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Jason Walker e o Retorno do Príncipe
Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?
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Enredo muito bom, gramática então, nem se fala. Adorei a história, e estarei acompanhando. Fica meio difícil acompanhar várias, mas é bom fazer isso enquanto meu Knight treina. Gostei bastante, e espero pelo próximo capítulo.
Cara num é querendo desvalorizar as outra histórias não mas a sua está ótima só queria que você postasse com mas freqüência , posta ai plx ^.^ até +
É revivendo o passado que você esquece que tem todo futuro a ser vivido. By I
CAPÍTULO 4 - A PROFECIA
Joshua e Edward conversavam sorrateiramente num dos postos de guardas, enquanto Mellanie, com o olhar estranhamente desfocado, aguardava, escorada na parede da outra
vigia. Aquela, talvez, fosse a saída mais bonita de Jarrah: até ali, a Avenida Central era ladeada por grandes casarões de pedras, adornados com ouro e prata, em cujos beirais havia muitas flores de cores berrantes. Ao fim, havia um grande arco semicircular de pedra, e de ambos os lados do mesmo havia torres de vigia, em cujo topo soldados supostamente armados - quando digo supostamente, quero dizer que empunhavam falanges e escudos, se é que você me entende - vigiavam os horizontes.
Josh aproximou-se e fez uma reverência exagerada para Joshua, que assentiu uma vez com a cabeça, sem nenhum vestígio de sorriso. Mellanie aproximou-se de mim, distante dos outros, torcendo as mãos.
- Preciso que se cuide, Jason - disse, os olhos fixados nos meus daquele modo hipnotizante novamente. - Não sei o quê...
- Não se preocupe - respondi com firmeza, evitando de retribuir seu olhar. - Apenas proteja a cidade por nós, certo? Com sorte, voltamos para cá vitoriosos e com a cabeça do general num saco para apresentar à rainha.
Mellanie deu um sorriso torto deslumbrante, aproximou-se hesitante e me abraçou. O cheiro que seu corpo desprendia era muito fascinante, mas o abraço foi-se tão rápido quanto veio e logo ela me encarava nos olhos novamente, descarregando sobre mim toda a sua capacidade paralisante.
- Bem, adeus, então - murmurei, corando.
Mas ela não me respondeu. Sua expressão era vazia, os olhos desfocados. Lancei um rápido olhar para o grupo dos outros três Midfallows, a cerca de dez metros de distância, absortos em conversas e que nada pareciam notar. Senti os joelhos da garota fraquejarem e discretamente me antecipei, segurando-a com firmeza pelos ombros e girando-a de forma a deixá-la de costas para os outros.
- Mel - sussurrei, urgentemente. - O que você vê?
- Nada será como foi da última vez - disse, a voz estranhamente andrógina. Mesmo depois de tantas vezes ter visto aquilo, não pude deixar de me espantar.
- Referente a o quê, querida? - perguntei, gentilmente.
- Dois mortais engajados numa batalha épica até o fim de um deles - respondeu, os olhos saltando ligeiramente das órbitas. Arrisquei um olhar para os outros; continuavam distraídos. - Um imortal soberano, uma baixa cruel e a perda de algo inestimável. Nem mesmo o imortal há de escapar do que aguarda.
Olhei para o seu rosto, incapacitado. Mellanie previa a morte de alguém, a perda de algo e a derrocada negativa de um imortal. Raciocinei rapidamente, tentando colocar as ideias em ordem, mas aquilo não significava nada para mim.
- Joshua... - ela murmurou, os olhos lacrimejantes.
Joshua arriscou uma olhada por sobre o ombro.
- O que houve? - perguntou ele, se aproximando. Mellanie lançou para mim um olhar de cale-a-boca, e eu a obedeci sem pestanejar. - Mel, o que quer?
- Isto - ela abriu a mão direita e jazia, ali, uma pequena esfera de pedra, similar a um projétil. - Sabe o que é.
Joshua assentiu, tomou a esfera nas mãos e dispensou a garota com um rápido aceno de cabeça, mas não sem antes me dirigir um olhar penetrante. Aquela sensação de que ele lia mentes se apoderou de mim novamente, mas se ele descobriu algo sobre a profecia, nada disse. Em vez disso, apressou-me para a partida.
Esse era o raro talento de Mellanie - ela era uma vidente. E, embora eu tivesse minhas dúvidas com relação à escolha de Josh, já imaginava qual era a razão. Joshua era um homem sábio, e já conhecia a profecia antes mesmo de ela acontecer.
* * *
A ideia principal era percorrer toda a grande planície no primeiro dia. Isso significava passar pelos locais mais perigosos, aqueles que costumavam abrigar ursos selvagens, em especial os adaptados ao frio, como após as grandes cordilheiras, fora os lobos e as raposas. Eram adversários ainda piores do que os próprios seres humanos, porque surgiam sorrateiramente e nunca se sabia de onde vinham.
- Joshua - perguntava Josh, a voz fervilhando de interesse. - Sobre as magias proibidas...
- Se são proibidas, não deve se interessar por elas - ralhou Edward, irritado.
- Elas são duas - respondeu Joshua, mesmo assim, e Edward crispou os lábios de aversão. - A maldição constritiva e a praga letal.
- Temos permissão para...
Edward soltou um silvo impaciente, e eu sorri, incapaz de me conter.
- A maldição constritiva, sim - respondeu Joshua. - A praga letal, não.
- Quais são os encantamentos? - perguntou o garoto, ignorando Edward.
- Em tempo - respondeu Joshua, os olhos esquadrinhando o terreno à frente.
Passamos por uma ponte de pedra, que eu sabia que havia sido construída pelos elfos quando os mesmos montaram acampamento a leste da cidade, antes de o exército de Metalon passar por ali como um rolo compressor, dominando as terras virgens dos arredores. A grande e cruel dúvida era por que nunca tentaram tomar Jarrah. Talvez conhecessem a existência dos Midfallows, talvez não, mas eu mesmo - e minha opinião era compartilhada por Josha - acreditava que mesmo em Metalon deveria haver alguma academia de magia negra especializada, exatamente contrária à nossa.
A tarde caiu serena sobre nós, e eu começava a sentir o cansaço da noite mal dormida. Não paramos de andar até avistarmos uma estalagem à beira da estrada, mais à frente, distante da linha reta que seguíamos para o cais amaldiçoado. Ali, havia um grande mosteiro, em cuja frente dois monges permaneciam sentados, os olhos fechados em concentração. Vizinho ao mosteiro, de forma absurdamente antagônica, um celeiro com um moinho movido à tração animal era operado por dois outros caipiras. A estalagem tinha um aspecto pobre, mas era acolhedora e o cheiro de comida era convidativo demais.
- É justo - concordou Joshua, observando nossas expressões vorazes de fome. - Vamos.
E a primeira mostra de que nada iria bem veio quando abrimos as portas e entramos.
O local era quadrado e muito maior por dentro do que parecia ser, por fora. Havia inúmeras mesinhas quadradas, todas com quatro cadeiras em volta e a maioria delas ocupadas por bêbados e soldados de brasões distintos. As conversas cessaram quando entramos, e todos os olhares se desviaram para nós. O sujeito que cuidava das bebidas e do caldeirão que fumegava no fogo logo atrás dele estacou na mesma posição, repetindo o mesmo movimento com um trapo imundo para [i]limpar[/] um copo de cristal.
- O que querem? - perguntou, com selvageria.
- Comida, apenas - respondeu Joshua, a voz impassível e os olhos calmos, apesar da clara aversão do lugar a nós. - Depois, vamos embora.
- Não fornecemos comida a bruxos, feiticeiros e afins - respondeu o barman, atirando o trapo imundo sobre o balcão e cuspindo no chão. Houve murmúrios de aprovação.
- Está certo - respondeu Joshua em voz baixa e viramos as costas para deixar o local.
Péssima ideia.
Foi por um triz que Joshua girou a tempo de aparar a faca que fora covardemente atirada contra suas costas. O barman saltava o balcão e empunhava novas facas que fazia aparecer magicamente no ar. Os demais estalados levantaram-se e começaram a produzir o mesmo efeito.
- Maldito hipócrita - disse Josh, incrédulo.
- Magos das trevas - respondeu Joshua, os olhos calculando nossas oportunidades. - Se fossem soldados, seria mais fácil.
- Tem uma forma de resolver isso - disse Edward.
O mago se precipitou, assumiu a dianteira do grupo e sacou sua varinha, apontando para o barman.
- Constriccio* - bradou, fazendo um movimento amplo no ar. O corpo do estalajadeiro se prendeu magicamente e o mesmo rolou pelo chão, inerte, incapaz de se mover.
Sacamos as varinhas enquanto os outros inimigos trocavam olhares incrédulos.
- Mors* - murmurei, atingindo o homem mais próximo que tombou, inerte, sem vida.
- MORS - gritou Josh, derrubando três ou quatro, mortos.
Uma algazarra desgraçada começou no bar. Joshua era o nosso combatente mais competente, é claro, porque era o mais experiente e o único de último nível em Midfallow. Feitiços e magias proibidas, além das facas e dos punhais, coalharam o ar, fazendo retinir o bar e o mesmo estremecer com o esforço de se manter em pé.
- Traidores do sangue - gritou um dos magos das trevas, apontando para nós. - Deveriam servir a Metalon!
- Somos Midfallows - respondeu Josh, acertando-o com uma praga letal. - E não devemos lealdade a outro senão à rainha Elizabeth.
Edward concordou, tomando a dianteira e disparando feitiços. Eles ricocheteavam e felizmente acertavam oponentes, mas não consegui sair da luta sem pelo menos uma marca de queimado nas vestes.
Quando tudo terminou, a estalagem estava em frangalhos, a comida fora espalhada pelo chão e inúmeros corpos jaziam inertes.
- Matamos gente - murmurou Josh, olhando para as próprias mãos.
- Matamos magos negros - disse Joshua. - Não são seres humanos, apenas almas. Não é tão fácil assim matar seres humanos. Vamos embora, vir até aqui foi uma perda de tempo.
Achávamos que a pior parte já havia passado.
O problema foi quando saímos.
Nota de rodapé: A expressão "constriccio" remete a "constrição". CC deve ser lido como o "CÇ" de ficção, entendem? Com relação a "Mors", significa "Morte", em latim.
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Obrigado aos que comentaram, segue o novo capítulo. Aguardo críticas e/ou sugestões.
[]'s
Última edição por Neal Caffrey; 02-08-2011 às 18:29.
Jason Walker e o Retorno do Príncipe
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você pesquisa palavras na net pra fazer os feitiços de sua história né , estou escrevendo um livro de magia e faço isso a autora de Harry Potter também fazia isso , cara do meus parabéns a você ta de alta qualidade sua história muito bem feita ta ótima até +
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Pois é, gente tava comentando lá na história do Gold e nem visitei sua história, foi malz, bom eu terminei de ler os 2 capítulos e achei D+ eles, se ta de parabens, pelo forma que descreve os detalhes ficam muito legais, vou acompanhar e ve se passa na minha tbm, sucesso![]()




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