Demorei para postar, pois tive pouco tempo para pensar na continuação. Como havia falado antes, tinha pensado em desenhar os personagens para vocês terem uma idéia de como eles são, mas, isso não impede de vocês pensarem do modo que quiserem, e eu aconselho isso.
Inicialmente desenhei apenas três deles:

O de cima, San Delanchê; abaixo, na esquerda, Sandra; e por último, na direita, Felmon. (Obs.: O scaner deu um efeito legal no desenho

)
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- <Urfh> Enfim! Todos foram enterrados. - Avisa Farwels ao grupo, depois de enterrar todos os corpos, da batalha anterior.
- E seus equipamentos? Te certeza qe deixarão aqui? Algumas coisas podem ser aproveitáveis... <Puft!> - Pedro recebe um tapa na nuca por Felmon, irritado com a ambição do garoto - Ouch! Esperto aquele que pega os equipamentos do mortos antes que outros peguem primeiro.
- Isso é uma questão de respeito aos mortos. Eles são humanos, e merecem a mínima dignidade, mesmo na perda.
- E se você lutar com um grande inimigo, ele sendo humano. Se você o vencece, enterraria seu corpo em respeito ao mesmo?
- Sim. E me chame de senhor.
Lonarth murmura algumas palavras, ajoelhado. Talvez uma prece aos mortos. Depois de proferido a resa, levanta-se, limpando seus joelhos.
- Podemos partir agora. Farwels, mostre-me o mapa.
Farwels retira o mapa de sua bolsa. Lonarth analisa o possível percurso que seguiriam. Não estavam longe do destino. Delanchê aproxima-se de Lonarth.
- Já pensou na possibilidade de não existir este portal, para a Ilha dos Iniciantes? - pergunta San Delanchê.
- Sinceramente, não. Estamos indo à própria sorte.
- Espero que nossa jornada não seja em vão. Já tenho um plano em mente. E dependerá exclusivamente de seus poderes.
- Em que meus poderes poderão ajudar?
- Quando chegarmos lá, direi passo-a-passo. Se tudo correr como imagino, não precisamos de mais batalhas.
- Hmmm... veja. Daqui a alguns quilômetros chegaremos ao Deserto. Espero não encontrarmos nenhum pergio no caminho. Nossos cantis estão com pouca água. Logo encontraremos um rio, que contorna o deserto. Lá, encontraremos as ruínas onde aconteceu a batalha resultante da Grande Luz, segundo Pedro. Depois de mais alguns quilômetros, chegaremos as Planícies de Havoc.
- Será que nossos suprimentos serão suficientes?
- Assim espero.
Tordef, como costumava fazer depois de uma batalha, afiava a lâmina de seu machado. Julgava estragar o fio da lâmina batalhas repentinas. Delanchê pôs-se a revisar os suprimentos. Talvez não fossem suficientes...
A magnífica espada girava no liso piso, apoiada pela ponta da lâmina. Tibianus estava sentado em seu trono, pensativo, girando a espada. Seria verdade as profecias dos sábios elfos? Em seu salão, apenas os dois guardas faziam-lhe companhia. O silêncio tomava conta. Tibianus observa seus dois fiéis guardas. Pareciam estátuas. Como agüentavam ficar naquela maldita posição por tanto tempo, sem sequer mecher um mísero dedo sem antes uma ordenação sua?
- Observaste a noite demora, Galark? - pergunta Tibianus ao guarda mais velho.
- Sim, senhor.
- O que achas sobre isso? Acreditas que exista algum mal por trás disso?
- Sim, senhor. Eventos como esses são normais em Tibia, e podem trazer perigos. Mas estamos aqui para potegê-lo até sua ordem de liberação.
Apesar de admirar a coragem e fidelidade dos guardas, aquelas suas respostas sempre gratificantes o irritava. Respira fundo, levantando-se em seguida. Antes que desse mais algum passo, o porta-voz adentra o salão, ajoelhando em reverência ao seu rei.
- Vossa Majestade. Trago notícias.
- Diga, Herodes III.
- Um pequeno grupo de revoltados cercaram o templo. Estão revoltados por o templo manter suas portas fechadas. Alegam que o clérigo nega curar ou ressucitar qualquer pessoa.
- Converse com o clérigo, e diga que preciso de sua presença aqui no meu castelo.
- Sim, senhor.
Herodes, junto com um pequeno grupo de guardas, segue rumo ao templo. Um aglomerado de pessoas apredejava o templo, enquanto o clérigo, sem se demostrar intimidado, permanecia firme na janela do templo, segurando seu cajado já preparado para uma magia. Sem demora, os guardas tentaram acalmdar a população, que só se acalmaram depois da poderosa voz de Herodes III superar os gritos revoltados.
- Calem-se ignorantes! Tentaremos resolver esse problema educadamente...
Uma voz que sabe lá Deus de onde veio, insulta.
- Estou esperando o retorno de meu amigo assassinado a duas horas e este velho idiota nega sua ressureição!
- Quentin - Herodes dirige-se ao dono do templo- qual motivo desta rebelião?
- Nem mesmo você, Herodes III, conhecido por sua sabedoria e bons conselhos, entenderá tal recusação minha de curar estes metidos encrenqueiros.
- Se me disser os motivos, tirarei as conclusões a respeito de sua afirmação.
Um aventureiro, com visíveis ferimentos, destaca-se dos revoltados.
- Que motivos fariam este velho tolo deixar de me curar? Meu sangue percorre por meu corpo incessantemente, e este estúpido ainda nega me curar?! Sua função foi dada pelos deuses de apenas curar os feridos!
Um explosão de gritos e vaias toma conta da cidade.
- Quentin, deixe-me entrar, e explique-me essa história. Desejo apenas saber os motivos de sua recusa à esse povo.
O velho permite a entrada apenas de Herodes, protegendo-se das pedradas dos ignorantes. Depois de seguros, dentro de templo, Quentin começa:
- Você não intenderá. Apenas posso afirmar que me foi negado o dever de curar os aventureiros.
- Quem lhe proibiu? Apenas quem tem esse direito são os próprios deuses, que lhe puseram neste mundo.
- E foram eles!
- Como pode? Por quais mativos levariam a eles ordenarem isso?
- Como disse antes, não posso revelar... - dizia Quentin num tom triste.
- Mas isso é grave! Por quanto tempo você está proibido de fazer isso?
- Não sei, mas pode ser eternamente...
- <Humph!> Que ridículo! Esses aventureiros vivem de batalhas, que as vezes podem levar a morte. Se os clérigos forem impedidos de ressucitarem os mortos, o mundo se acabará! O que eles pretendem, destruir o mundo?
- ... Agora, deixe-me sozinho. Já falei o que tinha de falar. Com lisença.
- Espere! Isso não pode ser verdade... que motivos levariam a eles tomarem essa decisão? Você só pode estar brincando! - Herodes já se mostrava preocupado.
- Por favor saia. Tenho muito o que fazer.- falava Quentin já irritado com a insistência de Herodes.
- Espere...
Antes que terminasse sua insistência, sente uma enorme bufada de ar vinda do cajado mágico do velho clérigo, fazendo-o sair do templo abrindo a porta violentamente, com o impacto. Cai desengançado, rolando pelas escadas. O povo observava-o assustado. O guardas se puseram em alerta. Herodes levanta-se, lipando sua armadura da poeira. Irritado, pede para os curiosos voltarem para suas casas. Não conformados em saírem dali sem uma respota, uma nova explosão de gritos e vaias invadem a cidade. Não se importa, e retorna para o castelo real. O rei o esperava ancioso. Decepciona-se.
- Desculpe, Vossa Majestade. Não pude trazer o clérigo Quentin para seu castelo. Motivos bastantes fortes me impedem de trazê-lo aqui, à sua presença.
- Mas como pode? Por quê ele nega uma audiência a minha pessoa?
- Senhor, apenas peço que se prepare daqui para diante. Maus bocados estão por vir, e é melhor não disermos o real motivo da recusa do clérigo, para evitar desespero na população...
Herodes passa a contar a história a Tibianus, que escutava apavorado.
O grupo caminhava lentamente, e ao longe, já podiam avistar as grandes torres das ruínas do castelo da antiga guilda Killers of Rent, que antigamente haviam travado uma grande batalha contra o exército de Beldar. Estavam anciosos, e sentiam o cheiro do perigo pairando no ar.
O destino não tardaria em alcançá-los...
Abraços a todos! Na continuação, postarei as outras fotos do resto do grupo, e farei o máximo para que minha história agrade a quem acompanha a jornada do grupo de Felmon.