Lula sendo Lula:
Mudando de assunto:
A entrega do novo Plano Nacional de Educação (PNE 2024-2034)
continua atrasada e tem pouquíssima participação e contribuição da sociedade em geral. A
composição do Grupo de Trabalho não contempla representação de docentes e discentes das redes municipais, estaduais e federais, assim como deixa de fora OSCIP's e ONG's que já trabalham há muito tempo com o tema (como o "Todos pela Educação"), dando e esses atores uma única cadeira advinda do Forum Nacional de Educação.
Em resumo, as metas de Educação dos próximos 10 anos, que são uma política de Estado e não de governo, serão definidas à revelia da sociedade em geral. Isso impacta diretamente na qualidade da massa de profissionais que entrarão no mercado de trabalho nos próximos 20 anos, bem como nos eleitores nesse período. Quando chegar ao Congresso, será aprovado em toque de caixa, já que o Arthur Lira odeia debate parlamentar.
Isso deu muito certo da última vez. De 56 metas definidas no PNE 2013-2023, apenas 6 fora realizadas, o que é esperado quando uma política de Estado é implementada sem ter a sociedade como avalista. É um dos problemas mais crônicos da Educação do país e tem muito pouca visibilidade. Quando falam aqui de "cortina de fumaça", tenho essa impressão sobre tudo que é colocado na mídia e nas militâncias pró e anti-governo, porque as coisas que realmente importam (que dão trabalho, que exigem participação ativa, que necessitam de conhecimento) são deixadas em segundo plano por toda a narrativa político-ideológica que adoramos debater.
P.S.: não dá para eximir o governo anterior de um pouco de crítica quanto a isso também. O GT do PNE 2024-2034 foi montado apenas em Junho desse ano quando, de acordo com o PNE anterior, deveria ter sido montado em 2022. Mas em 2022 o atual governo está mais preocupado em se reeleger e tramar golpe de Estado do que em governar. Com isso, deixou a esquerda petista continuar monopolizando o debate educacional no Brasil.