Eh gente... vcs taum loucos pra ver ele sair de rookguard neh? hehehe eu sei q sim
mas pra aqueles sedentos por sangue, leiam essa cap ok?
vlw!
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Despedidas
Cinco longos anos se passaram até que Cipfried julgasse que o treinamento para o jovem Kraig se tornar um monge havia acabado. Kraig agora tinha 15 anos, e tinha amadurecido bastante, seu corpo era muito maior agora, e sua mente muito mais disciplinada. Os únicos que sabiam do treinamento secreto de Kraig eram seus pais, seu mestre e Seymour, o dono da biblioteca local. Todos manteriam o segredo pelo resto de suas vidas, até que o mundo inteiro soubesse sobre a escolha do garoto.
Outro que descobrira sobre o segredo de Kraig foi Eliot, seu melhor amigo. Eles trocaram correspondência durante todo o treinamento dos dois. Eliot contava sobre seu treinamento também. Era tão duro quanto o do amigo, mas nos cinco anos que Kraig levou para aprender técnicas, seu amigo já partia para o grande continente. Ambos esperavam ansiosamente pelo reencontro.
Kraig estava quase tão hábil que seu mestre agora. Tinha desenvolvido ótimas seqüências de golpes ofensivos, e mantinha sempre uma guarda que surpreendera até mesmo Cipfried. Aprendeu também poderes de cura, e usou muito o pequeno centro de treinamento no subterrâneo da biblioteca de Seymour, onde treinava no escuro. Desenvolveu assim uma visão aguçada ao extremo, capaz de enxergar razoavelmente até na escuridão total. Fazia isso, pois teria que caçar monstros durante a noite, para esconder suas habilidades. Agora, finalmente ele começaria a caçar os monstros que lhe esperavam na pequena ilha de Rookguard.
Em sua primeira noite de caça, Kraig nem ao menos foi matar ratos. Já se sentia preparado para fazer uma visitinha à torre dos trolls. Matou alguns coelhos para pegar comida e partiu. Não tinha muitas dificuldades para aniquila-los, e já estava voltando, quando foi surpreendido por uma lança que atingiu sua perna.
Caiu de joelhos com o impacto. Virou-se para trás e viu um Orc Lanceiro preparando outra lança. Rapidamente, Kraig arrancou a lança da perna e usou seu poder de cura para que pudesse correr e ter liberdade para seus golpes, quando sentiu o peso de uma maça batendo em sua cabeça. Foi um golpe forte o bastante para nocauteá-lo...
Em pouco tempo acordou, e se viu jogado sobre um grande gramado. Olhou em sua volta e avistou o corpo dos dois Orcs mortos um pouco adiante. Estava na beira do rio, e um homem musculoso pescava em seu leito. Seu sangue gelou quando reconheceu o homem:
_Malik!
_Que bom que acordou Kraig, filho do grande Rolf!- disse com ironia. –Faz tempo que não nos vemos não é mesmo? Onde esteve esse tempo todo? Talvez treinando para ser um monge? Deduzo isso, pois não vejo armas nem armaduras com você. – um sorriso maligno jazia no rosto do homem.
Kraig ficou sem saber o que dizer, e tentou desconversar:
_O que está fazendo aqui pela noite? Com certeza não é nada de bom, para estar se escondendo desse jeito! – o garoto estava bastante nervoso.
_Prefiro caçar a noite. Poucos se arriscam, então sobram mais monstros para mim. Mas, e você? O que faz aqui pela noite? –Malik estava se divertindo com o garoto, que gaguejou, mas não disse nada. –Não se preocupe. Em respeito a seu pai, não contarei a ninguém. Mas fique certo que, se nos encontrarmos no continente, eu lhe caçarei até o inferno se preciso! –a crueldade do homem aflorava sua pele.
O garoto apenas agradeceu e saiu correndo. Decidiu não contar sobre o encontro com Malik para ninguém, principalmente para seu pai. Rolf com certeza não permitiria que Kraig continuasse seu treinamento com Malik no encalço de seu filho. Resolveu encerrar seu treinamento naquela noite.
Caçar durante a noite acelerava bastante o tempo que Kraig ainda teria que ficar em Rookguard, mas também era bastante perigoso. Muitas vezes se via cercado por orc lanceiros, ou minotauros, os mais perigosos monstros da ilha. Se não tivesse a habilidade de cura, certamente teria sofrido muito na mão das criaturas. Ele não usava armas, exceto por seus punhos, nem armaduras. Elas somente comprometeriam seus movimentos. A falta de proteção, porém, era compensada por sua velocidade e capacidade de esquiva e defesa.
Depois de três anos de árduo treino, ele já tinha desenvolvido bastante suas habilidades e estava pronto para partir para o continente. Durante esse tempo, Cipfried ensinou o garoto a manejar uma funda, para momentos de emergência. Era uma arma de longa distância de fácil aprendizado. Não passava de uma tira de couro, que Kraig usava para atirar pedras quando a girava, com rapidez. Realmente, não era algo muito mortal... Mas serviria para alguma coisa.
O jovem monge também estava muito mais disciplinado, tinha uma paz de espírito invejável, que adquiriu através de muita meditação. Meditação era muito importante para um monge. Substituía o sono, recuperava suas energias muito mais rápidas e lhe enchia da energia espiritual que precisava.
Embora ainda receoso quanto ao filho ter se tornado um monge, Rolf estava muito feliz pelo garoto. Enchia o peito com orgulho ao admira-lo meditando, sentado em sua cama. O rapaz tinha agora 18 anos. Estava quase tão grande quanto o pai, bastante robusto também. Seus olhos castanhos eram muito mais chamativos agora, que tinha cortado todo o cabelo. Monges deviam ser totalmente carecas, como Cipfried. Diziam que o cabelo retinha muito da força interior das pessoas, da alma. Arlen não gostou da idéia do garoto sem cabelos, mas já que era seu desejo, apenas conformava-se.
Kraig partiria para Tibia na manhã seguinte, e havia recebido uma carta de Eliot, dizendo para que partisse para Carlin, onde seria esperado pelo seu amigo caçador. Ele dizia, em cartas anteriores, que conhecera uma linda garota chamada Mai. Era uma guerreira que tinha chegado há um ano no grande continente. Eliot a descrevia magnificamente nas cartas, Kraig a imaginava linda com os cabelos lisos, negros e bastante compridos, sempre amarrados com diversas fitas, mas sem laços. Seus olhos eram grandes e negros também, segundo Eliot.
Cipfried chamou o jovem monge para que fosse até o templo naquela noite, para que pudessem se despedir. Quando chegou lá, percebera que o dono do templo havia chorado alguns instantes atrás e ainda tinha os olhos bastante úmidos, embora tivessem sido enxugados. Recebeu-lhe carinhosamente, e o levou a uma pequena sala no subsolo do templo, que tinha algumas tralhas que Cipfried guardava. Entre essas tralhas, havia um baú, que o monge abriu dizendo:
_Kraig, fiquei muito feliz pela sua coragem, de tornar-se um monge, mesmo sabendo dos perigos que vai enfrentar. –Cipfried tentava disfarçar seus sentimentos com um sorriso forçado. –Quero que aceite este presente. –retirou do baú uma bonita roupa, composta por uma calça bastante larga e uma espécie de blusa, do mesmo tecido da calça.
_O que é isso mestre? –Kraig estava bastante curioso.
_Uma roupa especial, que ganhei de meu mestre, e quero que a pegue agora. É feita de um tecido muito leve, e bastante larga, para não atrapalhar seus movimentos. Ela foi encantada por um poderoso mago, o que lhe dá proteção maior até do que as armaduras nobres da realeza. Mas será mais seguro que sempre ande com um robe ou manto, para esconde-la. Os mais sábios podem lhe identificar como monge se a exibir por onde passar.
As roupas tinham o tamanho ideal para o jovem monge, que ficara satisfeito. Agradeceu ao seu velho mestre, e partiu sem demora, para que ambos sofressem menos com a despedida.
Pela manhã, Kraig se dirigiu para a biblioteca de Seymour animado. Subiu as escadas e fitou o Oráculo por alguns instantes. Tinha medo de partir e deixar seus pais ali, e sentiria muita saudade de todos. Arlen chorava muito quando Kraig abraçou-a ternamente. Despediu-se também de Seymour, que também tinha sido muito presente em sua infância. Olhou para seu pai, que sorriu, cheio de orgulho. Um forte abraço selou os sentimentos que tinham um pelo outro. Seu mestre não estava presente. A despedida seria muito dolorosa para Cipfried...
Kraig encheu-se de coragem, e dirigiu-se para o Oráculo:
_Olá, sábio Oráculo.
_ “Saudações, minha criança. Estás pronto para partir ao grande continente?”
_Sim, sinto-me pronto.
_ “E qual cidade escolheu para sua moradia?”
_Desejo ir para Carlin! –respondeu, lembrando-se do pedido de Eliot.
_”E qual vocação deseja seguir?”
_Quero me tornar um monge!
_”Um monge? Tens certeza? Espero que saibas do perigo que corres. A tempos que não vejo um monge!”
_Sim, absolutamente.
_”Que assim seja! Boa sorte em sua jornada minha criança!”
Kraig ainda teve tempo para acenar para seus entes queridos, a imagem deles nunca sairia de sua mente. Passou pelo portal aberto pelo Oráculo, e logo avistou ao longo do corredor que percorria, grandes pilares, paredes e um teto muito alto, todos brancos. Era o templo de Carlin...
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esse era grandinho neh?![]()
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