Bom, ta ai como prometido, nova pag novo cap:
Capitulo XI - Abdendriel uma Cidade um Pouco Estranha
Mas pai - Exclama Kageri - Eu ja fui a uma batalha, e eu lhe asseguro que nunca mais quero reviver essa experiencia, ver as espadas caindo no solo, os golpes sendo desferidos, ver a barreira invisivel avançando como se fosse a tropa adversária, ou melhors, ela é a tropa adversária.
-Acalme-se meu filho - Você sabe que eu tambem não gosto da guerra. Eu nunca fui a uma, e nunca vou ir, como capitão do barco é meu dever levar as mulheres a ilha de Rookgard.
-Então porque eu que sou seu filho devo ir a luta.
-Porque nada indica que você tambem será capitão do barco. Agora provavelmente ira dizer que quer ser um capitão, mas tenha em mente que eu ganho pouco, e essa sua espada compramos na maioria com o dinheiro que trouxe de NeOnoga por ter salvo a ilha.
-Você esta certo.
-Eu estou disposto a leva-los a Rookgard, la vocês dizem que estavam navegando, e que a ancora se soltou. Então soltaram as velas, e deixaram que o destino os guiasse, como ja passaram pelo oráculo uma vez, não poderam passar novamente, teram que esperar que algum barco venha lhes buscar, e devido a guerra, vai demorar uma ou duas semanas para que um barco venha busca-los.
-Muito bem pai, vamos logo.
-Vão na frente, eu chegarei depois com estoques para a viagem, vamos desembarcar agora, mas só viajaremos a noite, quando as águas estem menos movimentadas. Vamos fingir ser alguns pescadores - Verigado foi embora, em direção ao deposito da cidade, as crianças andaram discretamente pelas ruas, atingindo o barco:
-Kageri, você que ja foi a luta, conte-me como é - Disse Sakeri baixinho, quando haviam atingido o porão do barco.
-Não é nenhuma maravilha, como pensavamos. A guerra é um lugar frio, pode transformar a mais bonita das cidades, em um lugar tão horrivel, que os deuses poderiam desprezar. Ao fim das batalhas, você consegue ver os mortos, diversos corpos espalhados pelo solo. Alguns foram mortos de maneiras horriveis. Existem os que vem um corpo no chão, não está morto, porem não poderá lutar, e lhe cortam a cabeça, para fazerem isso não é necessario ser da tropa adversária, basta você ver alguem no chão. Mesmo que seja apenas com uma perna fraturada.
-Mas mesmo assim, não podemos passar a eternidade sem lutar. Mais cedo ou mais tarde vamos ter de lutar, talvez não agora, mais talvez mais tarde - Apenas disse isso, Verigado apareceu no porão:
-Pai, finalmente apareceu - Disse Sakeri - Mas logo atrás vieram mais alguns homens:
-Eles tambem vem conosco?
-Sakeri, ainda não percebeu - Disse o irmão - Eles nos descobriram - Kageri fez uma expressão seria, pegou suas katanas, que estavam largadas em um dos cantos, ajustou sua armadura e finalmente exclamou - Quanto mais cedo melhor, vamos logo.
-É, você percebeu - Disse Verigado - Sinto muito Sakeri, mas a tropa ja estava partindo, e no banco me perguntaram por onde andavam, não adiantaria tentar fugir.
-Certo, agora não temos mais esperança, vamos logo então - Sakeri recuperou sua espada de Carlin, e ajustou o cinto - Pai, se um dia eu sair vivo, prometame, que eu nunca mais lutarei.
-Eu lhe prometo filho - E la se foram os dois irmãos, Kageri estava com a mão no ombro de Sakeri.
Em Abdendriel:
Titeri, acorde, ja chegamos - Dizia Lond, enquanto ancorava o barco.
Titeri se levantou rapidamente, havia dormido como não dormia a muito tempo - Faz muito tempo que não durmo assim, calmamente, com o barulho das ondas.
-Fico feliz por você, pelo menos dormiu como queria. Agora terá de torcer para que alguem queira acolhe-lo, em minha casa ja não temos mais espaço, mas os elfos são hospedeiros, provavelmente vamos encontrar um lugar para você.
-Por quanto tempo eu vou ficar nesta cidade?
-Eu não tenho ideia, eu não posso lhe apresentar o Tibia, mas o meu amigo pode, quando ele resolver seus problemas pessoais, ele virá e lhe mostrará o Tibia. Até la ja estará um homem forte, e provavelmente poderá voltar a sua Venore. Bem, vamos, vou lhe mostrar a cidade, muitos homens dizem que a beleza deste lugar é tamanha, que eles nunca mais voltam a suas terras.
-Então esse lugar deve estar cheio de humanos.
-Não necessariamente, são poucos os que liberamos a moradia aqui, e mesmo assim é temporária.
Apenas sairam do barco, caminharam pelo cais. Era uma manhã fria, o céu estava nublado. Apenas chegaram a cidade, Titeri percebeu proque os homens não voltavam, a cidade era linda. Os elfos não tinham casas. Talvez algumas construções em madeira para cobrir as árvores em caso de chuva. Titeri foi obrigado a pegar uma capa em sua mochila, realmente fazia frio. Ficou admirando a cidade, que poderiam apelidar de floresta, pois os elfos moravam em árvores, ao invés de casas. Alguns minutos Lond parou:
-Bem, aqui é a minha casa, vamos comer alguma coisa, conhecera a comida elfica, aposto que irá adorar - Titeri entrou, ou melhor, subiu, pois era uma árvore. Havia uma pequena corda para facilitar a entrada. A casa, desculpem, a árvore era muito bonita, contava com pequenas cercas para impedir a queda e com um telhado para impedir a chuva. No centro havia uma mesa feita de marmore, e mais a esquerda uma pequena ponte que levava a uma outra árvore:
-Va em frente, esta é apenas a sala de estar - Titeri passou por um pequeno pedaço de madeira, que deveria ter algo como 7 centimetros de largura.
-Estranho, nunca vi árvores assim, parece que foram feitas para que alguem viva nelas - Disse ele.
-Eu tambem acho, mas eu prefiro aproveitar que elas estão aqui, a ficar pensando de onde vieram, seu tronco é muito resistente, e depois de 1 ou 2 metros de madeira firme, seus galhos se abrem, formando um angulo reto, normalmente estas árvores tem 3 metros de área quando se abrem, depois por incrivel que pareça, o galho se se dobra novamente, em outro angulo reto, que seriam as nossas paredes. Normalmente não é perfeito, mas com algumas construções, viram árvores perfeitamente habitáveis.
-Incrivel - Crusou a ponte, com certa dificuldade, depois chegaram a uma pequena árvore, bem menor do que a primeira, havia uma mesa feita de madeira, a direita um arco pendurado no que se poderia chamar paredes, ao lado flechas, muitas flechas, Lond o convidou a se sentar.
-Vamos comer agora, meu filho foi caçar alguma coisa para comermos, Ronderm, filho de Londerm da tropa elite de Abdendriel, venha, antes que nosso amigo morra de fome - Um outro elfo apareceu, tinha cabelos morenos, e olhos desta mesma cor. Os cabelos lhe chegavam até a cintura, e deveria ter a mesma altura de Titeri.
-Titeri, eu lhe apresento meu filho, Ronderm.
-Prazer Ronderm, fico feliz de poder conhecer mais um de sua raça, sou Titeri, filho de Tetire, alguns me chamam como o ultimo - Londerm lhe deu uma pequena cotovelada, Titeri percebeu - Paladino, alguns me chamam como o ultimo paladino - Disse ele com um tom de alegria.
-Estranho, porque lhe chamam o ultimo paladino, se não é o ultimo, a cada ano, dezenas de guerreiros vão para as ilhas de treinamento, e muitos deles são paladino, e onde está o seu arco?
-Eu tambema acho estranho, por isso prefiro que me chame de Titeri, filho de Tetire, quanto ao do paladino, não sou paladino, sou um druida, eu não entendo o que eles querem dizer com isso, por isso ignoro - Ronderm ficou pensativo.
-Bem, vamos comer então, eu trouxe um veado, e alguns peixes.
-Certo então, vamos comer, Ronderm, depois leve Titeri para conhecer a cidade, e lhe diga onde pode treinar, comprar runas entre outras coisas.
-Está bem pai - Virou-se para Titeri - Prefiro que me chamen de Rond, se não se importar - Depois disso comeram, a carne , muito gostosa por sinal. O peixe tambem estava muito saboroso. A refeição se passou no silencio, Titeri comia faminto, como não havia comido por muitos anos, os elfos não comeram muito mais acompanharam o jovem humano, comendo alguma coisa. 20 minutos depois terminaram de comer:
-Estava muito saboroso, eu apreciei muito.
-Fico contente, foi dificil encontrar este veado - Disse Rond.
-Bom, vamos conhecer a cidade?
-É com grande prazer que vou lhe mostrar, acompanhe-me - Rond passou por uma otra ponte que levava para uma outra árvore, esta tinha uma entrada para o que parecia ser uma estrada pendurada nas árvores. Titeri conseguiu perceber a beleza de Abdendriel, na verdade era tudo uma grande floresta, não uma cidade. Os elfos viviam em lindas árvores que pareciam haver sido plantadas para servirem de casas. Por toda a floresta haviam pontes, que seriam as ruas da cidade. estes eram suspensos, em árvores mais altas. Nem todas as árvores são daquelas feitas ara a moradia, algumas eram mais altas, pois estavamos em uma floresta. O verde brilhante das folhas, os grandes e fortes troncos de cada árvore, alguns aguentando pesos inimagináveis. Titeri nunca havia visto tamanha beleza. Ele não havia reparado muito quando havia entrado. Talvez porque as fronteiras da floresta são mais construidas, para a proteção, e porque a floresta havia acabado.
-Esta vendo aquela construção? Ali é onde você compra runas em branco, atrás está a casa do dono da loja.
A construção parecida haver sido feita diretamente com os troncos das árvores, talvez com árvores mortas para não sair da linda decoração do bosque. Rond lhe mostrou a cidade, desculpem, floresta. não era muito grande, talvez em 40 minutos era possivel atravesa-la.
Depois de algumas horas, Titeri ja sabia como se virar na cidade, e ja falava um pouco de elfico, por sorte todos na floresta falavam a lingua geral. No fim da tarde, apareceu um homen, cansado, suas vestimentas eram de cor vermelha e negra:
-Nossos amigos élfos - Disse - Meu nome é Zerim, da guarda de Carlin. Muitos ja devem saber que o rei de Thais, resolveu nos atacar novamente, e desta vez, recrutou guerreiros em outras cidades, tais como Venore, Edron, entre outras - Titeri sentiu o medo lhe tocar as costas, Kageri e Sakeri provavelmente iriam a luta, e teriam de lutar contra Carlin. Os irmãos Kageri e Sakeri irão a batalha, e provavelmente sucumbirão nela. Talvez Titeri nunca mais veja seus amigos. O homen continuou - A rainha Eloise (lee-se eluáise) pede ajuda a nossos amigos elfos e tambem aos anões. Ninguem será obrigado a lutar, mas esperamos contar com a sua ajuda nestes dias dificeis, tanto como poderão contar com a nossa quando o aperto vier, não temos data para unir o exército, quanto mais guerreiros apareçam melhor, vamos espera-los em Carlin. Zerim soltou uma magia e foi embora, correndo como os ventos.
Após alguns minutos, um elfo apareceu na cidade, e começou a dizer:
-Após esta mensagem de Zerim, pedimos que todos se juntem em nosso deposito para discutir sobre os elfos que desejam ir a luta - Logo após repetiu a mensagem na lingua geral, Titeri foi ao lado de Rond em direção ao deposito. Haviam muitos elfos, e tambem muitos humanos, alguns anões tambem. Um elfo com aparencia mais sábia, e muito mais velho soltou a voz:
-Meus amigos, Carlin está em um momento de necessidade. Eles não nos obrigaram a irmos a luta, mas eu os obrigarei. Todos os habitantes com idade o suficiente deveram ir a luta em Carlin, para ajuda-los contra o rei de Thais e seu poderoso exército - O coração de Titeri se congelou, ele teria de lutar contra Thais, teria de lutar contra Venore, teria de lutar contra os Irmãos Fakeri. ( para quem não sabe, os irmãos Fakeri são os irmãos Kageri e Sakeri)
bom é isso, flws