Phobos Online é um MMORPG 2D com temática medieval-fantasia em desenvolvimento pela Myth Entertainment desde 2005 (sim, doze anos atrás!). Atualmente são 9 pessoas na equipe, mas essse número já foi maior no passado. O jogo é feito inteiramente do zero, com gráficos, cliente e sistemas 100% próprios. Inicialmente ele se chamava "The Last Myth", mas antes do primeiro test-server ganhou o nome que tem até hoje.
Esse primeiro test-server aconteceu em 2007, e na época conseguiu uma repercussão muito grande. “O novo Tibia” tinha gráficos incríveis (melhores que os do jogo da Cipsoft) e um foco bem grande pro roleplaying. O fato dos personagens conseguirem sentar também era um diferencial que impressionava, já que isso era motivo de piada e zuação pro Tibia.
Embora hoje pareçam feios, os gráficos eram bons pra época.
Por alguns problemas graves no cliente, o mesmo teve de ser refeito e isso atrasou MUITO o desenvolvimento do Phobos. Nesse meio tempo todas outras áreas também foram melhoradas, e o jogo conta com gráficos e um roleplay de primeira, mas ainda assim não estão 100% pronto. Passadas as considerações iniciais, vamos aos detalhes do jogo atualmente...
cliente atualmente
QUEM PRECISA DE MAPAS?
O jogo não possui um mapa no cliente. Sim, isso mesmo que você leu: sem mapa, minimap, bussóla nem nada do tipo. A única coisa que você tem é essa imagem:
Isso é algo que traz uma sensação de amor e ódio. A príncipio é realmente muito estranho não ter um ponto na tela que mostra o lugar em que você está, mas conforme você vai explorando e conhecendo a região, um suposto mapa vai se tornando algo dispensável. O problema é que se ficar uns dias sem jogar, você pode se perder ao tentar ir de uma cidade pra outra. Só por curiosidade, você inicia jogo na cidade de Timari, e toda aquela região de "Timar" é a rook do jogo. Empo Sar é a capital. Não consegui passar por Milthorn pra chegar na região norte :P
CLASSES
O jogo tem um sistema de classes dividido em 3 níveis. A primeira classe/nível é o citizen, e você pode mudar assim que terminar a quest inicial (que te ensina coisas básicas, como conhecer os NPCs e matar criaturas fracas). A partir daí é preciso escolher pra que lado você quer ir:
Ainda na cidade inicial existem dois NPCs que te guiam pro segundo nível, que seria algo como escudeiro ou aprendiz. Basicamente é aqui que o jogo começa: não é possível se tornar um cavaleiro no terceiro nível caso você escolha aprendiz nesse segundo nível, por exemplo. Entretanto, ranger e clérigo são classes mistas de terceiro nível - tanto escudeiro quanto aprendiz podem escolhe-las. Cada classe tem magias, itens e características únicas.
Opinião bem resumida sobre classes: Eu joguei em 2 chars, um shaman e o outro um escudeiro (falta gold pra promover pra knight). Achei muito mais fácil upar level de mage, já que a maior parte do dano vem das habilidades e essa classe tem mais opções delas pra usar. Talvez com equipamentos melhores knights tenham vantagem, vai saber...
Ah, o jogo tem um level máximo, que atualmente é 50. O que define realmente se um char é mais forte que o outro são os níveis de skills e os itens raros que cada um tem. Os itens que encontrei até agora não tem level.
meu xamãzinho com mais foco em natureza/destruição do que suporte (:
ROLEPLAYING
Ah, esse ponto é muito interessante. Se tem algo que é bem feito no Phobos, é o RPG. Eu poderia explicar ponto por ponto, mas vou dar alguns exemplos que podem te ajudar a entender o que estou falando.
1 - Sabe aquele papo que falei acima das escolhas de classe? Então, pra escolher a terceira classe é preciso ir na cidade capital do jogo, Empo Sar. Lá, um NPC te cobra o valor de 5.000 moedas pra te promover. Em um jogo qualquer, caso você não tenha o dinheiro, o NPC te diria uma mensagem aleatória do tipo "volte quando estiver com as moedas"... mas no Phobos não! A mensagem que você recebe é tipo "Oooh, infelizmente não posso te ajudar caso você não tenha todas as moedas. Existe todo um processo burocrático, entende? A papelada me dá medo só de lembrar! E ainda precisamos da assinatura do rei. Mas enfim, posso ir dando entrada no processo enquanto você economiza mais um pouco!"
2 - Já visitou uma biblioteca num jogo com o RPG fraco? Basicamente tem uma série de livros que só estão lá pra cumprir tabela e que ninguém nunca lê. No Phobos o NPC bibliotecário tem uma quest pra você: recolher livros pra deixar Empo Sar com a maior biblioteca do continente. Ou seja, vale a pena olhar as estantes de livros nas casas que passar. (nossa, me senti "a menina que roubava livros" agora...)
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3 - Sabe aquelas chaves que você tem na bag e não sabe onde conseguiu ou o que fazer com elas? No Phobos, ao dar look nesses itens você recebe a informação sobre o NPC que te deu e onde ela deve ser usada. Ou seja, não tem uma porta secreta que você tem que testar usar todos seus itens, usar magias, falar palavras mágicas e no final descobrir que ela não serve pra nada: aqui a coisa é mais direta.
GRÁFICOS
Eu posso afirmar que o Phobos tem os melhores artistas do mundo que trabalham nessa perspectiva. Se isso não for o suficiente, o jogo ainda tem alguns detalhes gráficos interessantes, como a forma que as cavernas vão ficando escuras conforme você vai entrando nelas, ou os efeitos das spells (que utilizam partículas).
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Acho que já deu pra ter uma noção pelas imagens anteriores, mas caso ainda tenha dúvidas, nessa galeria é possível conferir mais imagens do jogo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Embora não exista previsão de lançamento, um test-server privado está online desde 2014, e qualquer um pode acessar pagando uma taxa de 5 euros (algo em torno de 18 reais). Só vou avisando: tá bem vazio, é comum ser o único player online. Se você tem interesse, nesse tópico tem mais informações (em inglês).
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Em breve vou fazer uma entrevista com o André "Galiant", brasileiro e um dos responsáveis pelos gráficos do Phobos. Então... podem fazer perguntas pra ele.
Uma prévia da entrevista:
É isso ai, vlwgalereflw :)Krex: Muita coisa mudou desde o primeiro TS do Phobos. A internet, o Tibia, surgiram outros jogos na mesma perspectiva, enfim... você não acha que o Phobos pode ter perdido espaço nesse tempo? Ou são publicos-alvos diferentes?
André: Phobos surgiu em um momento onde a perspectiva já estava consolidada por outros jogos como Ultima e Tibia. A competitividade gráfica não nos inincomoda porque de fato, a história e o roleplay são as forças motriz do jogo. Existem muitos gráficos que são revisados por não condizer com a história do jogo. E necessariamente todo efeito, itens e criaturas são logicamente colocados em regiões diferentes do mundo de modo a ressoar corretamente com o enredo da história, o passado e presente de cada região do mapa.
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