Capítulo I - O Mistério do Ghoul


Louis: Levantem-se, o dia já começou e vocês tem muito trabalho hoje. Além de que hoje o dia promete muito! Os Arwell pediram as armaduras dos Trolls, e cinco delas. Vocês irão pegar as mesmas, pois isso nos renderá um bom dinheiro.

Dreon: Ei pai, onde está a minha espada? Procurei ela por todo o canto, se bem que com o tamanho de nossa casa, não tem muito onde estar.

Louis: O que está querendo insinuar? Trate de trabalhar se quer uma casa maior!

Sarah: Bom, só falta o arco e as flechas, que são os principais...

Louis: E você, Flash, perdeu alguma coisa?

Flashdowner: Negativo, está tudo aqui. E, pelo visto, sou o primeiro e único a estar preparado.

Dreon/Sarah: Não é possivel! Onde está?

Louis: É isso que eu cobro de vocês dois. A organização. Bom, vamos esclarecer uma coisa, Flashdowner é o mais novo, o mais organizado e o mais ágil. Vocês não tem vergonha de perder para ele? E você Sarah, age como uma menina desleixada, devia ser mais vaidosa, desse modo, Croner nunca vai querer você.

Sarah: Olha aqui, Croner gosta de mim, sou eu quem nego ele. E saiba duma coisa, essa é a primeira vez no ano inteiro que eu perco meu arco. Aliás, ele não está em lugar nenhum, terei que pegar umas Spears da mãe para ir caçar.

Dreon: Finalmente! Aqui está. Esqueci que havia deixado ela em baixo do meu travesseiro. Um modo estranho de se guardar uma espada, não é mesmo?

Flash/Louis: Completamente estranho, até parece superstição.

Todos eles se equiparam e saíram como destino a caverna dos Trolls.
A casa deles era pequena, suja e feia. Embora seu pai ganhasse muito dinheiro, era mistério onde ele o usava. Essa casa se encontrava no centro de Rookgaard, porém, no subterrâneo. Aquela cidade havia crescido muito, sendo necessária a construção de outras casas, além das velhas e antigas casas de comércio Rookgaardianas. O povo de Rookgaard era isolado de todos os outros. Era uma ilha quase perdida. Pouquíssimas pessoas tinham conhecimento para fazer uma travessia e quase sempre morriam misteriosamente. Os poucos que conseguiram atravessar (como Willie) guardam segredo, e não contam de jeito nenhum. É, tem algo muito estranho por trás disso. Tentativas de sair da ilha pelo caminho que alguns chegaram também eram frequentes, embora, foi confirmado que a correnteza do mar nunca mudava e era muito forte, impossibilitando que fossem longe, pois a correnteza sempre pendia para o sul, no próprio sentido do mapa. Os Rookgaardianos fizeram um mapa de acordo com as poucas informações que Willie dava, e, vendo no próprio mapa, calcula-se que a correnteza seguia de um extremo a outro, como se caísse. Como se o mundo não fosse redondo e um lado oposto não existisse, e isso, confirmaria a hipótese de que a ilha fora inundada e somente os picos mais altos ficaram fora da água. Um aumento na água do mar já seria o suficiente para inundar 20% de toda a ilha.

Bom, nossos jovens guerreiros estavam perto da chegada, quando quatro pessoas passaram por eles. Uma delas gritou:

Desconhecido: Ei, venham conosco! Acho que finalmente descobriremos como soltar aquele Ghoul preso numa sala! Eu tenho uma chave muito estranha, venham conosco, vamos ver o que pode acontecer!

Eles ficaram meio indecisos, mas logo toparam participar dessa aventura. O Ghoul sempre foi uma criatura muito temida pelos guerreiros. Apesar de nunca terem entrado em contato com esse monstro, sua aparência é de dar arrepios. Muitos acreditam que ele era o portador da Sword Of Fury e ao morrer reencarnou nessa criatura arrepiante.

As pragas rastejantes foram uma pedra no caminho dos guerrilheiros. Eles sofreram bastante e quase que um dos sete que estavam agrupados perdeu a vida. O local era úmido e sujo, com paredes de pedra e um chão ensanguentado e marrom. O caminho era longo, e era necessário descer em cavernas para chegar ao destino final, que também era uma caverna.

E o grande momento havia chego: abrir a porta do Ghoul. Será que com aquela chave isso seria possível? Arkantos, o homem de posse da chave, não estava com medo e pegou a chave para abrir aquela porta de uma vez por todas. Quanto tempo as pessoas não procuraram por um modo de abrir essa sala e investigá-la? Em entrar em contato com essa criatura diferente? Bom, naquele dia, naquele momento, não foi uma coisa boa.

A criatura saiu rapidamente da sala, atacando Arkantos, que caiu morto no chão. Isso provocou um pânico geral. Todos tentavam sair correndo, em busca da sobrevivência. Um amigo de Arkantos também não teve sorte e foi pego. A força daquele monstro era imensa. Com um ataque a pessoa já caia morta no chão. Era uma surpresa pros outros, um monstro tão agressivo assim, presente na ilha, fora libertado. Por pouco, Dreon consegue escapar. Uma vez que ele foi o último a subir a escada, para escapar do Ghoul. O monstro ainda quebrou sua perna, enquanto ele tentava fugir. Dessa vez, ele teve sorte. Voltaram o mais rápido que puderam, Sarah e Flashdowner carregavam Dreon, enquanto os outros dois sobreviventes, provavelmente amigos de Arkantos, iam eliminando os monstros que vinham a seguir. A volta foi complicada, no entanto ninguém feriu-se gravemente. Eles voltaram cansados e machucados, e Layla, a mãe, cuido de Dreon. Louis perguntou o que aconteceu e Flashdowner e Sarah contaram toda a história a ele.

A partir daquele dia eles ficaram pensando como é que Arkantos conseguiu aquela chave, uma vez que o segredo morreu com ele. Os dois sobreviventes, que os três irmãos não conheciam, revelaram ser irmãos e estavam indo à caverna de Trolls, quando Arkantos os surpreendeu e os convenceu a ir até o Ghoul.

Na esperança de descobrirem algo interessante, juraram tentar descobrir como Arkantos conseguiu aquela chave, e desvendar os mistérios que incrementavam a cultura local.