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Tópico: O Escritor de Pergaminhos

  1. #1
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    Post O Escritor de Pergaminhos

    Já estava previsto que tal acontecimento chegaria, mas não tão cedo. Já era tarde da noite quando Gune terminava de escrever um pergaminho. Ele percebeu que a noite estava muito tranquila. Os anões, por mais ranzinzas e grosseiros que sejam, são bastante pacientes, e esperam algum tipo de sinal para agir. Mas Gune sabia que algo estava acontecendo. Enrolou o pergaminho e o guardou em um recipiente de pergaminho de madeira mogno, ao quais os anões chamam de escondeiro. Juntou o escondeiro aos outros que jazia em uma bolsa grande de pele de urso e apanhou a adaga. Entrou dentro do armário e se escondeu, esperando algo que, em seu intuito, estava se aproximando.
    Do lado de fora, os dois guardas anões estavam de armadura e segurando cada qual seu machado, que de tão grande e pesado, tinha que ser manejado com as duas mãos.

    - Ei, Dom? Essa noite vou pedir minha mulher em casamento.
    - Hum. Fico feliz por isso.

    Aquela conversa foi abalada por um som que vinha de dentro do bosque. Ambos os guardas ficaram em posição de defesa, mas nada veio de imediato. De repente, dois olhos esverdeados brotam da escuridão. Ao se aproximar da luz, os dois anãos ficaram surpresos. Era outro anão, mas de aparência jovial. Aproximou-se dos dois guardas.

    - Olá, caros amigos. – Tentou dialogar o estranho anão.
    - Como devo tratá-lo?
    - Não possuo nomes, nem apelidos. Possuo apenas números.
    - Não entendi. – Perguntou o outro guarda.
    - Número. Mas não importa... Ele vai mudar mesmo...

    Dito isso, aquele anão abriu um sorriso, mostrando seus dentes afiados. Um dos guardas tentou atacar, mas foi arremessado contra a porta da casa. O outro foi para cima, tentar liquidá-lo.
    De dentro do armário, Gune ficou assustado. Ouvia gritos e barulho de lâminas, e o pior, tudo isso acabou rápido demais. Ouviu a porta da frente se abrir, rangendo, e um som sinistro de assovio. Pela fresta do armário ele viu um anão ensanguentado (provavelmente não era dele o sangue), com uma enorme boca, munida de dentes como um demônio. Aquele “anão” começou a falar.

    - Ora, ora, ora. Não me faça perder a paciência. Sinto seu cheiro repugnante de barba mal lavada. Você sabe o que quero, e não é aumentar meu numero. Basta sair de onde está, e dá-lo para mim.

    Gune não levou a sério a proposta. Quis ficar onde está. Infelizmente, não havia mesmo lavado a barba, e o cheio o denunciava. Ele sabia que tinha que sair daquele armário. Esperou o anão chegar mais perto do armário, até que, quando se aproximou, o anão sentiu o cheiro e chegou perto de mais do armário. Com rapidez, Gune abriu a porta com brutalidade, acertando o anão. Com o anão atordoado pelo golpe, Gune pegou a adaga e espetou logo abaixo do queixo daquela criatura e saiu correndo. Saiu pra fora da casa e assoviou. Logo viu um cachorro marrom, grande porte, de cara enrugada, se aproximar em alta velocidade. Gune logo saltou pra cima do grande cão.

    - Avante, Lung. O mais rápido que puder.

    Quando o anão se recuperou, arrancou a adaga como se fosse um espinho qualquer. Apenas observou já do lado de fora da casa o velho anão se afastar em cima de um cachorro. A criatura começou a rir. Um riso melancólico, que veio acompanhado de uns gemidos.

    - Ainda nos veremos, escritor.







    O ESCRITOR DE PERGAMINHOS




    • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

    ☞ PERGAMINHO 1

    • Capítulo 1

    • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

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    Última edição por WiFail; 27-12-2011 às 13:01.
    @WiFail

  2. #2
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    História legal , gostei do jeito que você escreve .
    É agradável de se ler .Escreva o próximo cap

    Só uma pergunta ... o Gune era um humano ou um anão?

    Abrass
    É melhor esperar um pouco do que esperar pra sempre.
    Os Ruthless Seven estavam desesperados e criaram uma nova arma após ordens do deus Zathroth. Porém, ela está solta e poderá escolher o lado que quiser. Leia :

    NÃO LEIA
    NÃO LEIA - ESTADO DE VIGÍLIA - NÃO LEIA
    NÃO LEIA
    ---
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  3. #3
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    vlew. irei escrever sim. (:

    Citação Postado originalmente por Ramon PC Ver Post

    Só uma pergunta ... o Gune era um humano ou um anão?

    Abrass
    sim, ele é um anão. (:
    @WiFail

  4. #4
    Avatar de Jotinha
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    Muito bom, é sempre uma boa idéia começar com um pouquinho de ação e mistério logo de início. A escrita é boa, flui bem, sem erros de português.

    Só queria destacar a pouca quantidade de comentários, se aparece uma história sobre um garotinho indo pra Rookgaard a história "bomba", quando aparece uma história original o pessoal ignora.

    Mas eu to aqui... Continue!

    []'s

    Jotinha

    19:31 GM Ryrik Danubia [2]: Good bye everyone, thanks for all of the great memories :-)

  5. #5
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    Citação Postado originalmente por WiFail Ver Post
    Este foi só um prólogo, para ver se agrada. Dependendo das críticas, em breve terá o primeiro capítulo.
    A história agrada sim! Continua ela ae!!!


    Citação Postado originalmente por Jotinha Ver Post
    Só queria destacar a pouca quantidade de comentários, se aparece uma história sobre um garotinho indo pra Rookgaard a história "bomba", quando aparece uma história original o pessoal ignora.

    Acho que você ta falando da minha historia....




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    Então pegue uma xicará de chá, sente-se e leia a história de Dan da Cidade de Carlin.

    (Última Atualização: Livro V: Capítulo 5 - A Guera de Reconquista (Parte 2/2), postado no dia 06.03.2017)

  6. #6
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    Post O Escritor de Pergaminhos - P1 C1

    Muitos anos se passaram desde o acontecimento que Gune tenta esquecer. Seus dois amigos leais que faziam a guarda foram brutalmente assassinados, um deles estava preste a se casar. O pesar na consciência é grande, mas não pior que a dor da solidão. Gune não é um anão de muitos amigos, mas não é mal, apenas ranzinza. Mas sabe que é melhor assim, pois o que carrega na enorme bolsa de pele de urso são tão poderosos quanto qualquer coisa que tenha presenciado. Já era tarde, o Sol estava repousando e Gune não viu motivos para fazer o mesmo. Preparou a barraca e pôs Lung para dentro da mesma.

    - Boa noite, Lung.



    O ESCRITOR DE PERGAMINHOS


    PERGAMINHO 1 • CAPÍTULO 1: Do Sol ao gelo.



    A noite foi fria e penosa, mas tudo tem um fim. O Sol voltava e com ele o calor. Se podia ouvir criaturas acordando, e com elas a atenção para o que pudesse atacá-los. Lung, como todo cachorro de sua espécie, fez manha para acordar. Gune foi arrumando todos os apetrechos e a lona da barraca. Apagou a fogueira e juntou as coisas.

    - Vamos Lung. – O cão mal se mexia. – Ora cachorro vagabundo. Não cuidei de você por cem anos para que agora desse uma de idoso. Vamos!

    O cão se levantou lentamente. Lung era um cão, mas não um cachorro comum. Pertencia a uma raça nada conhecida, apenas pelos anões. Eles chamavam a raça de Canager (referencia de “Canis” para canino e “Ager” do latim terra), pois a lenda diz que a raça original veio de baixo da terra. Lung era o último da espécie. São tão leais que pertencem a apenas um dono, se o dono morre, eles também morrem. Gune ganhou Lung no aniversário de 20 anos, era uma criança ainda. Desde então, são inseparáveis.

    Logo, Lung já estava disposto e Gune colocou a sela sobre o grande cão. Uma sela feita de couro, que se prendia por dois feixes que prendiam duas cintas no corpo e mais um feixe que prendia outra cinta pelo pescoço. Era razoavelmente confortável para o animal, e mais ainda para o “cavalheiro” sobre ele. Lung tinha um metro e meio de altura, enquanto Gune apenas um metro e trinta. Com Gune já sobre seu cão, Lung pôs ao um uivo, como um grito de guerra e se pôs a correr, mais rápido que um cavalo.


    Enquanto isso, em algum lugar das montanhas geladas, nos arredores de Svargrond, um anão ferido, com dentes afiados, entrava em uma caverna gelada, ele foi tirando a roupa com dificuldade enquanto andava, até sobrar à calça. De repente, ele caiu no chão e começou a se contorcer. Seus gritos de dores se ecoavam pela caverna, dando impressão de mais sofrimento ainda. Aos poucos, uma calda esverdeada, cheia de escamas, começou a brotar. Ele mesmo começou a rançar a própria pele, e debaixo da mesma, se via escamas esverdeadas, tal como a calda. Logo, o pequeno anão de um metro e trinta e um era um lagarto humanóide de quase dois metros de altura. A calça se esticara ao máximo, mas ainda resistira à metamorfose. O lagarto chegou até uma sala ampla e grande, cujo teto era circular. Chegou até a base de um altar enorme, que mais parecia um palco. Desse palco, uma voz em forma de trovão sacudiu o lugar.

    - Você não conseguiu o pergaminho?

    - Não... Não, Altolência. – Disse o lagarto, temeroso, se referindo ao seu mestre do jeito que é apropriado para aquela misteriosa criatura. – Mas...

    - Mas o que, inútil? Não conseguiu roubar um pergaminho de um anão? Vou te dar mais uma chance, Crouch. Se falhar mais uma vez, não falhará mais.

    - Sim, Altolência.

    O lagarto se retirou da sala. Ele sabia que aquele pergaminho significava sua vida, e ele já sabia onde encontrar.


    Gune já estava chegando a um vilarejo próximo a Thais. Lá, ele espera encontrar um velho amigo. E felizmente encontrou. Edran estava varrendo a frente de sua pequena cabana de caça. Como um ótimo caçador, preferia ficar mais próximo possível de suas caças, no limite do vilarejo. Edran era o único humano que Gune conhecia. Até porque, a maioria dos humanos não se mistura com as criaturas místicas, nem élfos, nem anões. Edran era um dos poucos que podiam entrar na floresta tranquilamente, só se preocupando com animais selvagens. De longe, Gune já o reconhecera.

    - Edran, seu grande bastardo. – Cumprimentou “calorosamente” Edran.

    - Olha só quem me vem depois de tanto tempo. Como tem passado Gune?

    - Na merda, como sempre. Mas deixe de frescura. Preciso de sua ajuda.

    - Ajuda? Com o que? – Edran nunca teve um pedido desses vindo de Gune.

    - Preciso entrar em uma floresta élfica. Você sabe que não me dou bem com aqueles frutinhas de orelhas estranhas. Preciso que me ajude a entrar na floresta.

    - Me responderá se perguntar o por quê?

    - Não. Mas, talvez mude de idéia se te oferecer 2000 moedas de ouro.

    - Roubou o banco de Thais? – Edran deu risada, mas logo percebeu que Gune não achou a menor graça.

    - Não, seu tolo. Tenho meu trabalho que é honrado e também generoso. Vai ajudar ou não?

    - Está bem. Partiremos pela manhã. Quer passar a noite aqui?

    - Pretendia me deixar para fora, idiota?

    Gune foi entrando sem pedir. Lung o acompanhou. Por mais grosseiro que Gune parecia ser, Edran sempre o suportou com uma espetacular paciência. Ao ver Gune se deitando na cama, Edran sorriu. “Seja bem vindo, velho amigo.”

    • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
    ☞ Em breve, capítulo 2.

    @WiFail

  7. #7
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    Citação Postado originalmente por Danboy Ver Post
    A história agrada sim! Continua ela ae!!!





    Acho que você ta falando da minha historia....
    Acho q ele tá falando da história "Kinght" que um retardado escreveu aí.
    É melhor esperar um pouco do que esperar pra sempre.
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  8. #8
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    to gostando da história, parece ser bem original mesmo

    To esperano pelos outros capitulos



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