As evidências documentais não são tão numerosas assim, principalmente se for efetuada uma análise livre de convicção religiosa e descartarmos os Evangelhos, simplesmente porque eles foram escritos com a premissa da existência da tal figura. Mesmo muito deles batendo historicamente com contextos, só evidencia do conhecimento de quem escreveu.
É fato que existia a ideia, é fato que existiram pretensos messias e um desses messias se destacou mais que os outros. Mas as evidências históricas do Jesus Cristo homem, são bem parecidas com as de
Apolônio de Tiana, por exemplo. Não entrando no mérito de santidade, mas a construção do personagem histórico nos dois casos acaba se dando por fatores bem parecidos: relatos orais que seriam futuramente documentados. Mas Apolônio ainda continua sendo um personagem historicamente duvidoso, principalmente por não ter recebido a áurea religiosa que, paradoxalmente, confere certa credibilidade.
Talvez essa dúvida sempre permaneça, porque ao contrário de outros ramos de conhecimento, a História costuma de tornar mais inexata com o tempo. E quando passa a ser questão de acreditar, foge ao escopo de ciência.