CAPITULO 2: A espera do que nunca virá
Eu senti calafrios por todo corpo enquanto andava pelos corredores escuros da delegacia... Por quê aquelas coisas estavam acontecendo comigo? Por quê eu tinha a nitida impressão de risadas, como se alguém estivesse se divertindo as minhas custas? Os passos ecoavam assustadoramente no silêncio da estrutura, e começava a chover lá fora... Entrei em uma porta e cheguei na sala da identificação dos suspeitos... Haviam muitos retratos pendurados pelas paredes, mesas com telefones e computadores, estantes com livros... Só não havia ninguem, além de mim... Eu pude ver os raios caindo lá fora, por uma janela que ficava no alto da sala. Apesar da altura, eu decidi que não iria perder nada se tentasse... Arrastei uma cadeira para perto da estante de livros e começei a subir, com dificuldade. Eu sentia a estante escorregadia, não estava com muita confiança, mas continuei subindo, até chegar no topo dela, bem de frente com a janela... Estava incrivelmente escuro lá fora, eu nunca diria que eram meio dia, mas de qualquer forma a janela dava no telhado inferior da Delegacia. Empurrei a janela, mas ela não queria abrir. Na ponta do telhado, um gato preto me observava. Continuei forçando a janela, mas ela não queria abrir. Olhei para as bordas e vi que dois trincos estavam presos, talvez soldados. Nesse exato momento, o gato começou a correr na direção do vidro... Não sei por quê motivo, mas o susto me fez largar a beirada da estante e eu cai de costas em cima de uma das mesas. Os vidros da janela quebraram, eu rolei e tentei me proteger embaixo da mesa. Um vento forte soprava por dentro da sala agora, e os retratos na parede começaram a se desprender e voar pela sala. Eu continuei abaixado, com uma dor lancinante nas costas, apenas esperando passar o que eu sequer sabia se iria passar. Um dos retratos voou e veio parar bem perto de mim: olhei para a figura e reconheci a menina do dia em que tudo começou. Ela tinha uma cara triste, mas estava com o rosto inteiro. Eu estava pensando o que a foto de uma menina fazia na delegacia quando reparei que a luz vinda da janela quando os raios caiam formavam a silhueta de uma criança. Vi as patas de um gato se mexendo no outro lado da sala também, foi quando eu decidi que deveria sair dali o mais rapido possivel. Atravessei a sala correndo, não olhei nem para a janela e nem para o gato, abri a porta e rapidamente a fechei atrás de mim. Eu estava em um auditorio. No meio do palco, havia uma cadeira vazia. Olhei ao redor, vi os bancos da platéia, as cordas, a bancada... Quando me virei para a cadeira de novo, ela não estava mais vazia. Uma menina de vestido branco estava sentada, de costas. Sangue pingava debaixo da cadeira.
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