Postado originalmente por
Angel of Darkness
Sim, o trabalho é nulo, mas não por esse motivo.
O trabalho, matematicamente, é representado por um produto vetorial entre F e d (em negrito para simbolizar o vetor), ou seja:
W = F*d
Onde o operador * define um produto escalar, portanto:
W = F*d = W = |F|.|d|.cos(theta)
Em que theta é o ângulo entre os vetores força e deslocamento.
Para o caso do satélite em órbita, a força é perpendicular ao deslocamento, ou seja, cos(theta) = 0 e logo o trabalho é nulo.
Isso é válido para problemas simples com força constante, para situações mais complexas seria preciso conhecer cálculo e saber fazer integrações.
Outra forma de pensar nisso (que na verdade você ainda não poderia concluir no EM) é assumir que o campo gravitacional em torno da Terra é um campo radial, que implicaria em um campo conservativo, e nestas condições, o trabalho realizado por uma força em qualquer percurso fechado por este campo é zero, como a órbita é um percurso fechado, o trabalho da força gravitacional é zero. Isto você aprederá em detalhes num curso de exatas, na parte de cálculo vetorial.
-=Angel of Darkness=-