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Tópico: O Incubo

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  1. #1
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    CAPÍTULO 10 - TEMA O PODEROSO INCUBO, CAPITÃO!

    Melchior e Tibianus III se encaravam, olho a olho, sem deixar na batalha escapar um detalhe sequer, sabendo que seria nestas condições que ela iria ser decidida. Melchior mantinha uma expressão branda, tranqüila, apesar da batalha épica e envolvente, a qual estava lutando. Do lado oposto, Tibianus III não sabia onde pôr a própria cara. Naquele instante, caía por terra tudo que o elegera o maior mago do continente. Nunca imaginou que alguém pudesse o alcançar, ou pior, o ultrapassar em termos de poder e técnica. Ele sabia que Melchior estava muito mais forte, porque ele mesmo tinha conhecimento das regras do Incubo. Cada minuto corresponde a um ano para uma alma, quando ela está no poder do Incubo! Eu deveria ter pensado nisso! Melchior estava sendo o mais inteligente possível. Utilizava as regras do Incubo como sua própria fonte de energia, tornando-o ainda mais poderoso que o Rei.

    - Lamentável, não é, Tibianus? Eu estou utilizando de uma técnica rara. Tão rara que levei mil quatrocentos e quarenta anos para aprendê-la.
    - Eu não pude imaginar que aquele desgraçado o daria novamente sua alma.
    - E eu, não podia imaginar que você colocaria toda Tibia em cheque, por causa de uma Feira de Décadas, Tibianus.

    Enquanto conversavam, ambos lançavam fracas magias um no outro, tentando esgotar de seu adversário cada vez mais energia. Melchior estava alcançando seu objetivo, mas TIbianus estava longe disso. O Rei não aguentava mais o embate, e com seu Castelo destruído, e sua última esperança de trazer sua esposa de volta dentre os mortos abalada, o Rei perdera totalmente sua vontade de lutar. Melchior era o maior inimigo de Tibianus nas terras do continente, e seu maior inimigo o havia superado através de sua própria invocação, o Incubo.

    - Não se preocupe, Tibianus - Melchior lançava uma nova magia sobre o Rei, subindo graduadamente sua força a cada novo lançamento -, neste momento, Svan já deve estar destruindo o Incubo. Não há mais um porquê de continuarmos lutando, velho. Todos os motivos pelos quais nós nos envolvemos nesse embate caíram por terra há um bom tempo desta noite, Rei.

    Perdoe-me, Cecillia. Eu falhei.

    Mas, mostrando-se novamente um covarde, Tibianus usou de uma das magias proibidas do continente. Sussurrou algo realmente baixo e lançou contra Melchior, que desacordou.

    ***

    - Tema o poderoso Incubo, Capitão!
    - Jamais. Sua aparência fantasmagórica não me ameaça, desgraçado. E onde está a minha luta? Estou esperando.

    Svan estava em pé, de frente para os quatro braços abertos do demônio. Com a espada empunhada na mão direita, e o escudo em modo defensivo na esquerda, o Capitão permanecia ileso, e já havia desviado de muitos dos possíveis golpes letais do Incubo. Não estava mais tão preocupado com o combate. Só se preocupava no modo de destruir um demônio imortal. Tinha de encontrar depressa um modo de fazê-lo, sem que sofresse qualquer dano e sem dar ao Incubo uma nova chance de reação. Com um golpe rápido, Svan concretizou uma tentativa frustrada: a espada penetrou no peito do adversário, mas não foi o suficiente para inflingí-lo qualquer dano. Numa segunda tentativa, Svan o fez na cabeça. Nada aconteceu. Mas que merda é essa?

    - Ah, cavaleiro. Certamente, utilizando da força você não me vencerá, seu fraco.
    - Eu vou utilizar mais do que a força aqui hoje, seu verme - Svan golpeou num dos braços, frustrada e decepcionantemente, mais uma vez.
    - Já lhe disse, Capitão. Não adianta tentar usar a força.

    Então, um dos golpes do Incubo surtiu efeito. Svan foi golpeado com violência no rosto, e sentiu seu corpo ser carregado pelo ar. Sem poder reagir, ele acertou violentamente com as costas numa das paredes da gruta, caindo no chão com muitas dores. O Incubo já estava de pé à sua frente, e chutava-lhe suavemente o estômago, como quem quisesse apenas causar um desconforto e não morte.

    - Onde está toda sua bravura, Svan?
    - Está aqui.

    Svan cravou a espada exatamente entre as pernas do Incubo, que contorceu as mesmas. Percebendo que havia causado-lhe dor, Svan retirou a espada e cravou-na no mesmo lugar, com mais violência. O Incubo caiu no chão e passou a contorcer-se de dor, enquanto o Capitão correu para o lado oposto na gruta tentando ganhar tempo. Havia uma enorme esfera de energia no fundo da gruta, que crescia vagarosamente. Era avermelhada, e tinha cerca de quatro metros de altura e alguns tantos outros de comprimento. Avermelhada, como sangue. Aterrorizante, como o Incubo.

    - VOLTE AQUI, DESGRAÇADO!
    - Você vai precisar muito mais do que força, desgraçado - Svan caçoava.

    Um golpe forte do Incubo fez com que o mesmo interrasse o braço direito na parede, devido à ágil esquiva do Capitão. Svan fez novamente a espada penetrar por entre as pernas do demônio, causando-lhe dor inexplicável. Mas recebeu um soco de um dos quatro braços como contra-ataque, fazendo com que batesse novamente violentamente contra a parede. Este segundo golpe fez com que ele oscilasse um pouco, na tentativa de levantar-se. O outro estava visivelmente furioso, pensando numa forma de acabar completamente com aquilo, antes que fosse tarde. O Capitão estava ganhando vantagem rapidamente.

    - Acabou, Capitão. Esse negócio acaba por aqui, tá certo?
    - Ainda não, verme.

    ***

    Eloise corria freneticamente pelo centro de Thais. Tenho que chegar naquele castelo! Depois de fazer algumas curvas pela sinuosa cidade, chegou até a entrada do mesmo. Não havia mais pedra sobre pedra, ali. Entrou rapidamente entre os escombros e viu Tibianus pronto para matar Melchior, de frente para o velho, com as mãos estendidas. Não pensou duas vezes, estendeu suas mãos em direção do próprio irmão, com plena consciência do que faria.

    - Mors omnia solvit*.

    O corpo de Tibianus foi atingido por um feixe de luz negro, que o atravessou completamente. Enfim, a luta chegava ao fim. Ele estava morto. Com um pouco de dificuldade, o corpo delicado e provocante da Rainha carregava Melchior nas costas, na tentativa de o tirar dos escombros. Rapidamente, a Rainha já estava na avenida principal novamente, sendo vista com um pouco de desconfiança pelos cidadãos da cidade. Estes estranharam, Melchior estava sendo removido por ela, e o festival de luzes vindos do Castelo havia cessado. Entrou na embarcação para Carlin, acompanhada de Melchior, desacordado. O barco então partiu.

    Svan, meu querido... volte logo!

    ***

    - Do que é que você está falando, miserável?

    Svan sorria suavemente, como quem já esperasse sua própria morte, mesmo sabendo que faria algo de útil para a humanidade.

    - Eu encontrei, enfim, um modo de te destruir.

    O demônio estava sorrindo, como quem encarasse aquilo como um blefe apenas.

    - Essa esfera mágica... tudo que você tem recebido é através dela, Incubo. Logo, se ela for destruída, você irá para as profundezas junto a ela.
    - Como é que é? - arregalou os olhos, observando com espanto para o Capitão. Sorrateiramente, agarrou-lhe pela gola da armadura e o arremessou contra a escadaria da sala, mantendo-o longe da tal esfera.
    - Não vai adiantar. Vamos acabar logo com isso.

    Svan, sereno, sabia que aquilo significaria sua própria morte. Mas era um risco que ele estava disposto a correr pelo continente. Sacou sua espada, e levantou-se com dificuldade. Estava de pé, a cabeça zonza, mas não deixava de manter-se de frente para seu alvo, o Incubo. Eloise... me perdoe. Não poderei voltar, dessa vez. Pelo menos, farei com que você continue vivendo neste continente, minha Rainha linda.

    - O que vai fazer?

    Levou o braço suavemente para trás, tentando dar propulsão à espada. O Incubo correu violentamente contra ele, para tentar evitar o inevitável. Svan arremessou a espada, o que fez com que o Incubo, voando, desse meia volta e a tentasse parar. Mas não houve como. A lâmina mágica e de brilho impecável da espada do cavaleiro penetrou bruscamente na esfera avermelhada, fazendo com que o demônio sangrasse, agora de verdade.

    - Eu não... não acredito nisso! MALDITO CAPITÃO!
    - Vitória limpa - Svan fez o sinal da Armada Inversa. O Incubo ficou perplexo com aquilo, e era este sentimento que o dava a sensação de morte, de destruição. Um demônio sentimental. Apenas um pensamento passava pela cabeça da aterrorizante criatura, no momento. Como pode ser tão frio?

    O demônio começou a encher-se de ar, e Svan sabia que ele explodiria. Não há tempo para escapar. Sentou-se na escada, e aguardou pacientemente.

    ***

    Em Darashia, Olk virou-se com tristeza para Mercy, que estava sentado à beira do rio.

    - Mercy...
    - Sim, Olk?
    - O Incubo foi destruído.

    Mercy levantou-se rapidamente e começou a festejar, mas o que ouviu em seguida o fez fraquejar.

    - Svan foi junto.

    ***

    Mors omnia solvit significa "A morte soluciona tudo", em latim. Língua morta, mas eu me interesso por ela. (:

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    Última edição por Neal Caffrey; 08-08-2008 às 13:28.
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  2. #2
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    Uau, muito show cara. :thumb:
    História muito boa, pena que vai acabar. Mas isso também é um bom sinal, pois poucos são os que acabam seus RP's :triste:
    Mas não tem problema, foi bom enquanto durou.
    <Esperando ansiosamente o próximo capítulo>
    http://i212.photobucket.com/albums/c...dos/Streek.png
    Valeu, Sherman I. :rolleyes:
    ***
    Gifts, outfit e coisas assim
    ***
    Citação Postado originalmente por Troyler Ver Post
    chaves owna também, agora essas crianças assisti digimon, ai ve o digimon vuando vai tentar voar do 36 andar e acaba morrendo.
    Citação Postado originalmente por Hohenhein Ver Post
    montinho: um sujeito está andando tranquilamente quando um individuo mal intencionado lhe passa uma rasteira fazendo-o cair no chão.
    Em seguida grita:-Montinho!!!! e imediatamente um grande número de pessoas provindas de todos os cantos pulam por cima do pobre sujeito causando possível esmagamento e morte.

  3. #3
    Avatar de Claudio Di Martino
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    pow cara, esse capítulo ficou legal... mas sei lá... soou estranho.
    Li ele estranhamente e no final vi a explicação. Você está mal pelo pessoal passar e não comentar. Mas brother, você mesmo me disse que é assim mesmo, só que sua tristeza foi transmitida pro capítulo, se você reler, vai notar alguns erros de grafia, repetições. Pow isso não acontecia nos capítulos anteriores..... procure esquecer o pessoal que lê, concentre-se na sua obra, sua história. Depois quando você terminar em grande estilo, ela ficará aqui pros próximos leitores verem e aplaudirem de pé.

    Se teve um capítulo que eu gostei menos na sua histporia, foi esse. Não por estar mal escrito, mas por ter sido feito com pesar. Você tem o último capítulo pra dar a volta por cima e surpreender, aproveite a chance!

    eu vou ler até o final!
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  4. #4
    Avatar de Neal Caffrey
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    @Claudio di Martino
    Sinceramente, fiquei surpreso com o seu comentário. Eu achei que tinha escrito o melhor capítulo da minha série, acho que devo rever meus conceitos, então. De qualquer forma, Claudio, sua opinião conta muito pra mim. Eu removi algumas passagens e apaguei algumas repetições na releitura do capítulo, de acordo com o que eu consegui refazer para ele. Removi também a passagem final, mostrando a minha frustração, porque talvez tenha sido o que pesou no final de contas pro capítulo, porque... não achei que tivesse ficado tão ruim. Mas, eu faço um pedido, re-leia e faça um novo comentário, apenas para eu saber se a releitura o melhorou ou o piorou.

    Obrigado.
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  5. #5
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    releio com o maior prazer




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  6. #6
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    é, agora que li novamente está muito legal. Creio que eu associei erroneamente os problemas gramaticais que tinham na sua história com a nota final que você já apagou, como se ela "justificasse-os". Mas bem, você corrigiu e está bem melhor. Digo isso também pois quando fiz o comentário eu já tava caindo de sono pois tinha cabado de voltar do trabalho. As batalhas tão muito legais, só uma coisinha que eu não entendi, ou tentei entender:

    - Eu encontrei, enfim, um modo de te destruir.

    O demônio estava sorrindo, como quem encarasse aquilo como um blefe apenas.

    - Essa esfera mágica... tudo que você tem recebido é através dela, Incubo. Logo, se ela for destruída, você irá para as profundezas junto a ela.
    - Como é que é? - arregalou os olhos, observando com espanto para o Capitão. Sorrateiramente, agarrou-lhe pela gola da armadura e o arremessou contra a escadaria da sala, mantendo-o longe da tal esfera.
    - Não vai adiantar. Vamos acabar logo com isso.
    Como Svan descobriu? ou ele apenas jogou verde pra ver a reação do bixano, e comprovou a tese quando foi arremessado?

    peço desculpas pelo comentário precipitado, a intenção não foi pejorativa

    rumo ao último?
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  7. #7
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    Bom, moçada, este é o capítulo final do meu roleplay. Estou feliz que ele tenha chegado até o fim. E de quebra, pra comemorar meu post de número 1000. Eu fiz, refiz, li, reli, e ele ficou pronto depois de eu quebrar bastante a cabeça. Espero que gostem deste último capítulo.

    Quero agradecer a todos que me acompanharam e deixaram seus comentários aqui, especialmente Emanoel, Hovelst e Claudio di Martino. Suas opiniões foram muito importantes para a construção da minha estória. Obrigado, de verdade.

    Enfim, chega de conversa. Aí vai!
    --------------------------------------------------------------------------
    CAPÍTULO 11 - A FEIRA DE DÉCADAS

    Eram sete horas da manhã de sábado. O continente parecia apático. Obviamente, a felicidade era geral pela destruição completa do Incubo, mas não era completa. O Capitão Svan havia morrido na tentativa. E era isso o que mais pesava no coração da Rainha Eloise, que estava parada, acompanhada de dois guardas, exatamente no portão principal do Castelo. Vários comerciantes passavam pra lá, e pra cá, afinal a cidade toda havia sido reconstruída, graças ao trabalho de todos os magos residentes nela. Alguns novos, alguns que já estavam aposentados de seus artefatos mágicos, todos eles trabalharam e re-levantaram a cidade. E a Rainha estava orgulhosa. A Feira de Décadas se iniciaria logo depois do meio-dia.

    - Peço desculpas, Mercy - a Rainha Eloise dirigia-se ao espião. - Tenho vergonha por ter desconfiado de você, meu homem de confiança. Tenho também consciência do risco que correu. Espero que me perdoe.
    - Tudo bem, Rainha - os olhos de Mercy estavam dispersos. Sentia a falta do Capitão Svan. O momento era crítico. - Até mesmo o nosso Capitão cometeu o mesmo erro. Mas houve tempo suficiente para o reparar. Sem problemas, está tudo resolvido - completou, dando-lhe um sorriso forçado.

    O trânsito era maior que o normal. Em cada esquina, em cada rua estreita ou larga, em especial na Avenida Principal de Carlin, comerciantes do continente se espremiam para armar suas tendas. Nenhum deles tinha a menor noção da perda que significava o Capitão, depois de quinze anos servindo fielmente o exército de Carlin. No portão leste, cada vez mais e mais pessoas chegavam. As pousadas estavam à toda. Em alguns minutos, os cidadãos e comerciantes, já prontos para a Feira, dirigiram-se para a parte da frente do Castelo. Esperavam um discurso da Rainha. Um discurso de abertura para a Feira. Eloise dirigiu-se até a torre frontal, e aguardou por alguns minutos até a balbúrdia se normalizar. Enfim, começou.

    - Cidadãos do continente - forçadamente, um sorriso -, é com tristeza que eu venho a vocês iniciar essa Feira. Como todos devem saber, Tibianus III morreu. Isso aconteceu porque, numa tentativa enlouquecida de destruir esta cidade - esta cidade que estão hospedados -, ele resolveu trazer à tona um demônio.

    Um arrepio correu pela multidão inteira. Alguns comerciantes se entreolharam, tentando buscar uma resposta para uma dúvida que lhes invadia a cabeça, depois das palavras da Rainha: Vou embora, ou não?

    - Mas - Eloise continuou, engolindo seco -, existiu um homem capaz de deter tal demônio. Ele era Capitão Svan. Svan foi capitão, foi homem, foi herói, como jamais qualquer um será, afirmo isso com toda a certeza do meu coração. Mesmo sabendo dos poderes do Incubo, ele não fraquejou, e dirigiu-se determinadamente até a cidade de Demona, e o destruiu.
    - ONDE ESTÁ SVAN AGORA? - uma voz surgia da multidão.
    - Pois bem - Eloise dava continuidade -, Svan encontrou uma forma de destruir o demônio. Mesmo sabendo que lhe custaria a própria vida, o Capitão não hesitou e o fez. Sem pesar no coração. Sem pensar em sua própria vida. O fez, pelo bem da humanidade.
    - AFINAL, NEM O CAPITÃO SVAN FOI CAPAZ DE DERROTAR O DEMÔNIO!
    - Que absurdo! Tudo que temos aqui, cada pedra, cada castelo, a cidade onde vivem, senhores - Eloise fez uma pausa -, tudo se dá por causa do Capitão Svan. Porque ele foi homem para dar sua vida em razão do continente. Tudo que temos hoje é sua decendência, é o seu legado. Espero que tenham consciência disso.

    Um silêncio tenebroso ocorreu-se, seguido de um grito da multidão.

    - AO CAPITÃO SVAN! O HERÓI DO CONTINENTE.

    No terraço do Castelo, uma estranha figura observava tudo atentamente, com lágrimas nos olhos. Estava sentado sobre os calcanhares, apoiado em sua espada que estava cravada no telhado. Espada que tinha um brilho inacreditável. Espada que jamais perdera seu fio.

    - Ao Capitão Svan, meus comandados - a Rainha já chorava. - Declaro aberta a Feira de Décadas. Divirtam-se.

    A figura no telhado então levantou-se. Agil, como um gato, lançou seu corpo por trás do Castelo e caminhou equilibradamente sobre o muro. Saltou para o lado de fora, e seguiu a estrada de terra, em direção a nada. Enfim, tinha encontrado seu lugar. De volta à estrada. Os últimos quinze anos que viveu foram vividos em razão de outras pessoas, em razão de salvar suas vidas. Enquanto caminhava, conversava consigo próprio.

    - Mesquinharia, barganhas, ganância - falava pausadamente -, o continente ainda não está preparado para receber heróis ou vilões. Não está preparado para a misericórdia de Crunor. Fiz meu trabalho aqui. Espero que as coisas mudem.

    Caminhou durante cerca de dez minutos, quando chegou na costa, em Northport. Olhou o próprio reflexo na água, tentando manter sua expressão branda. Não havia mais nada a ser feito. Apenas pegou água e molhou o rosto e os cabelos, quando percebeu um navio aproximando-se. Inteiramente branco, com exceção do casco, que era de metal prateado. A ancorada era impecavelmente limpa, assim como seu convés. Haviam muitas escotilhas, denunciando completamente a estrutura interna do navio. De luxo, não?, pensou. O navio ancorou. Dele, desceu um jovem rapaz, cabelos longos e loiros, presos a uma espécie de ramo silvestre. Usava roupas comuns, demonstrava ser apenas um civil.

    - Olá, cavaleiro - dirigiu-se ao homem -, este é Tibia, não é?
    - Sim - respondeu, com um pouco de desconfiança.
    - Qual é o seu nome, amigo?
    - Prefiro não falar sobre isso. De onde esse navio vem?

    O marinheiro o encarou com um pouco de receio.

    - Vem da cidade de Roxanne, em Verdana. Sempre navegamos de continente em continente, buscando por pessoas que queiram mudar de vida, ou alguma coisa próxima disso.
    - E por que fazem isso?
    - Existem muitas coisas erradas em Roxanne. Procuramos por alguém que as solucione. A maldade transborda, no continente de Verdana.

    O cavaleiro olhou novamente seu reflexo na água. Será um novo desafio para mim? Pensou por vários segundos, quando teve seus pensamentos despertados pelo marinheiro.

    - Pense bem no que fará. O navio sai daqui a vinte minutos. Essa cidade é muito pouco populosa, mas fico feliz de ter encontrado ao menos uma alma viva por aqui.
    - Mas como é que... - o marinheiro subiu as escadas ao convés, deixando-o para trás.

    Encarou o casco do navio. Tomou sua mochila, e decidiu por acompanhar o marinheiro.

    - Sinto muito, cavaleiro, mas preciso saber seu nome. É necessário para o registrar como passageiro, para que não seja visto como clandestino.
    - Capitão... o que acha de dez moedas, e esquecemo-nos do nome?
    - Ótimo.

    O navio partiu, levando consigo o cavaleiro e todos os seus sonhos. Sabia que haveria mais um desafio. E estava em busca do mesmo. Seu trabalho em Tibia já tinha se cumprido, não havia nada mais para se fazer. Estava satisfeito. E desejoso de outras aventuras.

    - Rainha Eloise... sentirei sua falta.

    O navio, então, sumiu no horizonte.
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
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  8. #8
    Avatar de Luck the Mage of Darkness
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    hsauhshuas
    soh falto isso no fim
    "TO BE CONTINUED"
    uhashauhsuhasuhas
    bah tava rox a historia......
    mas fala serio uns comment kerendo corrigi as coisas mais ridiculas.....tipo ortografia e tals....
    fala serio mano....me pergunto se eles liam a historia ou reparava nos erro...
    serio...eu nem lia os comentario dos cara kerendo por erro em td...
    soh algo q ia fica rox acrescenta eh q o melchior eh cego no tibia....se colocasse ele cego na historia ia se rox

  9. #9
    Avatar de Claudio Di Martino
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    ótimo desfecho, calmo, monótono, digno de um final. A sacada do navio que veio de terras desconhecidas foi interessante pra mim, se houver continuação, é um marco de que Tibia ficou pra trás e você começará num plano diferente em outro lugar.

    Uma unica opinião pessoal que você pode adotar em outras produções(não precisa considerar): eu teria colocado alguma coisa pra pra ser resolvida no último capítulo, só pra tornar mais chamativo, pois alguns podem pensar algo do tipo "ele já venceu, nem precisa ver o fim". O seu capítulo final aparentemente só mostrou como tudo terminou depois da luta entre Svan e o Incubo. Embora eu acho que você tenha deixado pro final a dúvida se Svan realmente morreu, logo seu último capítulo não deixou de ser "imperdível". Me expressei mal, acho, espero que tenha entendido.
    ------------------
    Bom cara, fiquei muito feliz que você tenha completado seu roleplay, foi a primeira história que eu vi chegando no final desde que comecei a acompanhar o fórum. Fico muito feliz pelo seu feito, O Incubo ficou realmente bom. Espero que O incubo II venha o mais breve possível para eu poder ler
    E agradeço pelo reconhecimento, embora eu ache que ainda sou um zé ruela aqui e tenho muito aprender, só leio e comento o que acho
    até mais!
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  10. #10
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    Citação Postado originalmente por Claudio Di Martino Ver Post
    ótimo desfecho, calmo, monótono, digno de um final. A sacada do navio que veio de terras desconhecidas foi interessante pra mim, se houver continuação, é um marco de que Tibia ficou pra trás e você começará num plano diferente em outro lugar.

    Uma unica opinião pessoal que você pode adotar em outras produções(não precisa considerar): eu teria colocado alguma coisa pra pra ser resolvida no último capítulo, só pra tornar mais chamativo, pois alguns podem pensar algo do tipo "ele já venceu, nem precisa ver o fim". O seu capítulo final aparentemente só mostrou como tudo terminou depois da luta entre Svan e o Incubo. Embora eu acho que você tenha deixado pro final a dúvida se Svan realmente morreu, logo seu último capítulo não deixou de ser "imperdível". Me expressei mal, acho, espero que tenha entendido.
    ------------------
    Bom cara, fiquei muito feliz que você tenha completado seu roleplay, foi a primeira história que eu vi chegando no final desde que comecei a acompanhar o fórum. Fico muito feliz pelo seu feito, O Incubo ficou realmente bom. Espero que O incubo II venha o mais breve possível para eu poder ler
    E agradeço pelo reconhecimento, embora eu ache que ainda sou um zé ruela aqui e tenho muito aprender, só leio e comento o que acho
    até mais!
    O reconhecimento que fiz foi por suas opiniões, especialmente sobre o capítulo que descreve o final da batalha entre Melchior e Tibianus III, e o final da mesma entre Svan e o Incubo. Naturalmente, seu comentário me fez reescrever aquele capítulo e pensar bem melhor no último. Foi determinante.

    Falando sobre continuação, eu espero conseguir conduzir O Incubo II de forma plausível e verossímil. Eu espero que as pessoas que leram O Incubo e não comentaram, comentem na segunda edição deste roleplay, que talvez venha a existir, talvez não venha. Tenho apenas esboços. E estou estudando feito um burro de carga.

    Agradeço a todos que passaram por aqui. E fico feliz de ter levantado um pequeno mistério no final do roleplay, sobre a morte (ou não) de Svan. Agradeço a todos, fielmente, de verdade.

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    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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