E aí, pessu!
É, eu sei. Demorou um pouquinho, mas aqui está o tópico com os poemas, em breve virá o dos contos. Vamos logo à burocracia:
- Será uma votação aberta, por enquete. Para votar, basta ter no mínimo 10 posts na seção realizados antes do início da votação. Caso contrário, o voto será invalidado.
- Como os autores dos poemas só serão revelados após o término da votação, é óbvio que não vale boca de urna. Qualquer engraçadinho que tentar se promover por fórum/MSN e afins será desclassificado na hora, pelo bem do concurso.
- Votos em si mesmo também serão anulados.
A votação terminará quando eu achar que já tá bom e as pessoas começarem a falar "Ae Steve, já deu já". Ou quando o tópico morrer.
“Desejo boa-sorte para todos. E lembrem-se: Ganhar o concurso de melhor conto NÃO fará seu bilau maior, então relaxem!”
Elementals
Poemas
Poesia
Meu amor prometeu voltar a mim
Desde que se foi nada fiz se não chorar
Sozinha estou, mas a esperança não tem fim
E logo, logo, descansarei em seu olhar
Ele prometeu, irá cumprir
Minha tristeza é breve, logo acabará
E juntos mais uma vez iremos rir
E tenho certeza, não tardará
Prometeu voltar e aqui estou
A esperar, esperar, sem fraquejar
Enegrecida como as penas de um grou
Mas com a esperança da ave que não cansa de voar
O que é a promessa senão a mentira que sonha
Que sonha em virar verdade
Mas sonhos não existem
Não passam de futilidade
Prometeu me fazer feliz
Mas desde então nunca mais ri
Prometeu voltar a mim
Mas aqui, sozinha morri
Roubaram minha Menina
Olho nos teus olhos castanhos mentirosos
Vejo teus sorrisos vazios e inúteis
Qual alegria eles passam, nervosos?
Quais não-sentimentos, pensamentos fúteis?
Cadê a minha menina, e sua molecagem?
Cadê a minha garota, fazendo besteiras?
Quem é essa mulher, cantando vantagem?
Cadê a minha guria , e suas brincadeiras?
Esse malvado tempo eterno, que passa depressa
Essa maldita máscara de mulher, que a menina se prende
Onde estará minha garota? Será que regressa?
Será que esse velho menino, que muito pretende
Não entende que o funesto tempo tem pressa?
A menina crescida, já mulher, ele não compreende.
Meio Púrpura
Eu não programo a minha vida
Pensando em besteiras
Futilidades que o amanhã nunca irá satisfazer
Quero mais é me perder com você
Ver o Sol nascer
Olhar pra frente, sonhador
Qualquer futuro lindo que for
Desses de cinema
Céu clarinho, meio púrpura
Da cor do amor
Cordel
Cara de Coco tava meio injuriado
e abraçado com a garrafa não queria amolação
Cobra Coral, que não era fala pouco
cutucou Cara de Coco e começou a confusão
"Tu me respeita seu cabrito sem vergonha
Minha mãe, Maria Antonha, na peixeira eu sou o cão"
"Reco-reco, Tico-tico, Mafuá
Me chamam filho do vento, hoje a cobra vai fumar"
Mas a Lozinha, moça delicada e pura
que partiu nessa aventura de noivar Cobra Coral
Tava encolhida, passarinho no xaxim
Acuada, reprimida, branca que nem aipim
Brilhou a faca, punhalada traiçoeira
Cobra não marca bobeira, salta longe e cai de pé
Ficou Lozinha esperando o Deus dará
Recebeu risco certeiro, só deu tempo de assustar
O sanfoneiro vendo a situação
resolveu tomar partido e gritou para o salão:
"Guenta o andor, que a Lozinha se danou
Traz o padre e a benzedera, a hora dela já chegou"
E foi na reza, no unguento e patuá
que os briguentos se picaram, pr'acabar de se matar
Mas só um talho é coisa pouca pra aflição
A moça logo tava boa, o padre largou extrema unção
O sanfoneiro vendo a situação
resolveu tomar partido e gritou para o salão:
"Esquenta o forró, que a Lozinha tá mió
foi doença passageira não carece de abricó"
Baile na roça voltou logo a se animar
o sanfoneiro satisfeito terminou de recitar:
"O barco vira, virou
quem tem padrinho bonito garantiu lugar no céu"
"Dessa vida só se leva o pensamento
É melhor andar direito do que se entortar pelo sustento"
Quatro gotas de sangue
Na civilização o povo vivia com fome;
Então: come, come, come!
Na civilização o povo tinha sede de sangue;
Então: mate, mate, mate!
No mato o povo vivia com fome;
Então: mate, mate, mate!
No mato o povo tinha sede de sangue;
Então: come, come, come!
Nas montanhas o povo tinha sede de fome;
Então: come, come, come!
Nas montanhas o povo tinha fome de sangue;
Então: mate, mate, mate!
Nas sombras o povo não tinha fome:
Então: mate, mate, mate!
Nas sombras o povo não tinha sede de sangue:
Então: mate, mate, mate!
Lanças
Marchando pela planície,
Iam de encontro ao seu destino.
Vestiam a armadura branca da justiça
E portavam a lança destemida
O escudo da coragem era o seu guia.
De cabeças erguidas
Encaravam, sem temor, o que viria.
Do topo da colina,
O perigo espreitava.
Eles uivavam
E o ódio os consumia.
Brandiam lanças negras
Carregadas de tamanho desprezo.
Para eles nada importava.
Quando o trovão passou
E as lanças haviam se quebrado
Apenas um vencedor foi contemplado.
Apenas um reino foi brindado.
Enquanto alguns estampavam risos de satisfação
Outros derramavam lágrimas de desolação.
Aquilo tinha sido uma vitória?
Ou teria sido uma triste derrota?
Alegria e tristeza contrastavam
Naquele campo de guerra devastado.
No qual, afinal de contas,
Penduradas em lanças,
Viu-se tremular, naquela estrelada noite,
Bandeiras brancas.Leviatã
Tamanha por glórias tua gula se faz,
“Temei-a mortais, dançai no inferno.”
Trocai tuas línguas de modo fugaz.
Enterraste a verdade em solo tão terno.
Lastimo tua incursão de modo profano.
Expurgado em alívio tu foste, demônio vil.
Ah, surgiste envolto em arcano.
Desejo, em fervor, apodreça teu corpanzil.
Se despida da falsa casca que traja.
Engula o veneno que escorre em teu busto.
Pois digo que sim, não passas de naja.
Ah, quão leviano é aquele que te elege!
Quer-se, em nome de Deus imploro,
Rei cruel suma-te! Que aqui tu não rege.
AE! Eu quase ia esquecendo. Seria bom se o autor de "Poesia" fizesse o favor de mandar um e-mail (usando o mesmo e-mail que enviou a poesia, óbvio) com o seu nick do fórum. Falous.
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