Índice:
Prólogo, nesta página mesmo xP...
Capítulo 1 - Lar
Capítulo 2 - De Volta à Ativa
Capítulo 3 – Início do Dever
Sem Destino
Prólogo
Londres, 20h00
Estou entediado. Demais. Duas horas aqui sentado, sem fazer nada. Esvazio mais um copo de vodka, já tomei três doses. Chega, estou de serviço, não posso exagerar. Vai, só mais uma...
- Garçom! – O desgraçado demora a atender meu chamado, ficando um longo minuto servindo e paparicando um casal americano, mas finalmente vem a mim, fazendo a pergunta de praxe:
- Deseja algo, senhor?
- Sim, traga mais uma dose de vodka, por favor.
- Pois não...
E vai-se embora. Bem, a única coisa que tenho que fazer é esperar. Apenas esperar, e nada mais. Esperar o garçom trazer minha quinta, ou quarta, dose de vodka, e esperar também “ele”, que come feito um porco, que nojo...Se empanturra com macarrão talharim, e o digere junto com um vinho tinto, um Château Petrus, safra de 88, distribuído numa pequena taça de cristal. Não merece o que come ou bebe, é um canalha. Mas ele há de pagar pelo que fez...
O lugar que estou eu nunca pensaria em entrar se não fosse um local crucial para a realização de meu trabalho. Restaurante chique, que tem o mesmo nome do vinho que o gordo branquelo consome: Petrus. Chique, e caro, repleto de grã-finos hipócritas e “burros”, que acham que tendo muito dinheiro deixam suas vidas ótimas e maravilhosas, quando na verdade não são nada, são uns merdas, um bando de merdas...
Além disso, tenho que aturar a música que é tocada, se é que se pode chamar isso de música. Um velho homem dono de uma lisa barba branca, todo bem trajado, toca no piano uma melodia triste, lenta, sem graça...Ah, lá vem ele. O som produzido por seus largos passos em seus sapatos de bico fino me tira a atenção da música, finalmente voltou:
- Aqui está outra dose de vodka, senhor.
- Novamente, obrigado.
- Disponha.
Ahh, que alívio. Sensação maravilhosa de uma bebida gelada escorrendo por minha garganta, me encorajando mais ainda para o que terei de fazer. Não que eu já não tenha feito isso, mas sempre dá aquele frio na barriga nessas horas. Mas nunca falhei, e isso não haverá de acontecer hoje...
Ele ainda come. Mas que porra! Paciência, paciência...Não olhe direto pra ele, pode desconfiar de algo. E, se desconfiar, vai tudo por água abaixo, e outra chance não terei tão cedo...
Não agüento mais ficar sentado. Levanto-me, vou ao telefone que tem no balcão do bar. Fico lá, fingindo que estou tentando fazer uma ligação, apertando dígitos aleatoriamente, mas na verdade só o observo, esperando a hora certa...Que, até que enfim, parece ter chegado...
Ele fica em pé, finalmente. Paga com um cartão de crédito o que consumiu, espera o garçom voltar com ele e vai ao banheiro...
Deixo vinte libras em cima de minha mesa, deve pagar as bebidas, e vou atrás dele, é agora...
Entra no banheiro masculino, obviamente. Vai no mictório, jogar fora o carérrimo vinho que acabara de tomar.
Entro também, dando pequenos passos, silenciosamente. Ele ainda não me viu. Está agora lavando as mãos, e se vendo no espelho, olhando sua face feia e redonda. Chego perto dele, escondendo em minha mão esquerda atrás das costas meu apetrecho que irá ajudar na execução.
Repara em meu semblante refletido no vidro. Olha ligeiramente para mim, mas depois me encara, ao perceber que não saio de seu lado.
- O que você quer?
Foram suas últimas palavras. Logo depois, em questão de milésimos de segundos, levanto a faca que escondia, agarro sua cabeça pela testa e a puxo para trás, para logo em seguida passar a ferramenta cortante em seu seboso pescoço, fazendo jorrar sangue por suas roupas de grife e pelo chão do banheiro. Está morto, ou quase.
Tenta falar algo, acho, mas cai no chão, tosse, coloca as mãos no pescoço, na ilusória esperança de fazer o sangramento cessar. Cospe sangue, se debate mais um pouco, e finalmente para de se mexer. Terminou...
Desgraçado, gotas de sangue pingaram em minha camisa branca. Era a minha favorita, seu maldito...
Coloco um terno por cima da camisa, escondendo as manchas do líquido vermelho. Lavo o meu rosto, também se sujou um pouco. A faca, minha aliada, preciso limpa-la também...
Calma, você já terminou, já terminou, relaxa...
Arrasto o corpo para dentro de um dos sanitários, e o deixo em cima da privada. Não desconfiarão de nada por algum tempo, poderei sair em paz. Pronto, tudo arrumado, limpo. Posso ir embo...Merda!! Que susto. Meu celular, toca, quase me fazendo ter um ataque cardíaco...
- Alô?
- Já fez?
- Já. Está morto.
- Ótimo, pode voltar.
Desliga. Saio do banheiro, do restaurante, e logo depois nem na cidade, nem no país, estarei mais. Voltarei para “casa”. Mas, resta a dúvida: Por que matei ele? Bem, na verdade, não sei ao certo...Só sei que são ordens...
Dard*Bem, só pra mudar um pouco de escrita, não ficar só no "Amor Eterno...". Pequeno, mas diga o que acharam, critiquem, etc x)...![]()
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