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Tópico: Os doze guardiões

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  1. #1
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    Atenção Os doze guardiões

    Bem, essa é uma nova história que eu estou escrevendo, vou postar ela aqui pra ver o que vocês acham.
    Espero que gostem, e se gostarem, coloquem na sua assinatura a userbar xD:

    [url="http://forums.tibiabr.com/showthread.
    php?t=84592"][IMG]http://img223.imageshack.us/img223/8748/osdozeguardioes9qz.png[/IMG][/URL]
    O índice da história encontra-se no final desse post, e obrigado.
    ____

    Durante eras, catástrofes naturais abalaram a terra.
    Por milênios, impérios humanos surgiram e caíram.
    Durante séculos, guerras por pouco não acabaram com a humanidade.

    Mas mesmo depois de tanto, tanto tempo, a humanidade continua aí, e a Terra continua habitável aos seres humanos.

    Mas e se te dissessem que, na verdade, uma ordem milenar de doze guardiões é que mantém o equilíbrio na Terra e a sobrevivência da raça humana?
    E se te dissessem que eles durante toda a história interferiram nas catástrofes de modo a pará-las a tempo?
    E se te dissessem que um general quer destruir essa ordem de uma vez por todas, para que eles não o impeçam de concluir seus objetivos?
    E se te dissessem que... Ele está tendo êxito?

    Os Doze Guardiões, a batalha épica dos guardiões da raça humana e da Terra, visando a garantia do equilíbrio no mundo, e a própria sobrevivência...



    Prólogo


    — São como formigas.


    As televisões daquela cidade transmitiam as notícias:

    — As tensões entre A aliança Norte Americana e Européia e o Oriente estão ficando cada vez piores...


    — Cada um faz uma pequena tarefa para a sobrevivência do todo. Cada um faz algo pequeno, mas todos são essenciais.


    — E principalmente após a declaração do representante da União Arábica do Oriente Médio, que dizia que caso o ocidente lhes impusesse as sanções comerciais relativas à produção em massa de armas nucleares, eles iriam usar da força para que não ficassem prejudicados...


    — Mas eles não são insetos. Os insetos fazem isso irracionalmente, por instinto, porque é tudo o que eles sabem fazer para sobreviver.


    — O mundo está a beira de uma guerra. Houve uma manifestação ontem em frente à embaixada norte americana no Brasil, pedindo pelo fim das pressões que tem sido feitas sobre o país para que a Amazônia virasse um patrimônio internacional...


    — Mas eles não são insetos. Eles não fazem isso por instinto, fazem isso por necessidade. Fazem isso por não ter outro jeito.


    — E o ditador Norte Coreano disse alegou novamente que não precisava dos mercados exteriores para sustentar o país...


    — Mas todos eles preferem, no fundo, fazer as coisas sozinhos. Enquanto uns lutam pela permanência da sociedade, outros lutam pelo fim dela...


    — O presidente dos Estados Unidos ontem a tarde, em discurso, disse que faria de tudo para manter a paz e a segurança no mundo, mesmo se para isso tivesse que usar a força.


    — Mas no final de tudo, acabam sendo hipócritas.


    — Com as nações e alianças adotando tons cada vez mais agressivos, a população mundial teme que uma guerra possa ser desencadeada e com isso, o fim da própria humanidade.


    — Eles só querem sobreviver.


    — A seguir, famílias chinesas imploram por negociações com o governo japonês, para que não aja uma nova guerra. Voltamos após os nossos comerciais.


    — São como formigas. – dizia aquele velho. Ele tinha uma aparência de sábio oriental. Vestia um manto completamente branco, e tinha um longo bigode e uma longa barba, finos, que caíam em direção do peito. Em suas mãos, segurava uma esfera transparente pouco maior que uma bola de tênis. A esfera estava trincada em certos pontos, e uma rachadura ameaçava parti-la em duas. – Mas as vezes, sem perceberem, acabam prejudicando a si mesmos e ao planeta, nessa ânsia desesperada por sobrevivência. E no final, quem mais sofre é o planeta.

    O velho se levantou, e observou a cidade abaixo da montanha onde estava.

    —Eles só não sabem que certas rachaduras são irremediáveis. E o planeta já está prestes a rachar. É em horas como essa que algo deve surgir para conter os seres humanos, para a própria sobrevivência dos mesmos, e do planeta. E se isso não aparecer agora, será o fim.

    Ele respirou fundo, sentindo por alguns segundos as gotas de chuva que rolavam sobre seu rosto.

    — E é isso que deve ser feito. – disse ele. – Pelo bem do Planeta Terra.

    E então, trovejou. E o velho sumiu.



    Capítulo 1 - Heenett, o guardião do fogo

    O guardião passou o seu olhar pela sala.
    Cerca de cem soldados apontavam as miras a laser para o seu peito, e provavelmente haviam muito mais atrás. Eles usavam roupas ultra-leves mas muito resistentes e com auto grau de proteção, máscara contra gases e as roupas eram isolantes térmicas. Ia ser complicado.
    O guardião estava ajoelhado, com as mãos ao lado do corpo. Uma posição nada suspeita, ele iria conseguir surpreendê-los. Um soldado, com uma roupa toda riscada de vermelho, que se diferenciava do padrão todo preto, se aproximou, e falou.

    — Renda-se pacificamente e lhe daremos uma morte rápida, nós temos ordens para apresentar o seu cadáver ao general-comandante.

    O guardião levantou os olhos, e o encarou diretamente. A sua intenção estava clara, ele não ia se render. Ele era tolo, ou o tolo era aquele soldado?
    A máscara do guardião reluziu à luz das armas apontando pra lá. A máscara era dourada e vermelha, cobria toda a sua cabeça, e não parecia quebrar fácil. Mas o que poderia resistir à tiros de mais de cem metralhadoras?
    No resto, o guardião não parecia ameaçador, talvez um pouco... excêntrico. Suas roupas eram vermelho sangue, o manto que cobria seu corpo até os olhos, o sobretudo, e o chapéu pontudo clássico de mago, e de modo geral aquilo tudo não passavam de roupas. Ou passavam? O soldado falou:

    — Se ficar em silêncio, teremos que executá-lo assim mesmo. ATIREM!
    Cem soldados apertaram os gatilhos quase que simultaneamente.

    Foi um momento congelado.
    Cem soldados apertaram o gatilho de suas armas, simultaneamente, e muito mais de cem balas voaram na direção do guardião.
    Os soldados piscaram. O guardião tinha sumido.
    Mas onde? O que houve? Quando? Os soldados indagavam, enquanto olhavam para os lados. De repente, um gritou:

    — EM CIMA!!!

    O soldado apontava a própria metralhadora para o alto, enquanto os outros faziam o mesmo, quando localizavam o guardião, que havia saltado dez metros no ar. Quando eles miraram para atirar, perceberam que não seria tão fácil.

    Chamas irromperam das mãos do guardião. De uma mão, as chamas começaram a circular o corpo deste, formado um círculo de fogo, enquanto a outra jogava jatos de chamas no chão abaixo, acertando vários soldados por vez. As balas pareciam ricochetear em seu manto.
    Há aproximadamente seis metros do chão, o guardião começou a girar em meio às chamas e a descer rapidamente, como um cometa em fúria, ao tocar o chão começou a fazer uma rota horizontal rente ao chão, atingindo muitos soldados por vez.

    Parou, e em um giro ele restabeleceu o equilíbrio, e começou a girar ainda mais rapidamente, jogando jatos de chamas para todas as direções. Em meio à confusão, um soldado gritou:

    — DESISTA! NOSSOS TRAJES SÃO RESISTENTES A FOGO! NÃO TEM CHANCES!

    Contra todas as expectativas, eles circularam o guardião e começaram a atirar, sem temer atingir um parceiro. Parecia que as roupas deles eram realmente resistentes. E por mais que o traje do guardião fosse quase indestrutível, ele estava começando a ceder às balas.

    O guardião não parou. Ele girava, arremessava jatos de chamas para todos os lados, mas os soldados eram muitos, e a resistência ao fogo também era alta. A coisa estava ficando feia, e aquilo o levava à exaustão.

    Ele não ia parar, não ia desistir, não podia. Ele continuou, tudo em volta virou um caos, ele não parou, continuou, continuou, foi se enfraquecendo, até que, subitamente, algo agarrou suas mãos, e o prendeu.


    As chamas pararam. Seis soldados agora imobilizavam o guardião. O soldado líder, com armadura riscada em vermelho, apontou a metralhadora diretamente para o espaço entre seus olhos e disse:

    — Vamos ver por quanto tempo essa máscara resiste a trinta balas por segundo.

    O guardião então disse:

    — Você nunca vai possuir o artefato, NUNCA, NÃO ENQUANTO EU ESTIVER VIVO!!!

    Com um súbito jato de chamas, apontado para baixo, O Guardião se livrou dos soldados e saltou até o outro lado da sala. Ele agarrou uma esfera prismática que estava sobre o altar, e disse:

    — Você, soldado, nunca irá possuir este artefato. Envie seus cumprimentos ao seu ditador, e diga que Heenett, o guardião do fogo, o pediu para fazê-lo.

    O guardião saltou trinta metros, com um impulso de chamas, até uma janela próxima ao teto.

    Em seguida, ele mirou uma grande bola de fogo no pilar central que sustentava o telhado dourado, e atirou. Assim que atingido, o pilar fraquejou, e começou a desabar.

    Heenett olhou com pesar. Aqueles salões haviam resistido há milênios, e ele viria a ser aquele que iria destruí-lo para a proteção dos artefatos. Uma lágrima correu por sua face oculta. Ninguém nunca saberia o quanto aquele salão significara para ele.

    "Não é hora para hesitações!",repreendeu-se, e pulou para o jardim do Santuário dos Guardiões.

    Havia mais um guardião no Santuário, e ele podia estar precisando de ajuda.
    "Sigma, estou indo", pensou. Em seguida disparou a correr em direção ao outro lado do Santuário.
    ____
    Capitulo 1[parte 2]: Heenett, O Guardião do Fogo
    Capítulo 1[parte 3]: Heenett, O Guardião do Fogo
    Capítulo 2: Ruínas de memórias antigas
    Capítulo 2[parte 2]: Ruínas de memórias antigas
    Capítulo 3: A Invasão!
    Capítulo 3[parte 2]: A Invasão!
    Capítulo 3[parte 3]: A Invasão!
    Capítulo 3[parte 4]: A Invasão!
    Capítulo 3[parte 5]: A Invasão!
    Capítulo 4: Sombra, gelo e céu
    Capítulo 4[parte 2]: Sombra, gelo e céu
    Capítulo 4[parte 3]: Sombra, gelo e céu
    Capítulo 4[parte 4]: Sombra, gelo e céu
    Capítulo 4[parte 5]: Sombra, gelo e céu
    Capítulo 4[parte 6]: Sombra, gelo e céu
    Capítulo 5: Prioridades
    Capítulo 5[parte 2]: Prioridades
    Capítulo 5[parte 3]: Prioridades
    Capítulo 5[parte 4]: Prioridades
    Capítulo 5[parte 5]: Prioridades
    Capítulo 5[parte 6]: Prioridades
    Capítulo 6: Além das leis
    Capítulo 6[parte 2]: Além das leis
    Capítulo 6[parte 3]: Além das leis
    Capítulo 6[parte 4]: Além das leis
    Capítulo 6[parte 5]: Além das leis
    Capítulo 6[Parte 6]: Além das Leis
    Capítulo 6[parte 7]: Além das Leis

    ___
    Qualquer semelhança com nomes reais do forum não é mera coincidencia.
    ____
    ~Heenett

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  2. #2

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    Legal cara.ta ficando bom,apesar de eu nao gostar desse estilo de história ate gostei da sua.
    Rihuwe

  3. #3
    Avatar de Yuri Strey
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    muito try a sehrie
    legal msm
    Gold Anubis

    Faça uma Fake comigo e seja feliz!
    Sprites by Mystyc Bird
    :lhdevil:

  4. #4
    Avatar de Curiox Morozesk
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    :787: Here I go! :dry:

    @Onilink: Obrigado por me fazer rir!

    E tá otémooooooooo! Amei e simplesmente misterioso!


    Curiox Morozesk

  5. #5

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    Bom dmais!!!

    espero que os otros guardioes xeguem logo e que se resolva o rumo do motoqueiro...


    aki,talvez no dia do tiradente eu vá aí!!!!!




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  6. #6
    Avatar de Heenett
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    Pessoas!!!! Eu vou viajar amanhã, e na semana seguinte terei provas, então infelizmente acho que só sexta que vem, sem ser esta, vai ter mais, mas farei o que puder pra ser antes. Novamente, desculpe a demora. Ai vai mais um pouco do capítulo 5! Espero não estar perdendo a qualidade, fico com receio... ><". É só, podem ler agora =P

    No capítulo anterior...

    Sigma se virou para Heenett e disse:

    — Precisamos sair daqui. Vamos entrar no meio dessa floresta para despistá-los, ai então eu te dou respostas.

    Heenett assentiu em silencio, e eles começaram a correr em direção à floresta antes que alguém mais viesse, curiosamente pela segunda vez naquele dia. No caminho, Heenett ouviu Sigma murmurar algo relacionado com o sobretudo dele estar parecendo uma peneira, mas achou que fosse só impressão. Saltando de árvore em árvore, eles não sabiam que estavam sendo seguidos...

    Capítulo 4(parte dois)

    O motoqueiro saltava pelas árvores cerca de cem metros atrás dos guardiões. Ele observava os pontos vermelhos que os representavam no mapa do MP3 player atentamente.
    Meia hora depois, Sigma parou e desceu ao chão. Heenett desceu logo em seguida, e perguntou:
    — Porque resistimos à prisão Sigma?
    — Resistimos porque aqueles caminhões não iriam nos levar para a prisão, – disse – eles estavam nos levando para uma fábrica.
    — Uma fábrica? – respondeu Heenett, alarmado, quase com um berro.
    — Sim. Eu demorei um pouco, mas reconheci aquele símbolo que estava no caminhão, o olho com o DNA no lugar da pupila. É o símbolo de uma empresa chamada “Desenvolvimentos Genéticos e Meta humanos”, eles fazem pesquisas com engenharia genética e com desenvolvimentos tecnológicos para o corpo humano, como membros biônicos, implantes que potencializam a função de certos órgãos sensoriais...
    — Mas o que eles iriam querer com a gente..? – disse Heenett, começando a pensar.
    — Eu tenho uma teoria. – falou Sigma.
    O motoqueiro estava oculto atrás de algumas plantas, ouvindo cada detalhe da conversa. Quando ouviu a teoria de Sigma, ele próprio ficou muito apreensivo. Aquilo era mortalmente sério, e fazia sentido, considerando as circunstancias. “Porcaria”, pensou. A coisa estava ficando feia.
    Após duas horas de conversa, Heenett e Sigma chegaram a um consenso. O objetivo era invadir a base central e conseguir os dados sobre os guardiões que Heenett pensava que eles tinham. Ele iria grampear a base a partir de um ponto externo, e iria invadir alguns servidores para conseguir a planta da base, e então eles iriam decidir o que fazer, exatamente.
    Heenett e Sigma resolveram abandonar os disfarces. Com o mesmo gesto de antes, a mesma luz branca envolveu Heenett, e a roupa vermelha com a máscara de ouro estava de volta. Sigma simplesmente retirou sua máscara, uma vez que seu sobretudo havia sido destruído pelos tiros. Ele precisaria arrumar outro disfarce, e os inimigos não conheciam seu rosto, o que era uma vantagem. Por trás da máscara, Heenett disse:
    — Eu vou procurar um cabo externo para grampear nesse computador portátil. Enquanto isso procure um disfarce.
    — Certo – disse Sigma – e foi inteligente a idéia de pegar um computador daquela carga e esconder por baixo dos seus trajes.
    — Eu penso em tudo. – riu Heenett
    — Não fique se achando, algo pode dar errado. E não era você que dizia que deveríamos levar isso a sério?
    — Tem razão, desculpe. – falou Heenett, sério – Vamos agir.
    E com um salto, ele sumiu na floresta.
    — Caramba, ele tá confuso – disse Sigma, revirando os olhos.– A coisa tá feia.
    Em seguida, saltou e começou a ir à direção oposta à de Heenett.
    O motoqueiro ficou sozinho naquele lugar. Ele estava pensativo, ia ser muito mais difícil fazer o que tinha em mente, principalmente se o plano deles fosse bem sucedido. Ele observou os dois pontinhos se afastarem em direções opostas. Certo, hora de esperar. Ele saltou até o topo de uma árvore, e escondido por entre as folhas, começou a recordar-se de um encontro que tivera em um bar cinco dias antes...

    Ele estava sentado em um bar de beira de estrada, comum a caminhoneiros e viajantes. Já eram três dias ininterruptos de viagem, com pequenas paradas para cochilos e alimentação. Ele estava exausto, e o MP3 precisava recarregar, portanto enquanto esperava os três pontinhos da bateria se encherem, bebia alguma coisa leve e comia um pequeno sanduíche.
    Em um dado momento, um homem com aparência de caminhoneiro se sentou ao seu lado. Era um homem muito gordo, com cabelo curto e farto bigode, uma camiseta branca e calças velhas e surradas. As longas botas pretas pareciam ser a única coisa nova nele, talvez exceto pela tinta preta nos cabelos. Disse:
    — E ai cara, só na dureza?
    O motoqueiro não respondeu.
    Após pedir uma garrafa de cerveja, o homem continuou:
    — Pelo jeito tu não fala muito né?
    Não houve resposta.
    — É, achei que não. Bem, pelo menos tá melhor que aquele cara ali fora, ele não para de falar sobre uma tal operação militar...
    O motoqueiro virou um pouco a cabeça na direção do homem.
    — Pois é – disse o outro, tomando um longo gole – ele fica falando sobre um bombardeio, uma invasão a um templo... Obviamente estava completamente bêbado.
    — Onde está esse homem? – perguntou o motoqueiro, numa voz curta e cautelosa.
    — Ah, resolveu falar né – respondeu o outro. – Bem cara, ele tava andando pelo estacionamento, quase na rua... Se não cuidarem dele ele vai acabar sendo atropelado.
    O motoqueiro nem esperou o homem terminar de falar, e saiu em direção ao estacionamento, em passos rápidos. Ao chegar no local, ele viu o soldado: usava uma farda verde de camuflagem, um boné, e estava vagando por entre os veículos bem perto da estrada, completamente bêbado. O motoqueiro se aproximou do sujeito, mas antes que pudesse falar qualquer coisa, este se virou pra ele e disse, em uma voz engrolada:
    — Cuidado... não vá para o sul... uma bomba vai explodir lá...
    — Senhor – começou o motoqueiro, cauteloso – não acha melhor se afastar da estrada, você pode ser atropelado...
    — MINHA VIDA NÃO IMPORTA! – berrou o soldado, após um tropeço – aqueles canalhas me trataram muito mal, me desonraram, nada mais me interessa, eu devo alertar ao mundo do perigo que ele corre! – continuou o soldado, com os olhos brilhando – Em três dias, no sul, bomba, explodirão tudo!!!
    O motoqueiro ficou pensativo. Podia ser só um delírio de um bêbado, mas podia ser real. Era difícil saber...
    — E ELES QUEREM SEQUESTRAR UM HOMEM INOCENTE! – continuou o soldado, aos berros – ELES QUEREM INVADIR UM TEMPLO E QUEREM SEQUESTRAR UM HOMEM INOCENTE, POBRE HOMEM! – terminou ele, caindo no chão e começando a chorar compulsivamente.
    “Bêbados.. tsc” – pensou o motoqueiro – “um soldado aqui, bêbado, achando que a cidade vai explodir. Ridículo.”
    O motoqueiro adentrou o bar e pôs o dinheiro da conta no balcão. Em seguida, pegou seu MP3, sua moto, e sem dizer uma palavra, se foi. Era incrível como um pensamento de um homem sóbrio podia estar mais errado que a fala de um bêbado.

    Achar um cabo externo havia sido relativamente fácil. Ele seguira até a beira da estrada e achou uma saída de um buraco que conduzia o cabo. Poucos minutos depois, ele estava vasculhando a rede da central à procura de uma planta, que foi encontrada na parte que fazia referência a uma reforma no prédio. Era daquilo que ele precisava, mas estava fácil, fácil demais. Algo iria dar errado, ele podia sentir. Mas, bem, não havia mais escolhas, e aquilo era o melhor que tinham.
    Duas horas depois, encontrou-se com Sigma, que trajava roupas de um operário de construções.
    — Eu achei essa roupa num campo de obras há alguns quilômetros daqui – disse Sigma – deve servir. E você, conseguiu alguma coisa.
    — Consegui me conectar a um cabo, e achei uma planta do edifício, parece que uma ala dele está em reforma.
    — Não acha suspeito – comentou Sigma – um complexo militar estar passando por uma reforma no meio de uma operação de guerra?
    — Pode ser algo mais que uma simples reforma, ou pode ser uma pista falsa. De qualquer modo, é o melhor que nós temos, precisamos arriscar. Pegue aqui, comunicadores – disse, dando a Sigma um microfone de pescoço e aparelho para ouvir, ambos menores que grãos de arroz, e da cor da pele – tente disfarçar isso por baixo da roupa, não deve ser detectado pelos sensores. Tecnologia de ultima geração, achei que poderia ser útil um dia, sempre tenho isso nos bolsos.
    — Inteligente. Bem, depois dizem que eu sou doido, mas não vem ao caso. Dê-me isso e me mostre a planta, vamos bolar a nossa estratégia – disse.
    Última edição por Heenett; 03-05-2006 às 20:18.

  7. #7
    Banido Avatar de Augustus Sigma
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    Brilhante hist&#243;ria. E olhe que s&#243; est&#225; no come&#231;o...


    Augustus Sigma

  8. #8
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    Já havia visto no flog, e direi o mesmo aqui.

    *.* lindo.

    Começando logo em ataque, deu aquele toque em mim do tipo "O que ta acontecendo?" o que faz você querer ler pra tentar entender ;P

    As batalhas também estão sendo bem trabalhadas, vou tentar fazer algo parecido no meu...

    Enfim, eu estou adorando, e espero pelo episódio 3 em breve ^^

  9. #9
    Avatar de Jotinha
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    Padrão ...

    Lol...

    Sua história tem um ar meio 'Matrix', misturado com 'Equilibrium' e por aí vai!

    Gostei... Essa mistura de gêneros me agradou. Essa pequena amostra, mostra o que virá pela frente. Confesso que estou curioso para saber mais sobre o cenário e tempo em que se passa a história!

    Jotinha
    :rolleyes: :rolleyes: :rolleyes:

    19:31 GM Ryrik Danubia [2]: Good bye everyone, thanks for all of the great memories :-)

  10. #10
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    Padrão

    Capítulo 2, logo vai estar revisado, e até amanhã no máximo sai o 3!

    Capítulo 1(parte 2) - Heenett, o Guardião do Fogo

    Para alguém que acabara de passar pelo que ele passou, até que estava correndo a uma velocidade considerável. Não era hora para descansos, um guardião precisava de ajuda, ele podia sentir.

    O ar frio da noite atingia seus olhos por trás da máscara como milhares de agulhas afiadas, mas Heenett mal piscava, tal era a sua tensão. Ao longe, ouviu sons de uma luta. Tiros, muitos tiros, e todos pareciam ter um mesmo alvo. Droga, precisava dar tempo!

    Faltando uns quinze metros para uma volta completa em torno do Santuário, Heenett saltou, impulsionado por suas chamas, alcançando facilmente a janela do salão Tartarus, que era guardado pelo Guardião Augustus Sigma, do ácido.

    A visão não era agradável. Basicamente como ele havia sido cercado, lá estava Sigma, igualmente cercado por todos os lados por soldados, que aparentemente haviam desistido das armas, que não pareciam estar em parte alguma, e haviam partido para o combate corpo a corpo.

    Rajadas verdes saíam dos braços de Sigma e corroia a armadura dos inimigos, e muitas vezes o próprio inimigo dentro dela, mas eram muitos, muitos mesmo, dava pra ver.

    Sem hesitar por nem mais um instante, Heenett novamente envolveu-se na forma de um cometa em fúria e investiu diretamente contra a multidão de soldados abaixo.

    — HEENETT! – gritou Sigma. – O QUE ESTÁ HAVENDO? PORQUE DEIXOU O SALÃO? EI! - disse, ao perceber que Heenett carregava a esfera prismática em uma das mãos. - NÃO! O SALÃO DE THARIOS, NÃO, NÃO VOU ACEITAR ISSO JAMAIS!

    — SIGMA – gritou Heenett, impaciente. – ELES SÃO MUITOS, E A NOSSA PRIORIDADE É PROTEGER OS ARTEFATOS, PRECISAMOS DEIXAR O SANTUÁRIO! - disse, enquanto jogava uma rajada de chamas contra um grupo de soldados que haviam acabado de sacar a metralhadora.

    Sigma não respondeu, porque havia sumido em meio aos soldados. Heenett sabia que, orgulhoso como era, ia ser difícil convencê-lo a sair. Mas era preciso, ele precisaria entender, era realmente horrível abandonar o santuário aos inimigos, mas o juramento viria em primeiro lugar.

    Subitamente Sigma, em sua armadura dourada, saltou do meio da multidão em direção ao altar onde havia uma estátua na forma de um dragão negro atacando e, imediatamente, agarrou-a, virou-se, e disse, em meio ao caos:

    — VAMOS SAIR DAQUI!

    Heenett saltou logo atrás de Sigma, e rapidamente eles estavam correndo para os muros do santuário, por onde abririam passagem e sairiam.

    A face de Sigma, não sendo oculta por máscara alguma, revelava desolação e desapontamento. Ele havia entendido, Heenett pensou, que o juramento de proteção aos artefatos era mais importante que até mesmo o próprio santuário.

    Logo, saltaram sobre o muro e correram em direção à floresta próxima, pretendendo sumir de vista antes que os soldados os viessem...

    ***
    Em algum lugar, muito longe dali, alguém chamado Bernardo olhava uma foto em sua carteira. Sua esposa e sua filha, como sentia a falta delas.

    Bernardo reclinou sua cadeira, e tentou apreciar a viagem de volta.
    Mas como ele poderia aproveitar? Logo, outra viagem viria, e ele teria que estar a postos para ir. Até quando isso iria durar? Ele queria paz... Lentamente ele fechou os olhos e começou a dormir...
    Havia algo errado.

    Um som. Além do som da turbina do 767 no qual voava, além do som das pessoas conversando, um som agudo, fino, um caça.

    "Mas o que um caça... MERDA!", pensou Bernardo.


    Um segundo e meio depois, o piloto do caça F-16 atirou.
    ***

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    Última edição por Heenett; 17-06-2006 às 11:36.



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