Não sou irmão dela, mas ela chegou ao ponto de se matar, isso é demais.
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Não sou irmão dela, mas ela chegou ao ponto de se matar, isso é demais.
É verdade, só que é justamente esse tipo de julgamento que é perigoso. Pq a gente pode achar que é o exagero típico de um adolescente e acabar ignorando um problema que pode ser real.
E não me refiro a esse caso específico, mas qualquer outro caso que seja semelhante.
Isso porque você está sendo tendencioso. Se eu te der 100 casos de jovens que se intitulam ateus e se suicidam, você dirá que os 100 foram puramente idealistas, para "chamar a atenção", quando na verdade as chances disso ser verdade são pequenas. E se te der 100 casos de jovens cristãos que se suicidam, você nunca dirá que foi a religião.
A questão aqui é que a galera tem tanta raivinha de quem se coloca contra ideologias religiosas que são incapazes de ver que nossos problemas são muito mais humanos, comuns e básicos do que isso. Desordem que levam a um suicídio podem despertar em qualquer um aqui, a qualquer hora. E isso não significa que a pessoa é mais fraca ou menor por estar doente.
Meio contraditório, cara...
Muito provavelmente não, Lucas. E é ser tendencioso afirmar algo que tem possibilidade pequena de acontecer. Além de ser potencialmente perigoso, ao invés das pessoas pararem e pensarem como podem ajudar uma pessoa doente, vão cada vez mais relacionar coisas completamente sem ligação. Nessa foi o ateísmo, lá atrás já foi a sexualidade (ou ainda é).
E escolha religiosa ou de crença/não-crença não é insignificante, não para todos. Você, se seu nick não mente, é DeMolay, escolheu o teísmo e o estudo teísta como crença e provavelmente isso faz diferença na sua vida. Pais ensinam filhos a sua crença porque acham que ela está correta e é importante para uma vida plena e feliz. Ou seja, para MUITOS existe sim esse peso da religião e crença alheia.
Entenda, é justamente esse comportamento social, do pais e amigos da menina que ajudam a agravar quadros como o dela e levam a pessoa a atos como o suicídio, ou mesmo quadros não tão extremos, como depressões e isolamentos sociais. É o julgamento de valor, é dizer que a pessoa quer aparecer, que seus valores são insignificantes, que ela está errada e etc. É, como seu tópico mesmo diz, a falta de respeito mútua.
Esse é o problema da tendência. Ao invés de uma notícia sobre um suicídio de um jovem (algo que acontece todos os dias) nos levar a uma discussão sobre como identificar problemas desse tipo em adolescentes, vira uma discussão boba sobre ideologia.
Você está levantando uma provável falta suposição (''querer aparecer'') em cima de um caso que você pouco conhece. Não importa se era algo insignificante ou não, cor do cabelo e peso são coisas insignificantes que também podem motivar um suicídio em uma pessoa emocionalmente instável.
A grande discussão que pode se extrair daí é sobre o quão grave preconceito e rejeição familiar podem ser e quais consequências eles podem ter em um jovem como esses. Sua visão no caso me é muito superficial e preconceituosa, já que indiretamente você parece relegar o fim trágico desse caso unicamente à menina e suas ideologias.