em seguida dando lugar a dois grandes tentáculos de cor bege, que chegaram batendo nos portões e liberando mais espaço para a criatura. Ela veio sem rodeios, mostrando um corpo com a forma parecida a de uma Abominação Draken. Suas diferenças eram o rosto definido e semelhante ao de um humano, a boca com fileiras de dentes finos e pontiagudos, seus dois braços fortes e largos, suas pernas retas e musculosas e a capa cor de âmbar em suas costas. Ele era colossal, como um titã, e aparentava ser extremamente poderoso.
Ela percebeu Jack nas correntes e lembrou-se dele como seu receptáculo, aquele que daria equilíbrio aos seus poderes e os ampliaria. O paladino nunca sentiu tanto medo em toda a sua vida.
Jack fechou seus olhos quando a criatura se preparava para saltar em sua direção, e concentrou-se em sua mente, tentando ir o mais fundo que podia. Tentava se lembrar de tudo que era bom, todo o mal que combateu e todas as coisas boas que fez. Ele tentava destruir o ódio e a tristeza dentro de si, e com todas as suas forças procurou boas memórias. Até que conseguiu se lembrar de uma, e sua mente deixou aquele lugar horrível.
Quando abriu os olhos, ele se viu olhando para os céus, deitado na grama macia, uma brisa suave de verão o tocava e acariciava seu rosto. Percebeu alguém ao seu lado, e este era George. Ele ainda era jovem e ainda tinha os cabelos longos e vermelhos. Vestia uma túnica laranja e calças escuras. Suas mãos estavam atrás da cabeça, e aparentava estar feliz, com um pequeno sorriso no rosto, distraído com o céu azul, com várias nuvens bonitas e brancas.
[George] — É incrível o que esses deuses fazem, não é mesmo? Constroem um mundo tão grande, que apesar de ter tantas partes inundadas em trevas e desordem, ainda tem seus lugares belos e perfeitos.
Jack voltou a admirar o céu, como seu irmão fazia.
[Jack] — As vezes eu penso como são tão poderosos e humildes... Fico feliz que compartilharam seus poderes uns com os outros para formar este mundo, e formar tantos locais belos como este.
[George] — São humildes demais! Eu não compartilharia meu poder se soubesse que a raça mais populosa do Tibia o trataria mal como tantos fazem.
[Jack] — Não diga isso, George. Eles não sabiam disso. Eles sabem que é normal da natureza humana questionar e crer que estão sozinhos. Gostam de nós e nos perdoam por isso.
[George] — Será mesmo?
Ficaram mais um tempo admirando a beleza dos céus, já que aquele lugar era o mais belo que já visitaram em suas vidas, e queriam aproveitar o máximo. Entretanto, George não resistiu em continuar falando.
[George] — Será que algum dia teremos a sensação de sermos tão poderosos quanto os deuses?
[Jack] — Boa piada. — Riu em seguida, achando a pergunta bastante engraçada.
[George] — Pelo menos a sensação deste poder. Sabe, não somos muito normais, você sabe disso.
[Jack] — Verdade. Mas eu não me importo. Mesmo que eu ganhe todo esse poder, eu não preciso dele. O que importa pra mim são a família e os amigos, e só.
[George] — Apenas a confiança e o companheirismo para mim bastam. E de você eu já tenho o suficiente.
Jack sorriu. Apesar dos poucos desafios que haviam enfrentado até aquele momento, eram bem jovens, e poderiam viver muito mais coisas. Entusiasmado com o seu futuro, pensava na quantidade de coisas que faria com seu irmão. E como poderiam viver uma boa vida de aventuras.
[Jack] — Idem. Unidos para sempre? — Estendeu sua mão para George.
[George] — Para sempre! — Apertou a mão de Jack, com um largo sorriso no rosto.
De repente, tudo se transformou em fumaça e se dissipou rapidamente, dando lugar a realidade onde Jack ainda se mantinha preso. Mas algo estava diferente: Ele conseguia mexer os braços e as pernas. Concentrando todas as suas forças boas, ele conseguia fazer as correntes se mexerem e fraquejarem, a chama delas diminuir muito, e uma aura branca começar a se formar em seu corpo. As correntes começavam a quebrar, uma por uma, deixando o Grim Reaper, que percebeu as correntes fraquejando e se desfazendo.
[Reaper] — NÃO! Você não vai fugir de mim de novo! — Preparava sua foice para atacar Jack, cujo estava próximo de ficar livre.
[Jack] — Enquanto eu estiver no caminho da luz, eu nunca serei o corpo de nenhuma criatura, e nunca ficarei aprisionado pela eternidade, ceifador! Eu sou um Alarstake, e um Alarstake jamais é subjugado ou corrompido por ninguém! NINGUÉM!
A abominação saltou de onde estava e vinha a toda velocidade em direção de Jack. O guerreiro dos céus não iria deixar ser tomado pela criatura, nem se estivesse possuído por alguma coisa maligna. Quando a criatura estava a apenas cem metros, tornando tudo perto dele escuro e cercando toda a sua visão, ele explodiu em luz, criando vários feixes que atravessaram a abominação e matou vários dos Grim Reapers próximos dela. As correntes desapareceram. Jack estava livre.
~~**~~
No Acampamento de Sangue, Watson estava parado e muito inquieto, a uma distância segura de Jack. Lokan estava sentado no chão, ainda pensando em algo útil para pelo menos abrir a chama. Entretanto, não era mais necessário, já que esta começou a fraquejar, e em apenas alguns segundos, ela voltou para o chão e libertou o paladino.
Ele estava acordado e novamente podia ver o mundo real. Via Watson abrindo um sorriso, e Lokan aliviado e respirando fundo. Mas algo o incomodava. Ele não conhecia essas pessoas tão bem quanto seu irmão, e para ele, elas pareciam até desconhecidas. Ele virou-se e viu George do mesmo jeito, e ao longe, uma cordilheira que guardava algo ao oeste. A resposta para a cura de seu irmão estava lá. E enfim, sem mais nem menos, ele deu um salto incrivelmente distante pra frente, pulando sobre o templo de Pumin e desaparecendo em seguida. O sorriso de Watson se desfez.
O mago correu em direção ao corpo de George junto de Lokan, os dois se ajoelharam e Lokan analisava o corpo do guerreiro, em busca de alguma resposta pro ocorrido, enquanto Watson estava simplesmente desolado, se perguntando sobre o que estava acontecendo.
[Watson] — Por que ele fez aquilo?
[Lokan] — Acredite, eu falaria se eu soubesse. Eu sempre falo.
Lokan notou uma aproximação um pouco distante do acampamento. Virou-se e viu várias luzes de tochas se aproximando do leste, bem próximas da entrada do lugar. Reconheceu uma bandeira dentre as luzes: Era o exército de Sensalia.
[Lokan] — Droga, precisamos analisar ele depois, as tropas sensalianas estão chegando perto do acampamento!
Watson se virou e percebeu as tropas chegando. Sentia raiva e desprezo pelos homens que vinham, simplesmente por crer que iriam atrapalhar algo de muita importância.
[Watson] — Vamos combatê-los.
[Lokan] — Não! Precisamos ir embora, não queremos inimigos logo agora!
[Watson] — Nós já temos inimigos poderosos o bastante, esses vermelhos não são nada.
[Lokan] — Olha, entendo que tudo isso é difícil, que você está se sentindo num beco sem saída e determinado a fazer qualquer coisa pelos seus entes queridos, mas entenda, não vai querer Sensalia como inimigo nosso!
Watson praguejou, pegou George, o ergueu e o colocou nas costas. Apesar de o guerreiro ser pesado, ele era bem forte e sua força de semi-demônio o ajudava bem.
[Watson] — Conheço um lugar para ficarmos.
Instruiu Lokan a segui-lo, e correram para outra saída do acampamento. Foram em direção a Veneraten, em busca de alguma solução para o problema de George. Sozinhos, eles o salvarão, ou pelo menos tentarão.
Desapareceram do Acampamento de Sangue, e feito isso, todo o Acampamento voltou ao normal.
Próximo: Capítulo 35 - Outra Jornada.
Saudações!
Minha nossa, olha a treta! Rapaz, a coisa ficou tensa. Jack está livre mas não está livre, George está entre a vida e a morte e Watson não sabe mais o que vai fazer dessa vida! E essas tropas gaiatas chegando, então?
Carlos, continue, que está muito interessante. Você está com um ritmo de escrita um pouco mais ágil; tente aproveitar essa onda para descarregar tudo o que estiver na sua mente =)
Eu não sei se estou torcendo para que dê tudo certo no final ou para que o mundo se exploda - só sei que quero ver o que mais está ainda por vir. Quanto à escrita, deu uma melhorada também; esse capítulo me pareceu mais revisado, apesar de ter uns pequeninos erros na escrita de uma sentença ou outra. A melhora só vem com a prática, e isso você já vem fazendo. Continua nesse caminho que você já já desenferruja. Estou aqui caso precise de alguma ajuda.
Abraço,
Iridium.
Parabéns, a escrita melhorou muito! E tiveram poucos erros também!!!
Deu muito mais gosto de ler!
E gostei do enredo também, aquela conversa sobre os deus foi muito legal! :y:
Parabéns! Continue assim!
Cara, tá de parabéns! Ótimo enredo e realmente conseguiu me prender na leitura.
Confesso que não li tudo, mas se continuar desse jeito, pode vir a ter sucesso.
Criei meu perfil só pra comentar aqui mesmo kkk
Ficou bem complicado mesmo, mas logo todos estarão de volta lutando contra os males do mundo :D
Obrigado pelos elogios, se está tão interessada, então, eu fico feliz, já que meu objetivo era criar um clímax forte, e acabei conseguindo. Vou continuar tentando desenferrujar, e espero que a história esteja boa pra se ler daqui pra frente.
Continue acompanhando :)
Ae dantio, valeu por tudo. Vai ficar mais interessante ainda daqui pra frente - Pelo menos eu espero.
Bem vindo, novo leitor. Achava que essa história não tinha mais esperança de ter novos leitores.
Obrigado por tudo, e fico realmente feliz por você ter criado um perfil só pra comentar aqui. Me inspira bastante. :)
Fiquem com o próximo capítulo. Novamente, se acharem algo que poderia ter sido corrigido, me falem.
No capítulo anterior:
Jack acabou se tornando um guerreiro dos céus caído ao achar que George estava morto. Seu espírito é arrastado pros Portões de Devovorga, a entrada para o Purgatório, e ele acaba descobrindo que todos os guerreiros dos céus caídos são receptáculos para uma criatura que pode ser até mais poderosa do que Zathroth. Buscando boas memórias, ele consegue escapar no último momento, quando percebe que havia algo iluminado dentro dele. No entanto, ele não volta completo, pois o único que reconhece é George, e só tem em sua mente que precisa da cura para seu irmão. Watson e Lokan também tentarão ir atrás da cura, ao mesmo tempo que buscam por informações sobre Jack.
Capítulo 35 – Outra Jornada
Tibia
Salões de Fardos
O Céu tibiano era brilhante, lindo, de pura paz e inocência. As boas criaturas que morriam iam para lá, com a garantia de terem seu próprio céu projetado de suas memórias. Acima dos mortais, onde está os seres mais poderosos de Tibia, e onde encontra-se os deuses, hoje era palco de diversas discussões entre os deuses, que em sua forma original, tinham um tamanho próximo ao de um continente, e todos encontravam-se sentados em tronos customizados por eles.
Um ser humano iluminado, aparentemente o maior daquele salão, com um tom amarelado, encontrava-se no fundo do primeiro andar dos salões, sentado num largo trono de ouro e ornamentado com rubis. Tinha uma grande gaiola em seu colo, onde se encontrava um ser adormecido. Os salões grandiosos possuíam altíssimas colunas brancas, o chão, muito branco, continha várias pinturas de momentos importantes de Tibia, como o nascimento dos deuses, a criação de Tibia, a queda dos demônios, a queda de várias criaturas do mal da Genesis Tibiana, entre muitos outros. Os salões encontravam-se acima de uma grandiosa nuvem bem formada e clara.
Uma discussão devagar no local é interrompida quando uma luz menor, porém, poderosa, surge no centro do salão. Esta, com um formato de um humano com asas, e em sua forma de grande poder, trazendo uma iluminação branca e um pouco azul ao seu redor, ajoelhou-se perante o criador de Tibia, Uman, sentado no trono de ouro.
Apenas contornos um pouco escuros fazem o rosto das figuras, principalmente desta no centro. Os mesmos contornos formavam suas asas com iluminação azulada. Era Banor. Uman pareceu visivelmente incomodado com a aparição do semideus.
[Uman] — Veio aos sagrados salões de Fardos apenas para apresentar a aura de vergonha que paira sobre você? — A voz dele era poderosa, lembrava vidro sendo esmagado.
[Banor] — Eu sinto muito, meu criador. Eu achei que algo tinha que ser feito com urgência.
[Uman] — A última vez que você foi resolver um assunto com urgência, você criou a maior ameaça existente da história do nosso universo. Poupe-me de desculpas sobre suas decisões precipitadas e seu heroísmo.
Banor virou o rosto para o lado, resignado.
[Uman] — Você criou confusão aqui, Banor. Ainda bem que você é apenas um semideus, pois imagine a confusão que ocorreria aqui se um deus fosse tão longe?
[Banor] — Meu criador, eu gostaria que entendesse que a ameaça que está por vir...
[Uman] — Não me interrompa! Você foi longe demais. Quase matou um Ruthless, se ele tivesse sido morto, de fato uma guerra irromperia e Tibia deixaria de existir! Nós limpamos sua sujeira com dificuldade e estamos muito decepcionados.
O semideus abaixou a cabeça. Aos poucos, ele ficava visivelmente irritado.
[Banor] — Nunca duvidei de sua capacidade e inteligência em resolver muitas questões, meu criador. Mas agora você está abrindo espaço para uma ameaça muito perigosa. Antigos inimigos ameaçam nosso mundo e só podemos depositar nossa fé em três poderosos guerreiros.
[Uman] — Desnecessário. Urgith é um cão que late, mas não morde. Ao invés disso, ele manda suas pulgas para tentar nos atrapalhar. Sabe disso.
[Banor] — Não! — Levantou sua cabeça, já irritado — Os Ruthless não nos atrapalham, eles estão apenas tentando destruir nossos últimos recursos para começar seu plano. Eles incendiarão Sensaton, e enfim virão para nosso mundo; Milhões morrerão, nosso mundo começará a morrer e nossos divinos guerreiros e deuses irão cair! Uman, mais do que nunca, você precisa agir!
A sala ficou em silencio por alguns momentos. Banor ia ficando mais impaciente a cada segundo. Demorou para Uman voltar a responder, e este afundou seu rosto em sua mão.
[Uman] — O que quer que eu faça?
O primeiro humano abriu um sorriso.
[Banor] — Preciso que eu volte para Sensaton, com apenas uma pequena porcentagem de meus poderes, assumindo uma forma da qual eles não me reconheçam. Preciso guiá-los para duas armas de Lezatio restantes para que eles possam enfrentar Urgith assim que ele vier para aquele mundo.
[Uman] — Não posso deixar que você volte para aquele mundo de novo!
Então, um deus cuja luz a cercar seu corpo tinha um tom esverdeado, que seria Crunor, pede permissão de Uman para falar, e ele a concede, assim fazendo com que o que seria seu rosto começasse a ganhar o formato de uma boca, olhos, nariz e ganhou expressões. Banor virou-se para ele, ainda ajoelhado, esperando algum dialogo.
[Crunor] — Uman, tenho uma grande ideia. Este homem sabe o que diz, por ser tão puro quanto antes fora em sua fase como o primeiro humano. Permita que eu o dê a forma de um druida não muito velho, mas experiente, do qual algum dos conhecidos de George confie. Ele deve ter apenas os poderes de um druida ancião e nada mais, a menos que ele enfrente uma ameaça que possa prejudicar a ordem da missão e que acabe o matando, e ai ele poderá usar seus poderes reais. Isso basta para que ele possa ajudar o trio a salvar Sensaton de Urgith. — Disse, calmo e sereno. Sua voz lembrava um rio descendo, e algumas vezes se percebia assovios de passarinhos sobre galhos.
Uman cruzou os braços e novamente alguns momentos de silencio se seguiram. Banor parecia satisfeito com a ideia, o ajudaria muito a guiar George para as armas de Lezario. Ele virou-se para Uman e aguardou uma resposta.
[Uman] — Bom, não posso negar que é uma boa e bem pensada ideia. Ainda mais que George não se lembrará do rosto de Banor, e este já terá uma primeira missão.
[Banor] — O que quer dizer, meu criador?
[Uman] — Quer fazer as honras, Nornur? — Direcionou a pergunta para a forma no trono de nuvens, que tinha um tom acinzentado, cujo estava próximo dele. Este assentiu e seu rosto se formou para que ele pudesse falar.
[Nornur] — Banor... — O semideus voltou sua visão para ele — Enquanto você estava voltando para cá, George ganhou a forma final de guerreiro dos céus graças a uma guardiã de Sensaton. Ele matou Taffariel e derrotou Pumin, mas este último o amaldiçoou com um selo mágico criado por Urgith, e agora ele está completamente paralisado e sem ter como se comunicar. Ele está caindo em direção a morte, mas é um buraco que nunca acaba. Ninguém neste salão possui o poder de tirar aquilo, mas a cura está naquele mundo. Você poderá ajudar apenas o primo de George, Watson, e seu novo amigo, Lokan, a chegar na cura. As informações serão deixadas com você.
Banor estava abismado. Sentia que todo o distúrbio que causou ali foi completamente inútil. Sentia que sua missão falhou e que era justo toda a raiva em cima dele.
[Uman] — Não é hora para arrependimentos, Banor. Se bem que eu lhe daria uma ótima punição para este tipo de desacato a nós, mas como você próprio disse, é uma situação de urgência. Então, você parte agora. Sem dúvidas, sem raiva reprimida, apenas duas missões para cumprir. No final, você vai voltar. E se falhar e isso causar a libertação disso — Apontou para a gaiola em seu colo, cujo estava ninguém mais ninguém menos que Zathroth — Você sofrerá uma punição pior do que sofrer dentro do inferno, acredite. Boa sorte.
Sua mão esquerda se levantou e uma poderosa luz projetada dela. Banor só teve tempo de se ver indo para Sensaton, e sua forma de druida sendo projetada em seu corpo.
~~*~~
Sensaton
Veneraten, 20 de maio, 11:02
Era uma manhã ensolarada, o céu apresentava poucas nuvens e tudo parecia feliz e vivo. Após aquela noite sombria, parecia que aquele mundo estava muito satisfeito pelas ameaças demoníacas terem o deixado naquela noite sombria.
Watson e Lokan encontravam-se na frente da casa de Wadzar. Após terem tido uma boa noite de sono numa estalagem próxima de Veneraten após todos os eventos da noite anterior, pareciam mais calmos, apesar de George quebrar o clima de felicidade que a cidade tentava empurrar para dentro de suas almas.
Watson estava sentado ao lado da porta da casa, enquanto Lokan examinava George, tentando concluir suas suspeitas. Ele estava em cima de uma de suas montarias mágicas: Um bisão com dois chifres muito longos na testa, que tinha uma pelagem de cor um pouco azulada. George estava preso por cordas no lombo do animal, logo atrás da sela, com um cobertor ocultando seu rosto e deixando apenas os pés a mostra. Suas armas estavam do lado direito do animal, bem presas por fortes cordas.
[Watson] — Alguma coisa?
[Lokan] — Bom, tudo que sei é que é um selo petrificador. Ele é muito forte, e não sei como ele poderia ser curado ou pelo quê. Precisamos da ajuda de alguém bem mais experiente, quem sabe os sacerdotes de Darksand nos ajudem. — Cobriu o rosto do guerreiro, decepcionado.
E por mágica ou coisa do destino, virando uma esquina ao norte da porta da casa, vindo em direção deles, vinha um homem encapuzado montado num cavalo marrom. Seu manto era marrom, com alguns bordados verdes. Ele chegou perto da dupla e desmontou de seu cavalo. Como mágica, um cajado esverdeado com um globo verde no topo surgiu em sua mão direita, do qual o usava para ter melhor equilíbrio para andar, apesar de não aparentar ser velho.
[Druida] — Parecem precisar de ajuda... — Disse ele, com uma voz calma e madura.
[Watson] — Obrigado, mas estamos aguardando o morador desta casa. Ele nos ajudará.
[Druida] — HÁ! Vocês estão buscando ajuda de um dos maiores trapaceiros desse mundo?
[Lokan e Watson] — O quê?
[Druida] — É isso ai! Wadzar é um grande de um desgraçado. Este homem veio de Tibia ao mesmo tempo que os famosos Alarstake e Amerake, graças a ele, as famílias foram se quebrando e muitos morreram. Graças a ele que poucos sobreviveram e ele continua agindo. Ele é uma víbora, não se pode confiar nela nem virar as costas para ele que ele dará o bote.
Os dois se olharam. Watson direcionou um olhar de inocência frente ao fato e Lokan de desaprovação.
[Lokan] — Como pode nos ajudar, senhor?
[Druida] — Posso ajudar com o jovem companheiro coberto ali no bisão azulado. Poderia vê-lo?
Lokan assentiu com a cabeça e permitiu que o druida se aproximasse, e ele o fez. Deu a volta pelo bisão e desceu um pouco o cobertor. Os olhos abertos e petrificados o assustaram e o encheram de pena. Passou sua mão pelos cabelos ruivos de George, como se ele fosse seu filho e ele fosse um pai triste e sem esperanças. Com a mão direita em sua cabeça, colocou a esquerda em seu peito, e uma pequena luz branca surgiu de sua mão. Quando ela se desfez, ele recolocou o cobertor.
[Druida] — A situação dele é péssima. Realmente péssima. Ele está morto, mas ao mesmo tempo não está. É uma roda infinita onde seu espírito tenta sair dela e achar a morte. Posso ajudar vocês, mas precisam acreditar no que eu disser.
Assentiram. Mas Watson ainda parecia em dúvida sobre o homem.
[Watson] — E qual é seu nome?
Os olhos verdes do homem não expressavam o crescente desespero dentro de si. Como não sabia o dar um nome, tentou enganá-lo e sair desse problema.
[Druida] — Me chamam apenas de ancião, eu não me recordo do meu verdadeiro nome. Bem, acompanhem-me.
Watson, ainda desconfiado, se levantou e seguiu o homem, assim como Lokan, que montou em seu bisão, e o druida em seu cavalo. Enquanto andavam, o druida abriu um sorriso. Banor conseguiu um pouco da confiança deles.
Próximo: Capítulo 36 - O Druida de Marrom.
Gostei do Banor ter se tornado esse druida ancião! Bem clássico isso!
A escrita segue boa, parabéns.
Obrigado, dantio. Realmente clássico, é um elemento que achei legal colocar na história, levando em conta que Banor era um sábio também.
Quase um mês depois, eu lhes apareço para postar um capítulo. Bom, é um tanto quanto difícil fazer quando acontece certas coisas e sua cabeça fica cheia, então fui me arrastando nesse capítulo aos poucos, por ser um tanto quanto monótono. Mas enfim, cá está ele.
Espero que gostem.
No capítulo anterior:
Banor é enviado para Sensaton como um druida ancião. O objetivo é ajudar Watson e Lokan a achar uma cura para George, e se possível, procurar Jack, tudo para ir atrás das três Armas de Lezatio. Ele surge próximo da dupla e ganha um pouco de sua confiança.
Capítulo 36 – O Druida de Marrom
A dupla se encontrava na casa do druida. A casa era bem iluminada, o teto era feito de madeira e as paredes eram as tradicionais paredes de pedra que aparentemente davam forma a todas as casas da cidade.
A casa era estranhamente arrumada, já que um druida geralmente tem várias ervas, plantas e flores penduradas por todos os cantos da casa, com pequenos animais andando aqui e ali, com mesinhas contendo frascos com substâncias estranhas ou materiais para poções. Mas aquele druida era diferente: Tudo era guardado em diversos armários nos fundos da casa, enquanto a sala era um pouco vazia, contendo apenas um tapete feito de folhas e dois sofás comuns nos cantos da sala. Ele tinha um cachorro cuja pelagem era cor de avelã, e que se encontrava dormindo sobre o tapete. E era, aparentemente, o único animal ali. Tudo que deveria pertencer ao druida para o que quer que ele faça estava guardado.
Havia uma porta aberta dando para um pequeno corredor, tendo um quarto a esquerda e dois quartos a direita. O druida ajudou a dupla a levar George para o primeiro quarto.
Ali havia dois armários trancados, feitos de madeira bem conservada, e um menor e igual aberto, que possuía incensos acesos e pequenas plantas desconhecidas ao redor dos mesmos. Três camas estavam lá, estando uma ocupada e as outras duas livres. George foi colocado na cama que estava próxima da porta.
[Watson] — E então, ancião? Pode nos dizer o que fará com o guerreiro? — Disse, tentando evitar dizer o nome de George.
[Druida] — Não seja precipitado... Preciso ver melhor do que se trata, pode levar algum tempo.
[Watson] — Você disse que sabia do que se tratava! Está nos enrolando?
[Druida] — Sim, eu realmente disse, mas não tenho certeza. Recomendo aguardarem eu estudar melhor sobre este selo.
Watson estava irritado e esperando algo vindo do druida que se encaixasse com o que acreditava. Nada veio, senão a tranquilidade do homem enquanto caminhava até o outro quarto.
[Lokan] — Paciência, Watson, paciência. Estou vendo que resolver isso não será fácil.
Watson grunhiu e mexeu os braços de raiva. Andava um pouco pelo quarto, passando a mão pelos cabelos acinzentados, tentando se acalmar. Se tinha algo que ele não queria fazer ali era explodir a casa do pobre druida, que não era tão velho quanto parecia. Enquanto o druida se dirigia para o outro quarto, ele ficou a frente da outra cama ocupada, e viu que uma criança estava ali. Era uma garotinha, tinha entre seis a oito anos, cabelos loiros e bem claros e trajava um vestido branco. O cobertor marrom, cheio de fios soltos, que cobria todo o seu corpo, parecia ser a única coisa que ela tinha.
Lokan se aproximou e observou a criança.
[Lokan] — Ela é linda, não parece doente. Será que é a filha dele?
[Watson] — Não, esse quarto mais parece o mini-hospital dele. Pode ter perdido os pais ou algo assim.
[Lokan] — Vestida assim, eu duvido muito. — Aproximou sua mão do rosto da criança, parecia estar lendo a cabeça dela. — Ela parece não acordar a muitos anos... Será que é outro caso parecido com o do seu amigo?
[Druida] — Você faz sempre tantas perguntas? — A voz do druida veio da porta do quarto, onde ele se encontrava, tendo nas mãos um livro grosso aberto.
A dupla se assustou com o aparecimento súbito do druida. Este, calmo como sempre parecia ser, dirigiu-se a George, e começou a examiná-lo. Enquanto os dois se aproximavam, o ancião via suas mãos, examinava o peito mesmo protegido pela armadura de lava, e checava os olhos sempre. Ele terminou concluindo que algo estava dentro dele, o fazendo adormecer dessa forma.
[Druida] — O que temos aqui é um caso raro. — Ao ouvir isso, Watson suspirou pesadamente de impaciência, e Lokan cruzou os braços, ambos estavam cansados dos curtos e óbvios detalhes do druida — Seu amigo está com o coração e as circulações e veias negras, e seja lá o que esse selo fez, eu sei, ou melhor, tenho certeza, que ele paralisou completamente seu corpo, mas sua alma ainda está viva, ele pode até estar observando a nós agora.
Watson olhou para os olhos praticamente sem vida de George e ficou chocado. O dava profunda agonia sentir seu corpo inteiro paralisado, podendo apenas olhar, e não poder pedir ajuda.
[Lokan] — Pode confirmar o que tem dentro dele?
[Druida] — Claro. O corpo dele travou, pois um espírito entrou dentro dele, e ele ainda não o tomou, pois a alma do seu amigo está lutando com unhas e dentes contra ele. Há um conflito dentro da mente dele, algo que não pode ser entendido no momento.
[Watson] — Há uma forma de tirar esse espírito dentro dele?
[Druida] — Sim. Mas preciso pesquisar mais, então, se me derem licença... — Ele fechou o livro e dirigiu-se até o outro quarto. Watson bufou, permanecendo a olhar para George.
Passaram-se várias horas. Os dois estavam sentados na cama livre, e sentiam apenas muita ansiedade. Watson já estava em angustia, e suas mãos estavam quase irradiando suas chamas roxas. Lokan tentou acalmá-lo, colocando sua mão em seu ombro.
[Lokan] — Não é necessário tudo isso. Pelo menos uma cura está sendo buscada.
[Watson] — Cada hora que se passa, mais difícil fica o conflito dentro de George. Estamos perdendo tempo.
[Druida] — Se perder tempo para você significa usar todo o tempo preciso para aprender algo crucial, acho melhor você rever seus conceitos. — Novamente o druida aparece na porta, com outro livro grosso em mãos. E novamente a dupla leva um susto.
O druida vai em direção a George, e os dois o seguem. O homem vira-se para eles, sério e calmo, pronto para dar a resposta que queriam.
[Druida] — Existe uma cura. Eu preciso que vocês partam em busca do Cajado do Primeiro Pecador, juntamente de uma planta rara, da qual pouco se sabe. Talvez vocês descubram mais com uma criatura que vive em Polerion.
Apesar de tudo parecer bem confuso e nada fazer sentido para eles, Watson queria tentar seguir o ritmo do druida.
[Watson] — O que seria essa criatura? Pra que ela servirá?
[Druida] — Ela dará as informações sobre essa planta e como conseguir o cajado. Como parecem impacientes, creio que já desejam partir...
[Watson] — Quanto antes, melhor! Lokan? — Virou-se para o sacerdote, um tanto animado e aliviado. Lokan temia pro que ia acontecer depois de dar sua resposta, e não reagiu.
[Druida] — ...Mas vocês não podem. Não agora, neste momento.
[Watson] — O que quer dizer?
[Druida] — Desculpe-me, Watson, mas você é um tibiano, eu consegui notar isso pelo seu modo de andar e falar, e também pelo seu cabelo e roupa um tanto incomuns aqui. Antes de partir para Polerion, precisa conhecer algumas coisas sobre a ilha.
[Watson] — Já sei o suficiente.
O druida suspirou e olhou para o sacerdote, que mandou de volta o mesmo olhar e pensamento. Alguém que pensava que sabia de tudo, quando não sabia de nada.
O druida levou Watson e Lokan para a sala de sua casa, mas o cachorro que estava lá antes já não se encontrava ali. O homem ensinou várias coisas sobre Sensaton para Watson, sobre os reinos e tribos existentes, um pouco sobre a história deles e os perigos de Polerion. Ainda chegou a ressaltar sobre Wadzar, e seu envolvimento com um espírito branco desconhecido. O feiticeiro tibiano acabou virando o foco da conversa sem querer.
[Watson] — Wadzar pareceu confiável desde o começo. Ele nos explicou algumas coisas sobre este mundo, nos deu abrigo e comida e ia nos ajudar com uma... Missão nossa. Missão essa que culminou no estado atual de George.
[Druida] — Mas que missão! Selo petrificante... Tem certeza que não foi atrás de uma das armas do Deus Lezario deixadas neste mundo? — Riu em seguida, tentando reforçar a ironia da sua frase, mas a dupla não gostou muito. — Bem. Wadzar é esperto, e conseguiu enganar vocês direitinho. Se ele os deixou as custas de um dos servos do Lendário Troll do Pântano apenas pra os parar, imagina o que ele faria pra matar vocês...
[Watson] — Pensei que aquele era o monstro.
[Druida] — Pensou. Apenas pensou. Vocês devem ter enfrentado apenas um dos servos, pois o original é um gigante. Muita sorte terem dado de cara com um fraco.
A sala ficou em silêncio por um tempo. O Druida decidiu quebrá-lo, após alguns momentos.
[Druida] — Devo ressaltar que Wadzar possui alguns artefatos deste mundo. O Cajado está desaparecido há muito tempo, e eu não duvidaria caso me dissessem que aquele desgraçado anda e dorme com ele.
[Lokan] — Deveríamos ir atrás de Wadzar, então?
[Druida] — Não, não. Atrás da criatura, como eu disse.
[Lokan] — Poderia pelo menos nos dizer que criatura se trata?
O Druida pensou por um momento, pois parecia não se lembrar do nome da criatura, apesar de saber o que era. Seus olhos ficaram mais abertos quando ele se lembrou do que se tratava.
[Druida] — Trata-se de um grifo. O tipo, bom, ai eu já não sei.
Lokan abriu um sorriso e pareceu entusiasmado com a busca ao saber que criatura era. Já Watson estava completamente perdido, pois não fazia ideia do que seria um grifo. Após alguns momentos de conversa, o Druida se levantou. Já era a metade da tarde, e o Druida os convidou para comer alguma coisa.
Ao sentarem-se a mesa de jantar do druida, pensaram que ele iria os trazer muitos frutos, plantas comestíveis, quem sabe repolho ou vários tipos de alface. O que veio para eles foi um belo pedaço de pernil, e uma panela com os grãos brancos de Sensaton que Watson, obviamente, não conhecia. Ainda assim, era muito estranho um druida ter tamanha quantidade de carne em casa. Ele percebeu a desconfiança, e permitiu-se a esclarecer a dúvida.
[Druida] — Acalmem-se. Certos druidas quebram essa tradição e se alimentam do que a natureza oferece, ou o que ela deixa pegar.
Apesar de ainda parecer estranho, eles comeram bastante e conversaram mais pelo resto da tarde. Cada um compartilhando seus conhecimentos e experiência. E também montando um plano para ir atrás do grifo.
Era fim de tarde. De mochilas prontas, munidos de um artefato esférico de comunicação e dinheiro, porém, com poucas informações, eles estavam a frente da porta da casa do druida, que estava explicando as últimas coisas que precisavam saber.
[Druida] — Polerion é perigosa fora dos muros da cidade. É possível que vocês encontrem até mesmo Beemontes, Ciclopes, Centauros, Dragões de Pedra, Golems... É perigoso demais.
[Lokan] — Não se preocupe. Com Watson, será fácil passar por essas coisas.
[Druida] — Percebi. O poder que você tem dentro de si é muito poderoso, Sr. Watson. Não deixe de usá-lo.
Watson assentiu, e eles se despediram para ir em direção do navio de Veneraten. Mas antes que começassem a andar em direção ao porto, ele os chamou para dizer algo mais. Watson já se encontrava incomodado pelo homem não os deixar partir.
[Druida] — A última coisa que queria que vocês soubessem é que eu me lembrei do meu nome. É Curumin. Agora, vão, jovens. George estará a salvo aqui, dou minha palavra.
[Watson] — Eu espero que sim.
Se despediram pela última vez, caminhando em direção ao porto, ao leste da cidade, com Curumin acenando de sua casa, como se partissem para outra aventura. Mesmo sem saber onde estava Jack, ou como exatamente curariam George, eles estavam um pouco livres da pressão, mas ainda cheios de dúvidas, principalmente Watson.
O Druida fechou a porta de sua casa e caminhava lentamente em direção ao quarto das vítimas que ele cuidava. Enquanto andava, seu corpo brilhava em tonalidade azulada e dava lugar a uma figura divina, de armadura esmeralda, cabelos brancos e duas espadas nos dois lados de sua cintura.
[Banor] — Finalmente um tempo com meu filho.
Próximo: Capítulo 37 - Tormenta.
Bom capítulo! Explorou bem as conversas e o Druida (Curumim? Que nome é esse? hahahaha)
Parabéns!
No aguardo do começo dessa missão do Lokan e do Watson!
ATÉ QUE ENFIM CARALHO
Opa dantio. Obrigado por tudo, mesmo.
Curumin é baseado num dos nomes do Gandalf na Terra-Média. Se bem que agora eu não lembro do nome, hehe.
Espero que curta este capítulo :)
Presumo que até o capítulo 40 é que durará essa missão. Ou talvez não e dure mais uns. Veremos.
Espero que gostem deste capítulo. Novamente, qualquer erro, avisem.
No capítulo anterior:
O Druida Ancião, ou Curumin, revelou que George está com a consciência para o mundo real bloqueada por um selo, e que um tipo de espírito maligno está lutando com George em seu mundo psicológico numa batalha mental. Para tirar George disso e evitar que ele perca e morra, dando lugar para esse espírito, o Druida envia Jack e Lokan atrás de um lendário grifo em Polerion.
Capítulo 37 – Tormenta, parte 1
O porto de Veneraten parecia maior do que Watson imaginava. Havia pelo menos outros cinco navios ali, e sete saídas, contando sete barcos no porto. Elas estavam distribuídas pelo norte e pelo sul, e seu único problema eram as casas próximas dos pontos de desembarque, podendo atrapalhar a saída. Por isso o ponto do centro era o mais usado, apesar da estalagem logo abaixo dele estar destruída devido a invasão de orcs há dois dias. Entretanto, o Jachess não estava mais lá.
Guiado por Lokan, a dupla andou pelo porto procurando algum capitão que os levasse para Polerion. Depois de falar com quatro e receber negações, o último, um capitão mais descontraído, parecia ser a última opção deles. Ele conversava com seu contramestre, aparentemente discutindo planos de viagem. Os dois entraram e perceberam que alguns soldados e guerreiros estavam no navio. Sem se preocupar, aproximaram-se do capitão o bastante para que este os percebesse.
O capitão vestia um gibão negro com remendas de couro na altura do ombro, perto do pescoço, na cintura e nos cotovelos, calças vermelhas e botas de couro negras e um pouco gastas. Seus cabelos eram curtos e negros, e a pele bem bronzeada, certamente um homem do mar. Seu contramestre era negro, usava dreads nos cabelos e tinha uma barba grossa, contando com uma cicatriz na boca. Usava uma túnica verde, bermudas azuis e botas marrons. Ambos munidos de uma cimitarra.
[Lokan] — Boa tarde. Seu navio está livre agora?
[Capitão] — Difícil. Aqueles caras ali são do exército sensatano, estão partindo em busca de um trio causando confusão por ai. — Sua voz era um pouco fraca, fina, mas com tom sério.
[Lokan] — Estranho, estou a tanto tempo em Veneraten e não ouvi nada sobre eles.
[Capitão] — Passou os últimos dias numa caverna? Está todo mundo atrás — Aproximou-se do sacerdote, falando baixo — de uns tibianos cheios de poder. Eles chegaram aqui quando a cidade foi invadida por aqueles verdões podres, e dizem que foram esses tibianos que atraíram um demônio colossal pro centro da cidade e foram eles que o mataram. Hoje o templo da cidade não está mais com sua proteção e com nada para ajudar as pessoas, ele está em ruínas, cheio de atração demoníaca. Estamos pensando em sair daqui o mais rápido possível.
Watson ficou tenso, principalmente por se lembrar de Bloodherg. Já para Lokan, aquilo era completamente novidade, desde a invasão até o demônio. Não pode deixar de mostrar grande surpresa ao ouvir aquilo.
[Watson] — Então esse é o seu dia de sorte. Estamos querendo partir para Polerion.
O capitão pareceu não gostar muito da ideia.
[Capitão] — Os soldados sensatanos tomaram este navio para partir numa missão nesta noite. Zarparão para Polerion, pois descobriram que uma parte do céu explodiu na noite passada e acham que tem algo a ver com os tibianos.
[Watson] — Se for esse o caso, nós iremos os ajudar também.
[Contramestre] — É missão da coroa. Não se enfia o dedo nessas coisas. — Sua voz era grossa e baixa, mas nítida. Dava o ar de saber o que estava falando.
[Watson] — Veremos... — Virou-se e foi de encontro aos soldados, conversando em grupo. Um maior estava entre eles, com uma armadura vermelha mais completa, e usava um capuz ao invés de um capacete, que possuía uma linha amarela reta que ia até a ponta dele, além de ter uma boa grossura.
Quando Watson estava se aproximando, o maior foi avisado sobre ele e virou-se para ver o feiticeiro chegando. Pela faixa no braço direito dele e o símbolo do S com espadas de ouro cruzadas, ele poderia ser um capitão ou comandante. Ele cruzou os braços, esboçando um semblante de superioridade frente ao feiticeiro, que era mais baixo que ele.
[Comandante] — Alguém envelheceu muito, mas o rosto teve a sorte de não sofrer com isso... Por ser horrível. — Gargalhou junto de seus homens. Sua voz era grossa, fazendo jus a seu corpo forte e musculoso. Ele estava ridicularizando os cabelos brancos do feiticeiro.
[Watson] — Não quero brincar. Quero caçar os tibianos que causaram discórdia nessa cidade.
[Comandante] — Interessante... — Seu comportamento mudou um pouco, devido ao interesse do homem de querer se envolver numa missão tão perigosa. — Qual sua classe?
[Watson] — Sou um feiticeiro.
[Comandante] — Feiticeiro? Urgh. Feiticeiros gostam apenas de ficar lendo livros por horas, fabricar poções e se vangloriar de sua inteligência. Não precisamos de sua escória.
[Watson] — Pelo menos eles tem inteligência o bastante para saber que sua tropa precisa de força mágica para uma missão como essa.
Os guerreiros ficaram receosos, não imaginavam alguém com coragem o bastante para inferiorizar algo daquele homem de forma tão imponente. Já ele começou a ficar seriamente nervoso.
[Hiagaram] — Sabe quem sou eu, verme? Sou Hiagaram, comandante sensatano, Guerreiro Arcano de alta classe, um dos maiores e melhores comandantes desse continente! Meça bem suas palavras antes de falar qualquer coisa comigo!
[Watson] — Se você é um comandante, deve saber que ir atrás de tibianos de força desconhecida exige mais homens e principalmente feiticeiros e druidas na sua tropa. Eu estou me oferecendo para ajudá-lo e talvez evitar que você perca homens a toa.
[Hiagaram] — Não me venha com essa! Não sou tão burro a ponto de usar tão poucas tropas. E também não sou tão estúpido para contar qualquer coisa sobre planos secretos da coroa. Agora, saia!
[Watson] — É claro que você é burro, pois você não quer contar com magos na sua tropa, e é claro que você é estúpido, pois você acaba de revelar que vai atrás do incidente com grande quantidade de tropas. Você matou um comandante e roubou sua faixa e sua armadura para se tornar um?
Os guerreiros se afastaram ao verem as mãos de Hiagaram se fecharem. O que veio em seguida foi um poderoso soco de sua mão direita, que mesmo tendo sido lançado rapidamente, Watson conseguiu segurá-lo. O comandante ficou vermelho de raiva e deu um chute fortíssimo do qual o homem de cabelos brancos não conseguiu desviar. Foi lançado ao chão até próximo da outra mureta, ao lado de Lokan e os dois homens.
[Contramestre] — Falei.
Lokan se levantou e se preparou para incendiar seu corpo com suas chamas púrpuras, mas lembrou-se de que já tinham visto as chamas púrpuras antes. Ele, então, decidiu usar o poder para fazer magias mais poderosas. Carregando eletricidade em suas mãos, ele levou o braço direito para o alto e o esquerdo para baixo, e fez grandes esferas de energia. Conectou uma a outra, juntou suas mãos e lançou uma onda elétrica em direção de Hiagaram, o derrubando.
Ele se levantou e jogou sua mão direita para o lado. Do fogo, fez-se um berdiche*, cuja lâmina era cheia de ornamentos representando o fogo, e o cabo tinha um degradê de laranja para o vermelho.
Deu um salto com a arma levantada e a desceu. Watson desviou, deixando a arma cravar o chão. Encheu sua mão direita de fogo comum e desferiu um poderoso soco no rosto do homem, fazendo-o largar a arma e cambalear para o lado. Gerou grandes quantidades de chamas na mão e lançou contra ele, enquanto ainda cambaleava, o derrubando. O feiticeiro correu até ele, deu um salto e gerou um martelo de fogo das próprias mãos, e desceu-o. E do fogo, surgiu uma espada da mão de Hiagaram, defendendo o forte golpe, que explodiu na sua espada, lançando Watson para trás.
Uma vez de pé, Watson preparou uma nova magia, dessa vez um globo de fogo que fez em frente de Hiagaram. Ela cresceu tanto que explodiu, causando grande dano ao guerreiro, e o lançando para longe. E não parou por ai: De sua mão esquerda, surgiu uma corrente flamejante que se lançou até o comandante, o envolveu ainda no ar e o prendeu, permitindo que o feiticeiro o puxasse até sua direção. Quando o alcançou, ele desferiu-o um soco flamejante, deu-lhe uma joelhada na região abaixo da barriga que estava exposta, o afastou e lançou-o para longe com uma onda de chamas.
Hiagaram girou no ar e cravou sua espada no chão de madeira. Watson simplesmente surgiu na sua frente, dando-lhe um poderoso golpe do mesmo martelo flamejante de antes em suas costas, o colocando definitivamente no chão.
O homem de cabelos brancos era fitado por todos no navio, que estavam completamente pasmos, tirando Lokan, que compreendia a alta força mágica de Watson. Este foi até o berdiche de Hiagaram, tirou ele do chão, e foi até sua direção, puxando o capuz um pouco chamuscado do comandante e ameaçando sua garganta com a arma.
[Watson] — E então, posso me juntar a sua tropa?
[Hiagaram] — B-Bem vindo. — Disse, com medo de apanhar mais ainda do feiticeiro. Apesar de não ter sido realmente derrotado, sabia que não tinha chance e poderia morrer.
Watson o ajudou a se levantar e lhe entregou sua arma. Hiagaram fez a espada e o berdiche desaparecem em fogo, aparentemente ele guardava suas armas de outra forma. Ele foi até a direção do capitão, seguido por Watson.
[Hiagaram] — Desculpe por qualquer coisa... Só venho lhe informar que os dois magos estão na minha tropa.
O contramestre engoliu o riso e o capitão sorriu. Ele assentiu com a cabeça e o comandante, envergonhado, voltou até suas tropas na outra mureta, ameaçando-lhes caso houvesse algum comentário, sequer um riso disfarçado. Agora, bastava apenas a dupla a aguardar o navio partir.
~~*~~
Era noite, uma lua minguante encontrava-se no céu escuro e cheio de estrelas. Novos soldados haviam se unido a comitiva de Hiagaram, e o grupo parecia completo. Os marujos do capitão também retornaram ao navio, que trataram de cuidar de qualquer dano causado pela incrível luta ocorrida ali.
Dadas 20 horas, o navio içou velas e zarpou silenciosamente. Watson e Lokan se sentaram nas muretas da direita do navio, ao lado de outros soldados. A maioria dos marujos foi para o convés, restando apenas alguns nas velas. A viagem seguiu calma e silenciosa, sem nenhum incomodo. Os soldados conversavam pouco, pois ainda sentiam que Hiagaram os socaria e jogaria no oceano caso falassem qualquer coisa relacionada ao que aconteceu.
Horas se passavam e muitos soldados se encontravam dormindo. Hiagaram foi para a cabine, já que havia uma cama ali para ele. Outros soldados foram para o convés para dormir. Watson e Lokan continuavam acordados e atentos. Vendo que ninguém os ouviria, Lokan se pôs a falar.
[Lokan] — Você não usou suas chamas verdadeiras. Como?
[Watson] — Tenho controle sobre elas. Além disso, era completamente desnecessário fazer aquilo, fora que descobririam que sou um dos tibianos.
[Lokan] — Tem razão.
Uma nevoa começou a tomar o navio. A noite já estava avançada, era uma madrugada quieta e misteriosa. Lokan não via nada para passar o tempo senão conversar um pouco.
[Lokan] — Aquelas magias... Nunca vi algo parecido.
[Watson] — Nem eu. Veio na minha mente, usei os poderes demoníacos para gerá-las.
[Lokan] — Notei. A cor dos seus olhos ficou roxa naquela hora.
[Watson] — Ainda bem que ninguém percebeu.
O capitão viu os dois lá embaixo e foi até a direção deles, enquanto falava.
[Capitão] — Super magos, o que fazem ai ainda? Vão repor suas energias no convés. A viagem será longa, mas o navio está na rota certa. Rumun ficará lá para cuidar do navio e manter a rota enquanto todos dormem, junto de dois marujos.
[Lokan] — Não se preocupe conosco. Podemos ajudar a cuidar do navio.
[Capitão] — Vocês são meus passageiros, devem ter uma boa estadia.
[Watson] — Escute, não pagaremos nada?
[Capitão] — Para quê? Vocês são problema do comandante. Aliás, que surra que você deu nele! Aquele retardado já vem causando poucas e boas há bastante tempo por ai. Você cortou as asinhas dele, pelo menos por um tempo.
[Watson] — É, mas não dou importância pra isso. Ele simplesmente me agrediu, e eu revidei.
[Capitão] — Me diga, aonde aprendeu tudo aquilo?
[Watson] — Gatinan. Ótimo local para aprender magias agressivas. — Lokan pareceu avoado ao ouvir aquilo, já que a um dia atrás, Watson não sabia nem aonde comprar peixes em Fusia e já conhecia um local pouco conhecido.
[Capitão] — Realmente. Bom, se quiserem, fiquem ai. Se ficarem com sono, há camas e palheiros no convés. Nada de grande qualidade, mas dá pro gasto. Até amanhã! — Despediu-se e se dirigiu a cabine do navio.
O Capitão estava puxando a porta da cabine quando o contramestre gritou.
[Contramestre] — Capitão! Venha rápido!
O capitão bufou e foi até ele. Ele parecia falar que a névoa parecia anormal e que algo estava errado ali, e que o vento não estava trazendo apenas o cheiro do mar, havia algo a mais ali.
Um som de ferro colidindo com ferro quebrou o silencio do mar. Em seguida, o navio balançou violentamente, aparentemente algo se chocou com ele. Watson e Lokan se levantaram e olharam para os lados, até começarem a ver tochas sendo acesas a esquerda do navio.
[Capitão] — REBELDES! A BOMBORDO! — Berrou com toda a força que tinha, fazendo os marujos saírem do convés junto dos soldados.
O navio inimigo já estava do lado do outro, e seus tripulantes já se encontravam colocando tábuas longas ligando uma mureta a outra e lançando ganchos presos a cordas em todos os cantos. Vários guerreiros bárbaros com machados começaram a entrar no navio, além de alguns guerreiros com armaduras leves com extensões escamosas e espadas longas. A dupla se afastou e começou a atacar os bárbaros, mas eram muitos e rapidamente eles estavam cercados. Um bárbaro de ombreiras, caneleiras e botas um pouco azuladas, com um cabelo loiro preso num rabo de cavalo e um grande machado de duas mãos ameaçador, estava frente a eles. Watson acabou reconhecendo o sujeito.
Era Polos Alarstake.
Saudações Carlos!
Desculpe minha demora e sumiço -- esses últimos tempos andaram mais complicados e precisei ficar um pouco mais imersa no Tibia para poder voltar a ter ânimo de escrever e ler as histórias da Seção. De qualquer forma, eu li os últimos 3 capítulos postados por você, e devo dizer que gostei muito deles.
Como o Dan já pontuou, gostei de você ter tornado Banor um Druida. Além do fato de Banor ser um personagem importantíssimo na história de Tibia, é bom ver alguém o explorando dessa forma. Espero continuar vendo mais dele. Estou gostando muito do andamento da missão também e quero ver o desenrolar de tudo isso.
Ah, "Curumin", se n me falha a memória, é um termo em tupi ou em guarani que significa "jovem, garoto ou criança". Não sabia da relação com Gandalf, contudo. Vivendo e aprendendo, rs. Em termos de ortografia, nada me saltou aos olhos -- o texto está bem revisado e formatado. Continue assim =)
De qualquer forma, estou acompanhando. Aguardo o próximo capítulo.
Abraço,
Iridium
P.S.: Ao menos vc está tendo muita força de vontade e determinação para terminar a sua história... Eu precisava retomar a minha xD
Opa, Iri. Salvou essa história de cair num poço de novo.
Você já explicou bem a cerca da demora, e tá bem explicado, não se preocupe. E espero que estes últimos capítulos tenham te ajudado a devolver sua inspiração :)
Banor irá ter mais utilidade futuramente, não nesse livro, mas futuramente. Espero que isso seja convincente, já que acho ele um ótimo personagem e que pode combinar com a história.
E eu não sabia desse lance do significado do Curumin Oo ele nunca teve nada a ver com o Gandalf. Eu baseei Curumin no nome "Ólorin", nome do Gandalf quando este era um Maiar. Bem, devo dizer que Banor ainda está procurando um nome que combine com ele, então Curumin pode deixar de ser o nome dele. Na verdade isso é uma desculpa pra eu achar um nome maneiro pra ele, ainda bem que tenho um pouco de criatividade pra criar nomes HUUAHUA
E obrigado por tudo, Iridium. Tem ajudado essa história pra caralho. :y:
Bem pessoal, essa é a continuação da luta no navio do capitão, que também conta com uma pequena conexão com um acontecimento dessa história atual. Espero que gostem!
No capítulo anterior:
Watson e Lokan encontram um navio para partir pra Polerion, mas este está sob controle de uma tropa de Sensalia. Watson desafia o líder dessa tropa para provar seu poder, tem uma luta dura com ele, e vence, com isso entra para a tropa junto de Lokan. No meio da viagem, numa madrugada escura e pouco visível, um navio de rebeldes encosta e invade o navio do capitão, e um dos lideres é alguém inesperado: Polos Alarstake, um primo de George.
Capítulo 37 – Tormenta pt. II
O navio se encontrava furiosamente agitado. Os soldados sensalianos combatiam com força de vontade e habilidade os rebeldes, enquanto o inimigo invadia e combatia com experiência, estratégia e fúria. Os soldados de armaduras grandes e escamosas combatiam os principais soldados sensalianos, fazendo certa desvantagem sobre os mais fracos, e os bárbaros bagunçavam as posições dos soldados com sua fúria e força. Hiagaram, como esperado, estava praticamente chutando vários do navio com sua força e sua grande espada incendiada.
Lokan estava apenas curando seus aliados e atacando qualquer inimigo que chegasse perto dele com ataques divinos, já que seu bastão mágico e habilidades divinas eram inúteis com humanos. Já Watson estava perdido e imerso em dúvidas.
Por que Polos estava ali?
Quem eram os rebeldes?
Por que estava escapando de ataques de alguém de uma família tão próxima dos Amerake?
Watson enfim parou um golpe e usou força psíquica para que o machado fosse para o chão e ficasse gravado ali. Em seguida, ele usou a mesma força para afastar Polos do machado, e em seguida ele pulou até o cabo do machado, e manteve um pé em cima do cabo, e o outro na lâmina. Voltou sua atenção para Polos, que planejava avançar.
[Watson] — Por que está me atacando? Você me conhece, somos amigos!
[Polos] — Não sou amigo de nenhuma escória servidora de Sensalia!
Polos tentou chutar Watson para derrubá-lo e matá-lo, mas o mago foi mais rápido e o afastou alguns passos para trás com força psíquica, que foi um pouco forte demais, fazendo o bárbaro cambalear para trás.
Ele entrou em fúria. Correu até Watson, saltou e conseguiu acertar-lhe em seu rosto um soco forte, e conseguiu tirá-lo de cima do machado, mas não o derrubou. Em seguida, ele tratou de ser rápido para pegar o machado, mas recebeu uma bola de fogo em seu rosto quando começou a puxá-lo. Em seguida, alguns raios finos de energia tocaram seu corpo, o eletrocutando. Mas o bárbaro era resistente, não se deixou abalar pelo golpe e continuou puxando o machado.
Quando ele enfim conseguiu tirá-lo do chão, Watson surge com uma grande marreta incendiada, avançando para um golpe fatal. Ele pulou para seu lado assim que a arma veio, e em seguida correu em direção do mago com o machado levantado. Sem rodeios, o Amerake lançou uma bola de energia nele, que explodiu no pescoço de Polos, lançando-o no chão.
[Watson] — Não estou do lado deles, Polos! Preciso chegar até Polerion, me unir a eles foi a única opção que eu tive!
[Polos] — Não acredito em você! Por que esconde o motivo de ir até aquele lugar desgraçado? — Urrou para Watson, e ainda em efeito de fúria, chutou o tornozelo de Watson, fazendo-o tropeçar — Você só pode estar buscando algo de interesse deles, por isso Tariko estava com vocês em Fusia!
Watson não teve nem tempo de responder. Polos rapidamente se levantou e socou seu peito, levou sua cabeça de encontro ao seu joelho levantado, e deu um poderoso soco em seu queixo, levando-o ao chão. O mago ia tentar se levantar, mas o bárbaro rapidamente ressurgiu com o seu machado e desferindo um golpe violento com ele. Watson defendeu rapidamente com um escudo de fogo, que lançou uma onda de choque ocorrida devido ao golpe, afastando um pouco Polos. Mas ele não desistiu e continuou desferindo sucessivos golpes até quebrar o escudo de fogo do mago. Neste momento, Watson chutou com os dois pés a barriga do homem, se levantou rapidamente e criou uma explosão púrpura, jogando Polos pra dentro da cabine e matando alguns rebeldes e três soldados sensalianos.
Watson ficou preocupado. Ele correu até a cabine para ver se Polos havia aguentado a força da explosão, e o viu encostado na mesa de trabalho do capitão. Ele correu até o homem e percebeu que ele ainda estava acordado, apesar do golpe e das queimaduras pelo corpo.
[Watson] — Pode finalmente me ouvir?
Polos não o respondeu, apenas continuou olhando para ele de forma séria.
[Watson] — Eu e o sacerdote lutando ali, nós estamos indo para Polerion em busca da cura para George. Ele recebeu um selo em seu corpo, e é só questão de tempo até ele acabar morrendo por causa do selo. Nós nos juntamos aos sensalianos pra chegarmos à ilha, pois este era o único navio zarpando para lá. Mas estamos apenas os usando.
[Polos] — Não estão defendendo os sensalianos?
[Watson] — Apenas fingindo. Por favor, acredite em mim!
Polos ficou olhando para ele e ficou pensativo por um bom tempo. Quando Watson estava próximo de falar alguma coisa, eis que o bárbaro finalmente fala o que ele esperava.
[Polos] — Certo. Me ajude a tomar este navio, e iremos para Polerion para salvar George juntos.
[Watson] — Isso!
Watson pegou a mão de Polos e o ajudou a se levantar. Dois soldados bárbaros entraram na sala, prontos para enfrentar Watson, mas Polos os parou.
[Polos] — Ele é um aliado!
Os soldados assentiram e voltaram para a batalha que estava ocorrendo no centro do navio. Antes que eles fossem também, Polos parou o mago ficando em sua frente.
[Polos] — Vi que você é um feiticeiro. O que mais é capaz de fazer?
[Watson] — Eu sou mais que isso... — Disse, e em seguida encheu seu corpo de suas chamas púrpuras, pronto para a batalha. Polos ficou bastante impressionado, mas sorriu; Aquilo seria de extrema utilidade ali.
Eles voltaram para o campo de batalha, com o bárbaro decepando um soldado sensaliano e o mago lançando outro soldado para longe com uma bola de fogo. Polos correu batalha adentro e Watson ia segui-lo, se não fosse pelo poderoso golpe de uma espada em suas costas, tão forte que o jogou no chão como um boneco atirado com força. O golpe era tão poderoso poderia ter decepado seu busto inteiro se não fosse as chamas púrpuras, um estágio mais forte do seu poder. O responsável era, obviamente, Hiagaram.
[Hiagaram] — Eu imaginava que você era muita coisa. Mas não que era o tibiano, e ainda mais um espião dos rebeldes.
Watson tentou se levantar, mas foi chutado, levado até a mureta próxima a ele.
[Hiagaram] — Farei seu poder desaparecer, e assim que isso acontecer, o matarei lento e dolorosamente.
Watson sentou-se na mureta e suas chamas ficaram mais claras, agora, roxas. Ele viu seu oponente rindo e se vangloriando de uma provável vitória, uma vingança. Mas ele conhecia a si mesmo — E ele sabe que jamais perderia uma luta assim.
[Watson] — Exura Gran! Exevo Gran Mas Vis!
Grandes nuvens de um cinza escuro sombrio se formaram ao redor do navio. Em dois segundos, dezenas de raios começaram a atingir os seus inimigos sensalianos, e principalmente Hiagaram, que recebeu mais raios. Quando as nuvens passaram, Hiagaram estava de joelhos, sua espada longa, grossa e incendiada estava no chão, e várias partes de sua armadura estavam abertas e chamuscadas, e seu capuz não existia mais, pois estava completamente chamuscado, revelando seu cabelo negro com um corte militar, e vários machucados sérios nela, além de sangue escorrendo para seu rosto e pingando.
Watson se levantou e percebeu que o corte profundo e enorme em suas costas não existia mais. Ele pegou o pescoço de Hiagaram e o levantou como se fosse um graveto.
[Watson] — Desculpa. Mas seu nível de poder jamais conseguiria fazer alguns arranhões no meu. E por isso, vou te dar o que precisa: Uma morte rápida. Agradeça essa minha piedade quando estiver ardendo no inferno do seu mundo.
O mago se encheu em chamas púrpuras, e em seguida, sem pena e com toda a crueldade que ele nunca achou que existia nele, ele explodiu a cabeça de Hiagaram, espalhando sangue por todos os lados e enchendo sua roupa e rosto do sangue do inimigo. O que quer que houvesse dentro da cabeça do cavaleiro, seja seu cérebro, seu crânio, seus olhos, tudo explodiu junto de sua cabeça e não deixou rastros.
Ao verem isso, os soldados sensalianos se renderam juntamente do capitão do navio, mas não do seu contramestre, pois este já jazia morto. Os rebeldes explodiram em alegria, soltando gritos e berros fortíssimos de comemoração, levando suas armas ao céu e enchendo o recinto da euforia dos vencedores.
Já Watson se encontrava em choque. Não acreditava no que tinha acabado de fazer, e se sentia um monstro. Ele desfez suas chamas e se sentou na mureta, observando a poça de sangue do pescoço quase inexistente de Hiagaram. Olhou o sangue em suas mãos, e descobriu uma desvantagem fatal em seu poder, algo que não fazia parte de sua personalidade bondosa. Era seu lado demoníaco, que havia despertado e agido. Lokan viu Watson perto do corpo do comandante e foi até ele, imaginando algo ruim acontecendo com o amigo.
[Lokan] — Você está bem?
[Watson] — S-Sim... Só estou...
Ele não continuou. Seu silencio perturbava Lokan, que sentia que algo estava errado.
[Lokan] — É sobre o que você acabou de fazer?
Ele continuou em silencio. Enquanto isso, Polos, ao longe, chamava Lokan para ajudar os soldados feridos enquanto ele botava o capitão para trabalhar, para que assim pudessem ir para Polerion. Enquanto isso, outros soldados não feridos e um sargento voltam para o outro navio para pegar suprimentos e logo ajudar a tirar os corpos do navio. Watson continuou no mesmo canto, por bastante tempo, em silencio, sem se mexer.
Mais do que nunca, ele agora temia seu lado demoníaco, de se tornar o que seu irmão se tornou. Ele não queria virar um demônio.
Próximo: Capítulo 38 - Terra da Névoa.
Saudações! Não me esqueci da sua história!
Rapaz... Depois quando eu falo que Sorcerer é tudo corrompido nego fica chateado SHUASHAUHUS
Brincadeira, brincadeira...
Gostei bastante desse capítulo, parabéns. Fiquei com um gosto de quero mais; é incrível ver como tudo está interligado na sua história. Vejo algumas coisas se repetindo, certos surtos de poder e dispustas internas de bem contra o mal acontecendo de novo com personagens diferentes (eu só não vou citar nomes pra não dar spoiler) e isso é muito interessante -- mostra que há um grande motivo para tudo isso ocorrer e que não é só um evento esporádico.
A narrativa está bem fluida e muito bem escrita; o clima foi de tenso a agressivo e voltou para a tensão de novo de uma forma bem-encaminhada, sendo súbita quando precisou ser. Está muito bom, continue assim! Acho que você retomou o seu estilo de narrativa, e só tende a melhorar!
Continue assim, estarei sempre por aqui.
Abraço,
Iridium
Acabei deixando um capítulo sem comentário... :(
Gostei muito da luta contra o comandante e da invasão dos piratas rebeldes! Acabou sendo um meio dos heróis voltarem a lutar pelo "lado certo"!
Acompanhando e aguardando o próximo capítulo!
Opa, Iri.
Sorcerer não é corrompido não, só o Watson que é com o lado semi-demônio dele.
E obrigado por tudo. Fico feliz de ter conseguido deixar essa impressão, pois tudo o que está acontecendo aqui é realmente importante. E muito mais vai acontecer, talvez crescendo mais a qualidade da história.
Ainda acho que tem mais da minha narrativa a melhorar, mas fico feliz de ter conseguido passar corretamente o que eu tava pensando pra essa luta. É possível que ainda haja mais vezes em que você verá a narrativa ficar assim.
Espero que continue vindo sempre, fefê. Tá ajudando muito essa história.
Olha só, achou o tópico de novo. hehe
E realmente eles voltaram a lutar pro lado certo, você verá no decorrer da história o porquê.
Continue acompanhando e fique com este capítulo :)
Neste capítulo, as coisas vão se desenrolar melhor e dar início a busca pelas outras relíquias de Lezatio(Que vai passar a se chamar de Lezario).
Espero que gostem.
No capítulo anterior:
O navio é invadido por rebeldes, aparentemente comandados por Polos Alarstake, primo de George. Após uma breve luta com ele, Watson o convence que nem ele, nem Lokan estavam ao lado dos sensalianos, e eles os ajudaram a acabar com a tropa sensaliana. No meio disso, Watson também enfrentou Hiagaram novamente, o derrotou rápido e o matou; No entanto, o que matou Hiagaram foi o lado demoníaco do mago, que agora temia o que seria capaz de fazer enquanto sob influência do seu lado maligno.
Capítulo 38 – Terra da Névoa.
Era uma manhã. Watson acordou numa cama macia, com os leves movimentos do mar mexendo o local. Aparentemente, estava no dormitório da cabine de um navio, com outra cama logo à frente, cuja estava desarrumada. Não estava coberto por nada, aparentemente foi carregado e colocado ali.
Ele se encontrava um pouco zonzo, mas conseguiu se sentar para tentar clarear as ideias. Foi então que se lembrou do que fez na madrugada; Aquilo o deixou profundamente depressivo. Para evitar desanimo e futuras falhas na missão que estava próximo de cumprir, ele começou a tentar esquecer o que fez. Afinal, já estava feito, ele não podia reverter.
Levantou-se da cama e subiu as escadas para a cabine. Ao chegar lá, notou que o local era maior do que parecia, um escritório digno de um grande capitão. Lá havia pelo menos quatro estantes, duas pra cada lado, uma larga mesa de escritório próxima as janelas, no fundo, um armário próximo e um gancho na parede, onde estava pendurada uma longa capa um tanto precária com um capuz, de um cinza bem desgastado.
Uma pessoa sentada na cadeira atrás da mesa olhava para a janela, descontraída e aparentemente não havia percebido quem estava ali. Watson identificou um machado acima de uma de diversas prateleiras a direita da pessoa, de dois gumes. Era Polos quem estava ali.
[Watson] — Onde estou? — Disse, sem rodeios. Em sua cabeça dolorida estava apenas a memória do que fez horas atrás.
[Polos] — Num dos melhores navios a serviço dos rebeldes, meu amigo. Bem vindo ao Adaga d’água! — Disse, levantando seus braços como um sinal da glória do navio. Em seguida, se levantou e foi de encontro a Watson. — Como está depois de tamanho feito?
[Watson] — O feito seria eu explodir a cabeça de Hiagaram?
[Polos] — Não! O seu feito foi tomar um navio venerateano para nós! Mas, é claro, para isso, você teve que matar o grandão e tal. Devemos bastante a você, apesar de eu ter a capacidade de enfrentar aquele imbecil... Agora, já era.
Watson andou pelo navio, em silêncio e aflito. Aquilo preocupava Polos.
[Polos] — Qual o problema?
[Watson] — Sei lá... Eu não deveria ficar chorando pelos cantos por causa do que eu fiz. Mas aquilo foi completamente novo para mim. Meus poderes agora não têm mais limites e eu estou preocupado com isso.
[Polos] — Isso não deveria ser bom?
[Watson] — É claro que não! São poderes muito agressivos e poderosos, tanto que podem mudar minha personalidade. Nunca em sã consciência eu faria o que eu fiz com Hiagaram.
Polos ficou pensativo por um tempo, deixando a sala em silêncio.
[Polos] — Seja lá de onde você tirou esses poderes... Você tem que controlá-los. E o que você tiver feito, já foi, você já fez. Não há como voltar atrás. — Disse, abrindo um sorriso em seguida — Além disso, não foi de todo ruim. O navio é bom, e é nosso agora. Podia ser o Jachess, mas ai é querer demais... Entretanto, não custa nada sonhar.
Polos foi até a capa no gancho, pegou-a e jogou para Watson, que a pegou rapidamente por reflexo.
[Polos] — Coloque isso. Apesar de estar feio, ele te dá resistência a golpes de terra e veneno, comuns nas criaturas de Polerion. Pelo menos na superfície. E ainda disfarçará esse cabelo branco estranho.
Enquanto Watson colocava o capuz, Polos seguiu até a porta da cabine e a abriu. O local estava cheio de soldados rebeldes, vários deles eram os marujos do navio, que se encontravam trabalhando. Polos gesticulou para que Watson o seguisse.
[Watson] — Ainda tenho várias dúvidas, Polos. Não pense que estou tranquilo.
[Polos] — Pois mande! Não tenho nada a temer.
[Watson] — Certo... Quem são os Rebeldes?
Eles pararam ao lado do mastro, do lado do capitão do navio. Este capitão não tinha nada para se vangloriar, senão sua espada novinha em folha em sua cintura. Ele usava um chapéu de capitão comum, um sobretudo um pouco precário devido ao tempo, com várias costuras e manchas, e sua cor vermelha estava escurecida pelo tempo. Seu gibão e calças eram as únicas roupas que não estavam podres.
[Polos] — Primeiramente, este é o Capitão Grito de Águia. Um grande e esforçado membro de nossa ordem, sempre disposto a fazer qualquer coisa para nós.
[Cap. Eaglecry] — Ya. Bem vindo, companheiro. Talvez você não tenha tempo para nossas trapalhadas pelas propriedades sensalianas, mas saiba que ainda tem mais a fazer.
[Polos] — E antes que proteste... Tem a ver com a sua missão, e o nascimento desta rebelião.
Watson ficou em pensamento por algum tempo. Os dois esperaram pacientemente uma resposta do mago.
[Watson] — Certo... Mas eu preciso saber como esta rebelião, ordem, o que for, surgiu.
[Polos] — Sem problemas! — Disse, olhando para o horizonte, os olhos cheios de brilho. — Fusia é o lar dessa rebelião, e o rei dela, nosso maior aliado. Sensalia está tentando dominar todas as partes conhecidas desse mundo, e quer ir mais longe. Ela crê em uma nova terra atrás dos redemoinhos e ciclones, no norte deste continente. Ela já está pensando em tomar Veneraten como uma real parte de seu reino, e não só um aliado forte. O capitão Olho Vermelho, um dos mais influentes membros nossos, e seus muitos mercenários, ajudavam a guardar uma lâmina de prata com magias divinas, arma que ajudou o primeiro rei de Fusia a estabelecer sua terra atual e afastar os sensalianos. Uma força-tarefa sensaliana invadiu o navio do capitão, onde ele guardava-a, e a pegou. Soubemos que ela foi parar em Veneraten, mas agora já sabemos que ela está, realmente, em Polerion. Inclusive um espião nosso acredita que você e seus amigos já a viram de perto.
[Watson] — Não faço ideia do que seja, acredite.
[Polos] — Bem... Imagino que você conheça Wadzar Zagarathon.
Watson engoliu em seco.
[Polos] — Bem, essa lâmina está sob propriedade dele. Ele usa em seu cajado, do qual o transformou numa foice. Ela é chamada agora de Foice do Primeiro Pecador, uma relíquia de Lezatio, que está nas mãos erradas. E acreditamos que ele almeja usa-la ao favor de Sensalia.
O mago pôs sua mão em sua cabeça, abismado e sem saber o que fazer com tanta informação jogada em cima dele.
[Watson] — Como deixamos passar alguém tão importante?
[Polos] — Pois é. Em resumo, nossa rebelião, da qual chamamos de Ordem da Espada Azulada, busca destruir todos os planos de avanço e conquista de Sensalia. E Wadzar é uma peça importante para isso.
[Watson] — Justa a sua ordem, mas eu não posso ajuda-los muito mais. Preciso salvar George. E pegar Wadzar.
[Polos] — Não se preocupe. Ajude-nos a pegar Wadzar e já terá feito sua cota por nós. Pois, acredite você ou não, este arcano é extremamente poderoso.
[Watson] — Farei questão de acabar com ele.
~~**~~
20 de Maio, 15:36
Porto de Polerion
Estranhamente, o dia ficou nublado. A área ao redor do porto da cidade era coberta por névoa, fraca, mas dificultando a visão em alguns pontos. Essa névoa também se estendia até a cidade, onde ela fica mais fraca. Enquanto o porto era pequeno, um andar acima do chão, contendo nada mais que uma torre de farol, uma cabana próxima e dois pontos de desembarque onde num deles fica o navio da cidade, a cidade era maior e com mais conteúdo, sendo possível ver torres, três castelos e sobrados altos, além da torre do templo da cidade. Destacava-se no meio daquilo tudo o palácio onde estaria o governador, com telhas de cor verde-marinho. Apesar de tudo, a cidade era cercada por uma muralha alta e bem reforçada.
Mas, para Polos, que sempre visitou o local, ela estava com uma aura diferente.
[Polos] — Bem Watson, esta é Polerion. Eu nasci originalmente aqui, mas meus pais foram para Fusia devido ao governo corrupto da família Hurriat. Mas parece que está tudo normal por aqui, hoje em dia.
[Watson] — Ah, espero que sim.
Eles estavam no porto, próximo da ponte que liga o porto ao portão da muralha para entrar na cidade. Lokan veio em seguida, acompanhado do Capitão Grito de Águia e os soldados e marujos rebeldes. Dali, eles começaram a andar em direção da muralha.
[Lokan] — Espero que não comecem nenhuma batalha aqui...
[Cap. Eaglecry] — Se Wadzar aparecer, estaremos preparados.
[Watson] — Mas você sabe que esses soldados não vão durar muito com Wadzar, certo? Ele pode usar feitiços de área e os derrotar facilmente.
Grito de Águia fitou Watson com desaprovação.
[Cap. Eaglecry] — Mago. Falo sério. Não foda toda a moral que eles conseguiram na noite passada.
O capitão seguiu com passos um pouco mais apressados, e Watson apenas o observou, sem dar alguma resposta. Polos percebeu aquilo e tratou de apaziguar uma má impressão.
[Polos] — Não ligue. Ele, assim como eu, dá muito valor a essa rebelião. E estes soldados a tempos não viam uma boa vitória e um motivo para sua moral aumentar. Vamos seguindo. E ponha esse capuz!
Watson e Lokan seguiram a frente dos soldados, e Polos e Grito de Águia na frente. Os guardas os liberaram, pois também eram aptos do movimento. À frente, ficava uma escada seguindo para dentro da cidade, que dava num caminho feito de pedras de âmbar. Eles seguiram por ela, visando ir até o palácio.
Mas como ele imaginava, algo estava estranho. As ruas estavam vazias, e a única pessoa ali era uma garota de treze anos, que avistou Polos e sua comitiva, e correu até eles, reconhecendo apenas o bárbaro.
[Garota] — Graças aos deuses você está aqui! Tem algo muito estranho acontecendo no palácio. Um homem encapuzado, com roupas pretas e uma foice nas costas entrou lá e os guardas de lá ficaram estranhos desde então!
[Polos] — Merda... Obrigado, Chalirze. Rápido, vamos para o palácio!
A comitiva corria pelas ruas como se estivessem querendo tirar alguém da forca. Mesmo os soldados mais pesados corriam bastante, apenas para chegar no palácio logo. Viraram para o norte, e lá estava o caminho para o palácio. Porém, cheio de soldados com olhos brancos sombrios, brilhando de uma forma fantasmagórica. Todos eles avançaram contra a comitiva, que aguardava apenas comandos do que fazer.
[Cap. Eagleway] — Rapazes, nada de especial aqui. Apenas avancem!
Toda a comitiva avançou com armas levantadas, moral alto e desejo de sangue nas mãos. Watson e Lokan correram mais rapidamente, passando por todos os soldados inimigos, com cuidado para não serem acertados. Passaram por todos e continuaram em alta velocidade até o palácio, sem nem mesmo olhar para trás.
Watson tomou a frente e já sabia como ia entrar.
[Watson] — Utani Gran Hur!
Com essa velocidade aumentada, Watson chegou próximo das poucas escadas até o portão do palácio, deu um poderoso salto, converteu-se em suas chamas roxas e socou os portões, abrindo-os forçadamente e quebrando as correntes que o prendiam. Parou no chão e levantou rapidamente para encarar o que havia logo a frente.
O governador estava desmaiado, e os seus dois melhores guardas presos no ar, a alguns metros acima do chão. E lá estava Wadzar, encapuzado e com a foice de pé em sua mão direita. Ele virou-se devagar e fitou Watson, ao longe. O arcano agora estava diferente, pois a roupa que antes usava por trás do seu casaco era amarela, agora branco, com um tom levemente azul. Um F marcado com uma arma se encontrava em seu peito.
Ele abriu um sorriso zombeteiro ao ver o mago com seus poderes ativos.
[Wadzar] — Olá, Amerake. Vamos dançar?
Próximo: Capítulo 39 - O Governador do Machado.
Relaxou na revisão desse cap, né? Deixou passar um errinho no começo também, e teve alguma repetição de palavras...
Gostei muito do final desse capítulo, deixou todos na expectativa de ver a "dança"? :y:
Enviado de meu XT1033 usando Tapatalk
Gostei
É, estou revisando rápido demais... Preciso ter um pouco de calma, ou escrever mais calmamente. Agora que eu vi o erro ali, irei corrigir.
Que bom que gostou do capítulo! Confira a "dança" agora!
:sanguine:
Bom, depois de exatamente um mês, resolvi terminar este capítulo. Me desculpem, descobri o navegador Opera e ele rodava Transformice, ai como é o único jogo legalzinho e dinâmico que tenho disponível pra jogar, acabei viciando um pouco nele.
Mas estou de volta e com capítulo novo, com uma ótima luta a vista!
Boa leitura! Lembrando pra me alertarem caso houver qualquer erro no capítulo, estarei melhorando nos próximos.
No capítulo anterior:
Watson acorda no navio que ele ajudou a tomar, descobre sobre quem são os rebeldes e que são a Ordem da Espada Azulada, da qual Polos é um dos lideres, e também é revelado as intenções de Wadzar, seu poder e força, e que ele porta a Foice do Primeiro Pecador, relíquia de Lezatio e arma crucial para salvar George. Eles chegam em Polerion, acabam descobrindo que parte dela está dominada por Wadzar e que ele já se encontrava no palácio do governador, e estava pronto para matá-lo, mas Watson chegou a tempo de impedir isso.
Capítulo 39 – O Governador do Machado
Watson começou a ir a sua direção, com passos lentos e precisos. Wadzar não parecia nem um pouco intimidado.
[Watson] — Não esperava que você fosse tudo o que falam sobre você...
[Wadzar] — Veio confirmar tarde demais... Só chegou a tempo de ver esses dois morrerem.
[Watson] — Você não irá matar ninguém!
[Wadzar] — Watson... Seja menos bonzinho. Seu outro lado não gosta dessa atitude. Além disso, quem são esses dois? Meros pedaços de pecado e ignorância. Não são tão importantes quanto nós dois, Watson... E eu vou lhe mostrar o porquê.
Ao dizer isso, Wadzar virou-se e bateu a base do cabo da foice no chão. Em seguida, duas asas gigantescas e brilhantes surgiram da batida, e suas pontas perfuraram profundamente os dois guardas. Elas desaparecem conforme vão ficando mais altas e unidas, até o momento que somem completamente e soltando os guardas, que caem partidos ao meio.
Lokan também estava assistindo, na entrada. A dupla ficou boquiaberta.
[Wadzar] — Viu? Bom, não que eu tenha mudado meu estilo de magia e passado a usar a luz, mas adoro os poderes dela, vindos dessa foice. — Disse, levantando a foice para admirá-la e passar suas mãos pálidas por ela — Deixe-me adivinhar... Vocês a querem. O que é interessante, pois eu achei que a espada de Lezatio, que está sob a posse do ruivinho, não lhes parece o suficiente. Aliás, onde ele está? E onde está o irmãozinho dele?
[Watson] — Não lhe devo explicações... Apenas uma surra.
Watson avançou contra Wadzar, que se encontrava rindo e caçoando do mago. Ele pulou alto, envolvendo suas mãos de chamas roxas concentradas e socou o chão próximo de Wadzar, criando uma série de explosões medianas em forma dominó, levando o arcano pra longe. Ele não chegou a tocar o chão, já que antes ele abriu suas asas brancas e extremamente brilhantes, provindas da foice.
[Wadzar] — Vamos lá, Watson! Você é melhor do que isso!
E assim Watson o fez: Transformou as asas do feiticeiro em chamas, e ao mesmo tempo abriu um enorme buraco cúbico no chão, donde saia fogo e espinhos púrpuros. Wadzar caiu ali como um animal cai em uma armadilha, pois não previa aquilo. Para completar, o mago saltou alto, e quando atingiu a perfeita simetria entre o corpo do arcano com o seu, ele desceu em uma incrível velocidade, afundando-o fortemente nos espinhos e intensificando o calor das chamas.
Watson saiu dali e correu até o governador, mas foi impedido por uma barreira invisível. Wadzar apareceu na sua frente e o golpeou com a foice, fazendo-o voar até as portas do palácio.
[Wadzar] — Tenho que admitir, foi criativo. Não esperava essa. Mas foi fácil de escapar. — Disse, enquanto estalava seus ombros e mexia seu corpo como se estivesse se espreguiçando, por causa dos golpes que havia levado — Mas você é lento demais... Não merece o poder que possui.
Watson sentia uma profunda tentação pra ir ao seu próximo estágio de força, mesmo sabendo que ele poderia fazer alguma coisa ruim. Mas ele não queria, não sabia se teria controle de tamanho poder.
Assim, ele se levantou, estalou o pescoço e avançou com velocidade contra o feiticeiro. Este desceu sua foice para pará-lo, mas ele deu um passo atrás rapidamente para não ser atingido, e voltou ao ritmo, agarrando o encapuzado e o jogando no chão.
[Watson] — Exevo Gran Mas Flam!
Uma área de seis metros foi coberta pelo poderoso conjunto de explosões de fogo. Quando se dissipou, Wadzar parecia visivelmente atingido pelo golpe, tanto que criou uma magia arcana explosiva para levar Watson para o alto e levantar. E quando ele se levantou, Lokan já havia lançado uma magia santa, que o atingiu em cheio, derrubando-o no chão de novo. Ele revidou, batendo a foice no chão e criando uma asa bruta, socando o queixo de Lokan e o nocauteando. Watson desceu como um tornado de chamas até Wadzar, causando uma explosão não muito grande, mas poderosa.
Não parece ter tido muito efeito; Watson apareceu sendo lançado de dentro da fumaça da explosão até um pilar próximo. O encapuzado veio junto, colidindo a cabeça da foice com o peito do mago, destruindo o pilar e o levando até a outra parede. Ele reagiu, socou seu rosto e explodiu em chamas, lançando Wadzar para longe. E ali estava Watson, novamente envolto pelas chamas púrpuras.
[Wadzar] — Interessante... Você possui outro estágio de poder. George tem outro estágio de poder. Que repetitivo... Não dá pra vocês variarem um pouco não?
[Watson] — Chega de você.
Watson saltou diretamente da parede, e enquanto no ar, começou um bombardeio sobre Wadzar. Dezenas de bolas de fogo roxas saiam de suas mãos em direção do arcano, que fugia e tentava ao máximo desviar de todos os ataques, mas só algumas vezes conseguia. O mago desceu ao chão e avançou contra o feiticeiro, e o mesmo também avançou, com a foice levantada. Watson convocou uma espada longa para defender os golpes que estariam por vir.
Os dois se chocaram em uma grande explosão de poder, transparente e clara. Rapidamente começaram a trocar golpes, um defendendo o golpe do outro das formas mais habilidades e improváveis possíveis. Enfim, Watson deu um rápido pulo para trás, saltou e desceu um poderoso golpe sobre o inimigo, que defendeu com a cabeça da foice, deixando várias faíscas no ar. Em seguida, ele aproveitou a brecha para atrapalhá-lo.
[Watson] — Exevo Vis Hur!
Uma onda de esferas elétricas explodindo acertou o feiticeiro, o afastando e rasgando um pouco sua roupa, revelando um pouco do F branco com um tom azul. Watson continuou, desta vez puxando-o para perto dele, convocando correntes flamejadas púrpuras e o trazendo para perto. Quando este chegou perto, o mago socou seu rosto, e em seguida sua barriga, deixando-o de joelhos. Rapidamente, Watson levantou um grande conjunto de chamas púrpuras, e quando Wadzar tentava levantar com a ajuda de sua foice, as chamas baixaram, criando uma mortal explosão púrpura de pelo menos dez metros.
A foice de Wadzar saiu de sua mão e se encontrava no ar. Rapidamente Watson segurou-a com força psíquica e a cravou num pilar próximo. Enquanto isso, o dono da foice estava largado sobre um pilar à esquerda da sala.
[Watson] — Criativo o suficiente pra você?
O arcano começou a rir. Aquilo irritava profundamente Watson, e parecia que ele sabia disso.
[Wadzar] — Não houve... Criatividade. Apenas você aproveitando oportunidades. Vamos... Vamos lá. Você não está explorando tudo que é capaz.
Watson não aguentava mais seu inimigo. Suas mãos formaram uma lâmina de machado para cada, apenas para cortar o feiticeiro em pedacinhos. Ele se levantou um pouco desordenado e se desequilibrando devido ao poderoso golpe que levou, e levantou as mãos de forma reta, e elas se encontravam estavam negras, abertas e com pequenos espirais vermelhos as cercando.
Os dois avançaram um contra o outro em alta velocidade. Foi então que uma figura no trono se levantou com um machado na mão, levantando-o e com dentes cerrados de raiva.
[????] — CHEGA!
Ele desceu o golpe, que explodiu no chão e lançou uma onda de pressão, lançando os dois pra longe.
A estrutura tremeu como se um terremoto estivesse acontecendo, e até os próprios soldados sentiram isso. Um soldado matou o último inimigo possuído e a partir daí o chão começou a se mexer. Polos olhou preocupado para o palácio, de portas abertas. Os soldados foram ordenados a entrar no edifício o mais rápido possível, enquanto o bárbaro e o capitão estavam na frente. Quando entraram ali, o governador de Polerion estava de pé com o seu machado em mãos e com Watson e Wadzar no chão, com poderes desativados. Os dois se recuperaram do choque ao mesmo tempo, assim como levantaram ao mesmo tempo; A foice cravada no pilar voou até a direção do feiticeiro, enquanto o mago convocava um martelo flamejante para parar o ato do inimigo. Mas quando o martelo desceu, a foice chegou as mãos de Wadzar, e assim ele desapareceu em uma luz clara e pequena.
O martelo explodiu e desapareceu. Ali estava apenas Watson, vendo que sua missão falhou. O mesmo se ajoelhou e pôs as mãos na cabeça, abismado.
Polos foi amparar Lokan, enquanto os soldados iam adentro do palácio junto do capitão ver as condições do governador.
[Polos] — Ei, cabelos nevoentos! Ajude-me com Lokan!
Watson olhou para Polos desesperado, quase a desabar em lagrimas. Mas suas sobrancelhas fecharam-se, misturando ódio e desespero. Ele virou-se para o governador, que estava sendo amparado por Grito de Águia, e simplesmente explodiu em chamas. Ele estava envolto pelo seu poder púrpuro novamente, e dali se levantou e avançou a todo vapor em direção do mesmo. Era impressionante; Tudo parecia estar em câmera lenta a cada passo de Watson, e a pressão era estonteante. Ele deu um altíssimo salto, envolveu sua mão em chamas mais escuras ainda, e foi em direção do governador. O mesmo o viu se aproximando, levantou-se de seu trono e pegou seu machado, preparando-se para revidar.
Simplesmente o governador desceu seu golpe antes mesmo do mago o alcançar, mas acabou o acertando em cheio em seu peito, e o levou junto ao chão, criando um forte baque pelo palácio e fazendo tudo tremer. Quando a fumaça que se levantou do chão aberto dissipou, Watson estava em sua forma normal, mas seu peito não fora ferido. O adversário manteve o machado sobre seu peito, apoiando suas mãos e corpo sobre ele.
[Pierret] — Ah, veja só, mais alguém que não me conhece. Mais alguém que não conhece Pierret Ahreaxon, o melhor machadeiro de Polerion deste século! Meu jovem, alguém como você não pode me vencer, tampouco com tamanha fúria. Mas não se preocupe... Eu estou do seu lado.
Watson simplesmente virou sua cabeça para o lado, e de seu olho esquerdo, desceu uma lágrima. Derrotado e se sentindo um falho, não foi capaz nem mesmo de direcionar uma resposta a Pierret. Apenas ficou ali, com mil pensamentos.
Próximo: Capítulo 40 - Majestosa Polerion.
Saudações, Carlos!
Fiquei um tempo ausente, então não pude comentar.
Bom, o Danboy já deu um puxãozinho na sua orelha, então eu também vou continuar -- no Capítulo 38, há alguns pequeninos problemas em termos de semântica na construção das suas frases, a saber:
1."Era uma manhã." -> Esse "uma" é um complemento desnecessário e que não tem muito cabimento aí, visto que não há outro complemento nominal de tempo (ex.: "de outono", "de Abril", "de segunda-feira") que sustente esse artigo.
2. "(...)... Era coberta por névoa, fraca, (...)." -> Nesse caso, o uso de ponto-e-vírgula seria mais adequado, pois há uma pequena elipse aí. Sem essa pequena quebra na narrativa, fica difícil de entender como essa névoa é, por mais simples que seja a descrição.
Outro problema que eu vi -- na realidade, não chega a ser de todo um problema, e sim uma questão de detalhes -- foi a utilização de Eaglecry e a sua tradução. Grito de Águia. Sendo um pouquinho dura, decida-se: ou você adota os nomes anglicanos, ou parte para a tradução; para o leitor desatento, Eaglecry e Grito de Águia poderiam muito bem ser dois personagens diferentes e quiçá muito distintos entre si.
Uma coisa que eu acho que seria legal você explorar seriam outros signos de ortografia além do ponto e da vírgula; muitas das sentenças que você escreveu poderiam muito bem ser separadas umas das outras por pontos-e-vírgulas, travessões ou dois-pontos: acredite, utilizar uma dessas outras opções dá maior fluidez ao texto lido, fazendo com que a história não pareça tão "rígida" e tornando-a, assim, mais agradável de se ler e ver-se imerso nela.
Agora, quanto ao Capítulo 39 -- o feedback foi considerado e utilizado em muitos casos; eu ainda noto uma certa dificuldade ortográfica em seus textos, Carlos. Eu não sou isenta de falhas (cometo MUITOS erros crassos, dos quais apenas me dou conta depois que, com o perdão da expressão, "a merda já foi publicada"), mas tenho uma maior facilidade de explorar os sinais de pontuação, fazendo com que eu consiga exprimir quase que com perfeição aquilo que quero dizer.
Uma proposta que tenho para você, meu caro amigo, é a seguinte: experimente escrever uma sequência de períodos compostos; um parágrafo inteiro de seu novo capítulo, por exemplo. Quando o terminar, faça até três cópias e experimente brincar com os sinais de pontuação; veja até onde você consegue ir em termos de variações e peça para algumas pessoas lerem cada um deles e dizerem a você quais as interpretações que elas tiveram. Depois disso, reescreva o parágrafo conforme a sua real intenção. Repita isso com outros parágrafos ou frases menores até se sentir mais confiante. No entanto, não precisa fazer isso com o capítulo inteiro a não ser que julgue necessário.
Peço desculpas pela wall of text, mas não se engane -- eu espero, de coração, que eu esteja te ajudando, e não te atrapalhando. Escrevo isso tudo com a certeza que você faria uma avaliação próxima dessa, senão igual comigo.
No mais, gostei dos capítulos. Estou no aguardo da continuação, esperando sempre Capítulos melhores do que aqueles que o antecederam. Tenha um excelente finzinho de semana e até o próximo Capítulo!
Abraço,
Iridium.
Hey, Iri. Obrigado pelo wall of text. quem agradece por um wall of text?
Levei em conta seus pontos e estou tentando usar eles para melhorar meu trabalho. Fato é que acabei fazendo esses dois últimos capítulos sem tomar o devido cuidado com a escrita, fui levado pelo que eu estava ouvindo e acabou saindo meio mecânico e estranho. Deveria ter feito uma revisão mais séria, mas eu nunca tenho muita paciência pra fazer isso, sinceramente.(O capítulo 38 nem eu mesmo gostei muito, vou evitar cometer esse erro de novo)
Agradeço todos os pontos que você vê e fala sobre e como melhorar. Você tem me ajudado muito, e também tem feito essa história andar. Essa seção precisa de mais pessoas como você.
*
Primeiro capítulo de 2016!!! :confete:
Bem, estou de volta. Fiquei algum tempo afastado para treinos psicológicos e melhoria de escrita.
Não, na verdade eu fiquei afastado por vagabundagem e abuso de jogatina(Novembro inteiro foi só jogando AoE2, Mount & Blade: Warband, AoM, dentre outros). Acho que eu estava precisando, minha escrita tava começando a ficar zoada. Por isso, a partir de agora, não posso dizer com exatidão quando que virá um capítulo, nem darei previsões. Quando eu sentir que a inspiração veio e tá legal o clima pra escrever, dai faço o capítulo. É simplesmente para evitar quaisquer erros bobos nos capítulos e para que eles fluam melhor.
Acredito que consegui fazer isso com esse capítulo. Espero que gostem.
No capítulo anterior:
Watson enfrenta Wadzar no salão principal do castelo do governador de Polerion, em um duelo épico para ver quem era o melhor mago. A luta se encerra abruptamente quando o governador acorda e faz tudo tremer com o seu machado. Nessa brecha, Wadzar foge e Watson fica tão revoltado que acaba partindo pra cima do governador, que o derrota com apenas um golpe, o deixando desolado.
Capítulo 40 – Majestosa Polerion
Cá estava Watson, fraco e completamente desmotivado, afundado numa cadeira da sala de reuniões do castelo do governador. Ao seu lado, encontrava-se Lokan, preocupado com o estado de seu amigo e no progresso da missão. Na cadeira da ponta estava o governador, que conversava com um servo através de sussurros. A sala era enorme, com vários metros de altura e janelas muito altas, com ornamentos negros, espadas e machados cruzados, representando o poder de Polerion. As paredes e o chão eram brancas, bem polidas e limpas, mostrando que eram limpas sempre que possível. No teto havia um lustre de quatro adornos, com velas de ouro em cada. No chão estava estendido um belíssimo tapete branco e roxo, com muitos desenhos de paladinos, clérigos e guerras.
O governador tinha cabelos negros, mas já debilitados por muitos fios brancos. Tinha uma barba um pouco grisalha e rala. Era branco, alto, um pouco musculoso e com olhos de cor violeta. Seu nariz era um pouco largo e os lábios grossos. Sua roupa era de um típico governador, mas sem as mangas. Era um homem bem peculiar.
Quando o servo foi embora, Pierret voltou sua atenção à dupla.
[Gov. Pierret] — Muito bem! Sou o Governador Pierret Arheaxon e estou disposto a ouvir vocês e se explicarem quanto aquele arcano maldito e a luta no meu palácio, e principalmente porque meus soldados não vieram ajudar durante este combate.
[Lokan] — Você já disse seu nome.
[Gov. Pierret] — E se você não ouviu? Ou não entendeu? Tenho que me adiantar frente a essas perguntas inúteis.
Lokan ficou em silêncio.
[Gov. Pierret] — Ainda quero entender o poder do seu amigo. Mas, certamente, ele não é tão alto como parece, já que caiu frente ao meu machado.
[Lokan] — Ele estava cansado e cego de fúria. Nesse estado, é fácil ser derrotado.
[Gov. Pierret] — Subestima meu poder, sacerdote?
[Lokan] — O poder do seu machado? Lógico que não. Você também é habilidoso para usá-lo. Mas essa não é a questão.
[Gov. Pierret] — É. Quero que respondam sobre o arcano.
[Lokan] — Não há muito o que dizer. Ele era um inimigo que te nocauteou e simplesmente o combatemos.
[Gov. Pierret] — Por vontade própria? Mesmo que tenha parecido que vocês já se conheciam?
[Lokan] — Olha, você não disse que estava do nosso lado? Por que nos questiona?
[Gov. Pierret] — Hmm... Disse?
[Lokan] — Claro que disse! Em alto e bom som!
[Gov. Pierret] — Não me lembro bem disso... — Disse, coçando a cabeça. Lokan o fitava indignado.
[Lokan] — Como um homem que mal se lembra do que fala governa uma cidade como essa?
Pierret levantou-se rapidamente, socando a mesa.
[Gov. Pieret] — Tome cuidado com o que fala, sacerdote! — Vociferou, apontando o grosso indicador para Lokan — Não está falando com qualquer um!
Lokan também se levantou, irritado.
[Lokan] — O meu nome é Lokan! LOKAN! Estou tentando agir de forma séria e você apenas distorce tudo!
Um homem entra na sala, alarmado pelos gritos. Era Polos.
[Polos] — Ei, ei! Vamos acalmar os ânimos. Como ele próprio disse, ele não está contra nós. Precisaremos de contribuição e consentimento para seguir nossa missão, Lokan.
[Lokan] — Pois fale para ele, então. — Sentou-se novamente, enquanto o governador permaneceu levantado e perplexo.
[Polos] — Sr. Ahreaxon, nós...
[Gov. Pierret] — Não me chame assim! Me chame pelo meu nome! Odeio ser chamado de senhor!
[Polos] — Sem problemas. — Tartamudeou, impactado pela resposta rápida — Pierret, nós estamos em busca de um grande mito de Polerion, e precisamos de ajuda. Acreditamos que esse arcano que lhe nocauteou planeja usar o poder desse mito para colocar a cidade abaixo.
O governador virou-se para Polos. Seu semblante ainda era de ódio, mas Polos não se sentia intimidado.
[Gov. Pierret] — Ninguém, eu digo, NINGUÉM colocará a majestosa Polerion abaixo! Digam o que vocês precisam e eu os ajudarei!
Polos deu uma piscadela para Lokan, que sorriu. De fato, Polos foi mais eficiente.
Algum tempo depois, o trio estava num templo ao norte da cidade, próximo da nascente de um rio que corta parte da ilha. O governador, com seu poderoso machado nas suas costas e acompanhado de alguns poderosos paladinos, conversava relativamente baixo com o dono do templo, que ainda não sabia muito bem do que precisavam. Mas logo ele passou a entender.
O sacerdote veio até Polos e Lokan. Watson estava encostado na entrada do templo, do lado de fora.
[Agneir] — Bem vindos. Meu nome é Agneir, dono do templo e líder dos sacerdotes desta ilha. Ouvi falar que buscam o mito da criatura sábia que mora em Polerion desde o começo dos tempos, estou certo?
[Lokan] — Isso mesmo. Queremos saber mais sobre ela e onde encontrá-la.
[Agneir] — É ai que está a questão. Um mito não tem um local especifico, descrição ou até mesmo magnitude do seu poder. Pode ser uma criatura pequena ou até mesmo um humano cuja imagem foi distorcida por tanto passar de boca em boca. Entretanto, esse mito anda esquecido há muito, muito tempo. Como o descobriram?
[Polos] — Um amigo nosso precisa de ajuda e acreditamos que essa criatura saiba do que precisamos.
[Agneir] — Olha, por mais que eu seja o líder dos sacerdotes, nunca vi eles relatando sobre a existência dessa criatura. Logo, temo que não possa lhes ajudar.
O governador não gostou muito do dito, visto pela sua expressão nada satisfeita.
[Gov. Pierret] — Droga, Agneir! Você pelo menos não se lembra de alguém falando sobre esse mito? Alguma localização relacionada? Pense, homem!
Agneir pensou em insistir na ideia de que não havia nada sobre a criatura, mas reconsiderou, lembrando-se de todos os relatos de aventureiros que já foram parar no seu templo. Lembrou-se de um aventureiro, agora um lenhador, que vivia no sul de Polerion, fora da cidade.
[Agneir] — Vocês deveriam ir até um homem que vive no sul, na parte produtiva da cidade. Ele já citou ter visto o mito quando estava se aventurando pela ilha, e isso o levou a sua vida pacata de hoje. Não tenho total certeza sobre isso, por sinal.
[Polos] — Já é alguma coisa! Vamos? — Indagou para Lokan, que concordou.
[Agneir] — Antes, gostaria que levassem algo com vocês. É um objeto importante para comunicação com criaturas de forma pacífica.
Agneir se retirou por alguns momentos do local e subiu para o primeiro andar. A dupla o seguiu, enquanto o governador e seus paladinos ficaram por ali. O local era uma biblioteca, onde diversos sacerdotes andavam aqui e ali com livros nas mãos ou organizando os papeis sobre algumas mesas nos cantos da sala. Os homens seguiram para o fundo da sala, onde havia dois armários marrons, um pouco velhos, que se encontravam trancados. Agneir sacou uma chave do bolso de seu robe azul e abriu um deles.
O armário tinha mais livros, mas que tinham ornamentos e letras bem cuidadas e brilhantes, como se fossem raros. Mas também havia ali alguns pequenos baús, e Agneir usou sua chave novamente para abrir um deles. Ele pegou o baú e mostrou para a dupla. Dentro dele havia uma máscara partida em duas, vermelha e com a feição de uma raposa, assim como seu focinho e formato dos olhos.
[Agneir] — Acredito que você seja um sacerdote. Qual é seu nome, jovem? — Indagou à Lokan, calmamente e já esperando a resposta.
[Lokan] — Lokan, senhor.
[Agneir] — Bem Lokan, como você é um sacerdote, confio este item para você. É uma máscara que quando colocada, permite que você se comunique com qualquer criatura. Essa máscara foi criada há muitos séculos atrás, por um sacerdote como nós. A diferença é que ele vivia na floresta com os animais e as plantas. Caso a criatura não fale como um humano, use-a. Leve consigo se quiser.
[Lokan] — Farei bom uso. — Disse, coletando a máscara e guardando em sua sacola branca.
[Polos] — Tem algo para mim, Agneir? Quem sabe um anel que me dá força ilimitada, ou um que tire o cansaço, hm? Que tal?
O sacerdote-mestre o fitou por alguns instantes, e então pegou algo de seu bolso esquerdo. Era um rosário dourado, com uma pequena ankh na ponta abaixo. Polos pegou-o com um pouco de hesitação.
[Polos] — Bom... Pra que isso serve?
[Agneir] — Para você orar e tirar essa ganância de poder do seu coração.
Polos olhou com cara de poucos amigos para Agneir. Lokan não pôde deixar de soltar um sorriso. O bárbaro já planejava devolver para o sacerdote-mestre quando seu amigo interviu.
[Lokan] — Garanto que tem uma utilidade melhor do que orar, mas Agneir não quer falar.
[Polos] — De repente você o conhece melhor do que eu?
[Lokan] — Não, mas sou um sacerdote, sei o que digo.
Polos assentiu e o dono do templo levou o baú fechado de volta ao armário, fechou as portas e o trancou novamente. Enquanto o bárbaro seguia de volta para o térreo, Agneir parou Lokan, como que havia algo mais para se falar.
[Agneir] — Meu jovem... Sei quem lhe acompanha. Sei de seu poder. Inclusive como ele obteve. O amuleto que dei para o ingênuo bárbaro limitará um pouco seus poderes, para que ele não venha a se descontrolar. Entretanto, sugiro que você tome distância dele logo, e não confie nele. Não se sabe o que um semidemônio tão poderoso como ele pode fazer quando descontrolado.
[Lokan] — Semi... Demônio? — Disse, incrédulo e um pouco assustado.
[Agneir] — Na hora certa, a dúvida será respondida. Agora vá, estão te esperando. Boa sorte.
O sacerdote-mestre apertou sua mão, deu alguns tapas em seu ombro e foi à sua direita, conversar com outros sacerdotes. Lokan seguiu seu caminho a passos lentos, sem entender muito bem o que ouviu. Provavelmente continuaria sem entender.
Do lado de fora, Lokan e Polos conversavam com o governador, para que ele entenda melhor a missão.
[Gov. Pierret] — Tenho certeza que esse rosário dado à você por Agneir irá ajudá-lo a achar essa criatura! Ele sempre tem seus motivos.
[Polos] — Confia tanto nele?
[Gov. Pierret] — Claro! Ele já nos ajudou inúmeras vezes. Mas falar isso agora será perda de tempo. Vão atrás desse lenhador, e tomem isso para ajudar.
O paladino a sua direita deu dois passos a frente e estendeu um saco, aparentemente cheio de moedas. Lokan pegou-o.
[Gov. Pierret] — Tem 300 mil em moedas de cristal e prata ai. Espero que seja o suficiente.
[Polos] — Se ele não aceitar, duvido que ele seja mesmo um lenhador.
Lokan guardou o saco e eles se despediram do governador, que continuou no templo. Chamaram Watson, que estava ali fora o tempo todo, e seguiram para o sul. Durante o trajeto, o mago ficou calado e com uma cara fechada. O bárbaro ficou preocupado.
[Polos] — Algum problema, Watson?
[Watson] — Nada. Estou apenas pensando em como matarei aquele arcano filho de uma puta. Polos, tem alguma ideia bem brutal?
Os outros dois do trio ficaram perplexos com a resposta. Polos balançou a cabeça como um não, mas Watson não ligou. Algo estava mudado no homem de cabelos cinzentos. Agora ele queria matar Wadzar, não importava como, mesmo se ele tivesse que soltar aquele demônio dentro de si. Era possível notar sua raiva pelos seus olhos, cuja cor estava roxa. Lokan já sabia que teria que confrontá-lo em breve. Mas o medo... Nada superava o medo.
A hora de grandes conflitos estava para recomeçar.
Próximo: Capítulo 41 — Entardecer
Para quem se perguntou como é realmente a roupa do governador, eu me inspirei nisso aqui:
http://i.imgur.com/Q3VHnz4.jpg
Tire a capa de pele, as mangas, esse chapéu e troque a cor bege por branco e a cor das bordas por roxo e preto, e essa é a roupa do governador.
Espero que tenham gostado desse meu "retorno". Provavelmente a busca demorará mais alguns capítulos, mas já posso adiantar que passamos da metade da história. Mas o fim ainda está distante.
Saudações!
Peço perdão, novamente, pela demora em comentar; eu gostei do capítulo. Foi curto, mas deu um gosto dos eventos que estão por vir. Espero que sua nova abordagem na escrita te renda bons resultados. Realmente, escreva quando der, puder e quiser; as palavras tendem a fluir melhor.
E agora entendi por que você estava comentando sobre a palavra "tartamudear" no whatsapp. Fazia tempo que eu não via essa expressão em algum texto xD
No mais, fico no aguardo do próximo!
Abraço,
Iridium.
Opa, Iri. Não precisa se desculpar, o pior sou eu que demorei tanto pra trazer esse novo capítulo.
E sim, tartamudear é uma palavra culta que aposto que só 5% dos brasileiros conhecem. Se você perguntar pra algum aleatório o que significa, capaz que ele diga que é um tatu fazendo tatuzices.
Fique com esse novo capítulo.
Bem, me desculpem pela demora. Tentarei diminuir ela, se possível, mas não garanto nada.
Neste novo capítulo, nossos heróis buscam pelo mito que dará a resposta sobre como curar George de sua doença.
Espero que gostem!
No capítulo anterior:
O trio conhece o Governador Pierret Arheaxon, um poderoso usuário de machados que conseguiu derrotar Watson em um golpe. Após alguma conversa, eles vão falar com o sacerdote-mestre de Polerion e são enviados para procurar um lenhador que conhece sobre o mito.
Capítulo 41 – Entardecer pt. I
Passava do meio-dia. O céu estava nublado, e uma leve névoa perambulava e se espalhava pelas ruas de Polerion. O trio seguia em silêncio pela rua pavimentada com pedras de cor âmbar, focado em sua missão e em nada mais. Poderiam ajudar alguns cidadãos com seus problemas, mas eles não tinham tempo a perder, além de não ser problema deles.
Eles se dirigiram ao sul da cidade, onde passaram pelo largo portão guardado por vários homens, seja encima ou embaixo, guardando a entrada. Eles passaram tranquilamente, pois eles já sabiam quem eles eram. Só não gostavam de Watson, pois ele tentou atacar o governador. Mas em sua mente, ele tinha seus motivos.
Fora dos portões, eles encontraram uma continuação da grande cidade: Era um grande complexo de armazéns e tendas, onde muitos trabalhadores andavam aqui e ali carregando pedras, sacos cheios de areia e terra, lenha, troncos partidos e por ai vai. Ao fundo era possível ver alguns moinhos, sendo o mais alto com a maior concentração de pessoas. Havia pedreiras à direita do trio e bosques sendo derrubados à sua esquerda. Assim, eles finalmente perceberam que aquele era um grande centro de coleta, onde muitos recursos eram trazidos para a cidade.
[Lokan] — Imagino que nunca tenha visto algo assim, Watson. Bom, aqui é a região de coleta da cidade, que está sempre em atividade. Essa é uma das áreas mais abundantes em recursos de Polerion, e apesar do grande número de trabalhadores, não vem uma grande quantidade de recursos para a cidade como se imagina. Boa parte é vendida e a outra usada no distrito industrial, localizado ao oeste. Contudo, é bem interessante, não acha?
[Watson] — Não ligo. — Disse baixo e sorrateiro, enquanto avançava ao sul, almejando encontrar a casa do tal lenhador. Polos e Lokan trocaram olhares surpresos.
O trio continuou seguindo o caminho. Era difícil saber onde vivia esse tal lenhador, afinal, havia vários lenhadores ali. Eles não tinham uma descrição exata nem dele nem da casa. Quando Lokan se deu conta disso, ele afundou seu rosto em sua mão.
[Polos] — O que foi?
[Lokan] — Como podemos procurar por alguém que nem sabemos como ele é?
[Polos] — Nós perguntamos, ora. Alguém deve conhecê-lo.
[Lokan] — Essa é a questão, droga! Não sabemos como ele é!
[Polos] — Falemos sobre um lenhador que vive no sul que conhece o Agneir. Pronto.
Lokan ainda não acreditava nisso, mas Polos colocou-se prontamente a procurar sobre ele. Começou indo a qualquer trabalhador próximo e perguntando sobre um lenhador peculiar que mora por ali, mas a resposta era sempre a mesma.
[Trabalhador] — Existe centenas de lenhadores que vem e vão aqui todos os dias. Não há como dizer onde ele está se vocês nem sabem como ele é.
[Polos] — É um lenhador que conhece uma lenda bem específica da região...
[Trabalhador] — Todos nós conhecemos uma lenda ou outra. Então, não dá pra te ajudar dessa forma. Desculpe.
Polos assentiu bufando e continuou andando, com os outros dois o seguindo.
[Lokan] — Isso é ridículo, Polos. Nunca o acharemos!
[Polos] — Onde está sua fé, sacerdote? Achava que todos vocês acreditavam em qualquer coisa desde que tivessem fé.
[Lokan] — Como posso ter fé de que esse ser existe se nem sabemos como ele é?
[Polos] — Pensando dessa forma, você sabe como Lezario é?
O semblante de Lokan é tomado pela fúria.
[Lokan] — Não se atreva a meter nosso criador nisso. É simplesmente ridículo invocar o nome Dele em vão.
[Polos] — E é simplesmente ridículo desistir de encontrar o cara pois não sabemos como ele é! Você deveria ter cobrado mais informações daquele velhaco, e por causa da sua falta de noção que estamos nessa situação!
[Lokan] — Então eu devo fazer tudo aqui? Eu sou o garoto de serviços? Quem deveria ter noção é você, pois eu não sirvo a ninguém!
[Polos] — Pare de ser ridículo, mal lutar você luta, assim como todo sacerdote! Então algo você deveria fazer além de só ficar jogando coisinhas nos monstros!
A discussão seguiu. Watson respirou fundo com frustração e olhou ao seu redor. Sentia que estava sendo vigiado, e não era pra menos; Havia vários homens de armadura em todos os cantos, olhando tanto os trabalhadores quanto eles. Então, ele se sentiu no dever de se meter naquela briga.
[Watson] — Calem a boca os dois e olhem ao redor.
Polos ia começar a criticar quando viu um homem estranho em seu campo de visão, observando o trio. Ele olhou ao redor e viu vários parecidos. Juntos, eles contaram treze deles. Eram homens com armaduras diferentes, com placas de ferro no peito até a cintura, como um colete, e por baixo uma malha grossa de aço. Tinham ombreiras que tinham imagens de uma cabeça de grifo em um dourado escuro, tinham manoplas de aço reluzentes e as mesmas placas protegendo as coxas e joelhos. Eles usavam máscaras estranhas no rosto e usavam capacetes pontudos. Tinham berdiches* em suas costas e cimitarras embainhadas na cintura. Havia um que se destacava, e este usava a metade de um casaco roxo, cobrindo só da cintura pra baixo e contendo uma imagem da cabeça de um grifo um de cada lado. Era o líder.
Eles pararam de brigar e tomaram expressões preocupadas. Watson logo percebeu quem eram.
[Watson] — São guardas de elite. Vi dois deles caídos no salão do governador. Aparentemente estão vigiando os trabalhadores e possivelmente nós também. Temos que tomar cuidado.
Os dois assentiram e seguiram juntos para o sul. Passaram por dois daqueles guardas, que ficaram os encarando conforme avançavam. Passada a preocupação, voltaram ao foco, que era falar com alguns trabalhadores que encontravam pelo caminho.
Seguiram nesse ritmo por horas. O sol estava se pondo e as nuvens se dissipando quando eles finalmente desistiram e se sentaram ao lado de um depósito. Perguntaram sobre o mito do norte de Polerion de uma criatura sábia, mas ninguém sabia responder. Era como se ninguém nunca tivesse ouvido falar desse mito. Polos suspirou pesadamente, derrotado.
[Lokan] — Eu disse...
[Polos] — Me dê uma ideia melhor ao invés de ficar criticando.
Eles ficaram por algum tempo encostados, enquanto o sol no horizonte ao oeste esquentava levemente seus corpos já cansados e suados. Eles nem repararam quando um homem se aproximava deles, longe do raio do sol. Este homem era alto, usava uma túnica de linho branca surrada e tinha um machado de lenhador nas costas. Suas calças eram marrons e igualmente surradas como a túnica, e as botas pretas que ele usava estavam podres também. Um lenhador, sem dúvidas.
[Lenhador] — Creio que o horário do intervalo já passou tem um bom tempo.
O trio olhou pra cima, vendo o homem barbado. A lateral direita de seu rosto era estranhamente afundada, assim como seu olho.
[Polos] — Não trabalhamos aqui. Estamos procurando alguém que saiba sobre um mito.
[Lenhador] — E qual seria?
[Polos] — De uma criatura sábia que vive no norte de Polerion, mas oculta para os mortais.
O lenhador fechou o rosto. Sua expressão ficou bastante séria.
[Lenhador] — Criatura... Sábia?
[Polos] — Sim. Dizem que ela pode até ser um humano muito poderoso e que pode derrotar qualquer um sem esforço.
[Lenhador] — Interessante... — Disse, cabisbaixo. Lokan e Watson mudaram a mudança em sua fala. Também notaram ele olhar disfarçadamente para os lados, como se quisesse se certificar de que não havia ninguém por ali. E não havia.
O temor dos magos se concretizou. O lenhador puxou seu machado de suas costas e o leva de encontro ao rosto de Polos. Lokan o para com uma barreira espiritual pequena que quase quebra com o golpe, e em seguida Watson, sem se mexer, cria um pequenino campo de força na mão do lenhador, e o expande e explode ao mesmo tempo, queimando a mão do mesmo e lançando pra fora de seu alcance o machado. Em um ato calculista, a arma fincou na parede do depósito ao invés de cair no chão.
Polos se levantou rapidamente e deu um chute reto na barriga do homem. Ele se chocou na parede de um depósito próximo e recebeu o forte e musculoso braço de Polos em seu pescoço, o prensando. Os outros dois magos vieram logo depois.
[Polos] — Muito bem, espertão. Se você fez isso, é óbvio que sabe sobre esse mito, mas não quer contar pra gente. Mas vai contar, e vai sofrer se não abrir o bico.
O lenhador tentava se soltar afastando o braço de Polos, mas o bárbaro era mais forte e não soltaria facilmente. Ele tirou um pouco da força da prensa para que o homem pudesse falar.
[Lenhador] — Tá bom, tá bom! Eu achei que vocês eram bandidos a fim de conseguir o segredo da Caverna, mas nenhum bandido seria capaz de fazer o que fizeram agora. Foi só um teste, não quero problemas! Não volta a se repetir, juro!
[Polos] — Certo, mas pode começar desembuchando tudo o que sabe.
[Lokan] — É muito importante pra nós que você fale.
O lenhador bufou.
[Lakad] — Bem, meu nome é Lakad. Eu vi a face desse mito quando eu fui ao norte da ilha, perto de uma floresta de folhas vermelhas e laranjas. Subitamente fui parar dentro de uma caverna que não possuía teto, e no lugar havia nuvens grossas e cinzentas. Não lembro direito do que encontrei lá, mas é o máximo que sei. Por favor, me soltem!
[Polos] — Você tem total certeza do que está falando?
[Lakad] — Absoluta! Só não sei se conseguirão achar algo lá nesse entardecer, mas não faz mal tentar...
Polos o soltou, e ele passou a mão esquerda pelo pescoço, tentando amenizar a dor. O trio agradeceu e partiu. Lakad ficou olhando para eles ao longe, enquanto ia atrás de seu machado.
Perto da saída norte daquele campo, quatro guardas de elite estavam de prontidão no portão. Suas máscaras eram douradas e os berdiches maiores que o normal. Naquele ponto, já não era mais para vigiar trabalhadores.
[Polos] — Mas que merda é essa? O governador está nos traindo?
[Lokan] — Não é só o governador que tem controle desses guardas...
Os guardas avançavam devagar com as armas em guarda alta. Polos e Lokan davam passos pra trás conforme se aproximavam, mas Watson se manteve onde estava.
[Lokan] — O que está pensando, Watson? Vamos embora!
[Watson] — Até parece que vou deixar um bando de humanos em fantasias ridículas me pararem...
Watson andou em direção dos guardas e fez pequenas bolas de energia com uma forte eletricidade correndo ao redor delas. Elas cresciam conforme ele se aproximava, até que ele juntou as duas e criou uma grande bola de energia única, com raios a circulando. Quando ela chegou a metade da altura de um humano comum, ele a lançou contra os guardas. Ela estagnou-se no chão perto deles, que se afastaram, e em seguida começou a eletrocutar os mesmos. Eles se contorciam e gritavam de dor conforme eram eletrocutados pela grande fonte de energia, e seguiu-se assim até que ela desaparecesse. Quando ela se desfez, os quatro caíram no chão, aparentemente mortos.
Os dois olharam boquiabertos para os guardas caídos. Watson virou-se pra eles, sério.
[Watson] — Agora sim precisamos sair daqui.
Próximo: Capítulo 41 - Entardecer pt. II
Saudações!
Eeeeeita caralea... Que tenso! Um capítulo com mais pancada... Já fazia tempo que eu não via um capítulo desse naipe na sua história. Gostei bastante! :y:
Só notei um problema na última frase: ficou faltando uma chave após o nome Watson. E, quando o Lenhador se apresentou como Lokan, eu recomendaria você não ter mudado a identificação até a fala seguinte dele.
No mais, tudo certo e aguardando o próximo! :palmas:
Abraço,
Iridium.
Oooh, fiquei morrendo de inveja que você consegue trabalhar tempo e hora na sua história, eu queria fazer isso no Diário de bordo, mas me dói os nervos ficar raciocinando cada tempo que se passa kkkk, prefiro ficar arredondando na história, a exatidão me traz dor de cabeça.
Estou curtindo sua história, me chama atenção a maneira como descreve as falas e alguns detalhes de movimento dos personagens, gostaria de escrever "aguardo o próximo capítulo" mas ainda estou no começo da história (apesar de ter bisbilhotado sua evolução ao longo dos capítulos)