Foi mais feminista que machista, visto que não gosto de maconha.
Versão Imprimível
Eu acho normal.
Na minha escola quando eu entrei tinha um pessoal bacana demais que usava, com mulheres no meio. Maconha é meio que estigmatizada, é um pensamento que fica impregnado na ideologia de algumas pessoas, mas eu não acho que seja algo incomum ou chocante ver mulheres fumando maconha.
Semper Fidelis
a minha opinião sobre a droga é: ela é ilícita, portanto, vender, transportar e afins é errado, é crime. Isso é fato e não tem como discutir.
Mas eu sou a favor da legalização. Não por ser um usuário (porque eu não sou), mas por acreditar fervorosamente na força do princípio da autonomia da vontade. Não acho que cabe ao Estado se intrometer nas nossas escolhas pessoais, enquanto adultos (leia-se aqui adultos = capaz de exercer os atos da vida civil) e saudáveis, capazes de tomarmos nossas escolhas da maneira que achamos melhor, porque, como dito, são NOSSAS escolhas e que não interferem diretamente na vida de ninguém. E vocês vão falar que usar maconha interfere porque as pessoas vão ficar lesadas, perder os reflexos, bater o carro e causar mortes por atropelamento. Bem, primeiro que isso é um nexo causal empiricamente infundado, e segundo que eu nem preciso aqui citar o alcool, né? E eu não gosto de utilizar o alcool como forma de justificar a legalização da maconha, mas não há como afastar ambos exemplos e a hipocrisia que é uma pai de família se orgulhar de ver seu filho beber seu primeiro porre e se envergonhar na hora que descobrir um baseado na mochila dele. E cabe aqui perguntarmos porque a vergonha deste pai? A resposta é simples: preconceito. O preconceito que ronda essa droga é algo enraizado no mais fundo solo social. Para os ignorantes as pessoas que utilizam da cannabis são necessariamente desleixadas, vagabundas, lesadas, socialistas (?), amantes de Bob Marley e sujas, enquanto pessoas que bebem são descoladas.
Em segundo lugar - e não menos importante - a legalização da droga é uma forma de trazer o usuário para mais perto dos cuidados estatais, assim como a legalização do aborto (que está, em passos curtos, caminhando para tal). O Estado tem duas opções: 1) Tornar os usuários de maconha criminosos e afastá-los de seus cuidados, criando um novo tipo de crime (e consequentemente criando criminosos) que, fora de qualquer controle, manipulam a droga a bel prazer e utilizam até mesmo de crianças como ferramenta para manter o organismo do tráfico funcionando, fazendo com que os usuários passem de, em última instância, portadores de um vício ou patologia para criminosos ferrenhos que merecem ser trancafiados como forma de "manutenção da ordem pública", tornando os presídios locais desumanos devido à superlotação e ao descaso do Estado e, além disto, fornecendo aos antes usuários/viciados/até mesmo doentes um verdadeiro doutorado na faculdade do crime, que é, como já diria o clichê, a realidade de nossas penitenciárias. Ou 2) legalizar a droga, restringindo seu uso, controlando sua produção, trazendo os usuários para seus braços para que assim possam acabar com o problema causador (vício, por mais que alguns estudos comprovem que a maconha possui tanto potencial de viciar quanto qualquer outra coisa) e com as consequências de tal (câncer, insuficiência respiratória, etc...) utilizando o dinheiro público que possa vir a ser arrecadado através de impostos sobre a venda dos próprios produtos. Assim, além de acabar com o tráfico (e não adianta falar que não vai acabar, ninguém em sã consciência vai se submeter a comprar um produto em uma boca ou local como este tendo o mesmo produto, um pouco mais caro ou com o mesmo preço, a venda na legalidade) e com todos os problemas que o próprio tráfico causa, reduzir sim o número de usuários, mantendo-os conscientes daquilo que estão ingerido através de campanhas e afins.
Como eu falei no início, acho que todo Estado Democrático deve ter como princípio cerne a autonomia de vontade. E nós caminhamos em direção, cada vez mais, a isto. Um exemplo é o novo código penal que está sendo discutido, que trará consigo outras oportunidades de aborto além das presentes no atual, porque o aborto nada mais é do que o exercício da vontade da mãe em fazer o que bem entende com sua vida e com seu corpo.
Texto ficou extenso e eu não aguento mais escrever.
flwwww