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Tópico: Aladfar

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  1. #1
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    Padrão Hmmm...

    Lol...

    Existe uma diferença gritante entre as duas primeiras partes, imagino que isso seja uma característica do projeto.

    Por acaso, na segunda parte, percebi uma referência a um dos meus autores prediletos o senhor Robert E. Howard? Mais especificamente na parte sobre os gigantes ruivos e louros. Vou citar uma parte do conto "A Fênix na Espada":

    - Asgard e Vanaheim - Próspero examinou o mapa. - Por Mitra, eu quase cheguei a acreditar que essas terras existissem apenas em fábulas.

    Conan deu um sorriso sarcástico, tocando involuntariamente as cicatrizes de seu rosto bronzeado. - Se soubesse que elas existiam, você teria passado sua juventude nas fronteiras da Ciméria! Asgard é mais setentrional, e Vanaheim fica a noroeste. Existe uma guerra contínua ao longo das fronteiras.

    - Como são os homens desse povo do norte? - perguntou Próspero.
    - Altos, claros e de olhos azuis. O deus deles é Ymir, o Gigante de Gelo, e cada tribo tem seu próprio rei. Eles são indóceis e ferozes. Lutam o dia inteiro e bebem cerveja e gargalham ao som de canções bárbaras todas as noites.
    Talvez seja só um devaneio meu!

    Jotinha


    PS: No Apocalipse a morte não monta um cavalo amarelo?

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    19:31 GM Ryrik Danubia [2]: Good bye everyone, thanks for all of the great memories :-)

  2. #2
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    Acho que chegou a minha vez. Mas primeiro, preciso fazer algumas considerações.

    Perdão pelo enredo; não vi outra forma de narrar este trecho. Enfim, antes de me criticarem pela minha fixação monstruosa pelo absurdo, levem em conta a época — realmente, não consigo imaginar Idade Média de outra forma.

    A primeira versão deste capítulo era totalmente diferente, mas acabei notando que há muitas pessoas inscritas; acabei criticando tanto a falta de enredo que acabou acontecendo comigo: apenas ilustrei e divaguei algumas situações.

    Os diálogos ficaram, de fato, inverossímeis. Peço perdão.

    Respeitem a pontuação.

    E, finalmente: sintam-se livres para descer o cacete.


    Capítulo III

    O Banquete




    — Mãe, o que aconteceu com Yyavana? Ela disse que contaria o conto do cavaleiro!

    — Ela já deve estar vindo, com um pé na terra e outro... devaneio, devaneio.

    — Você disse isso há um tempão e ela ainda não veio, ou a terra é movediça ou...

    — Deve estar vindo, deve estar vindo, relaxe, meu pequeno cavalheiro.

    — E se ela não vier?

    — Bom, aí eu posso te contar o conto do cavaleiro; acho que sou tão boa quanto ela, garoto zombeteiro!

    — Ah, que bom, então. Sabe que até prefiro você; justiceiro, justiceiro!

    Só nos restava uma coisa: encenar estes diálogos uma, duas, três, infinitas vezes; apenas para não perder o costume; o costume de ser humanos; ou de não sê-lo, no nosso caso.

    Estávamos naquele inferno há muito tempo; tempo suficiente para ver meu filho crescer e se tornar a peste que se tornou; ele parecia ter uma imunidade contra aquele ambiente — uma fonte de energia inesgotável.

    Parecia o mais saudável dentre todos os outros prisioneiros; conservava um aspecto até mesmo bonito; e embora pareça que ele era privado das torturas... Não, não era — embora fossem mais leves.

    Vivíamos em constante mudança: tantos quantos aqueles que iam também chegavam; na verdade, eu e Norlyar somos os únicos sobreviventes, dentre aqueles que acompanhavam-nos naquela terrível noite em que sobrevivemos.

    O lugar era pútrido, fedia a esterco; embora eu não sentisse mais nada, os recém-chegados vomitavam aos montes — apenas água, é verdade —, exalando até mesmo um perfume; perfume do vômito; perfume da liberdade...

    Aprendi, duramente, a não amar ninguém; o amor natural entre os humanos se rompeu como um elo que se partiu e jamais se ligará novamente; como um elo que separa o animal do homem. Maldito seja o cavaleiro que nos manteve vivos naquela noite em que a morte andava a cavalo; engano meu, por sinal: não era a desejada e esperada morte, bela, imaculada, simples — mesmo que dolorosa —, não, algo muito pior acabou sucedendo-a.

    Os guardas — embora não fossem guardas — visitavam-nos a cada quatro luas. E não eram guardas, realmente; eram apenas torturadores sedentos por prazer; sedentos por carne; sedentos por sofrimento — todos iguais, todos iguais... Uns mais iguais que os outros?, não havia discernimento, eram apenas homens.

    Eu dividia as tarefas em dois tipos: diversão e prazer — sim, coisas distintas. A diversão era realizada com homens, quando os mesmos eram recolhidos e levados aos mais diversos tipos de tortura: os mais leves eram destinados aos mais velhos — como era o caso da castração e ingestão do membro, seguida pelo empalamento e queima; já os mais pesados... Bem, não nos alonguemos neste aspecto. Normalmente não voltavam, embora já tivesse havido casos de homens retornarem vivos; eles eram, em sua maioria, homens dytonianos, embora convivessem com outros prisioneiros de guerras.

    Já o prazer era realizado com mulheres — e crianças. Éramos submetidas aos mais diversos tipos de selvageria, envolvendo inclusive a relação com mulheres já mortas; por sinal, era bastante comum matarem e aproveitarem o cadáver enquanto ainda estava quente.

    Nossas vidas se resumiam a isso.

    E, às vezes, algum evento especial acontecia; como hoje.

    Ouviu-se um crescente barulho de vozes; ninguém se mexeu; nunca se mexiam, na verdade. Eram mais rochas do que humanos.

    Chegaram em uns vinte guardas; número anormalmente alto.

    Um deles se pronunciou:

    — Viemos para a colheita.

    Como veterana, respondi-lhe:

    — Que colheita?, suspeita, suspeita...

    — Para a receita.

    — É perfeita, esta receita?

    — Sim.

    — Ótimo, do que precisas?

    — De tu, sujeita.

    — Sou malfeita.

    — E não somos todos?

    — De que mais precisam?

    — Dessas raparigas.

    — De todas?

    — De todas.

    — São apenas formigas teimosas, estas raparigas.

    — Obriga-as, então.

    — Obriga-as tu, é o teu trabalho.

    — E assim o farei.

    E assim o fez; conduziram-nos, todas, a uma espécie de copa; nada de despedidas, nada de emoção, nada de perguntas: apenas obedecer. Como um gesto involuntário, Norlyar acenou para mim; e, instantes depois, como se tivesse se arrependido, baixou a mão rapidamente.

    Era diferente do habitual ambiente escuro e fétido, onde suor, sangue e fluidos naturais misturam-se. E lá no canto, reluzente, estava a guilhotina.

    Logo em seguida, fomos despidas e lavadas; lavadas como se lavam os legumes antes da refeição; e de fato éramos.

    Uma a uma, minhas companheiras foram perdendo os membros: primeiro as pernas, seguidas pelos braços e por último, a cabeça. As partes eram jogadas em recipientes distintos, ainda ensangüentadas.

    Chegara a minha vez.

    E, embora minha mente fosse assentimental, meu corpo ainda era capaz de sentir dor. Foi então que cuspi todas as palavras carregadas de fúria:

    — Woso, amaldiçôo-te por toda a eternidade! Não és digna de minha fé; que teus pupilos queimem ante a minha fúria; que tua mente arda, como meu corpo arde agora; que minha linhagem estenda-se por eras inteiras, para que meu sacrifício não seja em vão; que o sangue derramado agora tinja todos estes guardas profanos; e que todos os seres viventes chorem sangue pela minha maldição!

    Finalmente, a lâmina desceu em direção aos meus longos cabelos e um barulho indistinto foi ouvido. O barulho da morte; e, no meu caso, o barulho da salvação.

    No salão reluzente, ouvia-se o som de conversas em tom moderado; os convidados, todos bem vestidos, bebericavam em taças de cristal puro que continham um líquido avermelhado com aparência viscosa.

    Um som sobrepôs-se a todos os outros: um titilar, chamando a atenção de todos os presentes. Reinou o silêncio por alguns instantes; foi quebrado somente quando o anfitrião pronunciou-se:

    — Boa noite a todos. O banquete será servido. Comam, bebam; selem esta aliança; que todos os presentes sintam-se honrados, assim como eu me sinto. Ofereço-lhes apenas os mais seletos tipos de carnes e as mais finas bebidas; e uma grande dose do meu afeto e hospitalidade. Peço que selem este pacto brindando e bebendo do vosso cálice.

    Os presentes respeitosamente brindaram e beberam.

    O jantar foi servido; há quem diga que se tratou do mais refinado banquete já visto por aquelas terras.
    Última edição por Ldm; 19-04-2010 às 17:28.

  3. #3
    Avatar de Lorofous
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    Capítulo sádico e que não acrescentou em nada ao enredo. .__.

    Parece que estão todos se prolongando em coisas que já foram ditas. Vamos lá... no capítulo do Emanoel a lua virou vermelha?

    O que era pra acontecer quando a lua ficou vermelha? Cavaleiro Negro chegando WEEEEEEE...

    Ok, o próximo é o Meltoh.
    Go, Meltoh go!

    ..:: Lorofous ::..
    Última edição por Lorofous; 19-04-2010 às 15:37.


    “I'm a traveler of both: time and space."

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  4. #4
    Avatar de Drasty
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    Esperei o capítulo do Ldm para comentar o do Manteiga, aqui vai.

    Gostei muito do capítulo do Manteiga, muito bem escrito. A cena ficou bem ambientada (apesar de alguns detalhes me soarem artificiais) e os dois personagens foram bem construidos. Gostei que você ajustou a história do Cavaleiro, que aparentemente se tornou um elemento a mais na história (podia ficar só na mitologia, seria um desperdício).

    Nota: 8/10

    O capítulo do Ldm, encaixa-se no estilo do próprio, mas achei uma péssima decisão injetar seu estilo desse jeito no projeto. Tiveram pequenos bons momentos na escrita: os diálogos foram muito interessante, por exemplo. No entanto, foi uma passagem desnecessária que atrasou ainda mais o andamento de Aladfar.

    Nota: 5/10

    OBS: Lorofous você viu que eu me candidatei no outro no tópico? Tô perguntando isso porque não vi meu nome na lista lá.
    Última edição por Drasty; 19-04-2010 às 15:08.



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