Demorei pra vir de novo, mas finalmente li.
Helena estacou no meio da rua. Adorava aquela sensação de medo que via nos olhos da vítima, como um cão assustado.
Deu pra entender o que você quis passar. Mas está gramaticamente errado, pois dá duplo sentido na frase.
Pois primeiro, você está remetendo à Helena na oração, e depois passa novamente ao asssassino, mas não deixa explicíto isso, e ainda dá pra entender que ainda estamos lendo algo sobre Helena.
Ou seja, a segunda oração ainda está remetendo à Helena quando não deveria estar.
- Não tenho tempo pra você. – Após dizer isso, arriscou uma ação rápida em direção
a rua do lado. Pretendia esconder-se no cruzamento. Um disparo. Sangue. Veronika acertou um tiro em sua perna direita, que deixou uma grande marca de sangue no chão. Mas não foi o bastante pra lhe impedir de entrar na rua ao lado.
No negrito falta uma crase.
E novamente aqui, há aquelas pausas. Sei que você já havia escrito e postado quando eu comentei, mas mesmo assim. Ainda persistem elas.
Toda vez que eu vejo a mesma coisa, surge outra interpretação. Dessa vez me pareceu que essas pausas surgem como um recurso para não precisar descrever. Elas te dão uma informação direta. Houve um disparo. E sangue começou a escorrer.
Mas é muito direto. E uma coisa que posso te dizer realmente, é que houve escritores que se consagraram justamente com a descrição.
Tente explorar mais isso, e claro, evite as pausas. Elas são um bom recurso de suspense e tensão, mas no meio do texto, você simplesmente quebra a leitura.
Uma sirene se aproximando. A ambulância vinha em grande velocidade pela rua. Ambulância que ela chamara...
Dois tempos diferentes no mesmo parágrafo.
Observe bem. Primeiro, o tempo é o presente contínuo. Depois repassa ao pretérito simples.
O erro aqui, é justamente o presente contínuo, que não deveria estar junto ao resto.
O correto seria: "Uma sirene se aproximava."
Dor de cabeça. John levanta sem se lembrar de muita coisa. Estranho. Estava indo se deitar, mas apagara antes mesmo de se cobrir. Ficou um tempinho sentando em sua cama, tentando se lembrar, mas em vão. Resolve então deixar a preocupação de lado e ligar a TV.
Novamente as quebras.
Desculpe, cara. Mas está bem inverossímil o capítulo inteiro. Primeiro o fato, de que a policial atira numa possível testemunha que não quer relatar os acontecimentos. Onde já se viu atirar numa testemunha?
O correto nessa situação, devido ao fato de que a possível testemunha possivelmente estaria assustada, seria dialogar com ela e explicar a situação.
E em medidas drásticas, dar um tiro de advertência para o alto.
Mas nunca fazer o que você fez.

Postado originalmente por
Legendary Claus
Imagina que você é policial, você tem um pressentimento (ela teve, lembra?)..
Chega na cena de um atropelamento e vê um cara inteiro de preto, com uma toca por cima do rosto.
Ela, apenas mandou ele parar (não citei prender em momento algum).
Ele falo merda, tentou fugir (se ta fugindo é porque tá devendo).
E ela de reação, atirou na perna dele.
No minímo, isso mostraria que a policial tem problemas psicológicos. Quando na verdade, ela tem todo um treinamento para não deixar ser afetada pela vida pessoal e pelo psicológico.
O que tem haver um cara de preto? Você usa preto e também usa um capuz pra se cobrir do frio, ainda mais lá pelas 23 horas.
A tentativa de fuga dele é interpretada como uma possível testemunha que está apavorada.
Não vejo nenhum motivo para um tiro. E se ela acabou atirando, é porque ela está sendo afetada pelo psicológico. Não sabe como proceder como uma policial. Policiais têm que ter sangue frio para interpretar a situação e não ser levados pela emoção.
Ou seja, de qualquer forma, a situação está inverossímil, por mais que você diga que não.
E depois, a conversa me pareceu bem inverossímil. Foi uma conversa truncada e forçada. Não havia naturalidade na fala, apesar de você poder tentar apelar para mim dizendo que tentara mostrar que eles tinham desconforto.
Mesmo com desconforto, que realmente haveria, a conversa soou muito inverossímil.
Sem emoção alguma. Eles falavam com tanta facilidade e sem naturalidade. Eles falavam de um assunto complicado tão facilmente.
Não consigo me expressar direito nessa parte, mas está realmente bem ruim.
E para completar. Eu concordo com o que o Pernalonga comentou.

Postado originalmente por
Pernalonga
Tipo, você explicou mas não ficou explicado para mim o freeze da mulher. Pareceu que tu só repetiu o primeiro capítulo. Tá certo que a atitude dela pode ser considerado como um reação normal de uma pessoa em uma situação apavorante, mas ela se encontrar com um cara esquisito no meio de uma rua vazia não é TÃO apavorante assim sem algum motivo específico. Eu imagino uma situação dessa em que um cara se encontra com um leão no meio de um deserto, sei lá... Sinceramente, eu esperava uma descrição em que a mulher visse uma aura diabólica em volta do cara ou que causasse uma sensação de morte a cada passo mais próximo do cara... Sei lá, algo que deixasse bem claro o pânico, saca?
Uma outra coisa, agora bem pessoal, foi o exagero de sangue. Se voou sangue na roupa do cara, que tava até meio longinho da mulher, voaria sangue por TODA a rua, como se ela tivesse explodido com o atropelamento...
Como ele já falou isso, nem vou ressaltar.
Enfim, cara. Os erros ainda persistem. Eu sei que você está tentando tirá-los e tudo mais. Então, eu espero que os capítulos melhorem, porque qualidade você tem de sobra pra escrever algo bom.
Hovelst