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Nada a Komentar
Bom.. muito bom.. to curtindo cada capitulo... vc se inspirou em senhor dos aneis pra fazer esse episodio??
isso me lembrou um poco "A sociedade do anel" heheh
mais ta mto bom mesmo essa continuacao da historia de beldar
Na verdade, é como meu querido Renato Russo diz: "Eu sei que as vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?". Mas, quem não se inspira na grande obra O Senhor dos Anéis? :riso:
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Pedro corria para o quarto. Precisa avisa aquilo a Sandra. O grupo escolhido já se preparava para a jornada, levando todos os suprimentos possíveis. Sandra dormia tranqüilamente na confortável cama élfica, até ser acordada.
- Sandra, acorda!
- Huh? O que você quer? - falava Sandra ainda com sono.
- Partiremos em uma jornada, ao lado de pessoas muito importantes! Ande, vista-se que iremos partir agora.
- Espere, espere! Não estou entendendo nada.
- Veremos o senhor Kaite dinovo. Fomos convocados a participar de uma jornada que mudará o mundo! Iremos até Plains of Havoc procurar pelo suspeito portal que levava até a ilha de Rookgaard. O senhor Kaite é o único que sabe a real história de Beldar, e eles querem saber disso.
- Eles quem?
- Felmon, Tordef, aquele guardião do imperador de Kazordoon, o bardo San Delanchê...
- Nossa! Iremos com eles em uma jornada? - Sandra já tinha se levantado da cama e vestindo sua armadura.
Nesse momento, Felmon entra no quarto.
- Estão prontos? Aviso-lhes logo que apenas foram chamados pois sabem onde esse velho está, e quem ele é. Espero que seja verdade essa história dele saber sobre o grande clarão...
- Mas claro que é! Não mentiria em reunião tão importante.
- Não tenho costume de ajudar crianças, portanto não dependam de mim. Apressem-se, estão esperando.
- Crianças?! Unf!
Sandra recolhe sua bolsa de runas. Tibianus conversava com Oemër. Insista em levarem cavalos, pois facilitaria o trabalho. Depois de alguns minutos de conversa, Oemër concorda, e sete cavalos são apresentados. Todos robustos, os melhores da cidade. San Delanchê assumiria o comando, pois era o mais sábio. Todos montam nos cavalos. Sandra e Pedro ficaram com o mesmo cavalo. Depois de dadas as observações, partem.
Poucas horas se passam, até chegarem na entrada da Grande Velha Montanha. Os cavalos galopavam vagarosamente. Delanchê achou melhor descansarem por ali. Na verdade, não seria um descanso, mas sim uma parada para pensarem melhor. Montam suas barracas, e prendem os cavalos na árvores. A noite continuava firme. O céu bastante estrelado. Um cenário tão bonito como aquele não poderia representar uma grande ameaça. Falinas se mantinha deitado em cima de uma árvore. Fumava sua erva, tendo vista o céu. Eram duas barracas, cada um cabia três pessoas. Sandra e Pedro ficaram a beira de um rio, perto dali, pescando. Lonarth conversava com Delanchê.
- O que Tordef falou tem sentido, Lonarth. Um criador não poderia deixar de ter controle sobre sua criação. É quase impossível pensarmos nos tão poderosos deuses não conseguirem limitar o poder de um mortal. Se essa pessoa está mesmo viva, e se ela realmente existe, não será difícil achá-la.
- Mas nas escrituras dizem que os deuses buscariam um modo de aprisioná-lo, para ele não ter seus poderes aumentados. O problema é saber ela está aprisionada.
- O único local, que tenho conhecimento, que pode impedir um crescimento excessivo de poder é a Ilha dos Iniciantes. Mas aprisioná-lo lá seria inútil. O Oráculo poderia lhe libertar.
- Mas e se O Oráculo ter influência dos deuses? Muitas coisas estranhas estão acontecendo. Os clérigos estão mantendo suas portas fechadas, a noite continua firme, o clarão a alguns anos... no mínimo, uma mal muito grande está por vir, tendo valor nossa jornada.
- Bom, o velho, a quem Pedro mencionou, sabe da real história do clarão, correto? E que ele mantém contato com a pessoa que causou este clarão... Ele saberá nos dizer onde está essa pessoa... É estranho saber que os deuses destruirão o mundo que contruiram por cuasa de uma única pessoa ter superado os limites de um mortal. Um avatar destruiria-a facilmente, e a ameaça seria resolvida.
- Mas e se outras pessoas conseguirem superar? Para esse Gênesis ter conseguido superar os limites, deve saber algo mais que ninguém saiba. O que mais me impressionou foi Pedro ter falado que essa pessoa conseguiu achar a Espada Lendária.
- Não devemos confiar nas histórias de um jovem...
Tordef afiava seu machado noma rocha. Farwels permanecia sentado pensativo, e Felmon fumava um charuto. Observando Farwels melhor, Felmon notou que ele fazia algum tipo de prece, e algumas lágrimas desciam pelo seu rosto. Não entendeu aquilo. Farwels era um homem forte,e aquilo não combinava com ele.
- Você está bem, Farwels?
Limpando o rosto rapidamente, Farwels volta a sua expressão dura.
- Sim, sim. Estou. Estava apenas glorificando meu deus. Com lisença.
Farwels entra numa barraca, deitando-se. Felmon definitivamente não entende aquilo. Era melhor não se intrometer mais. Terminado de afiar a lâmina de seu machado, Tordef prepara as tranças de sua longa barba. O pequeno acampamento permace em silêncio, até ouvirem a voz de Delanchê.
- Vamos. Não podemos demorar mais.
Desmontando o acampamento, buscam seus cavalos, e partem. Atravessam a Grande Velha Montanha. Avistavam ao longe a magnífica Ponte dos Anões. Tordef avisa que ali costumavam habitar anões sem honra, que emboscavam seres desprevinidos. Atravessam a ponte sem problemas, passando pelas magníficas estátuas. Talvez os anões tivessem desistido de emboscar, vendo que quem atravessavam não eram um simples grupo de aventureiros. Mais alguma horas de viagem, e estariam no local destinado. Pedro pensava em Kaite. Como ele estaria? Galopavam por um descampado. Uivos tomavam conta do silêncio daquele local. Uma coisa, ao longe, chama a atenção de Falinas, que estava na frente do grupo. Um corpo aparentemente coberto de teia. Avisa ao grupo. Todos ficam em alerta. Aproximam-se do corpo. Os cavalos estavam estressados.
- Vítima de uma aranha monstruosa. - Avisa Lonarth.
Falinas desce do cavalo. Não demorou para que o cavalo fugisse. Algo o pertubava.
- Os cavalos estão estressados! O meu está fugindo!
- Irei atrás dele. Tentarei acalmá-lo. - Diz Felmon, seguindo o cavalo fugitivo.
Felmon, utilizando de sua espada curta, corta a teia na altura do rosto do corpo, na tentativa de ainda vê-lo vivo, e ajudá-lo a respirar.
- Estranho. As aranhas costuman levar sua vítimas aos filhotes. Por quê este corpo abondonado aqui? - Intriga Farwels.
Delanchê observava em volta. Sentia a presença de algo, assim como Lonarth. Pedro e Sandra observavam horrorizados o corpo pálido. Entrando em um matagal, Felmon perde de vista o cavalo. <Merda!>. Antes que voltasse para onde o grupo estava, escuta um barulho. Alguém se movia por entre as grandes matas. E pelo movimento, era algo muito grande. Antes de qualquer ação, uma enorme aranha mostra-se, pulando em cima dele. Felmon estava em apuros. O cavalo tinha caído em cima dele, e a aranha aumentava ainda mais o peso. Não conseguia puxar sua espada. Tinha livre apenas suas duas mãos, enquanto o corpo do cavalo impedia que ele sacasse sua espada da cintura. O cavalo já estava morto. O monstro tentava acertar o pescoço de Felmon com suas presas, mas este impedia, utilizando de sua força para segurar-las. Consegue gritar pelo grupo.
Todos escutam, e partem a seu socorro. Delanchê é suspreendido por uma ferroada nas costas, caindo do cavalo. Outra aranha gigante se mostra. Estava escondida entre as folhas de uma enorme árvore. Tinham planejado uma emboscada. Delanchê sentia uma enorme dor no local da ferroada. Estava envenenado. Falinas retira seu arco, saca uma flecha, e mira a cabeça da horrenda, cegando-a de um olho. Esta solta um grunido agudo. Farwels corre em direção a Felmon, junto de Tordef. A enorme aranha perfurava violentamente o corpo do cavalo com seu ferrão traseiro, na tentativa de atravessar o corpo do animal e acertar Felmon. Antes que conseguisse realizar seu plano, é acertada por um golpe violento de machado. Tordef tinha subido no corpo da aranha, e acertado sua cabeça. Farwels não perdôa, e corta uma pata da aranha, decepando-a. Lonarth retira uma runa com uma caveira negra grafada, mirando a aranha que estava em cima de Delanchê, liberando uma esfera negra, acertando-a em cheio. <Uiicchh!> <Corre Delanchê!>. Sentindo-se mais leve, Felmon sai de baixo do corpo do cavalo. A aranha furiosa, golpea Tordef com uma poderosa patada, fazendo voar metros. <Oaargh!>. Farwels tenta outro golpe, mais a aranha esquiva-se agilmente, mesmo com uma pata a menos. Falinas monta em cima da aranha que havia sido acertada pela esfera mágica de Lonarth. Esta, furiosa, pôe-se a balançar, na tentativa de livrar-se do elfo. Sandra retira uma runa de mísseis mágicos, acertando o rosto da aranha, deixando uma pequena queimadura. Felmon ativa sua espada flamejante. A aranha assusta-se, dando algumas passadas para trás. <Então tens medo disso, hein?!>. Felmon avança, tentando várias vezes um golpe na aranha, mas esta sempre recuando e esquivando. Falinas segurava-se firma nas costas da aranha, de um modo a fazer com que a aranha não conseguisse se libertar. Num ato de loucura, a aranha começa a correr velozmente para todos os lados. Aproveitando daquilo, Falinas avança um pouco mais, e segura as presas da aranha, tento controle de seu rumo. Lonarth curava Delanchê do veneno. Sandra e Pedro estavam escondidos em uma pequena mata. Recuando cegamente, a aranha que se esquiva de Felmon bate contra uma árvore. Era a oportunidade! Felmon concentra toda sua força, acertando a cabeça dela, partindo-a ao meio. Um sangue pastoso verde escorre. Faltava a outra, a qual Falinas mantinha controle. Concetrando o movimento da aranha em direção ao rio, Falinas faz com que a aranha se jogasse na água. Lonarth não desperdiça a chance, e pede alguma runa elétrica à Sandra. Esta procura na bolsa o mais rápido possível, antes que Falinas perdesse o controle do monstro. Achando, joga a runa em direção a Lonarth. Este concentra sua mira. Falinas pula da aranha no momento do tiro. O rio é tomado por uma corrente elétrica poderosa. Estava feito. Depois de alguns segundos sendo electrocutada, a aranha morre. Todos em volta da aranha tostada no rio. Observavam aquela criatura com nojo.
- É... Nossa jornada começou... - Ironiza Delanchê, ainda sentindo uma pequena dor nas costas.
- Quase tenho meu pescoço partido. E veremos perigos maiores do que esse no local onde pretendemos ir. - Avisa Felmon.
Pedro corre em direção ao corpo morto coberto de teia. Com sua espada, retira todas elas. Vasculhando-o, a única coisa aproveitavel era sua espada, ainda na bainha. Era melhor que sua espada. Depois de enterrarem o corpo do homem, partem. Tinha que partir a pé, pois seus cavalos tinham fugido no meio da batalha, assustados. A primeira batalha da jornada havia sido travada. A vitória estava do lado deles. Resta saber se ela os acompanhará até o final.
Valeu galera! Esperem a continuação!