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Tópico: A Academia de Midfallow

  1. #1
    Avatar de Neal Caffrey
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    Padrão A Academia de Midfallow

    Boa noite, senhores.

    Enfim, depois de um longo inverno, um período de longa estiagem (hehe), retorno, eu, aqui ao setor de roleplaying. Que satisfação, aspiras [/fábio].

    Para os que tiveram o desprazer de acompanhar minha outra e única obra neste setor, bem vindos novamente. Para os demais, podem acompanhar O Incubo clicando aqui.

    Começarei, agora, uma nova, chamada A Academia de Midfallow. É uma história verossímil? Apenas no discorrer. Contém fantasia? Sim. Nela toda.

    Vamos lá! Boa leitura e peço encarecidamente, para que vocês comentem na medida do possível.

    Citação Postado originalmente por ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO
    - 02/08/2011 - Lançado o quarto capítulo.
    Citação Postado originalmente por ÍNDICE
    - Prólogo (neste post)
    - Capítulo 1 - Saudosa Jarrah (neste post)
    - Capítulo 2 - Midfallow
    - Capítulo 3 - O início da jornada
    - Capítulo 4 - A profecia
    - [reservado]

    __________________________________________________ _______________
    PRÓLOGO


    Das formas de se morrer, talvez aquela fosse a mais terrível.

    Observei, através da atenuada luz do ambiente, meus agressores ávidos por tomar minha alma, assim que o processo tivesse fim. Mas é o que havia sido dito naquela maldita predição: dois combatentes, um sobrevivente, o outro, morto. Os pormenores, entretanto, eram detalhes sórdidos que meu atacante havia, por ventura, ignorado. Durante anos, Joshua nos ensinou tudo que pôde em nossa saudosa academia em Jarrah.

    E eu acreditava que aquilo podia ser mais do que suficiente. Sorri com o infeliz engano.

    Seus olhos cor-de-mel injetados fitavam-me com altivez. Seria aquele o fim?

    A distância, uma melodia suave e triste soou no ambiente. Era chegada a hora.
    __________________________________________________ _______________
    CAPÍTULO 1 - SAUDOSA JARRAH


    A luz do sol atingiu cedo demais o velho continente naquela manhã de inverno.

    Começamos nossa história no vilarejo de Jarrah, minúsculo, no extremo sul de lugar nenhum. Costeira e mercantil, a cidade de Jarrah sobrevivia, naquela época, da pesca e da negociação das especiarias, como cravo, canela e vasos de argila. Como se já não fosse suficiente, Jarrah mantinha, também, uma vasta rede de estudo, o que garantia que os cidadãos do vilarejo tivessem sempre grande e boa instrução.

    Meu nome é Jason Wayne, e faço parte de uma das mais antigas e tradicionais famílias que nasceram em Jarrah. Estima-se que Charles Wayne tenha fundado o vilarejo, mas acho que tudo não passa de um saudosismo por parte da minha família, amante e adoradora do sangue puro, como costumam chamar.

    Na época, o maior orgulho de qualquer família de Jarrah era quando um dos filhos homens, nascidos em Jarrah e filhos de pais nascidos na cidade, alcançava sua maioridade, aos dezessete anos, e já tinha condições de ingressar no exército e na armada da cidade. Eram anos e anos de preparação a fio, e, lamentavelmente, não entrar para o exército significava, por gerações, uma vergonha na família. Como se já não bastasse, havia, ainda, um segundo segmento em Jarrah que já não gerava tanto fascínio assim, o qual descreverei a seguir.

    A cidade, como passaremos a chamá-la agora, uma vez que cresceu tanto que deixou a condição de vilarejo para trás, era toda bem trabalhada, com ruas largas e construídas à base de blocos de argila maciços e de iguais volumes, e tinha uma particularidade: todo o governo da cidade era gerido por mulheres. Isso mesmo, mulheres. Sob o jugo da rainha Larissa III, nossa atual governanta, a cidade alcançara as características de grande no continente.

    Sob vários aspectos, somos comparados com os vikings antigos - sim, antigos, pois estamos situados num momento da história posterior aos vikings ou anglo-saxões. Acredito que estejamos mais ao sul, na Inglaterra, onde, daqui a alguns séculos, deve erguer-se a cidade de Portsmouth -, entretanto, com muito mais instrução e inteligência. Éramos bem organizados e guerreiros por natureza.

    Jarrah já crescera ao máximo horizontalmente, e, agora, começavam a surgir as primeiras características verticais: com esforço de nossa rainha e a força braçal dos nossos homens, vários hotéis e pousadas foram edificados ao longo da cidade, conferindo-nos um aspecto estranhamente futurista. De longe, a construção mais imponente era o Castelo de Jarrah: um conjunto de nove torres altíssimas, que podiam ser vistas a muitos quilômetros de distância, e que abrigava uma fachada imponente de blocos de argila e pedra banhada a ouro e prata.

    Naquela manhã, porém, a magnificência da cidade me passava despercebida.

    Eu caminhei rápida e resolutamente pelas ruas da mesma, pouco sentindo da minha idade avançada - 30 anos, algo muito longínquo para os padrões da época. O continente vinha sendo assolado por uma praga desconhecida, cuja cura ainda não havia sido encontrada por nossos sábios.

    Graças aos deuses, tínhamos, em Jarrah, o segundo segmento.

    A Academia de Midfallow dividia-se em três repartições simples: iniciantes, intermediários e avançados. Era pouco complexo: os iniciantes entravam aos doze anos, os intermediários, aos dezessete, e os avançados eram poucos, porque não alcançavam a idade mínima de quarenta e cinco anos.

    Basicamente, Midfallow ensinava magia.

    Como tudo mais no antigo continente, a magia, por ser desconhecida, era, por vezes, mal vista. Os guerreiros traziam mais orgulho à antiga e nem tão nobre assim sociedade, enquanto nós, feiticeiros, bruxos e magos, éramos deixados de lado. Entretanto, assim como não conhecem nosso poder, também desconhecem que quando Jarrah sofreu ataques clandestinos, com simples movimentos de varinhas e cajados conseguimos criar proteção máxima em torno da mesma e expulsar os agressores, sem sofrer uma única baixa.

    Agora, nosso papel vinha sendo isolar a cidade da praga alastrante.

    Às portas simples de carvalho de Midfallow, cerrei o braço direito em punho e o estendi. Em um milésimo de segundo, atravessei a porta maciça, surgindo do outro lado. A medida era estritamente necessária, uma vez que, ao contrário do exército, no seio da magia só os aptos a ela eram aceitos.

    Na primeira antecâmara, o comitê principal já aguardava. O velho Joshua, cabelos e barbas longos e muito castanhos, olhos perspicazes verdes e uma expressão de severa avaliação; o jovem Edward, recém egresso no nível intermediário, alto, forte, de ombros largos e barba por fazer; e a garota Mellanie, de cabelos ruivos, rosto e corpo espetaculares e verstes de segunda mão.

    - Atrasado - informou Joshua, com sua voz retumbante e grave, sem, contudo, ser grosseiro ou aparecer demais.
    - Como sempre - contestou Edward, a voz um pouco acima de um sussurro.
    - Já sabe o que fazer - disse Joshua, quando fiz menção de me sentar. - Não aceitaremos outra opção, Sr. Wayne.
    - Não houve condições - argumentei, tentando, contudo, não parecer suplicante. Joshua era infinitamente mais bruxo que eu, mas ocupávamos o mesmo nível na academia. - Sr. Joshua, chegamos no auge de nossas defesas mágicas. A cidade vai ceder. Não há o que fazer.

    Joshua me avaliou com seus olhos esverdeados. Em sua cadeira de mogno, inclinou-se para frente, parecendo amedrontado.

    - Não aceitamos outra opção - repetiu, os olhos suplicantes. - Jason, não podemos perecer. A cada instante, nossas defesas são rompidas ainda mais.
    - Farei o possível, senhor - respondi, tentando alavancar flexão firme na voz falha. - Com licença.

    Com um giro de capa, retornei à porta de carvalho e a atravessei novamente, sentindo a culpa e a decepção pesando-me na boca do estômago.
    __________________________________________________ _______________
    Aguardo comentários, senhores. Atualizo na medida do possível.

    Paz a todos!

    []'s

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    Última edição por Neal Caffrey; 02-08-2011 às 18:30. Razão: Atualização
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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  2. #2
    Avatar de Sombra de Izan
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    Padrão Academia

    Nossa seu texto correu muito bem, a explicação da academia foi legal e vou acompanhar com certeza ela, dei uma rápida espiada na sua antiga história, mas vou precisar ler mais para ter boa opinião, mas a idéia de buscar uma cura para a praga vai ser interessante

    A só um detalhe, tente no próximo capítulo incluir algo da terra tibiana de forma mais claro, pois sua outro história parou na seção de literatura, então não gostaria que uma história tão prospera fosse para lá também

  3. #3
    Avatar de darksael
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    Realmente, o enredo é muito agradável, com uma escrita muito boa, que expressa cada detalhe da história.

    Bem, não vou julgar completamente.
    Espero novos capítulos.

  4. #4
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    Vou ler sua outra historia espero que seja tão boa quanto essa parece que vai ser,gostei mesmo bem descrita estarei acompanhado até +
    É revivendo o passado que você esquece que tem todo futuro a ser vivido. By I

  5. #5
    Avatar de Neal Caffrey
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    Galera, vou lançar mão, já, do segundo capítulo da série, uma vez que já está pronto. Agilizei-o de forma a postá-lo antes que as aulas retornem na universidade, assim consigo dar mais atenção pra vocês até o dia 27, quando as mesmas voltam.

    Agradeço pelos comentários e espero, de fato, ter despertado o interesse de vocês. Conto com todos pra levar a história até o fim.

    Aì vai:
    __________________________________________________ _______________
    CAPÍTULO 2 - MIDFALLOW


    Embora a cidade de Jarrah estivesse apinhada de gente, já àquela hora da manhã, a preocupação que atingia os pobres cidadãos não era nem um pouco comparável àquela que chegava aos altos esquadrões do governo. A rainha parecia cada vez mais ansiosa, visto que seu irmão, Rafael II, governante da cidade de Metalon, ao sul, não movia uma palha para nos auxiliar nem para ajudar qualquer outra localidade do continernte senão seus próprios domínios. Eu tinha uma tese para isso, e estava indo apresentá-la à rainha.

    Naquele momento, os comerciantes montavam suas barracas ao longo da avenida principal, enquanto outros tantos homens deixavam suas casas com beijos rápidos de despedidas em suas esposas e se dirigiam ao exército ou ao cais, para iniciarem suas jornadas de trabalho. Quase a pino, o sol atingia o conjunto de nove belas torres do castelo, sombreando uma área valorosamente vasta do lado de fora dos muros da cidade.

    - Jason - gritou uma voz jovem e cordial da multidão. - Jason, aqui!

    Um garoto de cabelos ruivos e vestes de segunda mão aproximava-se, acotovelando-se com os trausentes e tentando chegar a mim. Era realmente um garoto; Josh não tinha mais do que dezesseis anos e tinha, por admiração ou qualquer outra razão que fosse, o desejo de entrar para Midfallow, embora, no meu íntimo, eu acreditasse que seu destino não seria outro senão o comércio.

    - Bom dia, senhor - disse ele, fazendo uma reverência desajeitada. - Belo dia, belo dia!
    - Realmente belo - respondi, com apenas metade da atenção.
    - Como estão as coisas na Academia? - perguntou, com vivo interesse.
    - Boas, como sempre, rapaz - respondi, tentando não aparentar o blefe barato. - Escute, Josh, realmente preciso ir. A rainha aguarda por mim; preciso difundir um relatório. Cuide da cidade por nós, está bem? Hoje vou sair de viagem.

    Não aguardando pela resposta, dei as costas e peguei a primeira via expressa à direita, na direção da imponente fachada do castelo, ladeada por dois homens gigantescos, com armaduras titânicas completas e cada um com um escudo e uma falange, o que poderia intimidar a qualquer um, menos aos Midfallows.

    - Com licença - fiz uma reverência. - A rainha aguarda por mim.
    - Qual é o seu nome? - perguntou, mecanicamente, o guarda da direita. As portas duplas de carvalho da fachada continuaram fechadas.

    Respirei fundo, tentando canalizar minhas emoções para longe dali.

    - Jason Wayne.
    - De fato - disse o guarda da esquerda - a rainha aguarda por ele.

    As portas se abriram e fiz uma nova reverência sarcástica para eles, mas pareceram muito ocupados com seu orgulho próprio para notar.

    A estradinha de pedras e seixos irregulares estendia-se desde os portões até a entrada do castelo, ladeada por jardins bem cuidados e cheios de árvores frutíferas. Aqui e ali, garotas com uniformes padronizados, bonitas, com coques elegantes e cabelos louro-prateados, regavam flores e arbustos, enquanto rapazes de igual descrição, exceção feita, é claro, aos coques, aparavam arestas onde havia necessidade, contribuindo para a beleza dos jardins.

    Ao fim do sinuoso caminho, havia mais uma dupla de soldados igual à anterior em frente às portas de pedra. Desta vez, não fiz reverência alguma, apenas passei por eles e empurrei as portas, entrando no saguão do castelo.

    Imponente, o saguão era composto por um piso de mármore muito branco e colunas greco-romanas antigas, porém muito bem cuidadas. A sala era absolutamente circular, quase como se tivesse sido desenhada por uma mão gigantesca. No extremo oposto, em cada um dos cantos, escadarias desciam em infindáveis degraus; à direita, para o quartel general do exército, à esquerda, para as cozinhas. No centro do extremo oposto havia, também, uma escadaria de mármore branco que subia até os níveis superiores do castelo. De cada uma das margens laterais da nave, havia pesadas portas de carvalho, cujo destino eu não conhecia e achava, por procedimento, que não conheceria em vida.

    Avancei, cauteloso, até a escadaria de mármore central, e subi os degraus vagarosa e coordenadamente. Ao fim, no topo, corredores estendiam-se para ambos os lados e havia uma porta simples e preta à frente, sem indicações ou maçaneta. Aproximei-me e estendi o punho, como fiz em Midfallow, atravessando a porta para o outro lado, como se fosse apenas uma cortina de fumaça.

    A sala do trono era majestosa. Um tapete azul-céu estendia-se desde a porta até o fim da nave, onde havia um conjunto de cinco tronos no alto de cinco degraus. Janelas de vitrais catedráticos refletiam formas poligonais no chão da nave, atingidas pelo sol da meia-manhã. Eu sabia que deveríamos estar na torre central do castelo, a mais alta, acessível apenas à família real, ao exército e à Academia.

    - Capitão Wayne - disse a rainha Larissa III, no trono central, fazendo um sinal para que eu me aproximasse.

    Caminhei, segurando a reverência no semblante durante todo o trajeto.

    - Minha doce rainha - curvei-me à sua frente. Suas irmãs mais novas, nos tronos ao lado do seu, deram risadinhas abafadas de prazer.
    - Seu relatório, Capitão - disse a rainha, sem delongas.
    - É o que afirmei anteriormente, senhora - respondi, sentindo o suor gotejar em minha testa. - A praga está se espalhando e tenho péssimas notícias com relação às atividades nas ilhas geladas a noroeste, minha rainha. Estou certo de que os metalônicos estão criando alguma coisa que não deveriam criar naquelas ilhas. Tenho um forte pressentimento de que se trata de algo que alimenta a praga.

    A rainha refletiu por um instante.

    - Rafael está fazendo isso?
    - Seu irmão - confirmei. - Os Midfallows acreditam muito na tese, minha senhora. Há uma... um... - pigarreei, pouco a vontade. - Uma espécie de demônio, ou besta, por assim dizer, que pode ser acordada a qualquer momento.
    - Sua sugestão?

    Simples e direta como sempre, pensei. A rainha sorriu. Era como se fosse capaz de ler mentes.

    - Precisamos realizar uma excursão às ilhas geladas, minha rainha. Se Metalon joga contra nós, invariavelmente teremos de jogar contra eles.
    - Uma guerra contra Metalon? - disse uma voz infantil e soprana, à esquerda da rainha: Margareth, sua irmã. A mais nova delas. - Você é louco? O exército deles é invencível.
    - Exatamente - concordou Larissa.
    - Minha senhora, temos Midfallow - respondi, chamando-as à voz da razão. - A senhora já viu o que somos capazes de fazer. Não há armas físicas que possam nos combater.

    Larissa dirigiu um olhar penetrante aos vitrais à esquerda da nave, refletindo.

    - Uma excursão às ilhas geladas - deliberou. - Quantos homens da armada seriam necessários?
    - Da armada? - perguntei, sem entender.

    Margareth soltou uma risada aguda.

    - Não espera que deixemos uma missão dessa para Midfallow, não é?
    - Midfallow com três homens bate um exército de seiscentos - respondi, a voz mordaz rasgando o ambiente. Margareth se encolheu. - Não é uma missão para a armada, minha senhora.

    Larissa concordou com a cabeça, deliberando mais uma vez. Devia ser torturante. O símbolo de força de uma cidade, à época, era o exército. Retirar o exército de uma missão seria declarar fraqueza aos inimigos, como Larissa bem deveria pensar. Entretanto, Larissa conhecia muito dos poderes dos bruxos da cidade. Não havia exército que fosse capaz de realizar uma missão como nós.

    - Quantos de vocês? - perguntou, e Margareth soltou um silvo de impaciência.
    - Joshua, Edward e eu somos o suficiente - respondi.
    - E a garota? - perguntou Margareth, a voz cheia de significado.

    Respirei fundo, a raiva perfurando-me cruelmente.

    - Mellanie fica e protege a cidade - respondi, tentando, de forma falha, incutir inflexibilidade na voz.
    - Mas que absurdo, uma garota, ficar, sozinha...
    - Fechado - disse a rainha, para o espanto da irmã. Sua voz foi tão profunda, tão carregada de obstinada determinação, que Margareth silenciou no mesmo momento, sem dizer palavra. - Pegue o que precisar.
    - Sem nada a devolver - respondi, dando um meio sorriso.

    Quando a rainha me dispensou, tive a certeza de enxergar nos olhos de sua irmã a discordância com a ação. Óbvio, não era nada que uma criança de quinze anos pudesse entender.

    Marchando obstinado, deixei o castelo para trás, novamente na direção de Midfallow.




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    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
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  6. #6
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    Pow os magos ai são bem fortes 3X600 muito bom até +
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  7. #7

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    Olha, o senhor de O Incubo retornou! Senhor, dê uma passadinha na minha roleplaying, por gentileza? Basta clicar na imagem da assinatura.
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  8. #8
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    Citação Postado originalmente por Gold Hamlet Ver Post
    Olha, o senhor de O Incubo retornou! Senhor, dê uma passadinha na minha roleplaying, por gentileza? Basta clicar na imagem da assinatura.
    Assim que puder, meu bom. Espero que continue me acompanhando aqui, vou acompanhá-lo por lá.

    Att,
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  9. #9
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    CAPÍTULO 3 - O INÍCIO DA JORNADA


    As fronteiras de Midfallow se abriram para mim mais uma vez, quando cheguei às portas do quartel general. Joshua, Edward e Mellanie aguardavam sentados na mesma posição na qual estavam quando deixei o recinto.

    - Novidades? - perguntou o velho, sem desviar os olhos de seu chá que fumegava intocado sobre a mesa.
    - Larissa nos deu a missão - informei, e os outros se remexeram, mais atentos. - Convenci-a de que a armada não era a melhor opção.

    Um silêncio sepulcral se seguiu.

    - Excelente. Estamos confiando em suas pistas, Jason. Espero que estejam corretas.
    - E estão, Joshua. As energias nas fronteiras do arquipélago gelado estão crescendo constantemente. Não há dúvidas.
    - E a teoria sobre Metalon?

    Senti a temperatura na sala baixar dez graus. Chegávamos ao que Joshua de fato queria conversar.

    - Continua a mesma.

    Joshua assentiu lentamente, porém Edward soltou um silvo de impaciência. Ao seu lado, a espetacular Mellanie seguia impassível, como se assistisse a uma peça de teatro levemente interessante. Senti minha alegria se esvair, como um balão murchando diante de um rombo em sua superfície. O grão-mestre de nossa academia continuou analisando friamente o tapete corroído pelas traças na entrada da mesma, sem, no entanto, se manifestar.

    - Não podemos enfrentar Metalon - disse a voz de Mellanie, com tanta energia que me sobressaltei.
    - E por quê? - perguntei, tentando parecer impassível. - Exércitos são dizimados todo dia, Mel. Nós...
    - Não somos páreos para Metalon - repetiu ela, fitando-me longamente nos olhos. Perdi o fio dos pensamentos. - Eles sobrevivem com uma força demoníaca, que bomba energia para seus interiores. Não sobreviveremos.

    Tentei aparentar indiferença, mas foi muito difícil. Mellanie era uma espécie de bruxa de primeira categoria, aquela de quem ninguém duvida. Sobretudo com o talento especial que tinha, sobre o qual todos éramos proibidos de comentar, quer fosse em sua presença ou longe dela.

    - Vamos sair hoje à noite - disse Joshua, ao que Edward desviou os olhos, aparentemente incomodado. - Mellanie fica e faz a defesa mágica da cidade. Sim, ficará - porque ela abriu a boca para protestar. - Precisamos de um bruxo aqui.

    Mellanie calou-se, porém visivelmente a contragosto.

    - Jason, quero que recrute o jovem Josh - disse ele. - O garoto tem um certo talento, devemos dar a ele uma chance.
    - Senhor, não temos tempo para ensiná-lo. Seria um suicídio.

    Pela primeira vez, aprovei as palavras de Edward.

    - Não precisa ser treinado - disse Joshua com firmeza. - É inteligente e talentoso. Apenas o recrute e grave Midfallow em seu braço, Jason.

    Assenti.

    - Depois disso, quando voltar, estaremos prontos para sair. Quanto tempo, daqui ao cais?

    Senti um arrepio percorrer minha espinha. Se as lendas estivessem certas - o que estaríamos prestes a descobrir -, o barqueiro que levava ao arquipélago gelado havia sido vítima de um acidente fatal e, portanto, sua alma era responsável pela travessia do continente às ilhas. Dizia-se que os viajantes conduzidos pelo barqueiro nunca voltavam, e os que tentavam partir em navios e barcos próprios, sem a ajuda do mesmo, eram igualmente dizimados sem explicação.

    - Três dias de caminhada, isso se não houver neve nos arredores do cais - respondi, inquieto. - O tempo pode se protelar ao dobro.
    - Certo. Vá buscar o garoto enquanto organizamos as defesas e a viagem.

    Assenti, deixando o hall pela porta de entrada.

    Os comerciantes da manhã já haviam, naquela altura, se assentado, e agora a balbúrdia era referente aos gritos extremos de um lado a outro durante as negociações. Embora a multidão se acotovelasse, não havia nem comparação com relação à confusão matinal com a confusão atual. Aqui e ali, identifiquei vários objetos das trevas em barracas escuras nos becos mais distantes da avenida principal, o que poderia acarretar punições severas ao portador ou vendedor, mas, naquele momento, não poderia me distrair com isso.

    Atravessando a multidão aos empurrões, até alguém notar quem eu era e que queria passar, consegui alcançar a avenida principal de Jarrah, que cortava a cidade de leste a oeste e onde, no exato centro, havia um hotel dos maiores e mais luxuosos da cidade, disponível apenas aos ricos viajantes longínquos. Ali, na frente, um senhor de idade, com cabelos ruivos e desgrenhados, observava a multidão passar com olhos desfocados e desinteressados.

    - Senhor Wayne - cumprimentou ele, a voz monótona e ocasional.
    - Jared - cumprimentei. - Seu filho. Onde está?

    Os olhos verdes do velho estreitaram-se perspicazes.

    - Josh?
    - O único filho que tem - respondi, buscando encurtar a conversa.

    Ele assentiu, achando graça de alguma piada particular.

    - Rua Três, à esquerda.

    Assenti, caminhando pela avenida principal e abrindo caminho novamente. As transversais passavam; Rua Um, Rua Dois, Rua Três, à esquerda. E ali estava o rapaz, agachado, sozinho, tentando esconder alguma coisa, de costas para mim.

    - O que está fazendo, garoto?

    A voz o sobressaltou. Assustado, Josh saltou para trás, de costas para o beco sombrio, escondendo alguma coisa às costas.

    - Entregue essa varinha - disse a ele, certo do que o garoto estava manipulando. - Agora.
    - Mas que droga - murmurou ele, devolvendo-me um comprido e fino cilindro de madeira. - Eu estava conseguindo.
    - Estou certo de que estava - remexi nos bolsos internos e saquei minha própria varinha. - Mostre seu braço.

    Os olhos do rapaz se arregalaram e ele olhou para mim com evidente curiosidade.

    - Como assim? - perguntou, a voz trêmula.
    - Vamos, rapaz - respondi, impaciente. - Não há ninguém que conheça mais Midfallow por dentro que você, afobado. Você sabe o que estou fazendo.

    Josh fechou os olhos e ergueu o braço direito, deliciando-se com o momento. Por um instante, me lembrei de alguém, embora não puxasse na memória exatamente quem. Displiscentemente, fiz um rápido aceno de varinha e Josh ganhou, sobre as juntas dos dedos da mão direita, uma porção de cicatrizes negras formando letras e símbolos antigos, cujo conhecimento era limitado apenas aos bruxos. O garoto fez uma careta de dor, mas não protestou, e logo a iniciação estava efetivada.

    - E que as cicatrizes em seu punho sejam uma lembrança de que a fatalidade é o que aguarda a quem trair nossos segredos - sentenciei, conforme protocolo, sentindo uma pontada de desaprovação.
    - E serão - completou ele, sem nem necessitar de uma informação sobre o protocolo. Josh fechou os dedos e abaixou o braço, a mão esquerda estendida para mim, como quem aguardasse alguma coisa.

    Fiz um aceno rápido com a varinha e uma outra, exatamente adequada às medidas do rapaz, surgiu no ar, pousando sobre sua canhota. Era comprida e fina, negra como a noite e seu cerne parecia ser constituído de vivo fogo. Sua varinha reconheceu imediatamente a mão de seu mestre, quando o mesmo tocou-a com a ponta dos dedos. Um fulgor avermelhado subiu ao rosto de Josh e a iniciação estava realizada.

    - Seja bem vindo, Midfallow - disse, guardando minha varinha.
    - Espero que seja realmente útil - disse ele, uma expressão em que se misturavam desafio e obstinação tingindo-lhe o rosto.

    Juntos, deixamos o beco escuro, não sem antes atirar sobre ele, com um aceno de varinha, a manta azul-escura singular aos Midfallows iniciantes. Ela lhe caiu bem.

    Quando chegamos ao portão leste da cidade, os outros Midfallows já nos aguardavam em silêncio.
    __________________________________________________ _______________
    Galera, tive 96 visualizações e 7 posts no tópico no total. Preciso de incentivo. Mesmo se não tiver gostado, deixe um comentário do tipo "ficou uma bosta", para que eu possa melhorar.

    Opinião do leitor é sempre importante ao escritor. Aguardo mais comentários e espero que tenham gostado deste terceiro capítulo. Por ora, notifico-vos que as aulas já retornaram na Unicuritiba e, como bolsista do ProUni, meu tempo é ainda mais escasso.

    Conto com vocês!

    Att,
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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  10. #10
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    Li toda sua história, e sinceramente, AMEI.


    Texto simples, nenhum erro de ortografia(que eu tenha visto e_E), enredo bom, tudo ótimo!


    Gogo postar novos capítulos ^^.






















    E posta logo que eu ja dei um espaço para você postar o capítulo sussa e não levar alerta E__E.

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    Não espere algo bem elaborado e feito. De resto...



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