Acho que você está inventando premissas em cima do que postei, Legião. O argumento era: "isolamento social não é uma boa estratégia, uma boa estratégia é liberar as pessoas para que elas sejam imunizadas por exposição". O que a notícia que eu trouxe mostra é que isso, aparentemente, NÃO FUNCIONA, como já tinha sido dito à época que o presidente do Brasil propôs a estratégia como alternativa, inclusive utilizando a Suécia como case de sucesso.
Quanto ao resto, você inferiu sozinho. Eu não disse que a estratégia certa é ficar em casa por 4 anos e nem que a premissa é não ter nenhum infectado em nenhum momento desse tópico. E acho difícil alguém ter dito o mesmo.
Quando você diz "pois que eu saiba a Suécia vai ser imune muito antes dos outros paises", é exatamente esse o argumento, negar essa afirmativa: pela projeção matemática, a Suécia não chegará à imunização de rebanho antes da vacina. Os 14% não são um número jogado, ele demonstra exatamente o que você disse, que na Suécia a doença não é tão transmissível assim, ou seja, imunidade de rebanho pode não ser possível. Isso nos leva à duas escolhas: salvar o máximo de vidas possível ANTES da vacina ou perder todas essas vidas até que a vacina chegue. E elas são opções únicas exatamente porque a imunização de rebanho por contágio se provou improvável.
Colocando na ponta do lápis pra você entender: se o Brasil, seguindo a estratégia da Suécia, possuísse hoje 14% das pessoas imunizadas, significariam 29.260.000 indivíduos que ficaram doentes e se curaram. Mantendo a taxa de mortalidade em 1% e fazendo uma regra de 3 simples, isso significaria, pelo menos, 295.555 mortes (sem contar os casos que existiriam no momento e que não foram ainda tratados). Teríamos um desastre no número de mortes para provar que a estratégia de imunização de rebanho por infecção é uma merda. Na Suécia o sistema não quebrou porque é Suécia (um dos melhores sistemas públicos de saúde do Mundo). Mas você acha que o sistema de saúde do Brasil aguentaria um número de mortes e de infectados na ordem de 6x maior do que temos hoje?
Repetindo novamente, eu entendo a questão econômica que foi levantada lá atrás, embora já conversamos aqui que países que cumpriram o isolamento mais à risca já estão em plena recuperação econômica, enquanto o Brasil se encontra em um platô que vai durar até deus sabe quando. O que bati sempre na tecla foi sobre a tentativa contínua de utilizar argumentos tirados do nada para contrapor-se às recomendações da comunidade científica. Muitos desses argumentos caíram rapidamente e foram esmagados pela realidade.
Lembra que era só uma gripezinha e ia matar menos que o H1N1, isso motivava o discurso contra o isolamento. Não é uma gripezinha, matou e está matando pra caralho e o discurso continua o mesmo? Não acha que tem alguma coisa errada?
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