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Tópico: A Voz do Vento

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  1. #1
    desespero full Avatar de Iridium
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    27-08-2011
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    0

    Padrão Terceiro Pergaminho, Prólogo + Capítulo 1

    Saudações!

    Começaremos, hoje, o Terceiro e último Pergaminho de A Voz do Vento! Gostaria de agradecer a todos que curtiram, agradeceram, comentaram e me deram apoio nesses últimos quatro, quase cinco anos.

    Agora, o inevitável chegou: a história do Ireas, ao menos no que concerne meus escritos, está no começo de seu fim. Andei olhando a seção e tenho alguns planos em mente (antes, é claro, entregarei os escritos que devo a @Thomazml), e é bem possível que eu faça um livro d'A Voz do Vento, mesmo que seja de graça (já que mudar TODA A PARTE TIBIANA me daria um trabalho desgraçado de demorado só pra evitar processo da Cip) para dar um pouco mais de cor a essa história.

    Quem me conhece sabe a dificuldade que tenho em terminar projetos, sejam eles quais forem. Sempre tive um problema com minhas histórias, talvez por ter um processo tendenciosamente destrutivo quando encontro a frustração. Quando fiquei aquele ano todo sem vir aqui no Fórum, sem jogar e sem escrever, eu estranhamente não senti isso. Senti apenas a frustração de um dever não cumprido... E voltei não só por isso, mas também pelo carinho que tenho por esse cantinho de escritores e o carinho que todos temos uns pelos outros.

    Chega de sentimentalismo. Vamos aos comentários:

    Spoiler: Respostas aos Comentários


    Sem mais delongas, a abertura do Terceiro Pergaminho!


    -----

    Spoiler: Bônus Musical



    Prólogo

    SETE ANOS DEPOIS

    Uma vida por outra; mil vidas por outras, e as dívidas todas seriam pagas. Ireas jurou guerra à Ordem que destruíra toda sua vida antes mesmo que ele chegasse a essa conclusão. A guerra contra a Irmandade começou no dia em que Ireas Keras optou por reconstruir a ordem caída do deus que dera vida a ele e Jack.

    No entanto, a vida pessoal do Vento do Norte está ainda mais conturbada: mas um Sonho pode ser a saída para todos esses problemas…

    Capítulo 1 — As Teias da União

    Todos os Caminhos levam ao Sonho.


    (Narrado por Ireas Keras)


    Era noite plena, e nenhuma estrela brilhava nos céus. Não havia brilho senão do etéreo contorno esverdeado das nuvens que dançavam próximas ao mar; o som de trovões ao longe entrecortava o silêncio quase eterno da escuridão ao meu redor.

    — Vento do Norte… — A voz de Nornur fez-se presente no ambiente em meio à tempestade. — Acorde, criança…

    Vinte e sete anos; vinte e sete anos de existência. Mais um ciclo fechado.

    — Estou acordado… — Murmurrei, abrindo o olho.

    Sim… O olho. Apenas um; o olho esquerdo foi o que me restou da batalha contra Esquecimento Eterno, minha mãe; a cicatriz feia que fendia a parte inferior de minha sobrancelha e se estendia até a parte mais alta da maçã de meu rosto no lado direito era um amargo memento que teria que carregar até o fim da vida. Um resquício de uma batalha que custara a vida de Liive, Wind, Hjaern, Sinbeard e vários civis de Svargrond, Edron, Ankrahmun. Além de ter quase custado a minha própria vida.

    Sentei-me no assoalho úmido de madeira em que estava; o convés escuro, a despeito da pouca luz, me era muito familiar. Eu estava à bordo do Caçador de Almas. Metros à minha frente, quase como uma silhueta discreta, estava Kinahked, olhando para o horizonte.

    — Voltou, Ireas? — Indagou o pirata em tom alto, para que pudesse ser ouvido além da tempestade. — Está certo de sua decisão?

    Eu me levantei vagarosamente; aquele local, que não era nem parte do mundo dos vivos, tampouco dos mortos, me assustava. Eu sentia minha alma ainda mais inquieta, assim como a dos demais membros da tripulação, os quais ora podia ver, ora não estavam mais ali. Aproximei-me de Kinahked em meio à tempestade, que parecia ter cessado, sendo substituída apenas pelo ruído do vento ao nosso redor.

    — Estou… — Falei, após soltar um breve suspiro. — Tem certeza de que não há outra opção?

    — Creio que não… — Replicou Kinahked, sem deixar de olhar o horizonte incerto, nebuloso e tomado pelas nuvens e pelos raios de cor esverdeada. — Ao menos não no caso dela. Contente-se com o que tem, Ireas…

    — Certo… — Suspirei, frustrado, mas conformado. — Bem… Estamos chegando?

    — Quase. — Replicou Kinahked, com um sorriso. — Unna, meu amor! Venha até mim!

    Quando Kinahked falou, uma pequena parte do oceano adentrou no barco, e as águas assumiram a forma de uma bela mulher de quadris largos, pele morena, com discretas sardas douradas, olhos castanhos claros e cabelos cacheados e escuros, vestida com uma camisa frouxa de cor branca, um corsete de couro, calças de couro pretas e botas carmim. Ela sorriu para mim e entrelaçou seu braço com o de Kinahked. Aquela era Unna.

    — É ele? — Indagou a moça com uma voz suave como a marola.

    — Sim, meu amor. — Replicou Kinahked, apontando para mim. — Faça sua mágica… Ele tem compromissos e já passou tempo demais no Reino Etéreo*.

    — Mas, Ked… — Indaguei, antes que continuassem. — E quanto a…

    — Você verá. — Replicou o pirata, sorrindo e bebendo um gole de sua garrafa de rum. — Agora… Deixe Unna fazer sua magia.

    Concordei, meneando a cabeça. Realmente, eu já havia passado tempo demais longe de meus afazeres. Unna se aproximou de mim e soprou perto de meu rosto; fechei os olhos e seu sopro logo se tornou mais úmido, e senti meu corpo atravessando rapidamente as distâncias como se eu estivesse no oceano, amparado por uma forte corrente nas águas.

    Quando abri meu olho novamente, estava em outro local; um local primitivo, onde a energia corria solta e os sonhos moldavam a realidade. Yami estava do meu lado, vestindo um terno branco e sandálias de ouro, além de usar seus típicos adereços de ouro. Estávamos dentro de uma salinha de pedra, cuja saída era um arco, no qual Yami estava à frente.

    — Bem vindo de volta, Vento do Norte, à Sociedade das Teias Infindas. — Falou o Efreet cordialmente, estendendo-me a mão. — Vamos logo, que o casamento está prestes a acontecer?

    — Estou muito atrasado? — Indaguei, espanando a areia de minhas roupas.

    — Não exatamente… — Replicou Yami. — Mas você vai se atrasar se não se vestir!

    O Efreet estalou os dedos e minhas roupas mudaram; minha tradicional vestimenta feita de pelo de urso fora trocada por um conjunto que me cobrisse mais, incluindo luvas e um capuz que eu podia remover assim que sentisse vontade, e tudo em cor cinza, em pele de lobo do inverno**. O cheiro forte de água salobra diminuiu de meu corpo e meus cabelos, na altura do pescoço e com mechas um pouco mais irregulares, estavam ao menos apresentáveis.

    Saímos da salinha para darmos de cara com o coração daquela parte da Sociedade das Teias Infindas: uma fonte de pedra com vapor e água ao centro e algumas pessoas trajando túnicas brancas e cinzas, com sandálias douradas, passando pelos arredores; havia, também, algumas iurtas de pedra, similares às de Svargrond, e um vórtice em um santuário com pedra e areia, de onde entravam e saíam outros adeptos.

    — A Sociedade cresceu muito em pouco tempo, Ireas. — Yami comentou enquanto andávamos rapidamente. — Seu pai e Nornur estariam orgulhosos do que você conseguiu aqui.

    — Espero que esteja certo… — Repliquei, ansioso, mas sério. — E Jack?

    Um pequeno espírito luminoso passou por nós, farfalhando docemente; parei para deixá-lo brincar com meus cabelos e mãos; ele em seguida foi para Yami, fazendo o mesmo. O Efreet, levemente desconfortável, tentou brincar um pouco, mas logo deixou o ser luminoso passar adiante.

    — Tudo está indo bem na porção Sul da Sociedade. — Replicou o Djinn. — Jack está tendo muito sucesso em estabelecer as Pontes de Sonho em Vandura. Com a ajuda de Sírio e Morzan, não foi difícil encontrar entre os piratas e os nativos adeptos leais.

    — Fico feliz em saber, Yami. — Repliquei com um sorriso de canto, ainda inquieto. —

    Ao passarmos da fonte e das iurtas, um santuário novo, feito de pedra e energia, estava à frente, o qual tinha dois andares e três alas: uma nave central e dois átrios, um ao leste e outro, a oeste. À frente da porta etérea, estava Brand.

    — Até que enfim, atrasildo! — Falou Brand, abrindo os braços de forma debochada. — Ficou lombrando na droga e esqueceu do compromisso de hoje?!

    — Uma porra. — Repliquei, cumprimentando-o vigorosamente ao bater minha mão contra a dele, e segurá-la em um aperto rápido. — Eu só precisava ver uns detalhes antes…

    — E a pessoa misteriosa, cadê? — Indagou o Thaiano enquanto cumprimentava Yami de forma similar. — Vem ou não vem?

    Diante do assunto, Yami ficou calado, e eu pude ver através de seu semblante aparentemente debochado, a sua estranha frustração.

    — Vem sim. — Repliquei, com um sorriso nervoso. — Só espero que ela não seja o centro das atenções, afinal…

    — O casamento não é seu, oras! — Replicou Brand, guiando nós dois para dentro. — Agora, vamos! Vamos que o noivo está surtando!

    Com um riso discreto, eu, Yami e Brand adentramos no santuário e nos dirigimos à ala oeste; Brand abriu a porta e demos de cara com Sírio, Morzan, Icel e o noivo.

    Emulov.

    O Zaoano estava trajando uma armadura especial, de metal escuro, denso e escovado, muito similar à de um Zaogun, mas ricamente adornada com desenhos geométricos em ouro e ferrolhos de prata. O rapaz de olhos bicolores estava andando de um lado a outro, sibilando uma reza em uma língua incompreensível para nós, visivelmente agitado e nervoso.

    — Qual é, Lagartinho! — Falou Morzan, debochado. — Não vai me dizer que vai dar para trás agora!

    — Não…! — Replicou Emulov, nervoso. — Não é isso, mas não posso negar… Eu estou com medo!

    — Medo de quê, pobre diabo?! — Replicou o Vandurano — Ela só está grávida de você, não de Zoralurk!

    — Eu não sei se serei um bom chefe de família! — Replicou Emulov, ainda nervoso e andando de um lado a outro. — Eu sobrevivi à guerra, mas meus irmãos não! A morte deles me assombra… E… Sei lá, nunca tive grandes posses, o que um antigo guerreiro pode oferecer a uma mulher aventureira com mais posses?!

    — Segurança. — Repliquei, aproximando-me lentamente de Emulov. — Estabilidade. A certeza de um lugar para voltar e, o mais importante de tudo: apoio e amor.

    Segurei os ombros de Emulov, que parou de andar de um lado a outro; estava ligeiramente mais alto, então conseguia olhar para o rosto do Feiticeiro de quase dois metros de altura sem fazer tanto esforço como outrora.

    — Já faz quatro anos que vocês estão nessa história de “noivos, não noivos”. — Falei, calmamente. — E mesmo antes disso, quando todo o rolo em Zao acabou e vocês estavam vendo outras pessoas, logo viram que o destino de vocês já estava ligado. A criança que ela carrega, Emulov, é mais um sinal certeiro disso, pode confiar.

    O Feiticeiro de Zao inspirou profundamente e expirou mais calmo.

    — Você tem razão, Ireas. — Sibilou Emulov. — Eu devo honrar meu compromisso com ela e com o filho que está para nascer. Obrigado pela ajuda.

    Concordei com a cabeça. Nesse meio tempo, apareceu um xamã à porta: o oficial da cerimônia. Yami olhou para nós, sério.

    — A noiva está pronta. Hora de irmos.

    Emulov concordou e se posicionou atrás de nós. Um a um, fomos saindo: primeiro Sírio, depois Morzan, Icel, Brand, Yami, eu e Emulov por último. No lado oposto a nós, vinham as madrinhas: Yumi, Obsídia e outras três amigas da noiva. A noiva sairía por última, de fato.

    E nada da pessoa que eu queria que estivesse lá aparecer…

    Nos posicionamos ao final da nave, alinhados ao lado do altar, onde o xamã, um conhecido meu de Svargrond, aguardava pela noiva; logo começou uma sinfonia harmônica para a entrada da noiva.

    Solstícia Solária.

    Ela estava radiante; vestido claro, longo e arrastado, com algumas tiras pintadas em cores diferentes, imitando algumas mechas de seu cabelo preto, que tinham as cores rosa e azul para complementar. Carregava um buquê simples, e sorria que nem uma garotinha diante dos convidados e do templo. Sua gravidez era visível e estava bem avançada.

    — Ufa! — Suspirou Solstícia, afobada. — Subir essas escadinhas foi um tormento!

    Rimos levemente da declaração bem-humorada dela. Fiquei observando o casal com certa dose de inveja; na medida em que o xamã oficializava o rito de himeneu, ficava pensando em minha vida como um todo: quisera eu simplesmente… Me assentar, como meus amigos pareciam estar fazendo. Estavámos já todos na casa dos trinta ou passando dela e eu não cansava de me perguntar: quando seria a minha vez de ter algum tipo de sossego, alguma forma de paz?

    Quando dei por mim, os noivos já haviam recitado seus votos e estava na hora do xamã dizer as partes finais da cerimônia.

    — Emulov Suv, aceita essa mulher, Solstícia Solária como sua consorte, para amar e ser amado, respeitar e ser respeitado, cuidar e ser cuidado, defender e ser defendido até que a morte encerre sua união?

    — Aceito.

    O xamã sorriu e acenou com a cabeça, voltando seus olhares para Solstícia.

    — Solstícia Solária, aceita esse homem, Emulov Suv como seu consorte, para amar e ser amada, respeitar e ser respeitada, cuidar e ser cuidada, defender e ser defendida até que a morte encerre sua união?

    — Aceito!

    — Pelos poderes a mim concedidos aos olhos de Nornur, que tece as teias infinitas da união, eu os declaro consortes até o fim de seus dias!

    Meio desajeitados, os dois se abraçaram, selando a união com um beijo tímido; aplaudimos, todos, pois enfim o Feiticeiro de Zao havia tomado coragem para firmar compromisso com sua paixão de longa data. Era bom ver que, apesar de todos os pesares, estávamos ainda vivos para ver momentos felizes em nossas vidas, e não apenas tragédias. Entretanto, eu não conseguia deixar de pensar em uma outra pessoa, cuja ausência estava me fazendo falta.

    A comitiva toda começou a se dirigir para fora da igreja, quando uma última pessoa, que não estava dentre nós antes, apareceu na porta.

    Meu coração quis saltar pela minha boca e eu abri um sorriso; era ela!

    — Me perdoem pelo atraso, senhores! — Acenou para todos, e depois fixou seus olhares em mim. — Olá, bonitão.

    Seus olhos castanhos escuros pareciam destacados em sua pele bronzeada com pequenas sardas douradas adornando suas bochechas e seu nariz; seus lábios estavam pintados de roxo, e seus cabelos castanho-avermelhados estavam presos em uma bela trança grossa e comprida, que chegava até metade de suas costas. Trajava uma blusa frouxa que deixava seus ombros à mostra, com um corpete cinzento deixando seus seios volumosos mais bem ajeitados, uma calça de tecido grosso e de cor azulada e botas de couro preto com um pequeno salto. Eu sorria em êxtase ao vê-la ali, magnífica como sempre.

    Lisette! — Falei, indo ao seu encontro em um amoroso abraço. — Já estava começando a achar que tinha desistido!

    Como eu sentia falta daquele contato! Quisera eu tê-la encontrado antes… Era bom tê-la em meus braços de novo depois de toda aquela ausência. Ficando exatamente de minha altura com aquele leve salto, ela me roubou um beijo em frente a todos, e eu não me fiz de rogado: deixei, claro, e retribuí, enfim sentindo a ansiedade indo embora de mim.

    — Não perderia isso por nada, meu doce xamã! — Replicou Lisette, sorridente, com sua mão entrelaçada à minha. — Mas vamos parar de roubar a atenção de todos: hoje é o dia de Solstícia e Emulov, então… Vamos celebrar!

    Concordei com a cabeça, segurando sua mão e acompanhando os demais ao local do baile. Agora sim eu estava em paz. Entretanto, ainda havia uma sensação estranha tomando conta de mim… Como se o Vento estivesse tentando me dizer alguma coisa.

    Boa ou ruim… Não tinha como ter certeza.


    *****

    Ao final do dia, já havia regressado a Nibelor pela Ponte dos Sonhos; Yami já dormira em sua Lâmpada e Lisette estava adormecida em meus braços. Entretanto, eu custava a pegar no sono. Suon brilhava mais forte que de costume nos céus em noite plena, o que poderia indicar algum tipo de mudança. Fechei meus olhos, tentando me convencer de que não seria nada.

    Tudo escureceu; consegui, finalmente, me concentrar. Aos poucos, comecei a sonhar; de início, era uma paisagem similar ao templo principal da Sociedade em Svargrond; a neve caía em flocos dourados e Nornur me esperava à frente da porta. Jack estava a alguns metros de distância, mas alinhado a mim. O deus, entretanto, nada falava.

    Vimos, então, um grupo se aproximar. Um grupo de homens e mulheres com auras esplêndidas, mais altos e delicados que humanos e assustadoramente divinos, ainda que parecessem tão ordinários quanto o mais simples dos homens.

    — O Sonho é o Caminho, Vozes do Vento… — Sussurrava o Deus. — Sejam os guias das crianças do Sonho, meninos...

    Quando eu e Jack começamos a nos aproximar de sua figura, o ambiente começou a mudar; o cheiro familiar e horrendo de corrupção começou a se alastrar. Em um piscar de olhos, aqueles seres divinos começaram a gritar enquanto o ambiente se aqueceu. Não demorou muito a um grande incêndio tomar conta do ambiente, com demônios tentando invadir a proteção do Caminho dos Sonhos.

    E, para piorar, o chão começou a tremer, abrindo uma grande fenda entre Jack e eu. Eu ouvia gritos, mas não conseguia me mover; olhei para o lado e não vi nada. Quando olhei novamente para onde Jack estava, o Paladino estava a alguns metros abaixo de mim, com o corpo preso por vinhas e inconsciente. Eu, no entanto, comecei a sentir o ambiente mais e mais gelado, como se a solidão estivesse se apossando do ar.

    O inverno ficou cada vez mais rigoroso e frio, e minha visão começou a embaçar.

    — As Crianças do Sonho estão voltando… — A voz de Nornur ainda era audível a despeito do ambiente cada vez mais hostil. — Sejam seus guias… Minhas Vozes…

    Quando eu e Jack começamos a nos aproximar de sua figura, o ambiente começou a mudar; o cheiro familiar e horrendo de corrupção começou a se alastrar. Em um piscar de olhos, aqueles seres divinos começaram a gritar enquanto o ambiente se aqueceu. Não demorou muito a um grande incêndio tomar conta do ambiente, com demônios tentando invadir a proteção do Caminho dos Sonhos.

    E, para piorar, o chão começou a tremer, abrindo uma grande fenda entre Jack e eu. Eu ouvia gritos, mas não conseguia me mover; olhei para o lado e não vi nada. Quando olhei novamente para onde Jack estava, o Paladino estava a alguns metros abaixo de mim, com o corpo preso por vinhas e inconsciente. Eu, no entanto, comecei a sentir o ambiente mais e mais gelado, como se a solidão estivesse se apossando do ar.

    O inverno ficou cada vez mais rigoroso e frio, e minha visão começou a embaçar.

    — As Crianças do Sonho estão voltando… — A voz de Nornur ainda era audível a despeito do ambiente cada vez mais hostil. — Sejam seus guias… Minhas Vozes…

    Acordei com um grito; acordei Lisette no susto, com o corpo gelado. Ela segurou meus ombros, mas eu só conseguia ofegar e balbuciar frases sem sentido. Ela me abraçou e, por mais reconfortante que fosse, eu não conseguia afastar aquele sonho da minha mente.

    O que diabos seria aquilo? Quem eram as Crianças do Sonho?


    Continua...


    -----

    Glossário:

    (*): Um Reino intermediário entre o Reino Físico, o Reino dos Sonhos e o Reino dos Espíritos; seria uma área coberta pelo vazio e matéria escura e disforme.

    (**):Tradução livre de “Winter Wolf”.


    ----

    Eeeee o Terceiro Pergaminho já começou! Para quem está se perguntando, Lisette é baseada no personagem tibiano de uma amiga minha da Suécia, cujo nome real é Lisette (e que me deu permissão para usar o personagem em minha história):

    Name: Pirate Mistress
    Sex: female
    Vocation: Elite Knight
    Level: 126
    Achievement Points: 153
    World: Secura
    Former World: Unitera
    Residence: Thais
    Married To: Akivashi
    House: Alai Flats, Flat 17 (Thais) is paid until Feb 20 2017
    Guild Membership: Infernal Doom Knight of the Devil Clan
    Last Login: Jan 18 2017, 19:01:32 CET
    Comment: Condorhapje ~ best friends since i dont know when <3

    Akivashi ~ friends since i dont know when <3
    Account Status: Premium Account


    Sete anos se passaram... E muito mudou. Espero que tenham gostado! Até o próximo!



    Abraço,
    Iridium.

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    Última edição por Iridium; 23-01-2017 às 08:31.



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