Demorou, mas chegou.
O capítuilo novo será apresentado aqui e agora.Vamos lá.
Universo 2, capítulo 6: Lúcifer.
Jabba havia partido pela manhã de Rocio.No começo só sentira um borrão e uma espécie de formigamento seguido de inconsciência.Ele podia odiar as viagens espaciais mais do que qualquer um naquela galáxia, porém o que estava em jogo era o futuro de cinco espécies inteligente, inclusive os três ex-membros da aliança.Então ele tinha que engolir o próprio asco.
Neste momento ele se aproximava do alvo das mais recentes discórdias: a cidadela Nexus 2.Enquanto a nave passava o grande anel¹ orbitava ao redor de Malebólgia, ele ouviu o primeiro som.Era quase como o som roubo de uma pancada, mas havia algo mais.Era um som de derretimento constante.Virou-se á sua direta e sua asa parecia se desprender.
-Droga!Spirictiatus não!Era o que eu menos precisava agora!
E então o Dinkkel negro se concentrou.Um a um os anjos foram simplesmente aparecendo.E isso não ajudou muito na calma do grande Rei.Uma massa prateada de armaduras se formara à volta da nave e agora as duas asas eras descoladas pelas espadas de luz dos anjos espirituais mais rápido do que ele podia acompanhar.
Finalmente, o metal se desprendeu com um som oco e voou para o espaço, enquanto Jabba esperava a queda.Porém os Gaeeles o apararam.
-Ótimo- pensou ele- posso estar vivo, mas estou preso neste planeta.
Quando finalmente a nave foi pousada no chão, os anjos sumiram mais rápido do que haviam vindo.Ao pôr seus pés para fora do veículo, percebeu duas coisas vitais.A primeira fora sua localização.Ele estava parado na grande praça principal, o único local sem construções da grande metrópole.Enquanto Spiricti Santi circundavam o grande terreno, formando um grande círculo, e não havia uma alma viva na grande cidade, a ponto do silêncio ser irritante.
Foi quando finalmente o silêncio foi interrompido por uma trovoada.O que era extremamente estranho em Malebólgia, que não via chuvas desde da época dos cronulares.Foi quando o grande rei decidiu olhar para as grandes torres.E foi a primeira vez que Jabba precisou sentir medo.
Ao redor das quatro torres, havia nuvens.Mas não eram nuvens comuns.Elas pareciam ter vida própria, se contorcendo enquanto raios negros cruzavam a sua superfície, liberando roncos baixos.E eram nuvens escarlates.
Deu dois passos para frente, temente de que aquela coisa fosse explodir.Não era a aparência que o fazia crer isso.Simplesmente aquilo, ou melhor, dizendo, aquela coisa, irradiava periculosidade por cada centímetro cúbico daquela nuvem.E por que não dizer, por cada poro.
Foi quando os portões se abriram e, daquela massa vermelha saíram dois guardas.Pelas armaduras negras como o azeviche, deviam ser da divinaus de Lúcifer.Quanto honra, ser recepcionado pela guarda de honra do imperador.
Deixando o sarcasmo de lado, caminhou até os dois. Percebeu que aquilo exigia cuidado quando, sem ao menos dizer nada, duas lâminas se dirigiram, uma para seu pescoço enquanto a outra chegou a encostar em sua armadura, na região do peito.Ele podia sentir o calor da luz concentrada e o suor começara a lhe escorrer pela fronte.
-Nos acompanhe.Não sabemos por que, mas o grande Lúcifer quer vê-lo.
Deu de ombros e esperou os dois se virarem para seguí-los.Era melhor do que ter o pescoço separado da cabeça por um soldado.Quando passaram pela nuvem rubra, sentiu um arrepio percorrer todo seu corpo.Era um sensação de poder bruto passando por ele, preenchendo cada espaço intra-celular.Quando finalmente passaram pelo véu, coisa que ele chegou a pensar que nunca aconteceria, a sensação passou e ele se viu frente a frente com o local mais inexpugnável daquela galáxia.
Finalmente aquele dois portais gigantescos se abriram, revelando um salão de extremo bom gosto.As paredes eram de um tom leve de amarelo, enquanto sobre o piso descortinava-se uma espécie de tecido fino, de um vermelho intenso.
Deu os primeiros passo,sentido a maciez inesperada daquele pano.O salão se relevara um corredor extenso, no qual ele seguia passo a passo com os guardas o cercando.Podia sentir a observação dos anjos caídos que certamente lhe vigiavam caso ele resolvesse tentar algo.
Finalmente aquele corredor terminara de forma brusca e um batente fixo no meio do nada.Não tinha nem porta nem ao menos parede atrás daquela moldura de madeira.Somente o batente.Mais nada.Foi quando o guarda que estava imediatamente atrás dele vociferou.
-Jabba, dos Dinkkels!Esta é a “porta que dá para todos os lugares”.Quando atravessar este batente, pronuncie a palavra.
E dito isso encostou a espada em seu pescoço em um claro gesto que significava “ande”.
Quando ele fora retrucar, não sabendo estas sílabas, quando abriu a boca para dizer que ele não havia lhe dito a palavra aquele alfabeto apocalíptico invadiu o seu cérebro novamente.E desta vez ele não tinha os outros Jam-Packed Labels para reter o som.Quando o som cessou, o grande rei estava ajoelhado, as mãos coladas no ouvido.E aquela palavra parecia que nunca sairia do sue cérebro.
Levantou-se, tentando restaurar a dignidade que lhe fora arrancada tão rapidamente naquela visita ao palácio dos Treze Grandes.O suor lhe banhava a face e o corpo.Os joelhos tremiam.E ele não tinha certeza que podia pronunciar o alfabeto dos anjos caídos ou repetir mais uma vez a experiência para aprender.
Porém, quando atravessou o delicado batente, o universo pareceu se descortinar á sua frente, enquanto a palavra lhe subia ao cérebro.E foi então que, como o anjo, ele pronunciou o som de milhões de almas destruídas sem abrir a boca e assim feito, uma grande luz o cegou.
Quando a visão voltou, o universo em miniatura tinha ido embora.Sobrara um quarto.Era maior que tudo que ele já havia visto.Ele parecia se estender até onde a vista alcançava.Ou seria apenas a visão distorcida que a luz provocara.Quando levantou, viu as nuvens rubras que envolviam a janela e teve certeza.Estava na torre dos treze.E pelo visto, no quarto de um dos figurões.
Sua armadura havia sumido e jazia exposta em um domo de vidro, como se fosse parte de uma exposição.Quando começara a analisar o quarto, um sol, um leve chiado lhe chamou a atenção.E fora seguido pelo característico ruído da tosse.
Ao virar-se para investigar, deparou-se com Lúcifer.Ou o que sobrara dele.A figura que jazia parada á sua frente vestia a característica armadura que lhe fazia a fama.Porém ele estava diferente.As grandes asas brancas soltavam suas penas, em um arremedo cômico de inverno, enquanto ele parecia que sucumbiria ao peso do metal a qualquer momento.
A espada cortadora de mundos, como era retratada, jazia estacionada na parede.Sua lâmina reluzente agora parecia ter perdido o fio e chegava a ser deprimente vê-la repousando longe do último dos anjos.Dos verdadeiros anjos.
-Bons ventos o tragam, Jabba!- a voz dele parecia rouca e fraca.Não parecia a mesma voz que ouvira á algumas horas, enquanto o feitiço era conjurado.-Seja bem vindo à Malebólgia.
Jabba realmente pensara em responder com o sarcasmo característico de sua pessoa.Mas se contera.A figura á sua frente podia estar acabada e ser digna de pena.Mas ele não esquecera das lendas.Lendas que retratavam o real Lúcifer.E algo lhe dizia que o grande anjo ainda era capaz de muitas daquelas coisas.
Foi quando ele tossiu, e junto com a tosse do maior dos treze, a nuvem rubra se agitou.E uma trovoada se ouviu ao longe.”Droga!” era tudo o que o Dinkell podia pensar.Então aquela coisa fazia parte de Lúcifer?Neste momento ele já se perguntava se era prudente desafiá-lo mesmo.O anjo fez alguns acenos com a mão e cadeiras se moveram devagar pelo quarto.Pelo visto a intenção era que elas voassem até eles, mas ele não parecia mais ter toda esta força.Afinal e contas, até onde chegava o poder de Lúcifer após este feitiço anterior?
O anjo se sentou, a armadura rangendo.Limpou a garganta para falar e até isso foi o suficiente para despertar a fúria do gigante rubro do outro lado da janela, que se agitara.Sentou-se por fim.Ouviria o que ele tinha a dizer.
-Antes de mais nada, meu bom garoto- apesar do visitante não se sentir agradável com a denominação, era plausível.Mesmo que ele tivesse dez vezes a própria idade não chegaria em um centésimo da idade do anjo- Quero lhe pedir perdão.O povo anda agitado com os fatos mais recentes.
Então era isso?Jabba duvidava, mas de qualquer forma, não era hora de capitulações e intrigas.Então respondeu ao Grande.
-Não se incomode.Posso entender.Sou governante também e entendo o povo.As reações dele está fora do nosso alcance.
-Certamente.Mesmo assim quero oferecer minhas condolências e, para que volte ao seu planeta após a nossa pequena discussão, uma nave das nossas.
-Eu agradeço.Agora, Lúcifer- disse ele dirigindo sue olhar para fora da janela- aquela coisa.
-Sim, a nuvem.
-O que diabos é ela?
-Aquilo?É exatamente o que parece.Poder, puro e bruto.
-Mas o que aquilo tem a ver com a sua pessoa?
-Perguntas, perguntas e mais perguntas.Saiba que elas são desnecessárias.Pelo menos dentro desta sala.
-Então por que me chamaste aqui?
-Na verdade, você veio ao meu encontro.Afinal, tudo é relativo.
Ali começaria uma guerra de ironias se não fosse pelo estrondo maior.Era uma das divinatus pousando do lado de fora.Um estrondo maior se dá quando o espaço parece se rasgar no meio da sala.E dela saiu afigura mais grotesca que Jabba já vira.Era um anjo, ou pelo menos deveria ser.
Aquele que acabara de entrar na sala não possuía um rosto.Simplesmente da armadura cinza saia uma asa de penas brancas e uma asa metálica.Além do pescoço marcado por cicatrizes e a falta de face ou cabelos.
-Áries, aonde está sua educação!Respeite os convidados.
Um rugido foi ouvido na mente dos dois, antes da resposta do anjo, ou seja lá o que fosse aquilo.
-Eles fugiram!
-Quem?
-Os Slithrekains!Os malditos ceifadores!
-O que?!Soem os alarmes!A divinatu maiori partirá agora mesmo!Vamos vascular cada canto deste universo até achar os bastardos!
Jabba começara a ficar preocupado.A nuvem rubra se expandira, atingindo a praça.Era preocupante.Aquela nuvem era o poder de Lúcifer.E se ela se expandia de forma tão brusca só da raiva invadi-lo, imagine o que a morte daquele ser provocaria.Quantos milênios de acúmulo de poder bruto não se expandiriam como um segundo big-bang?E quem há de saber se aquilo não arrasaria a galáxia?Então, levantou a voz.
-Não, você não deve!
O grande anjo olhara com olhos que cortariam pedras e ferveriam oceanos.Ele estava com raiva e isso podia ser visto no semblante dele.Porém ele parecia se controlar, certamente no limite da sua raiva.
-Por que eu não deveria, Jabba, de Rocio?
-Por que você não pode quebrar as próprias leis.mande suas divinatu.Um para cada planeta.Ocupe-os. Um dia achará os malditos Slithrekains.E depois que os eliminar, tudo voltará ao normal e poderá voltar para Malebólgia.
-Humm...Boa idéia.Mas você permitirá a invasão de Rocio, Rei Jabba?
-Não.Eu disponibilizarei nossas cidadelas para revista.E talvez até permita uma força-tarefa.Mas domínio?Não.
O anjo raciocinou por alguns instantes antes de lhe oferecer a mão para que apertasse.Ao chacoalhar as mãos, o acordo estava selado.Foi então que Malebólgia ouviu a ordem.As divinatus deveriam estar prontas ao amanhecer.
Enquanto isso, na fronteira da galáxia, uma rota se formava.Uma grande nave triangular era cercada por naves menores, toa interligadas entre si.Definitivamente aquilo formava uma cidadela complexa.
Dentro da grande nave, aranhas se movimentavam de um lado para o outro em salas com grandes tubos preenchidos com um líquido esverdeado.E dentro do tubo, mais uma daquelas aranhas.Porém, dentro do tubo, rajadas elétricas passavam pelos seres, causando um brilho latente naquela sala.
As aranhas a que nos referimos não eram aranhas.Aqueles seres mais se pareciam com grandes vermes.Porém ao longo do seu corpo alongado estendiam-se oito patas, 4 de cada lado.A cabeça formava um triangulo, quase como um bico.Outro fato marcante era que absolutamente daquelas criaturas eram metálicas.
Rastejavam ao redor de dois seres de pele acobreada.Estes dois se comunicavam por croquitares baixos.e pareciam mexer em um complicado instrumento.Do alto da sala, indivíduos de pele dourada observavam a todos.De súbito, a sala para e uma voz metálico pode ser ouvida.
-Ótimo.Começou.Mais uma galáxia vai ser nossa.
Novamente os croquitares tomaram conta da sala e, aquela estrutura sem nexo começou a se mover no espaço.A sorte estava lançada.
Glossário:
1-Grande anel: A estação Nexus 2 é um anel que circunda o planeta Malebólgia.
Pois bem, aí está.Espero que gostem.