CAPÍTULO 1 - PARTE 1
Um raio riscou os céus. O ferimento em minha cabeça doía e os tambores rufavam.
As batidas ritmadas me lembravam Deles, aqueles que não podem me pegar. Não agora, não depois de tanto tempo.
Continuei minha caminhada. Uma tempestade estava se formando e as nuvens haviam clareado o céu. A luz do luar era meu guia.
Minha armadura agora reluzia a luz do luar e a jóia rubra que cobria o fio de minha espada, brilhava.
Os tambores estavam perto.
Corri como um louco pelo caminho acidentado. Vez ou outra escorregava no lodo das pedras, mas escutando o rufar dos tambores logo me levantava e continuava a correr.
O caminho agora era sinuoso e inclinava-se para cima, como uma subida de montanha-russa.
Eu estava penetrando no território dos Flagelados. Almas que vagam pela terra em busca de Redenção.
Após alguns passos senti um calafrio na espinha. Uma das almas havia dado o Aviso.
Quando uma pessoa era Avisada, significava que as almas estavam em uma reunião importante e não queriam ser perturbadas, ou você sofreria as consequências.
Olhei rapidamente para trás mas não foi a tempo de ver quem havia me Avisado.
Continuei. Muitos me perguntariam porque. E eu responderia:
-Porque você não sofreu por Eles.
COntinuei a passos largos e estava atento. Minha mão já estava preparada para para sacar a espada a qualquer momento.
Agora o terreno já não estava inclinado. Eu estava no pico das Montanhas Fantasmais. O caminho continuava sinuoso, porém eu poderia voltar a correr no mesmo ritmo de antes e não me cansaria.
Hesitei ao dar o primeiro passo. Um domo de energia mística impedia minha passagem e senti outro calafrio.
Fui Avisado novamente. Depois de 3 Avisos, a pessoa recebe a visita de Red`Soul, um dos 3 juízes do Inferno.
-
Askram Indi. Pronunciei aquelas palavras com firmeza e um vácuo formou-se no domo permitindo minha entrada.
A Passagem das Montanhas Fantasmais tinha 2 kilometros de extensão, e eu não podia parar.
Quanto mais eu corria, mais cansado eu ficava. Naquela altitude o ar era rarefeito e a pouca quantidade de oxigênio me obrigava a parar para descansar.
Vez ou outra alguma alma penada aparecia para me assustar, como se pensassem que eu fosse algum tipo de criança.
Depois de 20 min. de caminhada, escutei um coro de vozes.
-
Venha para cá, onde tudo você pode ter, mas nada alcançará.
Senti um tremor nas pernas. Minhas informações cerebrais haviam parado, e eu estava paralisado, impotetente.
Do nada começaram a surgir coisas:
Dinheiro, castelos, donzelas,
ekips, tesouros e riquezas.
Tudo o que eu mais queria, mas como na canção, nada eu poderia alcançar afinal, eu estava paralisado.
O suor escorria pela minha face e fazia força para colocar meus neurônios para funcionar.
Ouvi uma voz:
-Caro senhor, nós o Avisamos. Nossas ordens não obdeceu e agora
se fudeu. seu pé nós vamos puxar. Você mal poderá deitar que lá estaremos nós para lhe assombrar.
-Diga-me, alma penada. Porque não aparece e luta como homem ao invés de me paralisar?
-Se você está insinuando que nós somos covardes prepare-se guerreiro, e sinta a fúria dos lacaios de Red`Soul.
As imagens dos tesouros desaparecera e a luz da lua me iluminava. Haviam recobrado os sentidos e voltava a correr quando uma densa fumaça formava-se ao meu redor. Medo. Medo era o que eu sentia enquanto via a fumaça tomar forma de humanos caídos em batalhas.
Tudo, ao meu redor era cinza, fumaça.
Tomei minha espada em mão e fechei os olhos. Podia ver as almas em seu corpo material, eu era um Soul`Viewer. Uma pessoa que se comunica com os espíritos antigos. Alguém comum não causaria dano de combate aqueles falecidos guerreiros, mas eu não era comum, e tinha um propósito nos confins de minha mente.
Num movimento rápido os espíritos veiram em minha direção. Flexionei as pernas e me coloquei em posição de combate como os samurais faziam.
O fio rubro de minha espada fatiava a fumaça como um açougueiro fatia suas peças de carne.
Uma, duas, três, almas abatidas. O primeiro assalto havia terminado. Agora, elas me fitavam com o olhar do inferno.
Novamente me atacaram.
AParei o primeiro golpe com o lado de minha espada e esquivei-me rolando para trás, dos golpes que vinham da frente. Meu flanco esquerdo estava desprotegido e um lanceiro ataco-me justo lá. Soltei mnha espada no chão e agarrei a lança com as duas mãos. Forçando o braço da alma a "quebrar" tomei a lança em mão para utilizar uma arma maior para defesa.
Depois de mais quatro assaltos, eu estava exausto e só me restava usar a dádiva a mim consedida: Soul Blade.
A técnica do SOul Blade consistia em em criar um vácuo de ar no espaço e lançar todas as criaturas a minha volta dentro do vácuo e sela-lo para sempre.
Larguei a lança no chao que caiu tilintando, e empunhei minha espada novamente.
Lembrei-me dos ensinamentos, de minha vila,
das minas que eu catei, dos horrores em minha vida e liberei o poder supremo.
Uma enorme "ferida" no ar abriu-se, várias almas prendidas por mim naquele espaço tentavam fugir. Uma ventania enorme emanou de lá e como um sugador puxou todos os espíritos para dentro do vácuo.
De minha algibeira retirei um pedaço de pergaminho amarelado contendo palavras mágicas e joguei-o na "ferida".
Com um barulho grave, a ventania parou, o espaço voltou ao normal e outro calafrio percorreu minha espinha.
O 3º aviso havia sido liberado.
A exaustão de ter liberado o golpe fatal das almas, me deixou no chão, caído, sem pensamentos.
Com os olhos fechados só senti uma quentura emanando de perto, e escutei vozes, mas não entendi o que falavam...
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:yelrotflm Eu disse q o capitulo ia ficar grande nao as partes dele :yelrotflm
btw, vcs viram que eu coloquei umas coisas escritas pequeno, eheheh, foi so pra dar uma descontraída enquanto eu lia, e outra a imagem do samurai, foi pra retratar a forma que eu estva no combate.
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