Não é, não.
Obras inteiras não foram feitas para entreter, mas...
Apenas para mostrar uma arte.
Criar uma linguagem
Subverter uma linguagem
Conceituar uma linguagem
etc, etc, etc.
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Não é, não.
Obras inteiras não foram feitas para entreter, mas...
Apenas para mostrar uma arte.
Criar uma linguagem
Subverter uma linguagem
Conceituar uma linguagem
etc, etc, etc.
No núcleo de qualquer arte há o entretenimento. Não na forma de entretenimento do tipo "nossa vou me divertir pra caramba agora", mas no prazer em si. Seja ele em inovar, pensar fora da caixinha, mudar algo, quebrar paradigmas, expressar-se, usar sentimento, etc, etc, etc.. há sempre o um deleite nisso. As artes são para serem gostadas e sentidas, e apenas estudadas se forem fortalecer esse sentimento de prazer da obra.
O que eu não luto contra é a apresentação de novas artes e estéticas. Apresentar a uma pessoa que só lê histórias de vampiro a grandes nomes da literatura é uma coisa boa, assim como apresentar Jazz a alguém que só ouve Pop. Mas essa relação deve ser muito mais única e individual do que ela é hoje, justamente porque arte (literatura, no caso) é algo muito, muito pessoal, e acredito que estamos abordando esse conhecimento de forma muito errada, desperdiçando um grande potencial de futuros leitores no caminho.
Mas a escola é um lugar para estudar, e tão somente isso.
O estudo acaba por formar coisas como raciocínio e pensamento crítico, mas isto é, de certa forma, mais consequência que objetivo de fato da escola.
A educação, as in, as boas maneiras, vêm sim de casa. Não é trabalho do professor corrigir o molequebaitolaque pula o muro.
Anyway, vejo que você usa "entretenimento" da forma mais ampla possível. Entenda, isto está errado. Esse deleite e etc. que você alcança pela arte não é, per se, entretenimento. Dá uma lida num cara que eu adoro, um tal de Arthur Schopenhauer. Ele tem bastante a dizer sobre a arte e o seu efeito no ser humano.
Acredito que estou usando a palavra "entretenimento" por falta de palavra melhor mesmo. Só espero que eu esteja fazendo meu ponto entendível.
Não estou criticando as boas maneiras. Apenas acho que o colégio deve acender a "chama da vontade de aprender" em cada um, ao invés de apenas passar ensinamentos no quadro negro. Despertando uma sede sincera por conhecimento e uma vontade descontrolável pela leitura, temos uma receita perfeita para um adulto inteligente. No final do dia nós podemos fazer o aluno aprender por duas formas: por obrigação ou por inspiração, e um é muito mais eficiente do que o outro.
Me recomenda umas obras dele, Mig.
A principal obra dele é O Mundo como Vontade e Representação, ou Die Welt als Wille und Vorstellung no original. É bem interessante, ainda que ele tenha uma visão um tanto pessimista. Se não me engano essa questão da arte/estética se encontra no terceiro livro.
A verdade nua e crua, Martiny, é que há homens que nasceram para servir. Ou seja, tem gente que simplesmente não tem esse tesão pelo saber que outros têm. Cara, eu entrei atrasado na alfabetização e nas férias do meio do ano eu tava lendo (e terminando) Harry Potter e a Pedra Filosofal. Eu sei o que é isso.
Só que ai você vai chegando mais pra frente e vendo que não é assim com todo mundo. As pessoas tem outros interesses, e muitas vezes eles incluem beber e foder e passam longe de entender COMO CARALHOS FUNCIONA NOSSO MUNDO E NOSSA SOCIEDADE.
Por isso que eu acho que a escola não tem que se esforçar até o fim para fazer com que essas pessoas se interessem, eles que se fodam uhsahasuhsah
A Cidade e as Serras foi o livro que me motivou a não ler o resto dos livros do vestibular e procurar resumos.
Eu não tive saco pra terminar esse livro nem antes da prova da escola. Puta livro chato. Felizmente, o resumo que meu colégio dava pra gente estudar era excelente, e eu prestava atenção nas aulas de Literatura (que eram muito bem dadas).
Mas Capitães da Areia não tem desculpa, esse é o livro mais legal de ler do vestibular.
Fora esse, eu também li pro vestibular O Cortiço (que é sensacional), O Auto da Barca do Inferno (que é muito bom, mas só se a tua versão tiver a tradução de cada verso, como a minha), e aquele livro do Vinícius de Morais (que acho que não é mais pedido, e eu achei meio chato porque não curto muito poema).
Já passei por isso...
não li o livro e me dei bem na prova.