Era uma manha fria de fim de ano, o sol nascia entre as colinas de Mount Sternum, e a movimentação já começava em frente a minha janela, na Harbour Street, entre idas e vindas podemos destacar a passagem de alguns aventureiros, guardas, comerciantes, alem do nosso conhecido Sam, que parecia estar dando uma volta pelas ruas de Thais para se livrar um pouco do ferro fundido e das laminas cegas.
Eis que então decidir fechar a janela e descer um pouco para esticar meus dedos e respirar um pouco de ar puro em baixo do sol ardente, meio desengonçado fechei a porta e me redirecionei para a escada, trombando com um senhor de meia-idade que estava na saída do edifício, sem demorar ao me avistar, chamou-me a atenção. O velho desesperado logo me contou o que lhe tirou o sono, estava a procura de alguma boa alma que lhe ajuda-se a resgatar um de seus pertences que havia escorregado de seus dedos hoje cedo e caído dentro do bueiro perto do Banco Central de Thais. Já havia pedido para muitos guerreiros e magos que encontrou pelo caminho, mas nenhum ousou lhe ajudar com tal simples tarefa.
Alem de ser Natal, senti pena do velho, que parecia ter vivido grandes aventuras em sua juventude, e como não tinha muitos deveres a fazer no momento, resolvi oferecer meus serviços em troca do mesmo contar alguns trechos de suas grandes aventuras.
Combinados me direcionei rua abaixo e ao chegar no cruzamento com a Sorcerer's Avenue, entrei a minha direita e logo vi o bueiro. Primeiro tentei abri-lo usando minha força, em vão por causa de um decreto contra pragas criado pelo meu Rei Tibianos, que exigia o se lamento de bueiros com uma magia desenvolvida pelos Druidas, nesse momento me lembro que existe uma passagem abaixo do seleiro dos McRonalds que redireciona para dentro do esgoto de Thais, segui então sentido oposto para cair na Upper Swamp Lane, ao caminhar alguns metros logo vi uma galinha correndo para dentro do grande terreno aberto dentro da cidade, pelo que me pareceu o senhor Mcronald estava adubando sua terra, para não atrapalhar seu trabalho passei direto em direção ao seleiro sem que o mesmo percebe-se.
Logo que entrei já percebi a passagem no chão, agarrei uma lamparina que estava na mesa a frente do criadouro de porcos, e desci usando uma escada de madeira que havia visto logo do lado da porta de entrada, chegando no porão acendi a lamparina com uns truques mágicos que aprendi durante minha juventude que por falta de linhas não irei entrar em detalhes.
O raio do sol penetrava entre as barras dos bueiros que ia encontrando pelo caminho, e de tempos e tempos alguns ratos corriam de minha presença ao notar a luz da lamparina se aproximando, alguns mais ousados vinham em minha direção e eram esmagados pelas minhas pesadas botas de couro de Orc. Eis que do grande escuro a minha frente, algo refletiu intensamente a luz da lamparina, maravilhado por aquele brilho intenso fui me aproximando cada vez mais até notar que havia algo errado em minha volta, era tarde demais. O objeto brilhoso era uma moeda transparente que estava dentro de uma gosma verde, tal gosma se movimentava como se tive-se vida, e com rancor e ódio me atacou por ser tolo de invadir seu refúgio. Na tentativa de esquiva, minha lamparina se espatifou no chão, e correndo para um canto saquei minha espada em punho para contra atacar a gosma esverdeada que pulava sem rumo pela sala, eis então que a golpeei e para minha surpresa agora existiam duas criaturas verdes, uma com a moeda transparente dentro de si e outra menor com nada em seu interior. Fui então atacado pela criatura menor que me jogou contra o chão, naquele momento eu estava desorientado quanto as criaturas verdes, e com um doloroso golpe algo acertou minha cabeça.
Acordei dentro do seleiro dos Mcronalds, ambos senhor e senhora estavam felizes com meu despertar, perguntei-lhes o que havia acontecido, e logo me surpreenderam com a resposta, um velho havia me encontrado inconsciente dentro do esgoto e me trazido para ser cuidado, o velho havia me deixado uma sacola antes de sair. Ao abrir a sacola encontrei um pacote de presente junto com uma carta, nela estava escrito:
“Viva bravo guerreiro, você ajudou um pobre velho sem se preocupar com tesouros em troca, você batalhou bravamente e como prova de gratidão eis aqui tua recompensa, e lembre-se amanha é natal”
Peguei o grande pacote e puxando a fita fiquei abismado e feliz pelo ocorrido.
By Karwood Sny
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