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Tópico: Wolf Creek

  1. #41
    Avatar de Manteiga
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    Capítulo X
    Um Pouco de Peste


    Onde as forças da natureza se mostram minimas perante a vontade do homem, Ele dá as caras e Jack descobre o chão.

    - Só me deixe cinco minutos a sós com ele em uma salinha trancada – Falei para Alia, enquanto ela me puxava como se eu estivesse tendo um ataque psicótico – De preferência com um porrete.
    - Sério Drago, você está pirando! – Reclamou Jack que nos acompanhava – Mi é um pouco estranho, mas é um cara legal!
    - Pois esse cara legal vai morrer e ninguém nunca mais vai achar os restos dele... – Protestei novamente.

    Estávamos andando pelos corredores de Venore apressadamente, em direção ao depósito. Alia nos convencera à sair caçar, e íamos pegar nossos equipamentos. Ao chegarmos ao depósito, Alia teve um ataque de histeria ao ver uma garota de sua idade, alta, de cabelos louros e olhos castanhos. Trajava uma saia alaranjada e uma armadura de combate dessa mesma cor.

    - Pessoal esta aqui é Zynara! – Falou Alia empolgada ao rever sua melhor amiga.
    - Olá – Disse Jack se aproximando de Alia – Sou Jack Sparrew...
    - Jack cala a boca – Retruquei ao ver a cara de bobo dele – Sou Drago Aaril, muito prazer.

    - Vejo que já conheceu novas pessoas, não é Zynara? Como vai Alia? – Disse um homem atrás de nós. Era alto, tinha cabelos castanhos e parecia ser muito forte. Usava uma manta alaranjada sobre o corpo. Parecia muito sério.
    - O-oi Zeffyx... – Gaguejou Alia ao ver o irmão de Zynara. Aparentemente ela não gostava dele apenas como amigo...
    - Zé! – Falou Zynara surpresa – Não esperava te ver aqui hoje!
    - Até que enfim achei vocês – Falou uma voz atrás de Zeffyx, subindo a escadaria. Viramos-nos para ver Samuca com olhar penetrante – Mi quer ver vocês agora na taverna.

    Decididamente, a taverna me chamava nesse dia cheio de surpresas. Desci a escada de mármore junto com os outros até chegarmos ao andar da taverna, que estava bem diferente do normal. Várias cadeiras de madeira comum haviam sido espalhadas pela sala, um grande palco fora armado com um painel atrás. A taverna, lotada de pessoas, mais parecia uma sala de reunião. Sentamos-nos em uma fileira bem no meio.

    - Caros irmãos e irmãs – Falou uma voz muito conhecida. Repentinamente, Mi subiu no palco, carregando vários pergaminhos – E com grande desprazer que os chamo aqui hoje. Mas infelizmente, nossa líder, Ders, me enviou uma carta, revelando sua situação em Thais.
    Demorei em entender que era uma reunião dos Cavaleiros Sombrios. Mi continuou com um olhar sinistro.
    - Segundo essa carta, escrita por aquele que conhecemos como “Druid”, Thais estaria sendo vítima de um ataque. Uma peste, na verdade. Uma peste de ratos.
    O salão explodiu em risos. Mi nos chamara para isso? Para sair caçar ratinhos?
    - Calem-se! – Gritou Mi – Esses ratos são diferentes de tudo que já vi. Eles parecem ter um estranho veneno poderosíssimo. Ao receber uma mordida, o veneno penetra em sua pele. E não para até você morrer. Ders precisa de ajuda em combate. Peguem suas coisas. Vamos caçar.

    Com um grupo de mais de vinte pessoas, partimos em direção à Thais. Levávamos runas, suprimentos, equipamentos, e acima de tudo, medo de morrer. A viagem a pé duraria dias. Poderíamos jamais chegar em tempo. Mas não iríamos desistir.

    Depois de três dias de caminhada sem parar, chegamos a Thais. A cidade estava repulsiva. Esgoto por tudo que é lado. Corpos atirados em todas as direções. Sangue na estrada. Estávamos em frente à loja de Xodet, perplexos com o que uma simples invasão de ratos poderia fazer.

    Ouvimos um ruído. Pegamos runas de bolas de fogo e nos preparamos para o combate. Dividimos-nos em grupos e saímos analisar a situação. Eu, Alia, Jack, Zeffyx e Zynara caminhávamos em direção ao depósito, quando um grupo de dez ratos saiu das sombras dos prédios e partiram para o ataque. Nos pegaram desprevenidos. Do nada, uma bola de energia azul engoliu os ratos e os desintegrou.

    - Se não fosse eu – Disse um homem alto. Usava um robe negro que lhe cobria todo o corpo. Tinha cabelos negros e uma expressão acolhedora.
    - Mano! – Disse Jack ao ver Druid, seu irmão – Onde está Ders?
    - Na loja de Gamel. Os ratos parecem estar saindo de lá. – Ele disse – Que bom ter reforços. Ei, quem é você? Nunca te vi antes! – Disse Druid olhando pra mim.
    - Sou Drago. Drago Aaril. Entrei na guilda... Hoje...
    - O druida... Sei. Bom saber que temos mais druidas por aqui... – Ironizou Druid.

    Druid era apenas um pseudônimo. Seu nome verdadeiro ninguém sabia. Ele nos levou até a loja de Gamel, que ficava em frente ao depósito. Dentro da loja, estava uma mulher muito bonita. Usava uma armadura roxa e branca, calças rosa e botas cor-de-vinho. Tinha cabelos rosas e uma expressão de cansaço. Ders de Candia, a líder da guilda Cavaleiros Sombrios parecia cansada de tanto lutar.
    - Tentei... Parar... Ratos... Fortes... – Falava ela respirando com dificuldade.
    - Foi mordida? – Pediu Druid preocupado.
    - Claro que não, não sou burra! – Reclamo Ders recuperando o fôlego – Alguém tem que descer e ver a situação!

    - Eu vou – Falei instantaneamente. Nem sei porque – Em Rook eu sempre descia primeiro nas cavernas.
    - Drago, não sei se é uma boa idéia... – Protestou Alia.
    - Alia, eu quero ir. Quero ser útil. Quero fazer a diferença dessa vez...
    - Alia – Disse Druid olhando para a escadaria que levava ao subsolo – Ele sabe o que quer. Cuidado Drago. Não deixe que te mordam!
    - Ok.

    Eu desci a escadaria com um pouco de temor. Acendi uma tocha para iluminar o local, que estava muito escuro. Podia ouvir os ratos caminhando pela escuridão. Se esfregando nas paredes. Esperando o momento certo para pular em cima de mim e dar o bote. Qualquer movimento brusco que eu fizesse, pior seria para mim. Para coroar, pude ouvir passos atrás de mim.

    E a pessoa que produzia estes passos falava. Sussurrava. Logo que começou a falar, pude reconhecer aquela voz. O que ele fazia ali? Estava pondo em risco nossas vidas. Ouvi os ratos se aproximarem. Merda! Eles e preparavam. Senti algo roçar em minhas pernas.

    Era peludinho e parecia ser macio. No momento seguinte, tudo veio abaixo. Ouvi um som de roupas rasgando. Pude ouvir um grito de dor e senti um jorro quente de sangue voar contra minhas pernas. Girei os calcanhares e gritei antes mesmo de ver Jack cair.

    ***

    Não muito longe dali, na biblioteca de Thais, um homem encapuzado abria a porta que levaria à sacada. Havia outro homem ali. Ambos passaram a olhar o desespero na loja de Gamel.
    - Saiu como planejado - Disse o homem que acabara de chegar.
    - Suspenda o ataque - Disse o outro.
    - Sim, meu senhor.

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  2. #42
    Avatar de Plagued Anubis
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    OMG! Quem será que está por trás disso? O.o

    Fico bem legal, está melhorando na escrita. Achei esse um dos melhores capítulos já escritos aqui no seu roleplay. Alguns poucos erros.

    Poste logo o próximo capítulo! Vamos ver o que acontecerá :rolleyes:


    -=|Anubiss|=-

  3. #43
    Avatar de Draconian
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    Cara, ótimo capitulo

    Um dos seus melhores, poderia dizer.

    Sem muitos erros, pelo menos, eu nõa notei importantes.

    Bom, o que eu vou atacar aqui em tua historia, é a descrição.
    Descreva mais, e descreva bem, tu não descreveu quase nada em sua historia, tente ir descrevendo, que irá melhorar a tua historia.

    Quer um exemplo de como descrever bem? olhe isso aqui:

    "Na sala tinha um criado mudo, em cima dele um abajur, com uma luz vermelha de tão velha, e um guarda-roupa velho'

    agora veja este daqui

    "Na sala, tinha um criado-mudo, em um tom arrom bem claro, ele continha em cima um bleo abajur, mas parecia estar velho, pois estava bem surrado, e sua lampada já havia ficado avermelhada. Tinha também um belo guarda-roupa no mesmo tom do criado-mudo, aparentava ser velho, pois já estava bem surrado."

    Qual ficou melhor? O segundo com certeza, os dois se tratam do mesmo lugar, mas o segundo, descreveu bem melhor do que o primeiro, certo? Bom, está é a minha dica, descreva mais e melhor, pois assim tua historia pode ficar ótima!

    Sem mais, Draco

  4. #44
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    Capítulo XI
    Verdade seja dita


    Onde conheçemos Zivrid, Drago reconheçe um ombro amigo e o clima no ar fica pesado


    A noite. Aquela obscura noite na cidade de Thais era a mais longa para qualquer alma que vagasse na escuridão. O manto de veludo negro que cobria o sol, não tinha furos para que a luz passasse.

    A escuridão, porém, podia ser combatida pelas lamparinas ainda inteiras, acesas para iluminar as ruas da cidade e facilitar o trabalho dos voluntários, que colaboravam na limpeza do sangue, do lixo, e dos corpos.

    Mas, na cidade baixa, nenhuma medida era tomada. A cidade baixa, um agrupamento de imóveis que ocupava duas ruas abaixo da rua do templo, era a parte negra de Thais. Ali, criminosos se reuniam e prostitutas faziam seu negócio. Nesta noite, porém, todos os gângsteres estavam em casa.

    Mas ainda havia uma pessoa que desafiava a escuridão. O bispo Sivrid caminhava em passos largos na direção do barco de Thais. Sua roupa típica de um monge, uma batina em tons de marrom, esvoaçava a cada passo apressado do bispo. Ele se aproximou da subida do cais, de madeira simples, mas segura.

    Caminhou pelo cais até achar uma enorme construção naval de três andares. O Barco de Thais. Era feito da melhor madeira de toda a região, mas já estava velho, e certas placas de madeira de seu acabamento já rangiam e tinham vontade de cair. Os detalhes de madeira no casco do navio também estavam bem surrados.

    O bispo caminhou pé ante pé até se aproximar de uma escada de madeira vagabunda, forjada com sipós dos piores carvalhos das Planícies do caos. Desceu a escada, já frágil, e chegou ao depósito. Era vazio. Tinha o mesmo chão de madeira imundo do resto do navio, paredes de carvalho grossas e adornadas e dois pilares, também de madeira, cheios de detalhes e cordas no meio do salão, que serviam para sustentar o resto do barco.

    Sivrid se esgueirou pelas paredes grossas do navio e chegou ao seu carregamento. Uma pilha de caixas de madeira comuns, quadriláteras. As caixas simples eram o grande tesouro daquela noite. Sivrid retirou um pé de cabra de sua batina com cuidado. Colocá-lo ali fora um grande problema.

    Ele arrombou uma das caixas e admirou seu conteúdo. Um grupo de frasquinhos verdes com um líquido negro dentro de cada um. Estavam muito bem empilhados, e ocupavam todo o espaço da caixa. Poções de Pústula Negra. As mesmas usadas por Sivrid para poluir o esgoto.

    Isso que ele havia feito era imperdoável, mas o que faria seria ainda pior. Mas seu mestre o recompensaria muito bem. Sivrid pegou um dos frascos e o jogou no mar através de uma janelinha na parede mais próxima dele. Era hora de se livrar das evidências

    ***
    O dia seguinte raiou com um sol com medo, calmo e claro. Aquela manhã do último mês do ano, nunca vai esquecer, foi a mais triste que já tive o desprazer de ver. A animação era pouca quando levantamos. Havíamos-nos hospedado nos quartos acima da loja de Frodo, por enquanto.

    Alia estava sentada em sua cama, ao lado da parede. Segurava sua cabeça com os braços, que estavam apoiados à suas pernas. Seus longos cabelos caiam em seu rosto e escondiam suas lágrimas. Alia estava de luto.

    Relutante, eu entrei no quarto. Estava usando roupas negras, à pedido de Ders e pela ocasião. Caminhei com calma, lentamente até chegar à cama de Alia. Fitei minha amiga, chorando em silêncio e se torturando por dentro. Não podia condená-la por isso.

    - Está na hora de ir – Eu falei com simplicidade me ajoelhando em frente à cama de Alia – Se torturar assim não vai fazer a dor passar.

    Alia nada disse. Apenas se levantou, soluçando, e caminhou com dificuldade até chegar perto de mim. Abraçou-me e apoiou sua cabeça em meu ombro. Eu apenas apoiei minhas mãos em suas costas.

    ***
    Caminhávamos em silêncio. Cada lembrança feliz que aparecia em nossas mentes era como uma tortura interna. Caminhamos até chegar à igreja de Thais. A igreja tinha pisos e paredes feitos de mármore branco, um altar coberto por um pano de veludo vermelho com bordados de ouro, já desfiado.

    Suportando o teto, haviam pilares de mármore, também brancos. Um tapete de veludo, no mesmo estilo do pano do altar fora posto em linha reta de fronte ao altar.

    Ao lado direito do tapete, dezenas de cadeiras foram espalhadas. Do lado esquerdo também. Eram cadeiras estofadas vermelhas, feitas de madeira, porém já sem qualidade, por excesso de uso. Várias pessoas, usando preto, sentavam-se nas cadeiras. Eu e Alia sentamos-nos ao lado de Zeffyx e de Zynara.

    O cenário até poderia ser bonito, se não fosse um último detalhe. Apoiado sobre uma mesa de madeira, estava um caixão. De mármore, dessa vez negro. Tinha alças prateadas e fora forrado com veludo azul-marinho. Tinha adornos em ouro puro, como faixas e anjos. Usando negro, descansava no caixão, meu amigo Jack.

    ***
    Em uma choupana de palha simples, oculta no meio de uma densa floresta, um homem usando um terno negro e capuz falava com um bispo.

    - Se livrou das poções? – Pediu o homem encapuzado.
    - Sim, meu mestre – Respondeu o bispo Sivrid.
    - Ótimo – Falou o homem erguendo-se da cadeira em que estivera – Siga para a próxima etapa.

    ***
    Passos puderam ser ouvidos na igreja, Uma mulher loira, que usava um vestido negro apareceu, subindo uma escada atrás do altar. Carregava um livro negro e o abriu sobre a mesa. Acendeu um candelabro ao seu lado e fitou a igreja com seus olhos azuis. A sacerdotisa Lynda estava pronta, como sempre.
    - Irmãos e irmãs! – Começou Lynda, erguendo seus braços. Eu não prestava a mínima atenção. Estava pensando em Jack. Em tudo que acontecera no subsolo da loja de Gamel.

    - Psss! – Sussurrou uma voz atrás de mim. Discretamente virei minha cabeça e vi Samuca apoiado à minha cadeira com os cotovelos – Preciso conversar com você!
    - Agora não – murmurei em resposta. Isso era hora de bater um papinho?
    - É sério! – Sussurrou, dessa vez mais alto. Ele não pareceu satisfeito ao receber um gesto obsceno meu em resposta – Ei!

    Vendo que não havia jeito, me levantei discretamente e caminhei em direção à porta da igreja. Sai e me apoiei a parede do lado de fora, que dava de cara com a delegacia. Samuca saiu em seguida.
    - Que você quer? – Perguntei a ele.
    - Desculpe.

    Levei alguns minutos para processar o que ele me falara. Não compreendi de imediato o porquê do pedido de desculpas.
    - E por quê?
    - Por ter sido mesquinho. Sabe, ontem de manhã... Eu não sabia que se importava tanto com Jack...
    - Tudo bem; Nunca tive uma vida fácil mesmo... Perder alguém é sempre duro... Mas mesmo assim chorar não o trará de volta. É culpa minha...

    - Não! – Ele protestou – Como você poderia saber que ele ia descer? Era pra ser assim. É desse jeito que eu encaro a vida... E, aliás, achei muito nobre aquele seu gesto. De descer lá.
    - Era pra eu descer – Respondi ironizando.
    - Já vi que essa conversa vai ser longa... – Ele respondeu com um soriso.

    É isso que vou fazer, só pra deixar vcs na vontadeeeee!

    No próximo capítulo: Samuca e Drago se aproximam, e com a proximidade do Natal, decidem tirar um dia de caça. Mas, sempre tem que ter um metido no meio. Mas acima de tudo, esse promete ser um Dia Ruim
    Última edição por Manteiga; 09-04-2007 às 20:00.
    Dezesseis anos depois, estamos em paz.

  5. #45
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    Depois de semanas sem atualizar, aqui está o capítulo 12, não muito importante.

    Capítulo XII
    Dias Melhores


    Onde ocorre uma caçada muito instigante em Monte Sternum

    Depois do inquieto velório de meu grande amigo, o corpo foi levado até o cemitério de Thais. Pessoas e mais pessoas caminhavam ao lado do caixão jogando flores e chorando, dizendo coisas como “Ele era tão jovem” ou “Por que senhor?”.

    Mas eu não conseguia entender o porquê de eu não chorar. Seria pela perda de Tom, no passado? O repentino sumiço de Ama? Bem, eu nem sei por que estou pensando assim... Mas a verdade, é que quando uma porta se fecha, duas se abrem.

    E a primeira era a companhia de Samuca. Mesmo não sendo um “amigo”, tentava me animar, me alegrar. De uma hora pra outra, passei a entender que ele estava preocupado. E me surpreendi. Mas me surpreendi mais ainda com o sumiço de Mi.

    Decidi não queimar meus miolos pensando no que aquele maníaco psicótico estaria fazendo naquele momento. Simplesmente caminhei ao lado do caixão cabisbaixo. Segurando um buquê de rosas vermelhas.

    Chegando ao cemitério, mais uma cerimônia fora realizada e o corpo fora sepultado e encoberto por um montinho de terra, ao lado de tantos outros.Olhei por um segundo na lápide, e não agüentei terminar de ler.

    As pessoas iam se retirando e eu recostei-me à uma árvore próxima e fiquei observando o vento. O chacoalhar das folhas nos galhos, o coaxar dos sapos, o canto das aves, a luz do sol...

    Até que alguma coisa bloqueou a luz solar. Era uma sombra. Era Samuca.
    - Hum... Parece cansado... – Ele disse me olhando de cima a baixo. Agarrou minha mão e me puxou pra cima – Precisa se animar!
    - Samuca eu não... – Tentei protestar, mas ele me agarrou e começou a me arrastar para o norte – Pra onde vamos?
    - Para uma boa caçada!

    Eu fiquei meio confuso, mas depois, pasmo. Olhei para frente e vi nada mais nada menos que o imponente Monte Sternum. Gelei a alma e tentei me soltar, mas foi inútil.
    - Não vamos pra lá! Vamos morrer!
    - Nós vamos sim – Disse Samuca. Soltou-me e tirou nua espada da bainha – E eu vou bloquear os ciclopes. E nós vamos sobreviver.

    - Eu não entro lá de jeito algum! – Gritei.
    - Não confia em mim? Três velórios no mesmo dia seria demais né? Não vamos morrer...
    - E se morrermos serão quatro velórios – Disse uma voz atrás de nós. Nos viramos e vimos uma adolescente da nossa idade, usando preto, é claro.
    - Zynara! – Protestou Samuca com raiva.
    - Calma Drago – Disse Zynara – Caçar com Samuca é muito bom. É sossegado!
    - Ninguém te chamou – Disse Samuca.
    - E precisa? Vamos, dois atiradores são melhores que um.

    Mesmo contra minha vontade, caminhamos nos campos verdes durante alguns minutos até ver a imponente montanha acinzentada chegando as nuvens. Pedras caídas quase bloqueavam um pequeno túnel na orla da montanha.
    - Bem-vindos à Caverna da Árvore Morta! – Disse Samuca alegre.
    - Que Crunor nos abençoe... – Falei assustado.
    - Sem frescura, vamos – Reclamou Zynara.

    Adentramos na caverna. Não se via nada, apenas era possível sentir um leve clima de umidade no ar. O chão enlameado fazia ruídos esquisitos, e as paredes cobertas de limo deixavam o lugar com um leve cheiro podre.
    - Utevo Gran Lux – Murmurou Zynara. Sua Varinha do coração de Dragão se iluminou e revelou o caminho.

    A trilha era esguia. A caverna era tortuosa, com subidas e descidas íngremes. Porém, os túneis eram altos, devido aos moradores daquele lugar bem desagradável.
    - Dizem que os próprios ciclopes ergueram as cavernas – Disse Samuca – Muito cuidado, vocês podem se perder aqui.
    - E o lucro? Como vamos dividir? – Disse Zynara.

    Suas reclamações se calaram imediatamente quando a terra tremeu. Pequenas pedras despencaram do teto e eu quase escorreguei na lama. Felizmente, me agarrei a algo duro. Olhei para cima e vi certo olho me encarar...
    - CICLOPE! – Gritei desesperado – CORRE!

    Samuca bloqueou o primeiro ataque da besta com sua espada. Impedia os ataques fortes com seu escudo e fazia incríveis movimentos para bloquear o caminho da enorme e musculosa besta de um olho só.
    - Ataquem! – Ele gritou desesperado.

    - Siga meus passos – Disse Zynara. Ela recuou e ficou à uma distância segura, mirou sua varinha e passou a disparar. Uma bola de fogo foi lançada com cajado e atingiu o peito do ciclope que urrou de dor. Eu a imitei, e lancei uma esfera de energia com minha varinha do brilho lunar. Em poucos segundos, o ciclope estava morto.

    - E então? – Falou Zynara.
    - Ele tinha poças moedas... Drago ainda preocupado?
    - Sei lá... – Olhei pra mim mesmo. Estava tremendo. Mas acho que daria pra agüentar.

    Caçamos ali durante horas. Samuca tivera alguns problemas com os ciclopes, mas nada que umas runas de cura intensa não resolvessem. Ele era um ótimo cavaleiro. Zynara tinha levado algumas bolas de fogo, e usava sempre que preciso. Eu só atacava.

    - Não consigo trabalhar desse jeito – Reclamou Samuca – Preciso obter meu próprio lucro.
    - Que quer dizer? – Eu falei preocupado.
    - Vou caçar sozinho um tempo – Ele disse e se recolheu por uma rampa a minha frente. Virei-me para ver Zynara pescando em um laguinho dentro da gruta onde estávamos.

    - Nem estresse – Disse Zynara rindo – Eu posso bloquear os ciclopes pra você!
    - Ai, meu Deus...
    Andamos pelas cavernas de Monte Sternum em busca de comida. Afinal, ninguém é de ferro. Caminhávamos conversando pelas cavernas até que o chão tremeu. Um gigante musculoso, de cabeça pequena, com apenas um olho e um saiote marrom na cintura apareceu e parecia irritado.

    Zynara correu ao encontro da besta e começou a correr em círculos em torno de seu imenso corpo. O ciclope ia ficando confuso e errava qualquer ataque que tentava lançar. Ele socava a parede, o teto, o chão, mas nunca nem arranhava Zynara.
    - Agora! – Ela gritou. Mirei minha varinha e disparei vários tiro seguidos. O ciclope percebeu e virou-se para mim.

    Ele correr em minha direção e acertou um soco em minha frente. Zynara deu uma cambalhota entre as pernas da criatura e lançou um ataque por debaixo da saia. Acertou em cheio a virilha do gigante.

    A criatura caiu. Agonizante. Eu subi sobre seu peito e mirei a varinha em seu olho.
    - Até mais, caolho - Disse. Lancei um único tiro e matei o ciclope.

    Depois de muitos episódios parecidos, Samuca nos reencontrou. Quando percebemos, havia se passado toda uma tarde. Saímos da montanha, pelo mesmo caminho da entrada.
    Ver a luz do sol me animou um pouco.
    - Eu nunca mais volto aqui – Disse animado com minha saída de cena.
    - Não diga isso – Falou Zynara – Talvez agente possa programar de novo né?
    - Duvido – Disse Samuca me olhando e rindo.




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    Dezesseis anos depois, estamos em paz.

  6. #46
    Avatar de Sanguinatis
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    Haha comecei a ler ontem e hoje consegui ler tudo, eu não gosto de rookgard (motivos pessoais), mas quando eles chegaram em main a história fluiu legal, a hunt de cyc foi bem legal, espero que continue a escrever.
    Aguardando o porx. capitulo

    Até! _o/

  7. #47
    Avatar de Akilez
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    Li a historia td hj. Tou gostando, so acho que voce tem muitas historias, podia se concentrar em uma s&#243; >de preferencia essa<
    Sobre esse capitulo, ah! Hunt de Cyc em Mont Sternum, que saudade de meu tempo de tibia! Mas no rp parece mto melhor, nao tinha ngm pa dividir o respaw \o/. Sobre o loot, tipo, um barbaro com moedas fika estranho. Voce poderia dizer que juntou as armas dele e depois vender, assim a historia ficaria um pouco mais real. &#201; isso que eu fa&#231;o em Venore. Ah, por falar nisso, visite meu rp!
    Espero a continua&#231;&#227;o,



    AK
    AK



    Isso que bate no meu coração
    é o sentimento de ser campeão
    já rodei o mundo e posso te dizer
    o choro é livre, difícil de conter
    O passado é glorioso e o futuro é vencedor
    Explode torcida! Agita bateria!
    O GRITO É TRICOLOR!


  8. #48
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    a historia tah muito boa!! comecei ontem e gostei bastante, mas vc podia prestar mas atenção aos erros d digitação, e eu acho q jah vi o nome do cap. VIII antes em algum lugar...
    skiner...

  9. #49
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    Olá a todos! Por uns problemas que surgiram, vocês podem perceber que estou retired, não é?

    Pois bem, eu decidi continuar com o rp, que tinha pensado em abandonar por falta de público u.u...

    Mas percebi que tenho um compromisso com vocês aqui, que leram esse rp e que aguardam mais um capítulo até hoje, 20 dias após a última vez que postei nesse fórum...

    Então, foda-se o retired, hoje mesmo eu escrevo o capítulo 13 e posto aqui! E também, a pedidos, vou escrever apenas esse rp, ok?

    Detalhe: Tópico ñ foi revivido, última postagem foi feita a 10 dias xD

    Grato
    Dezesseis anos depois, estamos em paz.

  10. #50
    Avatar de Lupo Skiner
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    pois esta sendo revivido agora!!:riso:
    eu, como todos os outros aki, gosto bastant da sua historia e não quero q ela acabasse d maneira tão ruim:wscared:
    por isso, falando por todos, volta a escrever o rp plz!!!!!
    espero q continue, ate mais...

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