Curtir Curtir:  0
Página 1 de 3 123 ÚltimoÚltimo
Resultados 1 a 10 de 28

Tópico: A Saga de Baldwin

  1. #1
    Avatar de Thomazml
    Registro
    12-04-2006
    Idade
    33
    Posts
    462
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Post A Saga de Baldwin

    É o meu primeiro rp pro isso eu queria criticas construtivas para a estória. Se vc for dizer “seu rp ta uma bosta” pode dizer, mas diz pq esta uma bosta. Não julguem mal a estória.

    Sim, eu já tinha postado uma parte desse rp neste mesmo fórum, mas como a "inspiração" acabou, tive de me "aposentar". Reformulei toda a estória, reescrevi todos os capítulos e ponderei sobre os conselhos dados anteriormente.

    Bem, chega de enrolação e ai vai o prólogo.


    Prólogo - O Espectro do Terror



    A cidade de Thais estava silenciosa (o que é raro), só a brisa do mar e seu gosto salgado perturbava o guarda da porta oeste de Thais, a maior cidade do continente tibiano. Havia uma pequena alcatéia de lobos rondando a ponte, pelo menos assim dissera o velho druida que habitava o decadente farol.

    Éfron, o guarda, vigiava a estrada que seguia pela costa, entrava na floresta e seguia serpenteante até a luz amarela do farol. Coçando a barba, o guarda esticou as pernas. Como era chato ficar de guarda na porta oeste. Não tinha nenhum perigo, só quando multidões de orcs enfurecidos e sedentos de sangue thaisense tentavam invadir a cidade por todos os cantos ou uma alcatéia de lobos, mais corajosa ou mais burra, se aventurava perto da porta.

    Ansiando para que sua hora de vigia acabasse, Éfron desejou estar em sua casa, perto da lareira quente, com uma cerveja na mão e a filha no colo. Praguejou quando se lembrou que aceitara cobrir o turno de seu colega, Theod.

    Faltava pouco para o amanhecer, mas uma onda de inquietação passou de repente pelo guarda.”É só a brisa” tentava se convencer Éfron “só estou com frio". Entretanto seus músculos treinados não relaxaram, sua mão segurou o punho da espada com força.

    O guarda seguiu pé ante pé até a ameia iluminada pela lua. Reunindo coragem olhou para a ponte. Nada. Éfron respirou aliviado, mas um barulho do outro lado da porta. Correndo, o guarda olhou para a esquina dentro da cidade murada.

    Mal iluminada por um débil lampião, a esquina estava deserta, só havia um vulto encostado, trôpego, na parede da casa vizinha. Xingando todos os bêbados e os vagabundos da cidade, Éfron se se encostou às ameias, para sentir o vento refrescar sua face. Entretanto, ao olhar para o céu, viu as estrelas veladas.

    De repente ele se encontrou paralisado, não conseguia se mexer. Só seus olhos movian, frenéticos, procurando o agressor. Então ele viu. Uma sombra, mais escura que as sombras da noite, se aproximava. A sombra do medo, a sombra da morte. Não fazia barulho nenhum ao caminhar. Sua face estava encoberta por trevas. Mas um chiado indicava que a criatura estava viva.

    Da sombra veio uma risada fria e horripilante, que fez Éfron pensar de tumbas e cemitérios sinistros. “Eu não quero morrer” pensou desesperadamente o guarda; logo seu pensamento foi parar em sua família, em sua pequena filha e em sua doce mulher que esperava ele de manhã.

    Subitamente a sombra chiou, num sussurro: “Finalmente vou conseguir matar o herdeiro...”, então percebeu o olhar desesperado do homem e riu mais uma vez. Pronunciou num murmúrio duas palavras: “exori mort”. Sem grito nenhum, Éfron, guarda de Thais, morreu.





    Caros leitores, peço encarecidamente que comentem a história, para eu poder melhorar nos próximos capítulos.

    Grato, o autor

    Publicidade:


    Jogue Tibia sem mensalidades!
    Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
    https://taleon.online
    Última edição por Thomazml; 28-09-2007 às 17:13.
    Quer participar de uma alta aventura com essa turma do barulho? Quer escrever sobre Tibia, ser enganado por um monge pra lá de pestinha? Achas que tens o que é preciso para esma... digo, para entrar no Hall da fama? Passa lá na Biblioteca-imensa-cheia-de-coisa-e-mundialmente-conhecida!

    Escritos no TebeaBeerre

    -=R.I.P =-
    Aqui já Lucius Cath
    Eterno troll

  2. #2
    Avatar de Yuri de elysia
    Registro
    10-01-2006
    Idade
    32
    Posts
    18
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão Ae cara

    eu li a primeira vez e essa....e ate quando estava no caderno =)


    Bem, você melhorou muito....ta boa......
    só estranhei um "exori mort" mata de 1 hit =O



    só isso mesmo...valeu

    Pirata'Galen

  3. #3
    Banido Avatar de Hovelst
    Registro
    15-03-2007
    Idade
    32
    Posts
    1.102
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Não me lembro de ter visto erros se bem que não estava reparando nisso.

    Apenas para lhe falar. O prólogo tem um clichê de Eragon, o espectro do medo, aqui vira do terror.

    Para mim, faltaram mais descrições do local, do guarda.Da cidade em sim. As coisas aconteceram muito rapidamente, do nada o cara aparece.
    Faltou ornamentar a história.

    E também o relacionamento da história. Que tinha a ver a alcatéia com a história? Tem que relacionar todos os pontos da história entre si. Para não ficar sem sentido.

    E ficaria mais verossímil, se uma espada fosse cravada no peito do guarda.

    Acho que por enquanto é só.

  4. #4
    Avatar de Steve B
    Registro
    19-05-2007
    Localização
    Maravilhosa
    Idade
    32
    Posts
    1.727
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Eu prefiro histórias que não usem ou evitem ao máximo o uso de parênteses, e você fez isso logo na primeira linha.

    E, como o Hovelst falou, ficou sim com cara dessas histórias moderninhas de fantasia, tipo Eragon. Não que isso seja necessariamente ruim.

    Esperando o próximo capítulo.

  5. #5
    Avatar de Thomazml
    Registro
    12-04-2006
    Idade
    33
    Posts
    462
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Obrigado a todos os que postaram. Hovelst, eu tinha postado essa história a muito tempo, e, como não fez "sucesso", seria incrível se você lembrasse dela. Além do mais eu mudei o nome do protagonista.

    Sobre a história ser parecida com a do Eragon, reconheço que amei a primeira parte do primeiro livro e resolvi "adptar". Infelizmente, o computador em que eu escrevo deu um problema, por isso tive de postar o prólogo sem estar muito revisado.

    As coisas aconteceram muito rápido? Sim, de propósito! Erreonamente ou não, fiz isso para tentar criar um clima de suspense. Quem é o matador? Por que ele matou? A alcatéia "enfeita" a história, mas mais tarde poderá ser um detalhe importante...

    Acho que uma espada no peito é mais "humano" do que uma simples energia maléfica que destrói tudo o que toca. Bem, la vai o primeiro capítulo:

    Capítulo -1 O carvalho, a lua e a bruma

    Algumas horas antes:

    Lyr, o sábio, andava rapidamente entre os altos pinheiros da encosta íngreme das Montanhas Fêmur, uma cadeia de montanhas que divivia o grande continente. Das árvores se desprendia um forte cheiro de resina. O vento ululava pela floresta, tocando as faces envelhecidas do renomado druida. Seu nariz adunco se assemelhava a um bico. Seus olhos eram azuis profundos emanando uma idade incalculável, um poder respeitável e uma seriedade venerável. Sua coruja de estimação, Quentim, sobrevoava em círculos seu mestre. As penas da ave eram brancas e seus olhos, espantosamente azuis, iguais aos de Lyr.

    A barba branca do druida se confundia com a névoa que encobria os pés das grandes árvores. O cajado de cedro nodoso batia compassadamente no chão fazendo um barulho estranho que ecoava pelo vale, como um chamado. As vestes azuis deixavam claro que pertencia ao Alto Conselho da ordem dos druidas. Uma espada fina brilhava pálida em sua cintura, refletindo a luz da lua cheia. O orvalho cobria a vegetação rasteira, mas a roupa do druida nem se molhava, como se só o espírito de Lyr estivesse andando pela floresta.

    Subitamente, o ancião parou de andar. Estava em uma grande clareira, no meio dela havia um carvalho frondoso que balançava seus galhos ao sabor do vento norte que varria a árvore. O carvalho era enorme, atingia mais de sete metros de altura e era tão grosso que seis homens podiam tentar formar uma roda de mãos dadas em volta dele que não conseguiriram. Seu tronco não se dividia até chegar aos quatro metros acima do solo. Nessa altura, a árvore formava uma coroa, com cinco bifurcações. Em cada bifurcação tinha sido esculpido no próprio carvalho, eras atrás, um trono simples. Para subir aos tronos, só com magia, pois o tronco era duro e liso, não permitindo escalada de qualquer tipo.

    A clareira e a árvore exalavam uma força sobrenatural. Cada centímetro do carvalho era iluminado pela luz lunar, criando uma atmosfera mágica. A área era deserta de animais, e o silêncio pesava sobre o local. Só se ouvia os raros pios de Quentim. O vento pareceu parar, a luz da lua emoldurava a cena: um velho aprumado, ereto, perto de uma árvore secular, com uma coruja no ombro. Lyr estava imóvel, como que esperando um sinal. Seus olhos estavam fechados e sua face estava descansada. Era como se o druida estivesse dormindo profundamente.

    De repente, os olhos de Lyr se abriram, emitindo uma luz azul clara. O druida respirou profundamente várias vezes, sentindo o cheiro da floresta penetrar narina adentro. Magia estava misturada com esse cheiro. Magia antiga, mas magia poderosa. O vento norte então soprou mais forte. Caminhando lentamente Lyr chegou até o carvalho e deu uma pequena pancada na árvore com seu cajado. O som que se seguiu foi assombroso. Um prufundo e grutual gemido se propagou pelo vale. Parecia irradiar do carvalho místico. As árvores pareciam responder, dos altos pinheiros o som ecoava. Toda a floresta tocava numa harmonia perfeita.

    Três vezes Lyr desceu seu cajado, três vezes o barulho inundou o vale, três vezes Quentim piou alto, três vezes a bruma se agitou. O druida desceu o seu cajado de novo, mas dessa vez, o alvo era o chão. Com o toque, a terra se revolveu, transformando-se em uma escadaria que ia até a plataforma dos tronos. Com uma agilidade impressionante para um velho, Lyr galgou os degraus. Chegando a coroa, sentou-se em um trono. A escadaria de terra se dissolveu assim que o druida murmurou um feitiço. Lyr ficou parado, sentado no trono como uma estátua esculpida pelo tempo. Esperando um sinal, uma resposta.

    Finalmente a resposta veio: um longo uivar de lobos que fez a lua estremecer e o sangue gelar. As penas de Quentim se eriçaram, o uivo abalava a alma. Entretando, seu mestre apenas esboçou um sorriso em seus lábios rachados. Parecia estar se divertindo com o medo da sua coruja. Calmamente acariciou a cabeça de Quentim e sussurrou palavras de conforto. Depois olhou para a névoa que pairava na orla da clareira.

    Entre a bruma, quatro figuras adentraram na clareira. O pequeno sorriso de Lyr abriu-se mais. Tudo corria conforme o combinado. Eles estavam vindo. Chegando perto do carvalho, as formas se revelaram.

    Três eram grandes. Seus pelos eram negros e seus olhos brilhavam vermelhos, suas caudas balançavam compassadamente e, em suas bocas, dentes pontiagudos reluziam ameaçadores, feitos para estraçalhar carne. Eram lobos, os três lobos da noite. Cruéis, velozes e mortíferos, acompanhavam sempre seu mestre. Seu uivar medonho era ouvido aonde quer que seu mestre ordenasse e sempre obedeciam suas ordens.

    Entre eles estava um urso gigantesto. Seu rosnar assustaria a todos, suas garras despedaçariam rochas e seus olhos amarelos amedrontariam muitos, se estivessem em fúria. Sua pelagem marrom escura se confundia com os pinheiros. O olhar era sarcástico e apreciava ver pessoas sendo mortas. Seu corpo se movimentava num balancear macabro.

    Anormalmente, os passos das criaturas não faziam barulho. A névoa se ergueu e os galhos do carvalho se agitaram, como se a saudar os recém-chegados. Lyr emitiu um pio agudo e sua coruja o imitou, homenageando o chefe do alto conselho.Os lobos uivaram em resposta, mas o urso se manteve calado o tempo inteiro, como mandavam os ritos.

    Findo o barulho, o urso rosnou alto, levantando as patas dianteiras para a lua, como que fazendo uma estranha prece. Quando o ruído terminou, o urso começou a se transformar: pelos caíam, estatura diminuía e uma cabeleira prateada cascateando pelos ombros da bela figura.

    Seus olhos eram amarelos como os do urso, seus lábios eram finos e sua voz era grave. Estava vestindo uma pele de urso, uma linda tiara de prata adornava sua cabeça e um magnífico cinto de ouro ornamentado com diamantes em forma de diversos animais pendia na cintura. Ela era Kily, das muitas formas, senhora da lua e líder do alto conselho druídico.

    A bruma se ajuntou em volta da mulher e ergueu-a até o maior trono, onde ela se sentou. Os lobos da noite ficaram quietos, perto do carvalho, com a língua para fora, olhando para sua mestra. Essa se levantou depois de um tempo, e exclamou com os braços erguidos:

    -Bruma! Das infinidades escuras das florestas, eu te chamo!

    O terceiro trono foi subtamente ocupado por uma forma etérea com uma silhueta humanóide. A forma se ajoelhou perante Kily e disse num sussuro:

    -Me apresento, conforme me foi ordenado, senhora da lua!

    -Tome seu lugar no conselho – respondeu a outra

    A figura se sentou no terceiro trono. A druida ergueu-se novamente e pôs as mãos no carvalho, invocando sua presença. Galhos começaram a envolver o quarto trono, formando, como a Bruma, uma forma humanóide. O carvalho também se apresentou para a chefe do conselho e para ele, ela ordenou que voltasse e sentasse no seu respectivo trono.

    - Pensávamos que Eldwin, as mãos que curavam, estivesse morta- disse o espírito da árvore com sua voz grave.

    - De fato – respondeu seca e laconicamente Kily

    - Então quem estamos esperando para começar a reunião? – inquiriu o espírito da bruma, sempre aos sussuros.

    - A quinta pessoa – respondeu rispidamente a druida, deixando claro que era para parar de fazer perguntas.

    E o tempo se passou, a lua passava sobre as nuvens, incidindo sobre o conselho calado e imóvel. Eles pareciam imagens milenares esculpidas na árvore. Só Kily de vez em quando se movia, e mesmo assim só mexia os intensos olhos amarelos da quinta cadeira para Lyr, aonde os olhos emitiam fagulhas de irritação, e voltavam a encarar o trono vazio.

    A lua descia quando, de repente uma sombra surgiu perto do quinto trono. Os espíritos se levantaram surpresos e, segundos depois disseram, irados:

    - Blasfêmia! – disse a bruma erguendo-se – como a senhora deixa que um reles bruxo* entre no antro sagrado?!

    - Saia daqui invocador infernal, servo de Zathroth! – rugiu o carvalho, levantando os punhos nodosos contra a sombra.

    - Parem! Calados! Tudo o que deverá ser explicado será! – exclamou furiosamente a chefe do conselho

    Imediatamente, como se estivessem sob um feitiço, os dois espíritos se aquietaram e se sentaram em seus respectivos lugares, silenciosamente. Contudo, ainda lançavam olhares furiosos para a sombra. Lyr olhava curioso para a mesma e a druida bocejava, como se estivesse entediada.

    A sombra se adensava, formando contornos de um homem alto.Momentos depois um chiado lento anunciava a vinda do bruxo. O vulto começou a se mover, lentamente. Foi caminhando até Kily, mas caminhando não é a palavra certa, já que seus pés não encostavam no platô. Ele fez uma reverência grosseira para a druida.

    - Tire o capuz e faça a reverência de novo – falou secamente a chefe do conselho

    A contra-gosto o vulto se ajoelhou, dizendo numa voz fria e aguda:

    - Eu Nathan, senhor dos espectros, me apresento conforme me foi ordenado

    - O capuz, bruxo, tire o capuz – repitiu Kily num sorriso cruel, ela sabia o porquê dele não tirar o capuz.

    Lentamente, contra sua vontade, sob o feitiço da druida, Nathan retirou o capuz, revelando sua face: uma cabeça desprovida de qualquer cabelo ou pelo, branca, não como a lua, mas de um branco doentio, profano. Quando o senhor dos espectros ergueu a cabeça todos, menos Kily, se assustaram com a face cadavérica, sem nenhuma emoção estampada, olhos vermelhos e oblíquos. O nariz era ofídio, parecido com o de uma serpente. O manto negro que cobria todo o resto do corpo era decorado com delicados símbolos cabalísticos em vermelho sangue.

    - Agora pode sentar-se, senhor dos espectros – falou Kily, dizendo o título com desprezo e escárnio

    Nathan sentou-se calmamente, sua face ainda não transparecia nenhuma emoção. Os espíritos olhavam para ele com um ódio profundo. Lyr esperou Nathan se acomodar e começou a falar:

    - Espíritos do poder! Senhora da lua! Convidado distante! Aqui estamos para esclarecer alguns pontos.

    "Primeiro, gostaria de lembrar que todos aqui têm de deixar de lado toda e qualquer rivalidade entre si, pois só como um grupo unido tomaremos uma decisão correta.
    Segundo, o rei de Thais acabou de ter seu filho ontem, e, como está escrito na profecia, a criança que nascesse no ultimo dia do outono destruiria As Seitas.
    Terceiro, a localização da criança, assim como a da sua mãe e conhecida por nós, na casa de Lorth, o sortudo, e suas origens indicam que ela será uma poderosa guerreira. Entretando, a criança deve sobreviver, senão, rezam as profecias, toda a obra dos deuses será destruída e O Ragnarok, O Armagedon, começarão.
    Quarto ..."

    Nesse momento Nathan começou a gargalhar. Lyr parou de falar supreso, mas os outros membros do conselho não ficaram com essa expressão tão amistosa. Nathan não parava de gargalhar, uma gagalhada fria, cruel, doentia e sem nenhuma felicidade.

    - O que é isso? – falou Kily olhando com desagrado para o bruxo – a sua função é somente invocar os espíritos para proteger a criança! Não gargalhar imbecilmente como um débil mental!

    - Rio da face idiota que você estampa – falou Nathan, pela primeira vez com um sentimento na voz: o ódio. – Vocês são uns tolos!

    - Redima seu comportamento ou será punido!

    - Punido?! Hahahahahahahahaha! Porque vocês acham que eu vim? Para proteger a criaturazinha? Não! Agora que sei onde ela está, vocês estão perdidos! - Nathan cuspia enquando bradava sua traição

    Todos estavam parados, chocados demais para fazer algo, então o bruxo continuou a falar:

    "Meu melhor espectro irá até a mil vezes maldita criança e comerá sua alma! Me juntei a hienas como vocês só para saber se a criança era mesmo a escolhida! E como vocês me informaram onde ela está, minha tarefa será mais rápida! Logo Zathroth poderá voltar e destruirá todos vocês!"

    - Não se nós pudermos te impedir! – falou a chefe do conselho erguendo as mãos e começando a murmurar um encantamento.

    - Pode desperdiçar sua saliva, meretriz! Deixa eu me apresentar: Curza, filho de Duran, líder da maior seita dedicada ao deus ancestral, chefe dos Espectros da Escuridão, portador da morte, principal adorador da serpente demoníaca, general dos guerreiros do caos e chefe das bestas infernais! Seus reles encantamentos não podem me atingir! – rugiu Nathan, ou melhor: Curza.

    - Filho do demônio abissal! Eu terei o prazer de separar cada centímetro de sua pele e cuspir na sua carcaça agonizante! – urrou Kily se transformando no urso gigantesco que fora a algumas horas.

    Com isso parecia que o bruxo não contava, já que tentou desesperadamente descer do carvalho, que agitava os galhos numa tentativa frustada de agarrar o inimigo. O urso saltou para baixo perseguindo Curza. Este entretando, ao pisar no solo da floresta, rapidamente gritou um encantamento numa língua obscena, há muito banida da humanidade. Com os lobos a poucos metros de distância Curza parecia perdido. A bruma se envolvia ao seu redor, tentando sufocá-lo.

    Subitamente a bruma se dissipou, seu espírito morreu se contorcendo no carvalho. Ao lado do bruxo estavam dez sombras que se adensavam mais e mais. De cada sombra dois olhos vermelhos espiavam furiosos. Seus contornos eram indefinidos, mas elas absorviam toda a luz ao redor, eles eram os espectros da escuridão.

    Os lobos de Kily partiram para cima dos espectros, estraçalhando pescoços e arrancando nacos de carne esbranquiçada. As sombras soltavam urros de dor quando eram atingidas. Depois de alguns momentos, os lobos pararam de se mexer. Tinha algo de errado neles, seus olhos estavam baços e de suas bocas pendia uma baba verde pútrida. Caíram no chão. Mortos. Nunca mais se ouviria os assustadores uivos dos lobos da noite.

    Kily rosnou de ódio, matando com suas garras os espectros restantes. Curza sorria, seu plano estava dando certo, os nefastos lobos tinham perecido. Quando o último dos espectros tombou ante o feroz urso, o bruxo respirou fundo, absorvendo magia. Suas mãos se moviam rapidamente e ele recitava freneticamente a fórmula proibida. De toda clareira, milhares de sombras surgiram, ao seu chamado, causando uma terrível escuridão.

    No meio dela Lyr escutou uma voz lhe sussurando ordens: "Fuja! Cuide da criança! Eu vou tentar detê-los! Você deve sobreviver por ela!". Com uma lágrima nos olhos, Lyr se teletransportou para fora da clareira, deixando para trás o urso e o amor de sua vida. Mas ele tinha de sobreviver, pela criança, tinha de impedir o Armagedon. Assim, caminhou rapidamente para longe da única mulher que ele amou na sua vida. A criança estaria em segurança, prometeu.

    As ávores mágicas do mundo inteiro encheram seus corações de ódio, mas não podiam fazer nada, apenas ver o fogo se adensar no frondoso carvalho. A lua desceu, entretanto nunca mais irá brilhar tão intensamente, pois Kily, das muitas formas, senhora da lua e líder do alto conselho druídico, estava morta.



    * Bruxo na minha história significa um mago que utiliza espectros/demônios/humanos para sua magia.



    Bem, o capítulo ficou de bom tamanho. Críticas, sugestões serão bem vindos no tópico.




    Publicidade:


    Jogue Tibia sem mensalidades!
    Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
    https://taleon.online
    Última edição por Thomazml; 01-10-2007 às 19:20.
    Quer participar de uma alta aventura com essa turma do barulho? Quer escrever sobre Tibia, ser enganado por um monge pra lá de pestinha? Achas que tens o que é preciso para esma... digo, para entrar no Hall da fama? Passa lá na Biblioteca-imensa-cheia-de-coisa-e-mundialmente-conhecida!

    Escritos no TebeaBeerre

    -=R.I.P =-
    Aqui já Lucius Cath
    Eterno troll

  6. #6
    Avatar de Kamus re
    Registro
    17-10-2004
    Localização
    Salvador
    Idade
    34
    Posts
    3.642
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Primeiro, seja bem-vindo de volta.

    Segundo, demore mais de postar os capítulos, para que mais gente tenha tempo de ler ;D

    E, sobre a história, o que eu posso dizer é que está num bom nível, extremamente bem descrita e estruturada. Só o enredo que não me agrada muito, por ser algo muito fantasioso, mas isso é pessoal.

    Por enquanto é tudo que tenho a dizer. Continua o bom trabalho e espere mais comentários pra postar o próximo.

    Boa sorte!

    ··Hail the prince of Saiyans··

  7. #7
    Avatar de Illarian Family
    Registro
    13-08-2006
    Posts
    492
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Prólogo:

    1. Se você tenta ser fiel a Tibia, desde quando Thais tem portão oeste?
    2. Seguindo a metodologia acima, o nome do demônio é Zathroth.
    3. Você já viu uma alcatéia de abacaxis? Não? Nem eu. Alcatéias só podem ser de lobos. Falar que viu uma "alcatéia de lobos" é como falar que "subiu para cima".
    4. Achei meio estranho um guarda como herdeiro de algo importante...

    1º Capítulo:

    1. Para mim, ficou meio com aparência de prólogo, sem começar muito bem a história e com mistério demais.
    2. Eu vi alguns erros desde o início. Mas já tinha esquecido deles quando terminei de ler. O capítulo ficou MUITO grande. Vá na calma, parceiro. Se fizer outro capítulo assim, pelo menos me avise para trazer um copo d'água antes.
    3. Só me lembro de 2 erros dessa parte. 1: o correto é "estivesse", não "estive-se". 2: creio que o adjetivo seja "druida" e não "druidico" ou como você o botou.

    Por enquanto, só isso. Mas havia outros erros.
    Abraços.

    Editado: não ligo para que o prólogo tenha se parecido com Eragon. Para mim nem pareceu tanto. Agora, O ESPECTRO CHAMAR-SE CURZA É SACANAGEM (nos dois sentidos)!
    Última edição por Illarian Family; 28-09-2007 às 22:09.

  8. #8
    Avatar de Thomazml
    Registro
    12-04-2006
    Idade
    33
    Posts
    462
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Muito obrigado a todos que postaram dando elogios, críticas sugestões.

    Kamus re, visando não entediar os leitores, dividirei os capítulos em duas ou mais partes. Amanhã já sai a primeira parte do segundo capítulo. Muito agradecido pelos elogios.

    Illarian Family -
    1 Desculpe se me exprimi errado, o que eu queria representar seria a pequena porta sudoeste, que guarda a estrada que leva ao farol.

    2 Pequeno erro de ortografia, obrigado.

    3 Desculpe-me se pareceu para você uma redundância falar uma "alcatéia de lobos", mas tem pessoas que podem não saber desse fato, assim como podem não saber que o coletivo de borboletas é panapaná

    1 - É para ser misterioso. Seu eu pusesse como prólogo, ninguém iria ler meu rp.

    2 - Vide a explicação que dei para o Kamus Re. Você não precisará do copo d'água, nem de um calmante (assim espero).

    3 - Corrigido. Vou verificar se é druídico ou druida mesmo.

    4 - curZA filho de DURan (entendeu? )
    Quer participar de uma alta aventura com essa turma do barulho? Quer escrever sobre Tibia, ser enganado por um monge pra lá de pestinha? Achas que tens o que é preciso para esma... digo, para entrar no Hall da fama? Passa lá na Biblioteca-imensa-cheia-de-coisa-e-mundialmente-conhecida!

    Escritos no TebeaBeerre

    -=R.I.P =-
    Aqui já Lucius Cath
    Eterno troll

  9. #9

    Registro
    08-08-2007
    Localização
    Guarulhos
    Idade
    39
    Posts
    8
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Estou cada vez mais satisfeito em ter feito esta conta no fórum.

    Não sei se dei sorte, mas até agora li rp's de qualidade e promissores. O seu não é excessão à regra.

    Concordo com o Kamus quando diz que você deveria dar um pouco mais de tempo entre um capítulo e outro. Além de dar mais tempo para os outros lerem, deixa um ar de "quero mais" e faz com que as pessoas não se cansem do seu rp facilmente.

    Gostei muito da riqueza de vocabulário. Parabéns.:riso:

    Abraços.

    P.S: Eu não sabia que o coletivo de borboletas era panapaná

  10. #10
    Avatar de Illarian Family
    Registro
    13-08-2006
    Posts
    492
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Sim, sim, sim. Além disso, quando fizer um capítulo grande, você pode separá-los em diferentes posts ou com marcadores bem visíveis, para que os leitores pensem "Hoje, li até a parte 1 do capítulo x. Amanhã, lerei o outro post" em vez de ele pensar "48, 49, 50. É, parei na linha 50.".

    Abraços.

    Publicidade:


    Jogue Tibia sem mensalidades!
    Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
    https://taleon.online



Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •